sexta-feira, 10 de julho de 2020

Eleição PREVI 2020 - Eleitor incrédulo


Eleitor incrédulo, em 08 de maio de 2012

Marcos Cordeiro de Andrade

Aviso importante: Poderia ter escrito esse texto hoje, com ligeiras modificações. Mas o fiz em maio de 2012 como aí está. A reedição serve de preâmbulo à escolha da atual CHAPA 2 – Mais União (13/07 a 27/07/2020).

Caros colegas,

1962. Há exatos 50 anos entrei na vida da PREVI. No dia 15 de maio daquele ano, ao tomar posse no Banco do Brasil como concursado tive um dia cheio de tarefas protocolares a cumprir. Entre a apresentação ao contador, subgerente à época, e o final do expediente, fui submetido ao juramento à CIC, saudável e saudoso trote, e assinatura de vários papéis, dois dos quais considero os mais importantes contratos da minha vida: as propostas de adesão à CASSI e à PREVI. E mais um terceiro, que até agora somente me serviu para mostrar o caminho do endividamento – a CAPEC, fonte do Empréstimo Simples.

Desde então encarei eleições sucessivas para escolha de Dirigentes da PREVI por toda essa metade de século. No início, e até certo ponto, acompanhando o voto dos veteranos sem muita convicção do que fazia, por inexperiência e desconhecimento de causa. Depois, mordendo o cabresto, adquiri vontade própria e passei a votar conscientemente e, posso dizer, sem desperdiçar nenhuma escolha.

Mas veio o tempo de mudanças em que votar deixou de ser sinônimo de vontade para se transformar em necessidade. E aí o bicho pegou. Foi a partir de quando a ganância se apossou das duas partes envolvidas nessas eleições. E até hoje tanto votado como votantes engalfinham-se na luta pelo poder. De um lado, o objeto foi dominado pela voraz fome de divisas do Patrocinador. Do outro, a gana com que os eletivos se digladiam na busca do voto – e de empregos - torna a disputa num ato nojento.

Muito se diz que os Eleitos da PREVI não têm poder de mando, nada decidem e, consequentemente, nada fazem. A desculpa é que foi abolida a figura do corpo social, alijado da necessidade de ser consultado para aprovação – ou negação – de mudanças vitais. Somado a isso nos empurram o voto de qualidade como justificativa para a subserviência condenável.

Validado ou não, esse nhém, nhém, nhém constante soa como choro de criança birrenta que não quer fazer o dever de casa. Mesmo impedidos de peitar os seus patrões os eleitos não são forçados a permanecer no cargo. Nem têm mordaças impostas à força. Todavia, com essas desculpas se apegam aos cargos como rêmoras comensais trocando convenientes gentilezas, e como vacas de presépio permanecem a concordar com tudo. Nisso justificando assertivas: eu te limpo o dorso e me dás comida; mantenho-me calado e garanto meu gordo salário extra. E assim nada fazem. E não gritam. Nem sussurram sequer. Nem ao menos movem uma palha, pois se para o amo está bom assim, para eles melhor ainda com a garantia de um fim de velhice tranquila, de burra cheia, à custa dos “seus eleitores”.

No momento estamos no olho do furacão de mais uma eleição, pródiga de chapas concorrentes a nos atormentar o sossego. No saudoso ano de 1962 comecei a jornada com chapas únicas, apresentadas pelo bom senso, depois duplas, para contemplar escolhas. E foram aumentando em número pela necessidade de satisfazer políticas e politicagens. Hoje já são seis (*) na disputa. Também para nada fazer, será?

Provavelmente sim, respondo, pois as pífias plataformas apresentadas seguem sempre a mesma linha. Só se vê promessas. Promessas e mais promessas antecedidas da condicional SE. Se eu for eleito farei isso e aquilo. Se nossa chapa vencer, faremos mudanças. Se continuarmos mandando a coisa vai melhorar. Se entrarmos, limparemos a casa. E tudo será maravilhoso.

Assim sendo, votem todos com a certeza de que lhes darão o bem bom. E que continuarão sendo ludibriados pelos que elegerem. Pois a experiência nos diz que eles seguirão a mesma postura de serviçais que entram magricelas na casa do patrão e saem pançudos, bem nutridos da mesa farta depois de cumprir as tarefas corriqueiras e simples – manter a mansão em ordem e polir a prataria e os cristais com o uso diário das mordomias alimentadas. Mas sem tirar nada do lugar porque o patrão é cioso conservador e não permite mudanças. Mas entrem, cumpram direitinho o seu mandato que, ao sair, terão estendido à porta o tapete vermelho das sinecuras ofertadas pelo bom comportamento – por não terem bulido nos mimos do patrão. Deixando a casa pronta para receber os magricelas da hora que virão ser cevados no chiqueiro de luxo.

