segunda-feira, 23 de março de 2020

Reclusão forçada, mas necessária



RECLUSÃO FORÇADA – MAS NECESSÁRIA

Marcos Cordeiro de Andrade

Caros Colegas.

É sabido que caminhadas diárias, banhos de sol e exercícios físicos são essenciais para preservar a saúde e qualidade de vida dos idosos. No entanto, esses costumes estão praticamente abolidos do dia-a-dia dessa população em virtude da prática do isolamento voluntário, recomendado contra a contaminação do Novo Coronavírus e seus efeitos nocivos (COVID-19).

Deve-se então buscar recursos alternativos, unindo a obediência às recomendações das autoridades sanitárias à manutenção desses hábitos. Legitimamente, ter à mão aparelhos apropriados para praticar exercícios físicos é um dos artifícios passíveis de adoção.

Assim, reputo conveniente que, quem tiver condições financeiras adquira uma esteira ergométrica eletrônica ou bicicleta ergométrica (para uso mediante recomendação médica), visando suprir parte dessas necessidades já que frequentar academia é um dos itens “proibidos”, ainda que localizada no prédio onde se resida. 
 
Entendemos perfeitamente que regras rígidas devem ser seguidas pelas Associações de Aposentados e Pensionistas quanto ao uso da arrecadação mensal. Isto porque, como a fonte de recursos para manutenção tem origem no pagamento de mensalidades, eminentemente, o dinheiro dos sócios só deve ser usado em benefício do corpo Social. E isso está normatizado nos próprios Estatutos. Deste modo, por mais periclitante que seja a situação econômica da Classe representada, a Associação não pode disponibilizar dinheiro “vivo” como ajuda humanitária, ou para fins não previstos nos seus normativos, mas, no caso presente, há amparo no Art. 41, “c”, que reza:

“Constituem despesas orçamentárias da Associação: c) custeio das atividades e promoções sociais, inclusive com a aquisição de brindes para sorteio dentre os associados participantes ou não dos eventos”.

Até porque atravessamos situação especialíssima de aperto financeiro generalizado, e há que se pensar em ajudar os mais necessitados pelos meios ao alcance de cada um. Com as associações e seus membros diretivos não pode ser diferente, ainda mais porque elas têm por finalidade precípua ajudar aposentados e pensionistas – idosos em sua maioria.

Estamos empenhados, portanto, em encontrar meios para efetuar sorteio de 2 (duas) Esteiras Ergométricas para o conjunto dos nossos sócios durante os próximos três meses, esperando que o exemplo seja seguido por quem possa assim agir, considerando ainda que a promoção poderá se estender – caso necessário e fatível. Para tanto, nosso corpo Jurídico já ofereceu embasamento legal para a proposição avançar, restando apenas autorização formal do CONAD/CONFI, ora consultados.

Por favor, fiquem em casa o maior tempo possível. E aguardem o convite para participar desta promoção.

Curitiba (PR), 24 de março de 2020.

Atenciosamente,
Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente da AAPPREVI

terça-feira, 17 de março de 2020

PREVI - Salve os seus idosos



PREVI – Salve os seus idosos

Curitiba (PR), 17 de março de 2020.

Carta enviada à PREVI nesta data.

Senhor Presidente.

Não é exagero dizer que o momento por que passa a humanidade se situa no âmbito de verdadeira calamidade envolvendo a saúde como um todo. Tudo por conta do ataque do novo Corona vírus que não respeita fronteiras para sua disseminação com rastro fatídico, agindo como doença letal para os afetados menos resistentes imunologicamente.

Mesmo assim, pedimos tranquilidade aos nossos sócios e demais participantes da PREVI, acrescentando que não há motivo para pânico ou desespero. O fenômeno é passageiro, embora não se conheça o tempo necessário para ser debelado. A China, origem da crise e maior incubadora de infectados, já ultrapassou a curva ascendente da contaminação, caminhando agora para a normalidade - espera-se.

No entanto, adotar medidas profiláticas e disponibilizar condições é imprescindível para restringir o caminho que o vírus segue em velocidade alarmante.

