terça-feira, 16 de outubro de 2018

BET - Promessas temerárias



BET – Devolução dos 7,5 bi pelo BB

ALERTA PARA FALSAS PROMESSAS

COMUNICADO 017-2018 - AAPPREVI

Circula na Internet notícias não confirmadas de que o BB foi condenado a devolver a parcela do Superávit de 2008 que recebeu.
As pesquisas efetuadas pelo nosso Assessor Jurídico, Dr. José Tadeu de Almeida Brito, não encontraram elementos sólidos para confirmar o noticiário.
Eis abaixo o parecer do Dr. Tadeu, desta data:

From: José Tadeu de Almeida Brito
Sent: Tuesday, October 16, 2018 3:44 PM
To: Presidência - AAPPREVI
Subject: RE: Bet

Prezado Sr. Marcos,

Após ter examinado o material recebido em anexo (de escritório de advocacia), cheguei à conclusão (não esgotadas as análises por insuficiência de dados sobre QUAL SERIA A DECISÃO MENCIONADA em favor de uma pensionista) de que ainda não temos elementos sólidos para lançar uma ação desta natureza.
Pelas informações que tenho até o momento, eu ouso a alertar de que se trata de uma aventura jurídica com a finalidade de obter ganhos indevidos por meio de honorários contratados. Vale dizer que na hipótese de qualquer Escritório vir a cobrar R$ 2.000,00 por cada participante da PREVI, se conseguir 500 adeptos arrecadará um milhão de reais.

A minha justificativa para o que eu expus acima se firma no fato de que enquanto não for julgada (em última instância) alguma ação que revogue alguns artigos da Resolução CGPC 26/2008 não haverá possibilidade de se obter provimento favorável para o recebimento do BET por parte dos participantes da PREVI referente às contribuições do Patrocinador. Existe em tramitação o processo n. 0114138-20.2014.4.02.5101 da 10a. Vara Federal do Rio de Janeiro, ajuizada pelo Ministério Público Federal, a qual pleiteia a revogação dos poderes outorgados pela CGPC (hoje PREVIC). Essa ação foi julgada procedente em primeira instância e agora está indo para a segunda instância (TRF2). E depois irá para o STJ e/ou STF.

A Resolução CGPC 26/2008 (que ainda está em vigor) outorgou poderes para que a PREVI pudesse repassar 7,5 bilhões de reais ao Banco do Brasil (o repasse ocorreu em dezembro de 2008). A PREVI Só pagará o BET das contribuições do Patrocinador após receber de volta o valor que ela repassou ao BB.

Há muitas informações genéricas nos grupos de WhatsApp. Elas são genéricas por culpa dos advogados e de algumas associações que querem esconder dados. Ninguém informa números de processos.

Entretanto, fico a disposição para continuar nas pesquisas. Por isso, se alguém conseguir o número do mencionado processo da pensionista que obteve provimento favorável, como se divulga, favor me informar.
 Att.
 JOSÉ TADEU DE ALMEIDA BRITO
Advogado
Assessor Jurídico da AAPPREVI
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Prezado Dr. Tadeu.
Boa tarde.

 Agradeço pelo tempo emprestado ao estudo do assunto, bem como pela costumeira cautela com que definiu seu julgamento.

A AAPPREVI permanecerá atenta ao que possa surgir de concreto, para decidir o que for recomendado de sua parte em benefício dos nossos sócios.

Portanto, tomei a liberdade de utilizar sua argumentação para levar ao conhecimento dos associados, a título de advertência para o risco de logro que se evidencia.

Curitiba (PR), 16 de outubro de 2018.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente Administrativo

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Atendimento AAPPREVI - Telefone e E-mails



COMUNICADO nº 016-2018   AAPPREVI - ATENDIMENTO

Visando equacionar o problema de congestionamento resultante do excessivo número de consultas por telefone, pedimos utilizar os e-mails corporativos para tratar de assuntos administrativos. O atendimento é tempestivo, pois ocorre dentro das 24 horas do recebimento e TODAS as mensagens são atendidas:


SETOR JURÍDICO

A página de Assessoria Jurídica é bastante elucidativa nos cuidados com os assuntos relacionados a Ações Judiciais (processos, enquadramentos, fundamentação e documentos): 

Todavia; questionamentos pertinentes, e não contemplados, devem ser tratados diretamente com os advogados que conduzem as Causas, cujos meios de comunicação estão disponíveis na página http://www.aapprevi.com.br/contato.php Por força de cláusula contratual, nossos Advogados dispõem de cinco dias úteis para atender consultas.