Mas desta feita o meu voto não terá. A não ser que alguém mude o discurso. Para fazer jus à minha escolha será preciso algo mais que simples promessas - quero certezas. E não exijo muito. Basta que uma meia dúzia de seis se una e mostre coragem de gritar. De cobrar. De exigir. De ser capaz de me convencer que, de fato, podem e querem fazer. E que farão.

É suficiente que se perfilem em manifesto contundente exigindo, já agora, postura comportamental independente dos que saem. Digam-lhes o que querem que façam ainda nos cargos ocupados porque há tempo.  Disponham o rosário de necessidades prementes a ser amparadas e que são muitas. Mas podem começar com as mais elementares: a resolução do endividamento opressivo dos aposentados e pensionistas; o realinhamento do Plano Um; a reforma do estatuto; a troca do índice de reajuste para um mais condizente com a realidade inflacionária; a reposição das perdas dos benefícios; o enquadramento da CARIM com tratamento humano aos seus mutuários; a uniformidade de tratamento aos assistidos; a elevação do percentual do benefício das pensionistas; atendimento justo aos Pedevistas e outros aviltados; a reparação isonômica da destinação do “renda certa”; o atendimento aos pleitos judiciais, etc. etc. e etc.

Se essa declaração conjunta vier de qualquer das chapas oposicionistas terá o meu voto. E, com absoluta certeza, dos milhares de insatisfeitos com o que hoje existe o que, obviamente, lhe dará a vitória. Mas há uma condição. Que no rodapé do manifesto conste o compromisso de que, se até a metade do mandato as promessas de campanha não forem cumpridas todos renunciarão aos cargos, juntamente com seus suplentes para proporcionar novas eleições que lhes dê substitutos honrados, como não conseguiram ser.

Assim, darei nome à chapa a merecer o meu envelhecido e exigente voto. Caso contrário, esqueçam, pois, como se diz na minha terra, quem quiser ser grande sem trabalhar que nasça em paul.

*(agora apenas duas, novamente).

Curitiba (PR), 08 de maio de 2012
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Marcos Cordeiro de Andrade –
Associado PREVI desde 15/05/62
Matrícula nº 6.808.340-8
cordeiro@marcoscordeiro.com.br 

domingo, 5 de julho de 2020

Suspensão de parcelas - Hipocrisia e Soberba



HIPOCRISIA
Marcos Cordeiro de Andrade

Costumeiramente, todo final de ano surge um sem número de pedidos para suspensão de parcelas do ES da PREVI. E ela nem sempre nos atende. Ocorre que esses pedidos nada mais são do que a constatação da má remuneração de grande parcela dos participantes, em consequência da corrosão sistemática dos benefícios previdenciários.
Para esses assistidos o ES já foi uma tábua de salvação, quando os parâmetros para concessão permitiam a renovação do mútuo a cada seis prestações pagas, para todos. Isso se tornou rotina e satisfazia aos endividados, funcionando como reforço dos proventos até que os tecnocratas do Fundo encontraram meios de dificultar essas renovações - engessando prazos de acordo com a evolução da faixa etária na contramão do bom-senso. Significando dizer que a equação formada estabelece uma cruel inversão de direitos: quanto mais velho o mutuário menos amparo usufrui por conta do ES, pouco importando que isso fira o Estatuto do Idoso. Note-se que a PREVI alardeia que o ES foi criado para melhorar a qualidade de vida dos seus participantes.
Agora, mais que em qualquer época, ressurge com força os pedidos de suspensão de mensalidades, justamente porque, em atitude espontânea, a PREVI suspendeu a cobrança das prestações de maio e junho recém passados. E há expectativa de que a providência seja renovada, uma vez que a motivação repousou sobre os efeitos da pandemia que nos atinge e que, desgraçadamente, não dá indicativos do esperado arrefecimento dos seus efeitos maléficos.

