quarta-feira, 19 de setembro de 2018

AAPPREVI - 8.000 Sócios cadastrados



AAPPREVI – 8.000 Sócios

Caros colegas,

Com a Graça de Deus atingimos a emblemática marca de 8.000 sócios cadastrados, no ano em que completamos oito anos de existência. Esse número simboliza a conquista de todos que nos acompanham desde 2010, ano da fundação, pois sempre acreditaram nos propósitos defendidos. E, como se hoje iniciássemos uma nova jornada, nos valemos do compromisso assumido em 10/02/2010 para anunciar mais um novo tempo:

A AAPPREVI não tem a petulância de se julgar melhor que ninguém. Nem pretende se espelhar em corporações ou situações existentes. Todavia, não se furtará a assimilar bons exemplos de gestão, exercendo aprendizado saudável com o conhecimento de erros cometidos por outrem no campo que ora se insere. Também não se furtará em exercer humildade reconhecendo os acertos existentes, nos quais se louvará, também. Bem-vindos a este novo tempo. Bem-vindos à AAPPREVI. Em 10/02/2010.”

Esta vitória não tem um dono. Nem dez nem cem. Ela pertence à força emprestada pelos 8.000 colegas aposentados e pensionistas que confiaram nos seus iguais – aposentados e pensionistas voluntários - que cuidam da sua Associação. Porque estes, desde a fundação, se esmeram em mostrar que a honestidade e nobreza de propósitos operam milagres. E que o trabalhar de graça por vezes tem a recompensa que dinheiro nenhum traz, porquanto vem do saber que disseminar o bem é dever primeiro de todo cidadão. Também “Fazer o Bem sem olhar a Quem” deveria ser o lema maior da humanidade. Enquanto não é assim, o tomamos emprestado para dizer que é o lema dos que fazem a AAPPREVI, para agradecer pelo pagamento dado também na forma do número 8.000.

Com a Liberdade que nos viu nascer e a Honestidade que nos faz crescer, renovamos a todos que nos trouxeram até aqui a promessa de que, com a ajuda Divina, não se arrependerão pelo apoio que nos conferem.

Curitiba (PR), 19 de setembro de 2018.
Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente Administrativo
José Geraldo Garcia Guedes
Vice-Presidente Administrativo
Antônio Américo Ravacci
Vice-Presidente Financeiro
Júlio César Pestana Costa
Vice-Presidente Ass. Previdenciários
Luiz Augusto Portilho Magalhães
Conselheiro Fiscal
Luiz Minari
Conselheiro Fiscal
Maria Margarete Zanoni de Almeida
Conselheira Fiscal
Elvira Pereira Motta
Conselheira Fiscal Suplente
Jayme Eduardo Mello de Vasconcellos
Conselheiro Fiscal Suplente
Solonel Campos Drumond Junior
Conselheiro Fiscal Suplente
---
Advogados
Prestadores de Serviços
---
AAPPREVI

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Vale Alimentação - Sentença de Procedência



Comunicado AAPPREVI nº 015-2018
DESPACHO Favorável na Ação de VALE ALIMENTAÇÃO

(SENTENÇA de PROCEDÊNCIA)

BENEFICIADOS 32 integrantes do Processo nº 0060892- 42.2015.8.19.0001,

Ilmo. (a). Sr. (a). Associado (a),
É com grande satisfação que comunicamos a obtenção de sentença de procedência nos autos da Ação de VALE ALIMENTAÇÃO, Processo nº 0060892-42.2015.8.19.0001, que tramita perante à 6ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro – TJRJ, Comarca da Capital. Se trata de uma decisão inédita no que diz respeito ao pedido desta ação, no âmbito do TJRJ. 
Esperamos que os demais processos em curso obtenham o mesmo entendimento.  
Destacamos que ainda cabem recursos a serem interpostos pela parte ré.
Curitiba (PR), 12 de setembro de 2018.
Atenciosamente,
Lima & Silva Advogados
AAPPREVI
Departamento de Comunicação

domingo, 16 de setembro de 2018

Quem tem culpa tem medo



Quem tem culpa tem medo
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 15 de setembro de 2018.

Caros Colegas,

O sábio André Mascarenhas lançou a pergunta: “Por que o BB e a CASSI estão com tanto medo?”
E mais essa:

“- Por que os Diretores estão com tanto medo? Será que existe alguma situação difícil de ser explicada? Quem não deve não teme (treme), ou, conscientemente não deveria temer... Não acham ???”

Aqui entro eu com interrogatório próprio. Que Diretores seriam esses? Os da CASSI ou os do Banco? De hoje, ou de ontem?

Dificilmente se tratam dos atuais, pois ainda não tiveram tempo de conviver com malfeitos - consentidos ou não.

A propósito, alguém já perguntou por que determinadas Entidades estão com tanto medo?

De se notar que a proposta inicial de um novo Estatuto foi melhorada pela CASSI e aprovada pelo BB depois de atender reivindicações das partes envolvidas, em especial de origem das forças representadas na desfeita Mesa de Negociações. O que faltou dizer foi que o Banco não retirou da pauta os pontos cruciais que põem termo às recorrentes situações em que tem sido levado a trazer a Caixa ao colo para ninar o choro fácil, sempre a injetar recursos quando em risco de falência, intervenções e desserviços. Via de regra por conta de gestões malconduzidas, à sombra de regulamentos canhestros.