Sabe-se que a doença atinge todas as faixas etárias em escalonamento ilógico, porquanto os grupos de risco mais propensos a contrair o vírus se situam nos dois extremos da vida humana - crianças e idosos. E recai sobre os idosos as maiores probabilidades de infecção, estimando-se comparativamente que o índice de mortalidade dos afetados no contingente atinge o maior percentual entre todas as faixas.

Por conta disso, há determinação expressa dos meios sanitários responsáveis para que esses idosos sejam mantidos em isolamento adequado como prevenção à infecção. Consequentemente, a postura pesa no aspecto financeiro exigindo comportamento assistencial condizente também nesse sentido.
Como é extensa a lista de providências saneadoras indicadas, para o presente e para o futuro, fixemos a atenção na situação em que se encontra nosso País, enfatizando a preocupação na defesa do maior contingente tido como mais vulnerável que são os idosos.
Por isso as Autoridades estão ensejando processos preventivos de ordem econômica direcionados à população de baixa renda, principalmente idosos e desempregados. Entre os atos do Governo anunciados estão:

- Antecipação da primeira parcela do 13º para abril, e para junho, a segunda;
- Liberação de parte do FGTS proximamente;
- Incremento do Empréstimo consignado aumentando valores e prazos a juros menores;
- Abono salarial emergencial por conta do PIS.

Deste modo, julgamos que é chegada a hora de a PREVI honrar a afirmação de que age “de forma a contribuir para a qualidade de vida dos associados e de seus dependentes”.

No entendimento de que a situação ora vivenciada exige tratamento diferenciado daquilo que se suporta no cotidiano, urge que a PREVI adote postura determinante em direção ao aporte de novos recursos para os aposentados e pensionistas, assistidos de modo geral, dando condições para enfrentar as dificuldades ora aumentadas, de modo a conseguir sobreviver aos efeitos nocivos da pandemia em curso.

Seguindo o exemplo das autoridades governamentais que rapidamente superaram a mecânica burocrática a que estão subordinadas, cremos que deve a PREVI se amparar na soberania para cuidar de determinados assuntos em época de crise (mesmo aqueles que dependam de enquadramento estatutário), para agir com a presteza que a situação exige. Deste modo, melhor será que a PREVI se antecipe e adote expedientes ao seu alcance para salvar os “seus velhinhos” da precoce morte anunciada. Garantindo também imunidade ao seu patrimônio, antes que a assistência financeira requerida seja determinada “por decreto” governamental para uso do dinheiro dos Fundos saudáveis com destino à superação da crise.  Face à momentânea carência de recursos do Tesouro, o risco é real e o recurso, factível (lembrando o confisco da Poupança). Sabe-se que o Governo para fazer cortesia com o chapéu alheio não precisa nem consultar o Corpo Social.

Com esse direcionamento ousamos sugerir medidas de cunho emergencial, para disponibilizar recursos financeiros destinados ao enfrentamento da situação surgida, tais como:

1 - Antecipação do pagamento de parte do pecúlio em vida, antes que a pandemia cobre seu tributo obrigando a CAPEC a pagar o pecúlio em larga escala aos seus “escolhidos”. Aí o pagamento será integral e imediato (sem direito a recurso);

2 - Conceder abono benefício emergencial;

3 - Melhorar as condições do ES de modo que TODOS os assistidos tenham direito a contrair novos mútuos independentemente da condição atual, ou, de outro modo:

a) Liberar um novo ES no montante disponível – aumentando os prazos e desprezando a exigência de MC (como fez o Governo em relação ao Consignado);

b) Instituir uma modalidade de empréstimo garantido pelo pecúlio vigente (à parte o enquadramento na MC).

Contando com sua concordância e providências instituidoras, renovo meus respeitos e consideração.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Matrícula nº 6.808.340-8
Presidente da AAPPREVI

segunda-feira, 16 de março de 2020

Eleição CASSI 2020 - Como votei




Eleição CASSI 2020 – Como votei
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 16 de março de 2020.

Seguindo meus critérios de avaliação e consulta, expostos no Blog no dia 01/03/20:

Votei nas chapas 6 e 55 nesta data.