Curitiba (PR), 12 de outubro de 2018.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente Administrativo

sábado, 6 de outubro de 2018

CASSI - Resultado da Consulta ao Corpo Social



Associados não aprovam alteração do Estatuto Social da CASSI

Extraído do site da CASSI
NOTÍCIA
05/10/2018

Associados não aprovam alteração do Estatuto Social da CASSI

A consulta ao Corpo Social encerrada às 18h desta sexta-feira, 5 de outubro, resultou na não aprovação do novo Estatuto Social proposto para a CASSI. O resultado será formalmente comunicado aos Conselhos Deliberativo e Fiscal da CASSI e também ao patrocinador.

Conforme amplamente informado aos associados, como a mudança no custeio do Plano de Associados não foi aprovada, a Caixa de Assistência terá dificuldades para pagar os prestadores de serviços, o que poderá impactar diretamente no atendimento prestado aos beneficiários da CASSI e potencializar o risco de intervenção pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

RESULTADO DA VOTAÇÃO – Computados apenas os votos válidos, a opção pelo voto SIM (38.970 votos – 31 %) não obteve a quantidade mínima de votos exigida pelo artigo 73 do Estatuto Social para fins de aprovação da reforma estatutária.

Confira no quadro mais abaixo o resultado geral de apuração dos votos.

A apuração dos votos dos associados, a homologação e a declaração do resultado da consulta foram realizadas na Sede da CASSI, em Brasília e pela Comissão Especial de Consulta ao Corpo Social.

O evento contou ainda com a presença das Auditorias do Banco do Brasil e da própria Caixa de Assistência, além da participação de representantes das seguintes entidades de representação dos funcionários da ativa e aposentados do Banco: ANABB, CONTEC,
 AAFBB e CONTRAF.

Opções de voto Qtde      %
SIM        38.970 29,4%
NÃO      91.796 69,3%
BRANCO              805       0,6%
NULO    933       0,7%
TOTAL   132.504              100%

               TOTAL
VOTANTES          132.504               78%
ABSTENÇÕES     37.382 22%
APTOS A VOTAR              169.886               100,0%

http://www.cassi.com.br/images/hotsites/suaescolha/noticia22.htm

sábado, 29 de setembro de 2018

Revisão do Teto do INSS - Atrasados



Revisão do Teto – R$ 832.000,00 em atrasados para uma Pensionista de Curitiba.


28/09/2018

Revisão do teto paga até R$ 832 mil em atrasados
Clayton Castelani

do Agora

Um erro cometido pelo INSS no cálculo de benefícios há 30 anos ainda gera compensações quase milionárias para segurados que recorrem à Justiça.
A chamada revisão do teto do buraco negro, aplicada para corrigir uma limitação equivocada nas aposentadorias concedidas de outubro de 1988 a abril de 1991, resultou no pagamento de R$ 832 mil a uma pensionista de Curitiba (PR).

O valor do benefício dela foi alterado de R$ 1.327,10 para R$ 5.645,80.
O direito à revisão do teto do buraco negro foi gerado em dois momentos da história recente do país.

Fonte: Jornal Agora S. Paulo.
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Eis a íntegra da Notícia veiculada hoje: http://www.aapprevi.com.br/readequacao_ok.pdf
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Obs. Embora essa não seja uma vitória nossa particularmente, 643 sócios da AAPPREVI participam da AÇÃO DE READEQUAÇÃO DO TETO DO INSS, conduzida pelo Escritório Lima & Silva Advogados.

Para conhecer os fundamentos, enquadramentos e quem tem direito, acesse o link: http://www.aapprevi.com.br/assessoria_juridica_acao_readequacao.php

Curitiba (PR), 28 de setembro de 2018.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente Administrativo
Antônio Américo Ravacci
Vice-Presidente Financeiro

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

AAPPREVI recomenda o voto "SIM"



Consulta – AAPPREVI recomenda o voto “SIM”

A AAPPREVI mantém o entendimento de que, embora livres de pensar e de agir isoladamente, em pleitos eletivos não cabe aos dirigentes de Associações determinar intenção de voto ao corpo social, porquanto até mesmo as decisões colegiadas em última análise representam a vontade de cada um dos signatários.

