segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Revista DIREITOS da AAPPREVI - nº 35

 Revista DIREITOS da AAPPREVI - nº 35

Caros Colegas,

Está no ar a versão digital da Revista DIREITOS nº 35 (da AAPPREVI) contendo 28 páginas de interesse dos participantes da PREVI/CASSI - e do quadro de associados, obviamente. Em destaque apresentamos a matéria publicada no O Globo do dia 26/11 e a oportuna manifestação da FAABB refletindo a reparação da verdade destorcida pelo Jornal.

Para leitura integral, acesse:

https://www.flipsnack.com/C895E8DEFB5/revista-direitos-35-edi-o.html

Curitiba (PR), 29 de novembro de 2020.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade

Presidente da AAPPREVI

www.aapprevi.com.br

www.revistadireitos.com.br


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

 

Você sabe o que é despautério?

Marcos Cordeiro de Andrade

Curitiba (PR), 23 de novembro de 2020.

Entre outras situações, é quando o empregado ganha mais que o patrão, como no caso da relação PREVI/associados reconhecida abertamente no bojo da declaração: “É o olhar dos associados, como donos, que direciona a Previ”. Isso, com todas as letras, é o reconhecimento de que, sem sombra de dúvidas nós somos os donos do fundo e os seus gestores são nossos empregados.

Em razão disso não encontro vocábulo mais apropriado para enquadrar a remuneração dos dirigentes da PREVI como sendo um despautério, haja vista que, enquanto os benefícios distribuídos aos assistidos beiram o imponderável, os administradores são aquinhoados com verdadeiras fortunas mensais comparativamente com aqueles. Aqui é bom lembrar que não basta levantar suspeitas sem a comprovação pertinente. Quanto a isso, o quadro disponibilizado no site da Previ, nas Notas Explicativas do Relatório Anual de 2019, oferece o conhecimento pleno da situação (cujos valores envolvidos deixo de publicar por questões de ética). Mas, está tudo lá, legalmente enquadrado e, como recomenda o estudioso colega Genésio Guimarães (Genésio Francisco Guimarães, auto patrocinado do PB1 da Previ, desde 01/08/1995), é só ter boa vontade para acessar a página 170 do documento, encimada pela explicação:

“Além das transações com o patrocinador, apresentamos abaixo a remuneração mensal atribuída ao Pessoal Chave da Administração, a faixa de remuneração dos funcionários cedidos pelo Patrocinador, bem como demais transações com funcionários, Conselhos, Diretoria Executiva e Comitê de Auditoria que também são considerados partes relacionadas”.

Cá entre nós, uma vez conhecidos os parâmetros é hora de buscar o equilíbrio entre os ganhos, porém sem pensar em promover a caça às bruxas – até porque elas não existem nesse envolvimento. Os comensais do momento já encontraram a mesa posta e, famintos ou não, lhes restou encher a pança agradecendo os votos que os levaram até a bonança existente.

Todavia, não é novidade que as duas partes são responsáveis pela posição do fiel da balança que se pretende utilizar. Se por um lado não é possível reduzir salários, faça-se com que aqueles que os têm maior socorram de moto próprio os desvalidos à sua sombra. Assim como a situação presente foi alcançada com o esforço de dirigentes anteriores por meio de mudanças regulamentares, e está bem assim para os ungidos de hoje, que eles se unam no sentido de diminuir a gritante distância remuneratória que há entre seus salários e os benefícios aviltantes que o Fundo distribui aos assistidos. Com relação a estes, precisam fazer uso do voto com disciplina e propriedade em eleições futuras, e exijam dos eleitos o compromisso de trabalhar em benefício dos participantes do Fundo, o que, está visto, não o fazem hoje. Isso se aplica em relação aos que já portam os talheres, e aos futuros candidatos cujas barrigas roncam de inveja. 

Por ora, para chegarmos mais perto do merecido, um bom começo a se operar será trazer de volta o índice inflacionário de reajuste dos benefícios - anterior ao que aí está - com reposição da diferença computada. Obviamente, somente falta vontade política para o alcance da medida.

Positivamente, que os dirigentes do Fundo sejam bem remunerados não se discute. Porém é constrangedor e revoltante o conhecimento que nos chega quanto aos valores envolvidos, consistindo em mais uma discriminação imputada aos assistidos idosos e demais participantes (etarismo).

 

Curitiba (PR), 23 de novembro de 2020.

Marcos Cordeiro de Andrade

- 81 anos –

Aposentado do Banco do Brasil
Matrícula nº 6.808.340-8
Associado PREVI desde 15/05/1962
Presidente da AAPPREVI
www.aapprevi.com.br


sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Novo Site da PREVI

 

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Gaiola bonita não dá comer a canário

(Nem se deve pintar a casa com dívidas a pagar)

Marcos Cordeiro de Andrade

Curitiba (PR), 06 de novembro de 2020.

O site da PREVI está de roupagem nova. Um primor de vitrine para mostrar ao mundo que ela é um Fundo rico – o maior deles do lado de cá, comenta-se. Sabe-se, no entanto, que essas coisas não custam barato. E somente quem tem dinheiro sobrando se presta a desperdícios.

Ao contrário, em se tratando da precária situação que ela permite aos seus assistidos, melhor seria apresentar-se como um autêntico Fundo de Pensão que ampara com eficiência os que vivem na sua dependência, principalmente os idosos - como alardeia aos quatro-ventos: “É o olhar dos associados, como donos, que direciona a Previ”.

Aí, sim, poderia se dar ao luxo de esbanjar a riqueza que não lhe pertence, e que guarda a sete chaves com sovinice de avarento.

Mas, seus tecnocratas entendem do assunto e sabem que a propaganda é a alma do negócio. Principalmente de um negócio que estão a cuidar para um dono indireto – o patrocinador, herdeiro do gigantesco patrimônio amealhado durante mais de um século   à custa, primeiramente, dos mais vilipendiados, que são os idosos. Vale lembrar que é mais dono quem paga mais, e os dividendos advindos da aplicação de determinados recursos devem ser distribuídos com equidade.

Parabéns, dona PREVI, pela excelência da sua casa virtual, tão bela quanto o palácio do Mourisco, invejada morada de deuses vendidos por salários estratosféricos. Isso quando comparados às migalhas dos assistidos vergonhosamente “reajustadas”, sai ano e entra ano, por índices ao gosto de autoridades monetárias gulosas e subservientes. É assim que funciona o trato dos benefícios distribuídas aos velhinhos, que já foram chamados de trambiqueiros por dirigente do Fundo. Essa alcunha talvez tenha sido dada pela coragem de uns que se insurgem contra a discriminação cuidada. Estranhamente, bem explicada no site com o rebuscado nome de “etarismo” que diz não praticar, mas o faz como no caso do ES – formidável e lucrativa linha de crédito vedada aos mais idosos da sua “prole” (Art. 96 da Lei 10.741, de 1º/10/2003 - Estatuto do Idoso).

Enquanto isso nós, os velhos desdenhados, não sabemos se vale a pena tantos cuidados contra a Covid-19. Depois dela temos a PREVI à espreita como a dizer: “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”.

Valha-nos Deus, Todo Poderoso.

 

Marcos Cordeiro de Andrade

- 81 anos –

Aposentado do Banco do Brasil

Matrícula nº 6.808.340-8

Associado PREVI (15/05/1962)

www.previplano1.com.br

cordeiro@marcoscordeiro.com.br