Esta declaração se presta unicamente para dar satisfação às inúmeras consultas recebidas virtualmente, sem que me torne cabo eleitoral a serviço de interesses individuais.

Como é sobejamente sabido, sou ferrenho defensor da CASSI e não perco oportunidades de contribuir para a colocação de pessoas no seu corpo diretivo afinadas com o que penso.

Considerando o voto com o poder de uma procuração, dada ao candidato para defender os interesses do eleitor nas situações de risco eventualmente surgidas, julgo os presentes “outorgados” talhados para agir em consonância com o que prego.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado Matrícula nº 6.808.340-8
Associado CASSI desde 15/05/1962
Fundador e monitorador do Blog

domingo, 1 de março de 2020

ELEIÇÕES PREVI e CASSI - Como escolher candidatos



ELEIÇÕES PREVI e CASSI - Candidatos – como escolher

Marcos Cordeiro de Andrade

Curitiba (PR), 01 de março de 2020.

A minha opinião, alicerçada por um passado de 58 anos participando de eleições nas nossas Caixas (simplesmente como eleitor – jamais como candidato), é um direito que me permite intromissão em tão discutido assunto.
   
O entusiasmo e a responsabilidade com que encaro essas votações, me credenciam a tecer contundentes apreciações concernentes aos três tipos de postulantes aos cargos sob escolha. Tanto os reconheço como merecedores de uma oportunidade para mostrar o potencial positivo, como, de igual modo, identifico aqueles que não refletem confiança dentro dos rótulos sujeitos a avaliações.
São eles:

         a) Profissionais do voto;
        b) Iniciantes aventureiros;
        c) Autênticos interessados em servir às Caixas.

- Os primeiros, conhecidos como useiros e vezeiros da “Dança das Cadeiras”, se eternizaram nas disputas por cargos “bem” remunerados nas nossas Caixas. Por isso os classifico como “Profissionais do voto”. Conheço essa Classe tão bem que em 2010 criei o CANAEL (www.canael.com.br) para alojá-los, lado a lado, servindo de advertência ao amparo do slogan do Site: Se está no CANAEL, não voto! Mesmo assim, respeitando as exceções e reconhecendo, por isso mesmo, que ali existem nomes elegíveis pelo passado exercido positivamente.

- “Iniciantes aventureiros” reputo aqueles sem passado funcional brilhante, cujos currículos são insuficientes quanto à capacidade para gerir qualquer das Caixas.

- Como “Autênticos interessados” nomeio os mais atuantes na defesa dos destinos da CASSI e PREVI, pelas manifestações serenas e abalizadas que estamos acostumados a acompanhar. Esses, como ninguém mais, são merecedores de votos notadamente pelo cabedal de conhecimentos que guardam em si.  

Com esses critérios, de meu senso, tenho exercido o direito ao voto na CASSI e PREVI, cujos resultados não me decepcionam.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
- 80 anos –
Matrícula nº 6.808.340-8
Participante CASSI/PREVI desde 15/05/1962.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

ANIVERSÁRIO da AAPPREVI - 10 anos




ANIVERSÁRIO de Dez Anos da AAPPREVI
Marcos Cordeiro de Andrade

Curitiba (PR), 10 de fevereiro de 2020.

Mas já!? Indagarão muitos - se ainda outro dia festejamos a sua fundação!  O tempo passou voando!

Não é nada disso. O tempo caminha como sempre ocorreu. Nem veloz nem devagar. Nós é que não nos damos conta de que as crescentes obrigações que atrelamos ao dia-a-dia, trocando hábitos saudáveis por devoradores de tempo, deixam essa falsa impressão.

Como justificativa, podemos jogar a culpa no progresso, porque aos poucos fomos assimilando obrigações nunca pensadas preenchendo claros disponíveis no marasmo da vida, enquanto parecíamos envolvidos em lentidão no caminhar costumeiro.

Se antes a rotina nos permitia despreocupação com o modo de cumprir tarefas diárias, por serem poucas, hoje nos esforçamos para dar conta dos quesitos inovados. Se fizermos um esforço de memória veremos que acumulamos novas tarefas paulatinamente, exigindo “mais tempo” para atender a todas dentro das 24 horas de sempre - que não podem ser esticadas.