Faltou dizer que ele, como patrocinador, é responsável pela saúde financeira da CASSI de tal sorte que tem por dever mantê-la bem cuidada – administrativa e financeiramente. Faltou dizer que a maioria dos itens citados como prejudiciais ao corpo de associados na realidade prejudica àqueles que pretendem continuar ocupando altos postos remunerados como vem ocorrendo, com os mesmos, há cerca de 16/20 anos. Esta farra acaba junto com a mudança deixando “desmotivados” os que vivem à custa de vultosos salários nas Entidades em que ocupam cargos cumulativos.  Faltou dizer que o Banco precisa de pulso firme para punir abusos na origem, e não depois de o vendaval passar deixando estragos para que ele conserte.

Faltou dizer que não existe Plano de Saúde de graça, pois nem mesmo o SUS o é, porquanto ele sobrevive à custa dos nossos impostos. Faltou dizer que a dança das cadeiras das eleições caça-níquel chegou ao fim na CASSI, pois quem quiser dirigi-la doravante não a terá como uma grande teta de onde sugar as contribuições dos associados. Talvez aí o maior medo inconfesso.

O voto do associado não tem por finalidade dar emprego a ninguém. Ele representa a confiança de que o candidato exercerá o cargo para cumprir as promessas de campanha em benefício da coletividade – de graça, se possível for.

Faltou dizer que quem tem culpa, tem medo.

Agora, eu pergunto. Quem tem medo do novo Estatuto da CASSI?

Marcos Cordeiro de Andrade
Matrícula nº 6.808.340-8
Associado CASSI desde 15/05/1962

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Coisas de Fãs e de Ídolos



Coisas de Fãs e de Ídolos
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 13 de setembro de 2018.


Certa noite, um ardoroso fã do “Rei do Baião” sentou-se à mesa de um bar disposto a decorar a letra do mais novo sucesso do seu ídolo. Colocou vinte fichas na vitrola, calcou o nome da música “Juazeiro” e foi tomar seus gorós embevecido. Depois de muitas cervejas no quengo e acabadas as fichas saiu cantarolando, contente da vida: “CAJUEIRO, CAJUEIRO...” Coisas de fãs e de ídolos.

Tirando a fraca mentalidade e a bebida envolvida, hoje fui alvo de coisa parecida. O amigo Abel Ferreira Leal Junior de tanto ler determinado artigo meu trocou o Título de “Consulta - Olhando para o meu umbigo” para “Olhando para o Próprio umbigo”. E foi além. Direcionou o “Umbigo” para outros donos. Enquanto somente me ocupei do meu, em relação à CASSI, ele nomeou também o Banco e a PREVI, talvez inebriado pela força do conteúdo do que publiquei aqui no Blog e na edição nº 30 da Revista DIREITOS da AAPPREVI - justificando meu egoístico voto SIM.

Eis a tardia chibatada ora recebida:


Prezado amigo Marcos,

Novamente me apresento a você para lamentavelmente discordar de sua matéria "Olhando para o Próprio Umbigo". Entre nós funcionários do Banco, aposentados e da ativa, não existe um sequer que esteja olhando para o próprio umbigo. Quando trabalhei no Estado do Mato Grosso (naquela época ainda não dividido), os boiadeiros para atravessar um rio em localidades sabidas como pontos de piranhas, jogavam eles um ou dois bois na frente e esperavam, quando as piranhas atacavam aqueles, eles passavam ao largo com o resto da boiada.
É exatamente isso o que o Banco está fazendo, chamando a atenção de todos para os valores das contribuições ( que a meu ver caracterizam um ato de Discriminação aos funcionários aposentados) e enquanto todos estão prestando atenção e discutindo essa questão, o banco atravessa na Proposta de Estatuto o voto de Minerva para o Banco - este sim o maior dano existente dentro da proposta - ele amanhã poderá estabelecer o que quiser para nós, como por exemplo, "a partir da data tal as internações só poderão ocorrer em enfermaria coletiva e não mais em quartos individuais, e ir remoldando nosso plano até ele virar um SUS piorado, com a desistência de muitos funcionários associados e o campo ficar livre para o Banco poder transformar a Cassi em um plano de saúde comercial e ser colocado no balcão para venda ao público em geral. Pegará o nome, a tradição e a respeitabilidade do nome CASSI que tem um valor milionário no mercado e lucrará absurdamente com isto.
Você fala em olhar para o próprio umbigo, mas já se perguntou se não é o Banco quem está olhando para seu próprio umbigo?
Sabemos do resultado de administrações sinistras ( essa situação já vem desde 2009) mas pergunto ao amigo, quando viu ou ouviu o Banco falar em apuração dos erros ocorridos e apuração de responsabilidades? O amigo não vai encontrar isso em ponto algum.  O Banco não tem interesse em apuração dos fatos que conduziram a CASSI  ao caos.
Só vemos chantagens e ameaças por parte do Banco e da Cassi, com a intervenção da ANS, isto é olhar para o próprio umbigo?  De quem?
Eu gostaria muito que uma dessas instituições representativas dos funcionários denunciasse o Caos da Cassi ao Ministério Público para apuração dos fatos e verificação de Administrações Temerárias, Administrações Criminosas, danos causados pelo Banco à Cassi. ISSO SIM É OLHAR PARA O PRÓPRIO UMBIGO.
Você deve estar lembrado do golpe dado pelo Banco nos funcionários em 1997, que resultou na mudança de Estatuto da Previ e os danos advindos da infeliz mudança para nós funcionários. Igualzinho,  o Banco pressionou, chantageou, mentiu, enganou e assim conseguiu alcançar seus objetivos. E o golpe do BET que o Banco queria tomar a bagatela de sete bilhões de reais e que hoje, graças a justiça se encontra em conta aprovisionada, não podendo haver o apossamento do dinheiro, pelo menos é o que sabemos.
Quem está olhando para o próprio umbigo meu amigo: nós ou o Banco do Brasil S.A.?
Respeito sua opinião, mas me dou o direito de discordar dela e  vejo como útil que o amigo pense um pouco que seja no que estou lhe falando e mostrando.
Renovo meus votos de boa vinda de retorno a ação e rezo a nosso pai lá do céu que zele por sua saúde porque precisamos ainda muito de você.