NO ENTANTO:

Considerando a excepcionalidade do momento atual vivenciado pela CASSI, em que as mudanças estatutárias propostas resultaram de estudos conjuntos - elaborados e aprovados por consenso entre o Patrocinador e a Caixa;

Considerando que o nosso Corpo Social é formado eminentemente por associados e pensionistas da faixa etária supostamente mais afetada pela Reforma;

Considerando que o Corpo Jurídico da AAPPREVI fui instado a colaborar consubstanciando esta decisão do CONAD;

Considerando que na proposição não há indícios de quebra de direitos adquiridos:

A AAPPREVI, RESOLVE recomendar o voto “SIM” no plebiscito da CASSI que hoje se inicia.

Nada obstante, é de todo recomendável que os eleitores não se deixem influenciar por abordagens indiscriminadas, mas, para amparar sua decisão, mantenham como parâmetro do conhecimento do que se trata a leitura do Estatuto com as modificações propostas.



Curitiba (PR), 24 de setembro de 2018.

Atenciosamente,
Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente Administrativo
José Geraldo Garcia Guedes
Vice-Presidente Administrativo
Antônio Américo Ravacci
Vice-presidente Financeiro
Júlio César Pestana Costa
Vice-Presidente para Assuntos Previdenciários

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

AAPPREVI - 8.000 Sócios cadastrados



AAPPREVI – 8.000 Sócios

Caros colegas,

Com a Graça de Deus atingimos a emblemática marca de 8.000 sócios cadastrados, no ano em que completamos oito anos de existência. Esse número simboliza a conquista de todos que nos acompanham desde 2010, ano da fundação, pois sempre acreditaram nos propósitos defendidos. E, como se hoje iniciássemos uma nova jornada, nos valemos do compromisso assumido em 10/02/2010 para anunciar mais um novo tempo:

A AAPPREVI não tem a petulância de se julgar melhor que ninguém. Nem pretende se espelhar em corporações ou situações existentes. Todavia, não se furtará a assimilar bons exemplos de gestão, exercendo aprendizado saudável com o conhecimento de erros cometidos por outrem no campo que ora se insere. Também não se furtará em exercer humildade reconhecendo os acertos existentes, nos quais se louvará, também. Bem-vindos a este novo tempo. Bem-vindos à AAPPREVI. Em 10/02/2010.”

Esta vitória não tem um dono. Nem dez nem cem. Ela pertence à força emprestada pelos 8.000 colegas aposentados e pensionistas que confiaram nos seus iguais – aposentados e pensionistas voluntários - que cuidam da sua Associação. Porque estes, desde a fundação, se esmeram em mostrar que a honestidade e nobreza de propósitos operam milagres. E que o trabalhar de graça por vezes tem a recompensa que dinheiro nenhum traz, porquanto vem do saber que disseminar o bem é dever primeiro de todo cidadão. Também “Fazer o Bem sem olhar a Quem” deveria ser o lema maior da humanidade. Enquanto não é assim, o tomamos emprestado para dizer que é o lema dos que fazem a AAPPREVI, para agradecer pelo pagamento dado também na forma do número 8.000.

Com a Liberdade que nos viu nascer e a Honestidade que nos faz crescer, renovamos a todos que nos trouxeram até aqui a promessa de que, com a ajuda Divina, não se arrependerão pelo apoio que nos conferem.

Curitiba (PR), 19 de setembro de 2018.
Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente Administrativo
José Geraldo Garcia Guedes
Vice-Presidente Administrativo
Antônio Américo Ravacci
Vice-Presidente Financeiro
Júlio César Pestana Costa
Vice-Presidente Ass. Previdenciários
Luiz Augusto Portilho Magalhães
Conselheiro Fiscal
Luiz Minari
Conselheiro Fiscal
Maria Margarete Zanoni de Almeida
Conselheira Fiscal
Elvira Pereira Motta
Conselheira Fiscal Suplente
Jayme Eduardo Mello de Vasconcellos
Conselheiro Fiscal Suplente
Solonel Campos Drumond Junior
Conselheiro Fiscal Suplente
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Advogados
Prestadores de Serviços
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AAPPREVI

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Vale Alimentação - Sentença de Procedência



Comunicado AAPPREVI nº 015-2018
DESPACHO Favorável na Ação de VALE ALIMENTAÇÃO

(SENTENÇA de PROCEDÊNCIA)