A par do que aí está, na delicada conjuntura presente, nos entristece saber que as pessoas que precisam do amparo emergencial prestes a se positivar conviva com quem tripudia dessa necessidade inconteste. É o caso de se implorar que, se não precisam de ajuda externa que agradeçam a Deus pelo privilégio de que são portadores. E se valham da condição para ajudar a quem precisa dando um pouco do que lhes sobra, mas, se não se dispuserem a renunciar de parte do seu rico dinheirinho, saibam que ficando calados também contribuirão para minorar o sofrimento do seu próximo (sem gastar um tostão sequer). Quando existe a esperança de que a PREVI se sensibilize, em nada contribui alguém vir a público dizer que não há necessidade de suspender mensalidades do ES, argumentando com seu exemplo único como “se todos fossem iguais a você”.
Taxativamente, entendo que os bafejados pela sorte não devem se posicionar condenando os menos afortunados, fechando os olhos para os percalços vivenciados por estes. De se notar que nem todos os aposentados do BB fazem jus às previsões do início da carreira, quando se lhes diziam: “parabéns, você está feito na vida”. Os que hoje assumem postura que corrobora essa premonição esquecem que o mundo é feito de diferenças sociais. Esquecem que grande parcela de funcionários do BB marcou passo no Interior perdendo oportunidades de ascensão funcional, o que culminou em aposentadorias irrisórias. Esquecem também das pensionistas que amargam pensões com rebate de 40% do salário do provedor, arcando com 100% das responsabilidades deixadas por ele. Esquecem dos que se depararam com infortúnios vários no decorrer da existência. Assim como esquecem daqueles que têm filhos e/ou netos às suas expensas por terem perdido os empregos em razão da pandemia que aí está. Bem como esquecem dos que, pela vontade Divina, têm filhos portadores de deficiências. Por conseguinte, é válido inferir que os propagandistas da máxima de que o ingresso no BB os carimbou como estando “feitos na vida” não é abrangente. Mesmo assim, nada garante que gente da espécie sustente essa postura sem que ela reflita egoísmo latente. No entanto, é inadmissível que a insensatez atinja o ponto de se negar amparo a um necessitado. Como igualmente é plausível acreditar que põem força no que dizem querendo demonstrar honestidade de propósitos. Porém esses arroubos não lhes trazem benefício algum, mas, ao contrário, minam os anseios de muitos necessitados. Há até quem diga que a situação criada pela pandemia em nada alterou sua rotina financeira, o que é difícil de acreditar. É bazófia. Ou é vontade de aparecer a qualquer custo. Também, se posicionar perante a PREVI como exemplo a ser considerado em prejuízo de outrem é negar o pão a quem tem fome, pois “mais ajuda quem não atrapalha”.
Sem exagero algum, essa concessão cairia como um bálsamo sobre as feridas do endividamento com o ES, impossível de conter. Nesse entendimento, e sem querer ser piegas, mas com intuito de dividir minhas lágrimas com quem as tenham abundantes, tomo a liberdade de reproduzir relato que me chegou ontem, esperando que os cabeças pensantes da PREVI atentem para seu significado:

“Eu, particularmente, não consegui suspender as parcelas de meu empréstimo, pois estava confinado, sem acesso a informações. Soube da suspensão, somente dia 01 de maio e o prazo tinha sido até 30 de abril. Enviei um e-mail para a PREVI, contando a minha situação, mas não aceitaram, alegando que o prazo tinha sido até 30 de abril. Depois, enviei um e-mail para a Dayse, contando a minha situação e pedindo o e-mail do presidente da PREVI; ela informou-me que não tinha o e-mail da presidência. Depois, enviei um e-mail para a ANABB aqui no (...), pedindo sua intervenção, no sentido de suspender as parcelas de meu empréstimo e, até agora, nada. Enviei cópia do e-mail para a ANABB em Brasília e nada; enviei cópia do e-mail para o e-mail dos ASSOCIADOS PREVI, atenção do Marcel Barros e nada.
Qual a minha situação: o valor de minha aposentadoria é pequeno e, para complementá-la, sou corretor de seguros e de imóveis. Tenho uma filha, que tem três filhos, de três pais diferentes e nenhum paga pensão alimentícia, pois são uns irresponsáveis. A minha filha mora comigo, juntamente com seus três filhos e, devido à pandemia, ficou sem trabalho e sem ganho, pois é autônoma. Com isso, a despesa ficou toda na minha costa, o que tem me tirado o sono e a minha tranquilidade. Imagine você, sustentar uma família de seis pessoas - eu, minha mulher, minha filha e meus três netos -, pagando água e luz de quase R$ 1.000,00, supermercado, transporte, colégio, vestuário, saúde, etc. Para quem ganha muito - como muitos colegas aposentados -, é fácil, mas para quem ganha pouco, é muito difícil.
Abraços fraternos para todos.”