Um abraço fraternal

Abel Ferreira Leal Júnior.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

O Ovo que me fez mentir



O Ovo que me fez mentir.
Marcos Cordeiro de Andrade

Uma pequena mentira oficializada no início da vida pode marcar uma pessoa para sempre. É quando a partir daí ela faz da Verdade o pilar de sustentação do seu caráter.

 Nos idos da década de 1960, dois anos depois de participar da MOVEC na jurisdição em que atuava como Investigador de Cadastro, recebi nova missão a ela atrelada, agora como Fiscal da CREAI. Tinha a espinhosa tarefa de cobrar empréstimos não honrados pelos tomadores. Era dinheiro do Banco do Brasil usado para aquisição de bens de consumo, semoventes e implementos agrícolas.

Embrenhado nos rincões do interior paraibano, perguntando daqui e dali conseguia fazer contatos e cobranças não muito proveitosas, encaminhando os devedores à Agência do Banco.
Numa jornada “coroada de êxito” localizei um alquebrado agricultor, na faixa dos setenta anos mal vividos, responsável pela compra de pequenos animais de criação. Na isolada casinha de taipa de um só cômodo, duas redes armadas num dos cantos, no outro, separado por uma sebenta colcha de retalhos desbotados e esticada perto do teto de telhas de barro, ficava a trempe que servia de fogão à lenha. Dois penicos numa das quinas da casa faziam as vezes de privada noturna para o casal de idosos que, sozinhos, habitavam o pequenino rancho. Pela passagem dos fundos, sem porta, via-se a milagrosa prole do sustento diário, originária da dívida que me cabia recuperar. Presos num arremedo de malcuidado cercado de galhos secos, num canto dos fundos uma cabra magricela remoía para fazer render o pouco de palma ingerida como ração diária. Ao seu lado, amarrada por um dos pés numa embira de agave torcido, beliscava o chão poeirento uma galinha caipira que mal tinha forças para cantar em resposta ao galo velho que em breve iria para a panela, pois eram difíceis aqueles tempos em questão de alimentação. Tudo isso era a fortuna dos velhinhos mutuários da MOVEC. O resto da criação foi comido aos poucos, depois que o neto que lhes fazia companhia rumou para as bandas de São Paulo, não sem antes fazer o dinheiro da passagem com o que tirou do quintal para vender.

Cumprida minha missão de especular a vida dos “devedores”, juntei minhas lágrimas às do dono da dívida quando, indo ele até a lata de farinha de lá retirou um ovo e, com as mãos em concha, me fez a oferta.

- O senhor aprecia um ovinho? É tudo que posso dispor.

Foi esse o dia em que menti para o Banco. E pela primeira e única vez na vida assinei um laudo falso onde dizia: mutuário desconhecido na região.

Marcos Cordeiro de Andrade
- 79 anos -
Aposentado do Banco do Brasil
cordeiro@marcoscordeiro.com.br

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A Fama a qualquer custo



A Fama a qualquer custo
Marcos Cordeiro de Andrade

Curitiba (PR), 10 de setembro de 2018.

Uma historinha bizarra conta que certo apaixonado desiludido quis impressionar a amada com um gesto determinado que a ele desse fama. E a ela trouxesse remorsos. Pôs no bolso um bilhete de despedida e jogou-se do alto do edifício mais alto da Cidade. O bilhete sumiu na queda. E uma pequenina nota num jornal noticiou: “DESCONHECIDO morre ao cair do alto de edifício no centro. Não se sabe a causa do suicídio”.

Esse foi infeliz na busca da fama. Mas há quem a queira igualmente e aja com cautela sem apelar para gestos extremos. São os “do contra” em situações de vulto. Pois nada melhor do que contrariar o bom senso para obter notoriedade. Fazer o que é certo não dá ibope, mas atravessar conceitos é infalível quando se quer aparecer para obtenção de dividendos pessoais.

No momento vê-se muito disso na campanha pelo NÃO envolvendo a Consulta ao Corpo Social da CASSI. Se não bastasse o fato de que o grosso dos pronunciamentos negativistas advém de pessoas de “notório saber”, ao analisar os nomes e cargos dessas “sumidades” conclui-se que buscam manter posições e cargos ocupados à custa de suposto enfrentamento com o Patrocinador. No que estão duplamente errados. Primeiro porque não se trata de briga entre poderes. Segundo porque o assunto diz respeito a centenas de milhares de pessoas, e não serão arroubos de valentia discursiva que aplainarão arestas afloradas.