BENEFICIADOS 32 integrantes do Processo nº 0060892- 42.2015.8.19.0001,

Ilmo. (a). Sr. (a). Associado (a),
É com grande satisfação que comunicamos a obtenção de sentença de procedência nos autos da Ação de VALE ALIMENTAÇÃO, Processo nº 0060892-42.2015.8.19.0001, que tramita perante à 6ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro – TJRJ, Comarca da Capital. Se trata de uma decisão inédita no que diz respeito ao pedido desta ação, no âmbito do TJRJ. 
Esperamos que os demais processos em curso obtenham o mesmo entendimento.  
Destacamos que ainda cabem recursos a serem interpostos pela parte ré.
Curitiba (PR), 12 de setembro de 2018.
Atenciosamente,
Lima & Silva Advogados
AAPPREVI
Departamento de Comunicação

domingo, 16 de setembro de 2018

Quem tem culpa tem medo



Quem tem culpa tem medo
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 15 de setembro de 2018.

Caros Colegas,

O sábio André Mascarenhas lançou a pergunta: “Por que o BB e a CASSI estão com tanto medo?”
E mais essa:

“- Por que os Diretores estão com tanto medo? Será que existe alguma situação difícil de ser explicada? Quem não deve não teme (treme), ou, conscientemente não deveria temer... Não acham ???”

Aqui entro eu com interrogatório próprio. Que Diretores seriam esses? Os da CASSI ou os do Banco? De hoje, ou de ontem?

Dificilmente se tratam dos atuais, pois ainda não tiveram tempo de conviver com malfeitos - consentidos ou não.

A propósito, alguém já perguntou por que determinadas Entidades estão com tanto medo?

De se notar que a proposta inicial de um novo Estatuto foi melhorada pela CASSI e aprovada pelo BB depois de atender reivindicações das partes envolvidas, em especial de origem das forças representadas na desfeita Mesa de Negociações. O que faltou dizer foi que o Banco não retirou da pauta os pontos cruciais que põem termo às recorrentes situações em que tem sido levado a trazer a Caixa ao colo para ninar o choro fácil, sempre a injetar recursos quando em risco de falência, intervenções e desserviços. Via de regra por conta de gestões malconduzidas, à sombra de regulamentos canhestros.

Faltou dizer que ele, como patrocinador, é responsável pela saúde financeira da CASSI de tal sorte que tem por dever mantê-la bem cuidada – administrativa e financeiramente. Faltou dizer que a maioria dos itens citados como prejudiciais ao corpo de associados na realidade prejudica àqueles que pretendem continuar ocupando altos postos remunerados como vem ocorrendo, com os mesmos, há cerca de 16/20 anos. Esta farra acaba junto com a mudança deixando “desmotivados” os que vivem à custa de vultosos salários nas Entidades em que ocupam cargos cumulativos.  Faltou dizer que o Banco precisa de pulso firme para punir abusos na origem, e não depois de o vendaval passar deixando estragos para que ele conserte.

Faltou dizer que não existe Plano de Saúde de graça, pois nem mesmo o SUS o é, porquanto ele sobrevive à custa dos nossos impostos. Faltou dizer que a dança das cadeiras das eleições caça-níquel chegou ao fim na CASSI, pois quem quiser dirigi-la doravante não a terá como uma grande teta de onde sugar as contribuições dos associados. Talvez aí o maior medo inconfesso.

O voto do associado não tem por finalidade dar emprego a ninguém. Ele representa a confiança de que o candidato exercerá o cargo para cumprir as promessas de campanha em benefício da coletividade – de graça, se possível for.

Faltou dizer que quem tem culpa, tem medo.

Agora, eu pergunto. Quem tem medo do novo Estatuto da CASSI?

Marcos Cordeiro de Andrade
Matrícula nº 6.808.340-8
Associado CASSI desde 15/05/1962

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Coisas de Fãs e de Ídolos



Coisas de Fãs e de Ídolos
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 13 de setembro de 2018.


Certa noite, um ardoroso fã do “Rei do Baião” sentou-se à mesa de um bar disposto a decorar a letra do mais novo sucesso do seu ídolo. Colocou vinte fichas na vitrola, calcou o nome da música “Juazeiro” e foi tomar seus gorós embevecido. Depois de muitas cervejas no quengo e acabadas as fichas saiu cantarolando, contente da vida: “CAJUEIRO, CAJUEIRO...” Coisas de fãs e de ídolos.