Relendo esse desabafo, custo a crer na existência de quem faça da soberba uma virtude e não se preocupe em aliar esse conceito à hipocrisia.

Desse modo, alguém precisa incutir na cabeça dos insensíveis os pontos cruciais que envolvem uma esperada suspensão de mensalidades do ES, porque a pleiteada providência tem caráter opcional - somente será beneficiado (ou prejudicado) quem manifestar o interesse.

Comecemos por dizer que essa é uma dívida impagável com recursos próprios e em circunstâncias normais, posto que, para quem chegou ao limite do empréstimo a liquidação enfrenta montante muito elevado e para a maioria dos tomadores somente será honrada com o Seguro por morte em razão da idade. Aqui vale argumentar que as prestações suspensas serão projetadas para o final do prazo, obviamente acrescidas à dívida e, na maioria das vezes o devedor morrerá antes de liquidar todas as parcelas, mês a mês (a não ser que tenha descoberto o elixir da juventude). Para sua tranquilidade, ocorrerá a liquidação com seu próprio dinheiro – antecipado na forma do FQM. Não haverá calote e todos serão felizes: a PREVI receberá o dinheiro emprestado; o mutuário partirá em paz, sem a dívida do ES e os seus herdeiros não arcarão com esse ônus.

Curitiba (PR), 05 de julho de 2020.

Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado – 81 anos
Matrícula nº 6.808.340-8

sexta-feira, 3 de julho de 2020

PREVI - Suspensão não confirmada



RESPOSTA DA PREVI – Lamentável

03/07/20
Nº de Atendimento: 82685943
e-mail: cordeiro@marcoscordeiro.com.br


Marcos,

Em atenção a sua solicitação, informamos que não há previsão de suspensão das próximas prestações do Empréstimo Simples.

Atenciosamente,

Gerência de Atendimento
PREVI


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Data: 01/07/2020 19:17:02
Assunto: Empréstimo Simples
Tipo: Solicitação

Mensagem:
As medidas de cunho material e profiláticas adotadas pelas autoridades para minimizar os efeitos da Covid 19 entre nós estão sendo cuidadas e renovadas (ou aprimoradas). A AAPPREVI, em boa hora se fez presente em auxílio aos devedores do ES com a suspensão das mensalidades de maio e junho. Como a pandemia continua seu caminho devastador, sem dar mostras de arrefecer esse comportamento, esperamos que a PREVI acompanhe a rotina de providências paralelas e renove a benfazeja suspensão consumada, levando em conta que, segundo o próprio FUNDO:
¿A medida tem como objetivo ajudar na preservação do fluxo de caixa dos associados, tanto do Plano 1 quanto do Previ Futuro, e atenuar possíveis impactos negativos que os participantes e seus familiares possam sofrer no orçamento devido à pandemia do novo coronavírus¿.
Assim sendo, tomo a liberdade de perguntar quando o esperado anúncio será veiculado, providência essa que abreviará os efeitos da ansiedade que atinge a todos os envolvidos, já bastante afetados pelos males inerentes ao isolamento forçado a que estamos submetidos.
Curitiba (PR), 01 de julho de 2020.
Atenciosamente,
Marcos Cordeiro de Andrade
Matrícula nº 6.808.340-8


Matrícula: 6808340
Nome: MARCOS CORDEIRO DE ANDRADE
DDD-TEL: 41 Telefone: 30450370
E-mail: cordeiro@marcoscordeiro.com.br

quarta-feira, 1 de julho de 2020

ES - Pedido de suspensão de parcelas



ES – Pedido de nova suspensão de parcelas

Senhor(a) MARCOS CORDEIRO DE ANDRADE
Data: 1/7/2020
Tipo: Solicitação


A PREVI confirma o recebimento da mensagem abaixo.
Aguarde nosso retorno em breve.

Gerência de Atendimento
PREVI

 À PREVI.