De mais a mais, tirando uns poucos manifestantes de bom senso que apontam facetas isoladas para defender o voto pelo NÃO, os nomes sobejamente conhecidos estão empenhados em confundir os interlocutores com condenações estapafúrdias, por vezes enumerando uma algaravia de itens desconexos para defender o seu voto.

É bom conhecer esses garimpeiros da fama. Melhor ainda é votar com conhecimento de causa.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado do Banco do Brasil
Matrícula nº 6.808.340-8
Associado CASSI desde 15/05/1962
cordeiro@marcoscordeiro.com.br

sábado, 8 de setembro de 2018

Estou de volta!


Estou de volta!

Curitiba (PR), 07 de setembro de 2018.

Caros Amigos,

Submetido a uma cirurgia para Hérnia Inguinal por videolaparoscopia no último dia 3, estou de volta depois de breve estadia na UTI Coronariana do Hospital Santa Cruz de Curitiba, onde fui majestosamente atendido. O Sucesso do ato cirúrgico me permite retomar meus trabalhos normalmente a partir de segunda-feira. Peço desculpas pelo transtorno causado ao não atender os que me procuraram durante os dias de ausência forçada.

Fraternal abraço,

Marcos Cordeiro de Andrade


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

CONSULTA CASSI e os Falsos Líderes



CONSULTA CASSI e os FALSOS LÍDERES
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 07 de setembro de 2018.

Caros Colegas,

As Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil são regidas por normativos próprios, configurados nos seus Estatutos. E a observância às limitações impostas devem ser obedecidas, do mesmo modo que a permissividade de ação nele está circunscrita. Assim é que nenhum dirigente dessas Entidades tem o poder estatutário de fazer do corpo social curral eleitoral a serviço dos seus propósitos. O limite de atuação nos casos envolvendo consultas através de voto não lhes permite determinar em quem ou no que o associado deve votar. Porquanto como alçada lhe compete tão somente orientar o eleitor pelos meios ao alcance. Mas jamais poderá induzir a intenção do voto ao bel prazer.

Nesse entendimento, é de se entranhar que um conjunto de Associações se reúna para deliberar qual a indicação do voto a ser dado em qualquer situação. Mais estranho ainda é quando se divulga que num desses encontros ficou decidido por unanimidade no que “mandar” seus representados votar, no pleito da magnitude do que envolve os destinos da CASSI e dos seus associados. Além de ferir o conceito de que “toda unanimidade é burra”, a determinação é despropositada por extrapolar poderes. 

É mais fácil seguir um líder do que contestar seus conceitos. E na hora da escolha pelo SIM ou pelo NÃO em uma votação, é cômodo seguir a orientação dos “líderes” quando indicam o Não como alternativa correta. Votar SIM implica em responsabilidades individuais. Votar NÃO é um ato cuja responsabilidade pode-se atribuir ao líder orientador quando o objetivo der errado. E, mais ainda, quando se presume que esses líderes agem em proveito próprio, seguir sua orientação é postura temerária.

A preguiça de ler, interpretar e se posicionar por vezes atrai graves consequências quando o voto é exercido erradamente. Em situações de foro íntimo não encontra justificativa a delegação de alçada.  É, no mínimo, um ato desaconselhável deixar que outros decidam por nós.  Pior ainda é aceitar cabrestos como bicho de curral.

Marcos Cordeiro de Andrade
- 79 anos –
Associado da CASSI desde 15/05/1962
Matrícula nº 6.808.340-8
  

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Consulta - Razões ocultas de quem é contra


Consulta – Razões ocultas de quem é contra
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 24 de agosto de 2018.
Caros colegas.

A Consulta ao Corpo Social da CASSI, nos termos em que se encontra, atraiu descontentamentos de peso envolvendo três dos cinco membros da mesa de negociações com o Banco do Brasil. Tudo por conta de suscetibilidades feridas com seu afastamento do evento por decisão unilateral do patrocinador, segundo alegam. Faltou dizer a razão da exclusão e, mais ainda, os motivos que os levaram a condenar publicamente o aproveitamento das mudanças propostas.

Mas é fácil deduzir o que se passa. Tudo encenação “para inglês ver”. Simplesmente o cunho político responde pelo quadro formado de vez que, com o esvaziamento das representatividades cativas junto ao Banco, paira sobre os queixosos o fantasma do descrédito das lideranças envolvidas. Embora a análise conjugue todos no mesmo entendimento de que predomina o viés político, também coerente se torna dizer que essas três Entidades se ressentem da perda das cadeiras cativas, historicamente ocupadas nas decisões do patrocinador envolvendo os interesses dos seus funcionários, ativos e inativos. Das cinco lideranças desligadas, duas agiram de moto próprio, compondo todas dois grupamentos distintos:

a)        - CONTRAF-CUT e CONTEC – afastamento espontâneo.
b)       – ANABB, FAABB e AAFBB – afastamento compulsório (?).

A conclusão lógica subentende que os dois grupos estavam voltados para interesses próprios, ao tempo em que não honraram o discurso de que defendem os interesses dos funcionários do Banco do Brasil. Analisemos o comportamento de cada uma dessas “Lideranças”:

CONTRAF-CUT e CONTEC

Esse primeiro grupamento é formado por Entidades Sindicais, dispensando maiores comentários. Ainda mais porque, como braços políticos, estão à volta com o dissídio dos bancários e usam a oportunidade para barganhar com o BB as cláusulas do contrato que lhes cabe pactuar em setembro próximo.