Tirando a fraca mentalidade e a bebida envolvida, hoje fui alvo de coisa parecida. O amigo Abel Ferreira Leal Junior de tanto ler determinado artigo meu trocou o Título de “Consulta - Olhando para o meu umbigo” para “Olhando para o Próprio umbigo”. E foi além. Direcionou o “Umbigo” para outros donos. Enquanto somente me ocupei do meu, em relação à CASSI, ele nomeou também o Banco e a PREVI, talvez inebriado pela força do conteúdo do que publiquei aqui no Blog e na edição nº 30 da Revista DIREITOS da AAPPREVI - justificando meu egoístico voto SIM.

Eis a tardia chibatada ora recebida:


Prezado amigo Marcos,

Novamente me apresento a você para lamentavelmente discordar de sua matéria "Olhando para o Próprio Umbigo". Entre nós funcionários do Banco, aposentados e da ativa, não existe um sequer que esteja olhando para o próprio umbigo. Quando trabalhei no Estado do Mato Grosso (naquela época ainda não dividido), os boiadeiros para atravessar um rio em localidades sabidas como pontos de piranhas, jogavam eles um ou dois bois na frente e esperavam, quando as piranhas atacavam aqueles, eles passavam ao largo com o resto da boiada.
É exatamente isso o que o Banco está fazendo, chamando a atenção de todos para os valores das contribuições ( que a meu ver caracterizam um ato de Discriminação aos funcionários aposentados) e enquanto todos estão prestando atenção e discutindo essa questão, o banco atravessa na Proposta de Estatuto o voto de Minerva para o Banco - este sim o maior dano existente dentro da proposta - ele amanhã poderá estabelecer o que quiser para nós, como por exemplo, "a partir da data tal as internações só poderão ocorrer em enfermaria coletiva e não mais em quartos individuais, e ir remoldando nosso plano até ele virar um SUS piorado, com a desistência de muitos funcionários associados e o campo ficar livre para o Banco poder transformar a Cassi em um plano de saúde comercial e ser colocado no balcão para venda ao público em geral. Pegará o nome, a tradição e a respeitabilidade do nome CASSI que tem um valor milionário no mercado e lucrará absurdamente com isto.
Você fala em olhar para o próprio umbigo, mas já se perguntou se não é o Banco quem está olhando para seu próprio umbigo?
Sabemos do resultado de administrações sinistras ( essa situação já vem desde 2009) mas pergunto ao amigo, quando viu ou ouviu o Banco falar em apuração dos erros ocorridos e apuração de responsabilidades? O amigo não vai encontrar isso em ponto algum.  O Banco não tem interesse em apuração dos fatos que conduziram a CASSI  ao caos.
Só vemos chantagens e ameaças por parte do Banco e da Cassi, com a intervenção da ANS, isto é olhar para o próprio umbigo?  De quem?
Eu gostaria muito que uma dessas instituições representativas dos funcionários denunciasse o Caos da Cassi ao Ministério Público para apuração dos fatos e verificação de Administrações Temerárias, Administrações Criminosas, danos causados pelo Banco à Cassi. ISSO SIM É OLHAR PARA O PRÓPRIO UMBIGO.
Você deve estar lembrado do golpe dado pelo Banco nos funcionários em 1997, que resultou na mudança de Estatuto da Previ e os danos advindos da infeliz mudança para nós funcionários. Igualzinho,  o Banco pressionou, chantageou, mentiu, enganou e assim conseguiu alcançar seus objetivos. E o golpe do BET que o Banco queria tomar a bagatela de sete bilhões de reais e que hoje, graças a justiça se encontra em conta aprovisionada, não podendo haver o apossamento do dinheiro, pelo menos é o que sabemos.
Quem está olhando para o próprio umbigo meu amigo: nós ou o Banco do Brasil S.A.?
Respeito sua opinião, mas me dou o direito de discordar dela e  vejo como útil que o amigo pense um pouco que seja no que estou lhe falando e mostrando.
Renovo meus votos de boa vinda de retorno a ação e rezo a nosso pai lá do céu que zele por sua saúde porque precisamos ainda muito de você.

Um abraço fraternal

Abel Ferreira Leal Júnior.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

O Ovo que me fez mentir



O Ovo que me fez mentir.
Marcos Cordeiro de Andrade

Uma pequena mentira oficializada no início da vida pode marcar uma pessoa para sempre. É quando a partir daí ela faz da Verdade o pilar de sustentação do seu caráter.