Como agravantes para encurtar nosso tempo hoje temos a Internet, como uma janela aberta para o mundo a prender nossa atenção, esbanjando cultura inútil. E temos televisão, com seus noticiários catastróficos para deleite da mídia ao bater recordes de audiências à custa do roubo do nosso tempo.

Também a saúde exige mais cuidados com consultas médicas periódicas; caminhadas diárias e exercícios físicos, idem.

Nisso, restringimos o tempo para ler um bom livro, visitar os amigos e os receber em nossa casa. Em consequência, tão escasso se tornou nosso tempo que, ao final do dia, não sobra tempo até para se fazer um balanço de como ele passou, pois aí já é hora de dormir para, no dia seguinte, começar tudo de novo, atabalhoadamente. E vamos dormir com um sono atribulado com a sensação de que esquecemos de fazer algo.

Assim, nós é que desgastamos o tempo enxertando novas atribuições, muitas delas dispensáveis, fazendo com que as 24 horas a que temos direito não sejam suficientes para cumprir todo o acumulado como obrigações. Por isso a sensação de que o tempo passa voando.

Mas, aqueles que acham que o tempo voa, certamente estão gastando mal as 24 horas a que têm direito diariamente. O remédio é uma questão de disciplina. Basta reorganizar o volume de tarefas de modo a enxugar a relação. Ocorre que ninguém precisa perder tempo à frente do computador, com o trato de e-mails inócuos contendo posicionamentos individualistas de variadas correntes. No mesmo rol se incluem o celular e a Internet.  Essas áreas são suficientemente adequadas para “puxar o freio” da roda do tempo, com a garantia de que nenhuma falta nos fará diminuir (ou eliminar) a frequência do acesso a esses engolidores de tempo. Com esses cuidados, abrandamos a carga de tarefas obrigatórias e o tempo parecerá mais espichado.

Vale lembrar que, quando o tempo parecia mais preguiçoso podíamos melhor aproveitar a vida, mormente o convívio familiar. E as Festas do Natal e do ANO NOVO eram prioridade acima de todos os compromissos em atenção à família. 

Como seguidor dessas orientações, acredito ser possível reviver essa era com o fervor da alma, começando por desejar a todos um FELIZ ANO NOVO.

No caso da AAPPREVI, que hoje aniversaria, o sucesso alcançado se deve ao trabalho incessante aproveitando o tempo em cada segundo, minuto e hora de todos os dias. Foram DEZ ANOS de dedicação da Diretoria para alcançar esta meta, sem respeitar carga horária ou fases do dia incluindo as madrugadas frias de Curitiba. Tudo para consolidar a esperança de melhores dias e concretizar expectativas servindo sem demagogia ou falsas promessas ao corpo social, hoje com 8.420 aposentados e pensionistas. E sem receber salários, pois o trabalho é altruisticamente voluntário como manda o Estatuto. Até porque o nosso pagamento se acumula no prazer do dever cumprido como prometido no dia da criação:

“A AAPPREVI não tem a petulância de se julgar melhor que ninguém. Nem pretende se espelhar em corporações ou situações existentes. Todavia, não se furtará a assimilar bons exemplos de gestão, exercendo aprendizado saudável com o conhecimento de erros cometidos por outrem no campo que ora se insere. Também não se furtará em exercer humildade reconhecendo os acertos existentes, nos quais se louvará, também.”10/02/2010 – Data da fundação – Marcos Cordeiro de Andrade.

“Bem-vindos a este novo tempo. Bem-vindos à AAPPREVI”.

E que o Tempo nos dê tempo para aproveitar as coisas boas que Deus nos dá.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Fundador e Presidente da AAPPREVI

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Mensagem do Diretor Satoru - da CASSI



MENSAGEM DO DIRETOR SATORU – DA CASSI

Esta mensagem circulou ontem (31/01/20) nas redes sociais. A AAPPREVI recebeu autorização do autor para divulgá-la nos seus meios de comunicação:

O Diretor Satoru autoriza, desde que a matéria na íntegra. Diferente disto, pode ficar descontextualizado e, assim, gerar interpretações equivocadas”.