Já o segundo grupo compõe-se, ao final, de uma mesma salada de interesses por conta do entrelaçamento dos interlocutores como vinculados às três Entidades em paralelo. Sem contar que os cargos nelas ocupados são regiamente remunerados, vale lembrar que novas eleições para a CASSI/PREVI lhes serão difíceis de administrar por conta do latente fracasso do momento. Obviamente seus nomes estarão “queimados” nas próximas eleições CASSI/PREVI, até porque a participação dos esclarecidos aposentados na última eleição excluiu da CASSI um domínio danoso de cerca de 16 anos. E essa participação por certo será repetitiva doravante. Note-se que esses mesmos dirigentes sempre estiveram no contexto.

ANABB – Ocupa posição privilegiada ao não se comprometer explicitamente, quando é reticente e inconclusa ao declarar que é contra o novo Estatuto. Tanto é que em sua Nota fica em cima do muro porquanto alega:

“Por decisão unânime do Conselho Deliberativo, a ANABB informa que, após rigorosa análise da proposta de alteração do Estatuto da Cassi, vai se posicionar contra a consulta que será realizada brevemente.”

O que é sintomático de quem pretende contar com saída honrosa ao necessitar agradar o patrocinador, como é inerente à sua formação estatutária:

Art. 2° São finalidades da ANABB:
I - zelar pela integridade do Banco do Brasil...

Reparem quando ela diz nessa Nota: “...vai se posicionar contra” sem dizer quando. Talvez essa declaração tenha por finalidade prestigiar as Entidades que com ela (ANABB) compunham a mesa e que, também, com elas está comprometida. Basta observar que o pretenso enfrentamento com o BB não é para valer ao afirmar: “Por decisão unânime do Conselho Deliberativo... “, quando sabemos que nesse Conselho estão a FAABB e a AAFBB, na pessoa dos seus dirigentes máximos (presidentes). Por isso não será surpresa se surgir uma Nota retificadora alegando que o Banco atendeu às reivindicações, e que a ANABB está de acordo com o que resultou recomendando o SIM, mesmo que nada mude.

FAABB e AAFBB

Essas Entidades rezam na mesma cartilha da ANABB.

E não podemos esperar algo diferente, posto que a presidente da FAABB e a presidente do Conselho Deliberativo da AAFBB, pertencem ao Conselho Deliberativo da ANABB:


CONSELHO DE USUÁRIOS

Embora não participantes diretos da Mesa, também se apressam em defender interesses não revelados:

“Criados com função consultiva, os Conselhos de Usuários da CASSI são órgãos de âmbito estadual. Os representantes dos participantes são eleitos em Conferências de Saúde para mandato de dois anos. Os Conselhos são compostos por representantes eleitos e/ou indicados dos associados, das entidades, da CASSI e do plano CASSI Família. Integram os Conselhos de Usuários: CIPA, Super, ECOAs (Equipe de Comunicação e Auto Desenvolvimento), Órgãos Regionais, AABB, AAFBB, Apabb, Afabb, Sindicatos, Federações, Anabb, Cooperativas, entre outras.”


Neles os cargos são preenchidos em sua maioria por indicações políticas, e podem ser substituídos pela atual Diretoria – esse o temor que redundou na postura de insubordinação administrativa.  
               
Portanto, depois de explicado o suposto comportamento fugindo ao associativismo, cabe aos aposentados e pensionistas do Banco do Brasil não se deixar influenciar por quem os trata com menosprezo, advogando em causa própria e ludibriando a boa-fé de todos. Também porque ainda não se dignaram trazer explicações convincentes para a saída da mesa, por mais que se peça essa manifestação.

Para bem entender as mudanças propostas, basta se analisar o conteúdo do novo Estatuto pelo link abaixo. Depois, então, o livre arbítrio deverá ser exercido:


Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado do BB – matrícula nº 6.808.340-8
Associado da CASSI desde 15/05/1962

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Consulta - Chega de manobras



Consulta – Chega de manobras
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 20 de agosto de 2018;

Caros colegas.

A importância da Consulta ao Corpo Social da CASSI está sendo levada na devida conta, chegando ao ponto de extrapolar a abrangência para além do universo de aposentados e pensionistas do BB, o que seria louvável não fosse a intromissão de interesses políticos desvirtuando o verdadeiro sentido do que se busca.

A verdade é que há descontentamentos aflorados ao lado de honestas manifestações de aprovação, seja por conta da Reforma do Estatuto preconizada, seja pelo entendimento de que é hora de perder pouco para ganhar muito. Porquanto em toda disputa por convencimento há o SIM e há o NÃO. Ao termo, o que interessa é que a equação seja concluída porque o tempo urge que assim seja.

De se lamentar, todavia, que o momento sirva de palanque para lideranças ameaçadas tumultuarem o ambiente. Há o lado dos que avaliam a capacidade de discernimento dos participantes como se fora de um bando de analfabetos com instrução aquém do antigo MOBRAL Nisso, há fartura de declarações aleatórias e criptografadas citando enquadramentos esparsos da Reforma, enumerando artigos e cláusulas ao bel prazer de interesses distintos. Ao que fazem vista grossa do grau de instrução dos funcionários do Banco do Brasil de todos os tempos, aliado ao fato de que o site da CASSI dispõe a integra dos Estatutos – em vigor e proposto – com explicações pormenorizadas em colunas contendo como ele é hoje, o que muda e o porquê da alteração visada. Tudo diferenciado em cores distintas. Não há, portanto, razão para se dar ouvidos a palpiteiros. Cada um dos pós-MOBRAL pode, seguramente, fazer juízo de valor por sua conta e risco. Li de cabo a rabo o novo quadro estatutário, e não me valho do conhecimento para enumerar pontos. Seria cabotinismo explícito.