 Nos idos da década de 1960, dois anos depois de participar da MOVEC na jurisdição em que atuava como Investigador de Cadastro, recebi nova missão a ela atrelada, agora como Fiscal da CREAI. Tinha a espinhosa tarefa de cobrar empréstimos não honrados pelos tomadores. Era dinheiro do Banco do Brasil usado para aquisição de bens de consumo, semoventes e implementos agrícolas.

Embrenhado nos rincões do interior paraibano, perguntando daqui e dali conseguia fazer contatos e cobranças não muito proveitosas, encaminhando os devedores à Agência do Banco.
Numa jornada “coroada de êxito” localizei um alquebrado agricultor, na faixa dos setenta anos mal vividos, responsável pela compra de pequenos animais de criação. Na isolada casinha de taipa de um só cômodo, duas redes armadas num dos cantos, no outro, separado por uma sebenta colcha de retalhos desbotados e esticada perto do teto de telhas de barro, ficava a trempe que servia de fogão à lenha. Dois penicos numa das quinas da casa faziam as vezes de privada noturna para o casal de idosos que, sozinhos, habitavam o pequenino rancho. Pela passagem dos fundos, sem porta, via-se a milagrosa prole do sustento diário, originária da dívida que me cabia recuperar. Presos num arremedo de malcuidado cercado de galhos secos, num canto dos fundos uma cabra magricela remoía para fazer render o pouco de palma ingerida como ração diária. Ao seu lado, amarrada por um dos pés numa embira de agave torcido, beliscava o chão poeirento uma galinha caipira que mal tinha forças para cantar em resposta ao galo velho que em breve iria para a panela, pois eram difíceis aqueles tempos em questão de alimentação. Tudo isso era a fortuna dos velhinhos mutuários da MOVEC. O resto da criação foi comido aos poucos, depois que o neto que lhes fazia companhia rumou para as bandas de São Paulo, não sem antes fazer o dinheiro da passagem com o que tirou do quintal para vender.

Cumprida minha missão de especular a vida dos “devedores”, juntei minhas lágrimas às do dono da dívida quando, indo ele até a lata de farinha de lá retirou um ovo e, com as mãos em concha, me fez a oferta.

- O senhor aprecia um ovinho? É tudo que posso dispor.

Foi esse o dia em que menti para o Banco. E pela primeira e única vez na vida assinei um laudo falso onde dizia: mutuário desconhecido na região.

Marcos Cordeiro de Andrade
- 79 anos -
Aposentado do Banco do Brasil
cordeiro@marcoscordeiro.com.br

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A Fama a qualquer custo



A Fama a qualquer custo
Marcos Cordeiro de Andrade

Curitiba (PR), 10 de setembro de 2018.

Uma historinha bizarra conta que certo apaixonado desiludido quis impressionar a amada com um gesto determinado que a ele desse fama. E a ela trouxesse remorsos. Pôs no bolso um bilhete de despedida e jogou-se do alto do edifício mais alto da Cidade. O bilhete sumiu na queda. E uma pequenina nota num jornal noticiou: “DESCONHECIDO morre ao cair do alto de edifício no centro. Não se sabe a causa do suicídio”.

Esse foi infeliz na busca da fama. Mas há quem a queira igualmente e aja com cautela sem apelar para gestos extremos. São os “do contra” em situações de vulto. Pois nada melhor do que contrariar o bom senso para obter notoriedade. Fazer o que é certo não dá ibope, mas atravessar conceitos é infalível quando se quer aparecer para obtenção de dividendos pessoais.

No momento vê-se muito disso na campanha pelo NÃO envolvendo a Consulta ao Corpo Social da CASSI. Se não bastasse o fato de que o grosso dos pronunciamentos negativistas advém de pessoas de “notório saber”, ao analisar os nomes e cargos dessas “sumidades” conclui-se que buscam manter posições e cargos ocupados à custa de suposto enfrentamento com o Patrocinador. No que estão duplamente errados. Primeiro porque não se trata de briga entre poderes. Segundo porque o assunto diz respeito a centenas de milhares de pessoas, e não serão arroubos de valentia discursiva que aplainarão arestas afloradas.

De mais a mais, tirando uns poucos manifestantes de bom senso que apontam facetas isoladas para defender o voto pelo NÃO, os nomes sobejamente conhecidos estão empenhados em confundir os interlocutores com condenações estapafúrdias, por vezes enumerando uma algaravia de itens desconexos para defender o seu voto.