As medidas de cunho material e profiláticas adotadas pelas autoridades para minimizar os efeitos da Covid 19 entre nós estão sendo cuidadas e renovadas (ou aprimoradas). A PREVI, em boa hora se fez presente em auxílio aos devedores do ES com a suspensão das mensalidades de maio e junho. Como a pandemia continua seu caminho devastador, sem dar mostras de arrefecer esse comportamento, esperamos que a PREVI acompanhe a rotina de providências paralelas e renove a benfazeja suspensão consumada, levando em conta que, segundo o próprio FUNDO:

“A medida tem como objetivo ajudar na preservação do fluxo de caixa dos associados, tanto do Plano 1 quanto do Previ Futuro, e atenuar possíveis impactos negativos que os participantes e seus familiares possam sofrer no orçamento devido à pandemia do novo coronavírus”.
Assim sendo, tomo a liberdade de perguntar quando o esperado anúncio será veiculado, providência essa que abreviará os efeitos da ansiedade que atinge a todos os envolvidos, já bastante afetados pelos males inerentes ao isolamento forçado a que estamos submetidos.
Curitiba (PR), 01 de julho de 2020.
Atenciosamente,
Marcos Cordeiro de Andrade
Matrícula nº 6.808.340-8

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Convênio INSS/PREVI - Prorrogado



Notícias (Site Previ)

12/05/2020

INSS prorroga pagamento pela folha da Previ.
Instituto encaminhou novo comunicado à Entidade em 8/5.
O INSS comunicou em 8/5, por meio de novo ofício enviado à Previ, que os benefícios do instituto permanecerão sendo pagos na folha da Previ até o retorno de todas as atividades presenciais desenvolvidas nas Agências da Previdência Social. A decisão se deu em função do cenário atual de pandemia que estamos vivendo.
Em janeiro, o instituto havia informado que seus benefícios permaneceriam na folha da Previ até a competência de junho de 2020, conforme divulgado na notícia INSS prorroga pagamento pela Previ até junho deste ano.
Fique tranquilo que estamos trabalhando para garantir o pagamento de seus benefícios. Em caso de novas orientações do INSS, você ficará sabendo em primeira mão.

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Senhor(a) MARCOS CORDEIRO DE ANDRADE

A PREVI confirma o recebimento da mensagem abaixo.
Aguarde nosso retorno em breve.
Gerência de Atendimento
PREVI
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A Previ adotou o regime de teletrabalho para resguardar a saúde de 
seus funcionários e colaboradores. Nesse período, o tempo médio de 
resposta do Fale Conosco está maior do que o normal
Contamos com a sua compreensão.
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Esta mensagem é automática e seu retorno não é monitorado.
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Data: 7/5/2020
Tipo: Solicitação

Mensagem: Encareço informar se o “Acordo de Cooperação Técnica firmado com o INSS” foi estendido para além do mês de junho/2020, conforme expectativa criada nesse sentido com a notícia divulgada no Site da PREVI em 16/1/20, como abaixo: 

“16/01/2020
INSS prorroga pagamento pela Previ até junho deste ano
Instituto encaminhou comunicado à Entidade em 16/1.
O INSS informou, por meio de ofício enviado em 16/1, que os benefícios do instituto permanecerão sendo pagos na folha da Previ até a competência de junho de 2020.
A prorrogação do prazo é resultado de pedido efetuado pela Previ ao INSS em 10/1, após reunião realizada em sua sede no Rio de Janeiro, com o intuito de buscar uma solução para a manutenção do acordo com o instituto.
A Previ continuará a informar seus associados em caso de novas orientações.”

Grato,
Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado matrícula nº 6.808.340-8

sábado, 25 de abril de 2020

Resposta da PREVI - 24-04-20



RESPOSTA DA PREVI em 24 de abril de 2020

PRESI/GABIN-2020/0136
Rio de Janeiro (RJ), 24 de abril de 2020

Ilmo. Sr. 
Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente 
Associação dos Participantes, Assistidos e Pensionistas do Plano de Benefícios nº 1 da PREVI – AAPPREVI
Assunto: Correspondência de 17/03/2020


Sr. Presidente,


 Fazemos menção à vossa correspondência de 17/03/2020, recebida em 27/03/2020, para registrar que a PREVI está atenta ao avanço da pandemia do novo coronavírus e suas consequências, e tomou uma série de providências com o objetivo de evitar a disseminação da Covid-19, sem afetar a continuidade dos pagamentos de benefícios e da gestão do seu patrimônio.

Neste momento a preocupação principal da PREVI é garantir que toda essa crise não coloque em risco os benefícios que pagamos mensalmente para nossos associados e não comprometa de forma estrutural o patrimônio constituído para garantir os benefícios futuros.  

Conforme divulgado no site da PREVI, em 03/04/2020, (http://www.previ.com.br/menu-auxiliar/noticias-e-publicacoes/noticias/detalhes-da-noticia/emprestimo-simples-associados-podem-suspender-parcelas-1.htm), a Diretoria Executiva facultou a suspensão das prestações de Empréstimo Simples referentes aos meses de maio e junho, visando a preservar o fluxo de caixa dos associados dos Planos 1 e Previ Futuro, bem como atenuar eventuais impactos no orçamento dos participantes e respectivos familiares, em virtude da crise provocada pela pandemia global.