Mas o cordão dos trombeteiros do caos cada vez aumenta mais, sem a preocupação de esconder títulos, cargos e posições no restrito curral dos representantes dos “fracos e oprimidos” como se auto definem. Somente esquecem de dizer aonde estavam nos dezesseis anos em que a CASSI esteve ao Deus dará e não fizeram uso do potente fôlego de agora para modificar o negro quadro em que se desenhava a falência do nosso Plano de Saúde. Ao observador atento, é fácil deduzir que a insatisfação é o contraponto do sucesso resultante pelo esforço empreendido para destronar antigos “donos” da CASSI – alijando posturas danosas.

No caso presente, o fato é que o patrocinador jogou areia nos trilhos fazendo descarrilar o bonde dos Acordos de Entendimentos e Termos de Compromisso, deixando os cinco motorneiros sem saber o que fazer das carteirinhas de participantes da mesa de negociações. Sem falar que a credibilidade do grupo está a dever explicações públicas do ocorrido. Dizer à boca pequena que “o Banco prefere negociar com os que concordam com ele” só é válido se corroborado pelo próprio Banco. Para ilustração mostrem, ao menos, onde consta essa assertiva da parte do patrocinador.

Respeitando as objeções bem fundamentadas, venham de onde vierem, faz-se necessário que interesses políticos caminhem ao largo deste processo. Ou que enfiem a viola no saco os que não estão bem na foto, permitindo assim que cada um decida o que quer para si e para os seus dependentes. Afinal, somos todos alfabetizados. Lembrando que a “arte de influenciar pessoas” foi muito útil para vender livros em outros tempos. Hoje a influência pelo convencimento é extraída da capacidade inata do ser humano cônscio dos seus deveres.

E o desenho das mudanças no site da CASSI é colorido, onde o verde-esperança embota o vermelho-perigo:

http://www.cassi.com.br/images/hotsites/suaescolha/pdf/estatuto-depara.pdf

Eu voto SIM, pela leitura que fiz. E por minha conta e risco.

Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado do Banco do Brasil
Participante CASSI desde 15/05/1962
Matrícula nº 6.808.340-8

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

FAABB - CASSI - Ser ou Não Ser



FAABB - MUITO ALÉM DO "NÃO” OU DO "SIM”


De: FAABB Federação [mailto:faabb@hotmail.com]
Enviada em: sexta-feira, 17 de agosto de 2018 15:51
Assunto: CASSI - SER OU NÃO SER

CASSI - SER OU NÃO SER

MUITO ALÉM DO "NÃO” OU DO "SIM”

(por Isa Musa de Noronha)

Não se trata de “campanha pelo NÃO”. Faço ponderações por acreditar de que enquanto o Estatuto não for levado a votação ainda é tempo de chamar pela prudência e sensibilidade dos gestores de CASSI e BB. Afinal, a rejeição se deve ao fato de considerarmos que Banco e CASSI estão promovendo mudanças genéricas demais, quando deveriam se restringir ao custeio.

Não vejo premência em atribuir ao Presidente o Voto de Minerva e considero que as justificativas que,  BB e CASSI dão para condicionar esse Voto não estão explícitas no corpo do Estatuto. O artigo 56, proposto, diz:

“Art. 56. § 3o - Em caso de empate nas deliberações da Diretoria Executiva a proposta em discussão ficará suspensa, devendo o presidente e os diretores, num prazo de até 15 (quinze) dias, envidarem esforços para solucionar o impasse. Caso não haja deliberação nesse prazo, o presidente terá a prerrogativa de decidir sobre a proposta, devendo registrar na ata da reunião as respectivas razões da decisão.”

Como insistem em dar Voto de Minerva ao Presidente da CASSI, o texto do Estatuto deveria ser: "presidente terá a prerrogativa de decidir sobre a proposta, somente quando essa se tratar de gestão e operação e dentro das alçadas/competências da Presidência. "

Não vejo sentido na alternância na Presidência dos Conselhos Deliberativo e Fiscal (ora a vaga seria do BB, ora dos eleitos), sendo que não querem que a Presidência da CASSI também tenha alternância.

O texto do Estatuto proposto diz:

Art. 41. O Conselho Deliberativo terá 1 (um) Presidente e 1 (um) Vice-Presidente, com mandatos de 2 (dois) anos), eleitos e empossados pelo próprio órgão observando-se as seguintes regras:

I. no ano civil par, bissexto, o Banco do Brasil S.A. indicará o Presidente e o Vice-Presidente;

II. no ano civil par, não bissexto, o Presidente e o Vice- Presidente serão escolhidos dentre os membros eleitos pela Assembleia de Associados”.

Para ser justo, isonômico, então a Presidência da CASSI deveria (poderia), também, ora ser ocupada por um eleito, ora por um indicado. Como proposto, em alguns anos o Banco terá a Presidência da CASSI, a Presidência do Deliberativo, a Presidência do Fiscal.