É bom conhecer esses garimpeiros da fama. Melhor ainda é votar com conhecimento de causa.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado do Banco do Brasil
Matrícula nº 6.808.340-8
Associado CASSI desde 15/05/1962
cordeiro@marcoscordeiro.com.br

sábado, 8 de setembro de 2018

Estou de volta!


Estou de volta!

Curitiba (PR), 07 de setembro de 2018.

Caros Amigos,

Submetido a uma cirurgia para Hérnia Inguinal por videolaparoscopia no último dia 3, estou de volta depois de breve estadia na UTI Coronariana do Hospital Santa Cruz de Curitiba, onde fui majestosamente atendido. O Sucesso do ato cirúrgico me permite retomar meus trabalhos normalmente a partir de segunda-feira. Peço desculpas pelo transtorno causado ao não atender os que me procuraram durante os dias de ausência forçada.

Fraternal abraço,

Marcos Cordeiro de Andrade


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

CONSULTA CASSI e os Falsos Líderes



CONSULTA CASSI e os FALSOS LÍDERES
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 07 de setembro de 2018.

Caros Colegas,

As Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil são regidas por normativos próprios, configurados nos seus Estatutos. E a observância às limitações impostas devem ser obedecidas, do mesmo modo que a permissividade de ação nele está circunscrita. Assim é que nenhum dirigente dessas Entidades tem o poder estatutário de fazer do corpo social curral eleitoral a serviço dos seus propósitos. O limite de atuação nos casos envolvendo consultas através de voto não lhes permite determinar em quem ou no que o associado deve votar. Porquanto como alçada lhe compete tão somente orientar o eleitor pelos meios ao alcance. Mas jamais poderá induzir a intenção do voto ao bel prazer.

Nesse entendimento, é de se entranhar que um conjunto de Associações se reúna para deliberar qual a indicação do voto a ser dado em qualquer situação. Mais estranho ainda é quando se divulga que num desses encontros ficou decidido por unanimidade no que “mandar” seus representados votar, no pleito da magnitude do que envolve os destinos da CASSI e dos seus associados. Além de ferir o conceito de que “toda unanimidade é burra”, a determinação é despropositada por extrapolar poderes. 

É mais fácil seguir um líder do que contestar seus conceitos. E na hora da escolha pelo SIM ou pelo NÃO em uma votação, é cômodo seguir a orientação dos “líderes” quando indicam o Não como alternativa correta. Votar SIM implica em responsabilidades individuais. Votar NÃO é um ato cuja responsabilidade pode-se atribuir ao líder orientador quando o objetivo der errado. E, mais ainda, quando se presume que esses líderes agem em proveito próprio, seguir sua orientação é postura temerária.

A preguiça de ler, interpretar e se posicionar por vezes atrai graves consequências quando o voto é exercido erradamente. Em situações de foro íntimo não encontra justificativa a delegação de alçada.  É, no mínimo, um ato desaconselhável deixar que outros decidam por nós.  Pior ainda é aceitar cabrestos como bicho de curral.

Marcos Cordeiro de Andrade
- 79 anos –
Associado da CASSI desde 15/05/1962
Matrícula nº 6.808.340-8
  

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Consulta - Razões ocultas de quem é contra


Consulta – Razões ocultas de quem é contra
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 24 de agosto de 2018.
Caros colegas.

A Consulta ao Corpo Social da CASSI, nos termos em que se encontra, atraiu descontentamentos de peso envolvendo três dos cinco membros da mesa de negociações com o Banco do Brasil. Tudo por conta de suscetibilidades feridas com seu afastamento do evento por decisão unilateral do patrocinador, segundo alegam. Faltou dizer a razão da exclusão e, mais ainda, os motivos que os levaram a condenar publicamente o aproveitamento das mudanças propostas.

Mas é fácil deduzir o que se passa. Tudo encenação “para inglês ver”. Simplesmente o cunho político responde pelo quadro formado de vez que, com o esvaziamento das representatividades cativas junto ao Banco, paira sobre os queixosos o fantasma do descrédito das lideranças envolvidas. Embora a análise conjugue todos no mesmo entendimento de que predomina o viés político, também coerente se torna dizer que essas três Entidades se ressentem da perda das cadeiras cativas, historicamente ocupadas nas decisões do patrocinador envolvendo os interesses dos seus funcionários, ativos e inativos. Das cinco lideranças desligadas, duas agiram de moto próprio, compondo todas dois grupamentos distintos:

a)        - CONTRAF-CUT e CONTEC – afastamento espontâneo.
b)       – ANABB, FAABB e AAFBB – afastamento compulsório (?).