Também neste sentido, foi extinto o Termo de Adesão ao Empréstimo Simples. As operações de contratação e simulação serão realizadas diretamente no Autoatendimento do site ou do App Previ, com a utilização do login e da senha pessoais(http://www.previ.com.br/menu-auxiliar/noticias-e-publicacoes/noticias/detalhes-da-noticia/previ-facilita-acesso-ao-emprestimo-simples-1.htm). 

Entendemos que quaisquer outras medidas de flexibilização podem vir a comprometer a gestão da liquidez dos Planos de Benefícios e sua solidez para o período pós-crise, e a Previ, sensível com a situação atual e firme no cumprimento de sua Missão, segue focada em viabilizar a continuidade do pagamento dos benefícios a todos os associados, pontualmente e em sua integralidade.

Continuaremos dando ampla divulgação, por meio de nossos canais de comunicação, de todas as medidas adotadas para superarmos esse momento da melhor forma possível.


Agradecemos o contato e nos colocamos à disposição para outros esclarecimentos que se façam necessários. 

Atenciosamente,

Marcelo Coelho de Souza                                        Cleide Menezes   
    Chefe de Gabinete                                              Gerente de Núcleo

sexta-feira, 3 de abril de 2020

A Coragem de ter medo



A Coragem de ter medo
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 03 de abril de 2020.
Caros colegas.

Estou com medo. Medo de ser atingido pela força letal desse vírus maluco que passeia pelo mundo com função devastadora. Matar com objetivo inteligente parece ser parte da sua missão. Matar com viés de seleção estabilizadora ceifando vidas no final da existência, num parâmetro macabro de eliminação em massa. Parece até que ele prima em atingir a todos com estratégia de guerras, posto que dá aos jovens oportunidades de superação, para que se tornem mais fortes e duráveis - o que nega aos idosos como se o propósito se prenda à diminuição populacional, renovando o plantel para redução dos fatores que geram conflitos irreconciliáveis, pela disputa de espaços preferenciais para continuidade da existência. Como resultante do seu poder destrutivo, pode pôr fim a guerras, reordenar a fome, incutir sentimentos nobres sobrepondo-se aos comportamentos condenáveis, reinventando o amor ao próximo através da solidariedade como bem comum.

Procura-se o inventor dessa doença, como desculpa para justificar conformismos e outras posturas condenáveis. Nisso invoca-se tanto a Deus quanto ao Diabo como responsáveis pelo balanço resultante cuja velocidade para alcançá-lo deixa o mundo em polvorosa.

Mal comparando, os noticiários nos mostram estatísticas como diante de números olímpicos, onde recordes são batidos constantemente numa disputa em que as nações envolvidas não queriam estar presentes.

Especula-se que estamos revivendo um de determinados momentos em que a humanidade se viu no passado, diante de fenômenos advindos aleatoriamente para pôr “ordem na casa”. Seja para combater a fome ou gerenciar conflitos, as coisas se sucedem na forma de cataclismos temporais ou surgimento de doenças sem cura – como agora.

Por isso tenho medo.

Medo de ser um dos escolhidos pela voracidade desse vírus assassino. E este medo me leva a um viver anormal, enclausurado, modificando hábitos e cultivando solidão forçada. Mas bem sei que isso somente não basta para me tornar imune. Qualquer dia desses terei abaixado a guarda e o matador invisível adentrará meus domínios. E assim, se for a vontade de Deus, serei mais um condenado pelas mãos do Corona vírus, que terá descoberto que sou um dos preferidos para constar nos Banquetes da Morte servidos diariamente nos hospitais do mundo: cardiopata, diabético, hipertenso, e, como iguaria sublime, o fato de que tenho 81 anos de idade - provavelmente sem serventia no futuro em construção pela pandemia presente.

Mesmo assim, enquanto as autoridades sanitárias e os governantes do mundo batem cabeças nessa briga no escuro, devemos seguir as sensatas orientações que nos direcionam. Ficar em casa é a melhor delas.

Quem sabe se enclausurados demonstraremos ao vírus criminoso que ainda não estamos prontos para submissão à sua sanha – e ele nos deixe em paz para servir ao próximo com a sabedoria e experiência dos ressuscitados.

Marcos Cordeiro de Andrade
- 81 anos –
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