É como agimos:


Colegas, informo que várias operadoras privadas, não apenas a Bradesco Saúde, conforme noticiado pelo Correio Brasiliense, analisaram sim a possibilidade de comprar parte da CASSI, obviamente a parte mais rentável.

Nós não poderíamos divulgar tais "intenções" dessas operadoras, pois nenhuma fez qualquer publicação oficial sobre isso, e - o fato mais importante - essa informação seria interpretada como "terrorismo" para convencer os associados a votarem "sim". Creio que agimos corretamente, sobretudo por causa da segunda variável.
 Quanto à possibilidade real de alienação das carteiras, que poderia evoluir para a liquidação da CASSI pela ANS, creio que divulgamos fartamente essa informação, tanto nos meios oficiais, no site e nos e-mail enviados aos associados, como na apresentação da proposta ao vivo em diversas entidades, dependências do Banco, sindicatos e associações.
 A nossa projeção é que, sem os recursos do Memorando de Entendimento que venceu em dez/2019, em torno de $50.milhões mensais, sem recursos novos da contribuição por dependentes, e margem de solvência negativa acumulada em mais de $1.bilhão, a CASSI sobreviveria, no máximo, até março, ou abril de 2020.
 Sem esses recursos não teríamos como cumprir o Programa de Saneamento apresentado à Direção Fiscal da ANS em 17/12/2019, e com CERTEZA seria decretado o processo de liquidação.
 MAS, ATENÇÃO:
 Os $1.bilhão que o Banco repassou à CASSI em 20/01/2020, com um mês de atraso por causa da judicialização, referente ao GDI e à contribuição patronal sobre os dependentes e a taxa de administração de 10%, de jan a  nov/2019; apenas recompuseram o patrimônio social e cerca de 90% da margem de solvência. Logo, os recursos garantidores, mesmo com essa injeção, continuam negativos, assim como cerca de 10% da margem de solvência.
Na proposta aprovada em nov/2019, consta o "saving", ou ganho de eficiência anual de $396.milhões, ou seja, cerca de $1,2.bilhões em três anos, conforme comunicado do Presidente da CASSI, reproduzido pela matéria do Correio Brasiliense.
 Esse foi o compromisso firmado pela Diretoria, ou seja, fazer uma economia anual de cerca de $400.milhões, nos próximos três anos, totalizando cerca de $1.2bilhões, para fechar a conta. Caso não houvesse esse compromisso, haveria a necessidade de se aumentar em cerca de 1% para os associados e também para o patrocinador, o que seria inviável, pois o Banco já havia firmado posição nos 4,5%.
 SEJAMOS OTIMISTAS:
 Sim, confiem no trabalho que estamos desenvolvendo, com uma frente ampla de ações que integram o Programa de Saneamento, como:
- renegociação dos contratos com a rede credenciada, para reduzir suas tabelas de preços;
- aprimoramento das auditorias no leito hospitalar e nas faturas;
- centralização de atividades administrativas e operacionais, com ganho de eficiência e qualidade;
- novos modelos de negociação para eliminar os contratos de conta aberta, ou “fee for service”;
- revisão do PAF segundo a lógica assistencial e acoplada às linhas de cuidado, conforme foi projetado em sua origem;
- reorganização da rede credenciada de acordo com o novo modelo de regulação e modelo assistencial baseado na estratificação do risco populacional e nos perfis epidemiológicos;
- expansão da ESF para todos os associados e dependentes do Plano de Associados nos próximos quatro anos;
- informatização de processos, intensificação de aplicativos no APP;
- treinamento maciço de todos os funcionários dedicados a assistência à saúde, e à negociação com a rede credenciada;
- implantação do “Saúde na Linha”;
- diversas outras ações.
 Tais ações e projetos iniciados no segundo semestre/2018, vem surtindo efeito e promovendo ganhos de eficiência que permitem recomendar a todos os associados para que “fiquem otimistas”.
 A prévia do exercício de 2019 que a Diretoria Financeira nos apresentou, demonstra uma economia real, de 2018, para 2019, de cerca de $300.milhões, ou seja, o resultado de 2018 foi de $377.milhões negativos, e a prévia de 2019 apontou cerca de $77.milhões negativos.
Se considerarmos que a inflação da saúde foi de 17%, podemos inferir que a economia foi de cerca de $350.milhões.
O cálculo atuarial é feito de maneira um pouco mais complexa, pois considera diversos outros fatores, além da variável financeira. O orçamento para 2019, que foi construído em nov/2018, indicava um déficit de cerca de $820.milhões. Nesse cálculo foram considerados, dentre outras premissas: inflação da saúde, taxa de morbidade, faixa etária da população, índice de sinistralidade, risco de seleção adversa, série histórica de 10 anos, com abrangência de 36 meses anteriores, projetados mês a mês, de jan a dez/2019.
Se compararmos o déficit projetado pelo orçamento, de $820.milhões negativos, versus o fechamento estimado em dez/2019, em torno de 77 milhões negativos, o ganho de eficiência ficou próximo de $742.milhões no ano de 2019.
Esclarecido o que é “economia nominal” e “ganho de eficiência”, em resumo, a prévia do resultado de 2019 demonstra uma “economia nominal” de $300.milhões, e um “ganho de eficiência” de cerca de $742.milhões.
Eis a razão do otimismo, pois esses resultados de 2019 evidenciam que estamos no caminho certo, e que as ações e os projetos acima elencados proporcionam a segurança para afirmar que alcançaremos os $400.milhões de “ganho de eficiência” neste ano de 2020, bem como em 2021 e 2022, conforme acordado na proposta vitoriosa de nov/2019, assim como no Programa  de Saneamento apresentado à Direção Fiscal da ANS.
 Satoru