Também soa abuso de poder, interferência extrema, várias atribuições do Deliberativo tenham de ter a bênção do BB. Sem anuência do BB o Deliberativo não pode decidir. Como por exemplo:

“Artigo 41, § 2o - Em caso de empate na votação de propostas referentes às matérias abaixo, estas deverão ser obrigatoriamente submetidas à nova deliberação do Conselho Deliberativo em até 60 (sessenta) dias. Caso permaneça o impasse, a proposta em deliberação deverá ser submetida à Assembleia de Associados, com anuência prévia do Banco do Brasil S.A., cuja consulta extraordinária deverá ter início em até 45 (quarenta e cinco) dias após a data da segunda votação que resultou em impasse”.

Vejam que o BB tem seus indicados na Diretoria, no Deliberativo e no Fiscal. Assim, qual necessidade de ainda prever que o Banco dê anuência a isso ou aquilo? Alguém pode supor que indicados pelo Banco vão votar contrários aos interesses do Banco?

Outra proposta polêmica é o reajuste das contribuições por dependentes. Observem o que diz o Estatuto proposto:

“Artigo 26.I. o Conselho Deliberativo definirá, anualmente, o Valor de Referência por Dependente (VRD) levando-se em consideração, para fins de reajuste, os cálculos atuariais do Plano de Associados;”

Teremos uma salada de índices regulando nossas vidas? Vejam que os reajustes do pessoal da ativa são definidos nos dissídios e os reajustes de benefícios de aposentados e pensionistas são pela variação do INPC. Então, qual a razão de se definir que as contribuições por dependentes sejam por cálculo atuarial?

Outro ponto é redacional. Na pressa de obedecer a questionada Resolução CGPAR 23, BB e CASSI já tentam alijar os futuros aposentados. Com todo respeito aos teóricos de Banco e CASSI, fizeram uma redação confusa, incompreensível. O que escreveram é:

“Artigo 13, §1o Para os fins do disposto no inciso II do caput, não serão considerados aposentados os ex-empregados que forem contratados pelo Banco do Brasil S.A a partir do início da vigência deste Estatuto.

O que pode se supor é que o que desejam é: “Para fins do disposto no inciso II do caput, os empregados admitidos no Banco do Brasil a partir da vigência deste Estatuto somente permanecerão no Plano Associados depois de aposentados mediante contribuição integral: a própria e a parte do Patrocinador BB.”

E, mais: “Art. 75. O Presidente, os Diretores Executivos e os Conselheiros Deliberativos e Fiscais indicados pelo Banco do Brasil S.A. são nomeados ou substituídos por meio de comunicado formal do Banco do Brasil S.A. ao presidente do Conselho Deliberativo da CASSI.”

Vejam que os eleitos assumem por tempo determinado, trata-se de mandato. Então qual a razão dos indicados não terem também mandato? Como está, o BB coloca e tira seus indicados quando lhe aprouver. Com isso, não há continuidade na CASSI, compromete a gestão. Causa solução de continuidade.

Enfim, no afã de nos entubar com a CGPAR 23, BB e CASSI mudam demais o Estatuto e, a meu ver, desnecessariamente. Ademais, uma mudança que seria elogiável seria dar às pensionistas (e aos pensionistas), o direito de votar e ser votado. Afinal, a viúva ou viúvo pagam suas contribuições exatamente como ativos e aposentados pagam. Não há razão que justifique que não possam votar e serem votados

Reitero meu entendimento de que o que é urgente é custeio! De fato a CASSI vive déficits crescentes. O resto é acessório e, em alguns casos, mudanças temerárias.

Espero que, sabendo o que estão votando, os colegas o façam com consciência e saibam o que desejam.

Isa Musa (Presidente da FAABB)


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Consulta - Olhgando para o meu umbigo



Consulta – Olhando para o meu umbigo
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 11 de agosto de 2018.

Caros colegas,

Sei que os paus vão bater forte no meu lombo. Principalmente os paus mandados. Mas a minha idade não permite meias palavras, nem esconder o que sinto. Por isso rasgo a camisa, vergo o corpo e deixo o lombo à mostra para receber as chibatadas de quem queira vergastá-las.

Olhando para o meu umbigo, não vejo porque provocar a possibilidade de ficar sem a CASSI. Explico, pois, sem entrar em outro mérito que não seja o que somente a mim diz respeito. Deixar como está é temerário. Aceitar o novo Estatuto dá vida longa à CASSI, presume-se. Ainda mais quando a mudança preserva o direito adquirido. E como não podemos frear o mundo, mudanças acontecem. É o que me basta.

Ademais, confundido com bem-intencionadas colocações fragmentadas, decidi intuir por conta própria depois de esmiuçar as alterações.

Tenho 79 anos e em 56 anos de dependência da CASSI venho recebendo por seu intermédio assistência que nenhum outro Plano seria capaz de me proporcionar. Há cerca de dois anos minha esposa foi acometida por um câncer pulmonar que tirou sua vida depois de um longo, sofrido e custoso tratamento de cerca de R$ 100.000,00 - em que contei com o amparo da CASSI. Um pouco antes, em 2015, sofri um infarto que também foi cuidado com o dinheiro do meu Plano de Saúde. Nos treze dias em UTI, entre a vida e a morte, tudo foi feito para me salvar por abnegados profissionais a serviço de Hospital conveniado. O custo do tratamento que me mantém vivo superou os R$ 30.000,00. Tudo pago pela CASSI.