Obs. do Blog: Luiz Satoru Ishiyama é Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da CASSI.
Atenciosamente,
Marcos Cordeiro de Andrade

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Convênio INSS/PREVI - Crédito de benefícios





Convênio INSS/PREVI – Crédito de benefícios
Curitiba (PR), 30 de janeiro de 2020.
Caros colegas,

Com a atenção que nos acostumamos a merecer, a PREVI respondeu a correspondência em que pedimos seu empenho com vistas à renovação do Convênio com o INSS, envolvendo o crédito dos benefícios previdenciários da alçada daquele Órgão.

Resta dizer que nos sentimos honrados com o retorno dispensado, valorizando nossos propósitos de acorrer em defesa dos aposentados e pensionistas do nosso meio – desta feita atingidos pelo rompimento do acordo de que se trata, notadamente onde reconhece:

“A Previ está em consonância com a AAPPREVI na preocupação com o bem-estar dos associados, sendo certo que o Acordo de Cooperação Técnica firmado com o INSS é um importante serviço prestado aos participantes e seus dependentes, de maneira que estamos envidando todos os esforços para a manutenção do acordo.”

Os links abaixo levam ao inteiro teor das duas cartas:

CARTA À PREVI e RESPOSTA


Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente da AAPPREVI

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

PREVI - Crédito de benefícios do INSS






Curitiba (PR), 07 de janeiro de 2020.
À
PREVI
Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil
Centro Empresarial Mourisco
- PRESIDÊNCIA -
Praia de Botafogo, 501/3º e 4º
Botafogo – CEP 22250-040
Rio de Janeiro – RJ

De: ASSOCIAÇÃO DOS PARTICIPANTES, ASSISTIDOS E PENSIONISTAS DO PLANO DE BENEFÍCIOS Nº. 1 DA PREVI (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) – AAPPREVI.
Para: PREVI.

Ref.: Crédito de Benefícios do INSS

Senhor Presidente,

Temos por princípio confiar nos atos da PREVI em direção ao bem-estar dos seus participantes, notadamente em razão do que estampa o cabeçalho do Site:

“Missão - Garantir o pagamento de benefícios a todos nós, associados, de forma eficiente, segura e sustentável.”