Lá atrás, em 1965, nasceu o filho do primeiro casamento com deficiências múltiplas. Até hoje, aos 53 anos, ele se mantém totalmente dependente em cadeira de rodas, sob os cuidados diuturnos de fisioterapeutas, fonoaudióloga, cuidadores e o que mais necessite – por conta da CASSI. Sem falar que a partir dos seis meses de vida até aqui ele já se submeteu a 17 cirurgias corretivas (fenda palatina total, “pés-de-pato”, correção dos membros inferiores e outras intervenções). Tudo por conta da CASSI.

É dever ressaltar que todos esses procedimentos tiveram enquadramentos rotineiros na TGA. Minha responsabilização se cinge às imputações regulamentares. Não há privilégios. E o que a CASSI fez e faz por mim e pelos meus dependentes é extensivo a todos os participantes. Isso não muda com o novo Estatuto.

Também importa dizer que tenho como única fonte de rendimentos o benefício previdenciário (PREVI/CASSI) e hoje pago no contracheque ao meu maiúsculo PLANO DE SAÚDE, por mim e por esse filho, R$ R$ 303,51 mensais  Com a nova fórmula passarei a pagar R$ 404,69 + R$ 17,13 pelo dependente = R$ 421,22 - e é só. Esse pequeno aumento é o único “prejuízo” a contabilizar. Comparativamente ao CASSI Família os números passariam a totalizar R$ 3.724,66 também POR MÊS. Está tudo no simulador do site.

Por isso, não posso me dar ao luxo de correr riscos no confronto com a realidade. Ainda mais se o meu Plano de Saúde é inigualável e espero que seja eterno para mim e para o filho inválido. Este, pelo enquadramento no código 21, será amparado pela CASSI até o dia da sua morte. Mesmo que eu parta antes.

Mostrem outro Plano que faça ao menos a metade disto, pelo triplo do preço que seja, e mandarei a CASSI catar coquinhos.

Por último, peço que não se deixem influenciar por opiniões isoladas. Leiam o novo Estatuto e assumam posição com independência. Porque eu voto SIM, egoisticamente, confesso. O resto corro atrás, enquanto tiver pernas.

Então, estou pronto, que venham as chibatadas dos insensatos.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado do BB - Matrícula nº 6.808.340-8
Participante da CASSI desde 15/05/1962

sábado, 11 de agosto de 2018

A Consulta



A Consulta
Marcos Cordeiro de Andrade

Curitiba (PR), 11 de agosto de 2018.

Como se fora o título de um filme épico recém lançado com sucesso de bilheteria, “A Consulta” ocupa críticos de todos os quadrantes que viajam nas asas da Internet.

Chegado o momento crucial da opção da escolha, os participantes da CASSI estão debaixo de fogo cruzado sem saber ao certo se se trata de uma guerra. E se, em assim sendo, como distinguir quem é amigo de quem está contra eles. Nesse clima de contenda fala-se de tudo, com ou sem propriedade, pois citam traições, ameaças de ações judiciais, extinção do plano, exploração. Mas ninguém se afasta de vereditos esparsos – por vezes inconsistentes.

A princípio, o esforço concentrado para salvar as Finanças da CASSI foi encampado por três forças distintas. O BB, a CASSI, e os Representantes dos participantes do Plano. No começo, o Corpo Social se manteve informado do decorrer das tratativas. Porém adveio um hiato de silêncio e muita coisa ficou obscura, visto que repentinamente somente os dois mais significativos negociadores permaneceram a postos – o BB e a CASSI. Enquanto que aos demais coube o mutismo como se afastados bruscamente pelo poder de forças ocultas.

Depois do anúncio do desfecho das negociações só esses dois lados prevalecem no noticiário, como donos da criança objeto da gestação das negociações. Ao patrocinador coube apresentar o Novo Estatuto, enquanto que ao Conselho Deliberativo da CASSI coube defender os pontos de vista da Caixa, onde o seu presidente, Sérgio Faraco, age como um D. Quixote enfrentando moinhos de vento acionados pelo bafo de hipotéticos inimigos. O pior nisso tudo é que as críticas esparsas não têm poder de convencimento, porquanto carecem do aval de cunho oficial. No que deixam os aposentados e pensionistas, principalmente, perdidos como cego em tiroteio – sem saber que caminho seguir para fugir das balas sibilantes.

Por isso seria de bom alvitre que as Entidades autodenominadas Representantes dos funcionários do Banco, ativos e inativos, viessem a público em Nota Conjunta explicando as razões que as levaram a deixar a decisão longe das suas mãos. Sem falar em mais ninguém, já que as Entidades sindicalistas, também afastadas das negociações, são suspeitas na integração do grupo pelo cunho político que imprimem ao evento.

Nessa Nota, a ser validada pela FAABB, ANABB e AAFBB, três intrigantes pontos merecem ser esclarecidos:

1.    Quais os motivos do afastamento;
2.    Qual o voto que preconizam OFICIALMENTE entre o SIM e o NÃO;
3.    Quais as razões da recomendação.

É hora de deixar o cômodo lugar em cima do muro. Feito isso, caberá a cada participante cioso dos seus direitos votar conscientemente usando o livre arbítrio. Porque nessa eleição, em que muito se decide em razão da saúde, cada um sabe onde o calo aperta. E a pergunta que se faz é se devemos trocar o sapato ou tratar do calo.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado do BB
Matrícula nº 6.808.340-8
Participante da CASSI desde 15/05/1962