Assim é que, com base nessa premissa, vimos expor a preocupação que grassa em meio a esse seu público com relação à recente notícia divulgada:

“Conforme publicado em 9/12 aqui no site da Previ, a partir de março o benefício do INSS não será mais adiantado na folha de pagamento da Previ por decisão unilateral do Instituto.”

Em se tratando de medida prejudicial aos participantes, notadamente aos mais de 100.000 aposentados e pensionistas, valemo-nos da presente para lembrar o sem número de inconvenientes que atingem frontal e penosamente o dia-a-dia de todos nós, como a seguir.

É importante salientar que desconhecemos os termos do Convênio originalmente firmado entre a PREVI/BB/INSS relativamente ao crédito dos benefícios. Deste modo, não nos move a intenção de defender os interesses de nenhum dos Órgãos envolvidos, em razão do que nos atemos unicamente à parte mais dolorosa da questão com fulcro na ameaça que paira com o rompimento do acordo.

1.         Começamos por lembrar as dificuldades de comunicação com o INSS, diferentemente do tratamento dado pela PREVI aos participantes - onde impera o atendimento individualizado;
2.         Com a medida ora anunciada, fatalmente a comodidade estabelecida com a atual e histórica sistemática cairá por terra. E o fatiamento dos benefícios em duas datas contribuirá para desequilíbrio financeiro, além do que compromissos terão que ser remarcados para evitar atrasos nos pagamentos com consequente inadimplência;

3.         Também, embora a parcela questionada não seja responsabilidade do Fundo, a determinação não condiz com os normativos da PREVI, onde consta, para o que lhe diz respeito:

Seção I – Da Forma de Pagamento - Art. 61 - §1° – Os pagamentos devidos pela PREVI em decorrência deste Plano de Benefícios serão efetuados por meio das agências do Banco do Brasil S.A., na forma definida em norma interna da PREVI.

4.         É sabido que a classe atingida é composta eminentemente de idosos, muitos deles enfrentando dificuldade de locomoção, de visão e de saúde genericamente, e que, obviamente, terão que alterar a rotina estabelecida, em detrimento da sua qualidade de vida;

5.         Como solução, muitos terão que se valer do concurso de terceiros para, com uso do cartão particular, se dirigir à nova agência para fazer o saque dos benefícios. Ou, pior ainda, incorporar essa nova obrigação à atribulada rotina costumeira. Nessa conjuntura, nunca é demais lembrar que a fragilidade do idoso é propensa a transtornos da mente como depressão, síndrome do pânico etc. E o limiar da sanidade se equilibra em uma linha tênue, facilmente rompida pelo surgimento de problemas da espécie que ora enfrentamos;

6.         Ainda, lamentavelmente, esse é mais um motivo para restringir o vínculo com o BB, orgulho de todos aposentados e pensionistas oriundos dos seus quadros;

7.         De salientar que não consulta nosso interesse saber quem se beneficiará com tudo isto. Somente cuidamos dos prejudicados que nos dizem respeito, a PREVI entre eles. E, ao que nos consta, cabe a ela agir em sua defesa para cumprir os ditames da sua finalidade precípua: assistir condizentemente aos associados. Cremos que, aqui na Terra, abaixo da Justiça só ela tem força suficiente para lidar com a questão com perspectiva de sucesso.

Vale ressaltar que estamos preocupados com a proximidade do início da vigência da temerária sistemática, agravado pelo fato de que a PREVI permanece silente, em que pese confiarmos na boa vontade demonstrada em seus comunicados:

“A Previ continua em contato com o INSS para obter mais esclarecimentos e orientações para repassar a seus participantes.”

“A Previ está negociando com o instituto a manutenção do pagamento do benefício no Banco do Brasil, na mesma conta atualmente utilizada para o crédito de proventos.”

Por fim, com a responsabilidade de bem gerir uma Associação representando 8.387 sócios cadastrados, pedimos informações atualizadas a respeito do assunto, para conhecimento e tranquilidade de todos.

Atenciosamente,


Marcos Cordeiro de Andrade
Matrícula nº 6.808.340-8
Presidente da AAPPREVI
(41) 3045-0370