A conclusão lógica subentende que os dois grupos estavam voltados para interesses próprios, ao tempo em que não honraram o discurso de que defendem os interesses dos funcionários do Banco do Brasil. Analisemos o comportamento de cada uma dessas “Lideranças”:

CONTRAF-CUT e CONTEC

Esse primeiro grupamento é formado por Entidades Sindicais, dispensando maiores comentários. Ainda mais porque, como braços políticos, estão à volta com o dissídio dos bancários e usam a oportunidade para barganhar com o BB as cláusulas do contrato que lhes cabe pactuar em setembro próximo.

Já o segundo grupo compõe-se, ao final, de uma mesma salada de interesses por conta do entrelaçamento dos interlocutores como vinculados às três Entidades em paralelo. Sem contar que os cargos nelas ocupados são regiamente remunerados, vale lembrar que novas eleições para a CASSI/PREVI lhes serão difíceis de administrar por conta do latente fracasso do momento. Obviamente seus nomes estarão “queimados” nas próximas eleições CASSI/PREVI, até porque a participação dos esclarecidos aposentados na última eleição excluiu da CASSI um domínio danoso de cerca de 16 anos. E essa participação por certo será repetitiva doravante. Note-se que esses mesmos dirigentes sempre estiveram no contexto.

ANABB – Ocupa posição privilegiada ao não se comprometer explicitamente, quando é reticente e inconclusa ao declarar que é contra o novo Estatuto. Tanto é que em sua Nota fica em cima do muro porquanto alega:

“Por decisão unânime do Conselho Deliberativo, a ANABB informa que, após rigorosa análise da proposta de alteração do Estatuto da Cassi, vai se posicionar contra a consulta que será realizada brevemente.”

O que é sintomático de quem pretende contar com saída honrosa ao necessitar agradar o patrocinador, como é inerente à sua formação estatutária:

Art. 2° São finalidades da ANABB:
I - zelar pela integridade do Banco do Brasil...

Reparem quando ela diz nessa Nota: “...vai se posicionar contra” sem dizer quando. Talvez essa declaração tenha por finalidade prestigiar as Entidades que com ela (ANABB) compunham a mesa e que, também, com elas está comprometida. Basta observar que o pretenso enfrentamento com o BB não é para valer ao afirmar: “Por decisão unânime do Conselho Deliberativo... “, quando sabemos que nesse Conselho estão a FAABB e a AAFBB, na pessoa dos seus dirigentes máximos (presidentes). Por isso não será surpresa se surgir uma Nota retificadora alegando que o Banco atendeu às reivindicações, e que a ANABB está de acordo com o que resultou recomendando o SIM, mesmo que nada mude.

FAABB e AAFBB

Essas Entidades rezam na mesma cartilha da ANABB.

E não podemos esperar algo diferente, posto que a presidente da FAABB e a presidente do Conselho Deliberativo da AAFBB, pertencem ao Conselho Deliberativo da ANABB:


CONSELHO DE USUÁRIOS

Embora não participantes diretos da Mesa, também se apressam em defender interesses não revelados:

“Criados com função consultiva, os Conselhos de Usuários da CASSI são órgãos de âmbito estadual. Os representantes dos participantes são eleitos em Conferências de Saúde para mandato de dois anos. Os Conselhos são compostos por representantes eleitos e/ou indicados dos associados, das entidades, da CASSI e do plano CASSI Família. Integram os Conselhos de Usuários: CIPA, Super, ECOAs (Equipe de Comunicação e Auto Desenvolvimento), Órgãos Regionais, AABB, AAFBB, Apabb, Afabb, Sindicatos, Federações, Anabb, Cooperativas, entre outras.”


Neles os cargos são preenchidos em sua maioria por indicações políticas, e podem ser substituídos pela atual Diretoria – esse o temor que redundou na postura de insubordinação administrativa.  
               
Portanto, depois de explicado o suposto comportamento fugindo ao associativismo, cabe aos aposentados e pensionistas do Banco do Brasil não se deixar influenciar por quem os trata com menosprezo, advogando em causa própria e ludibriando a boa-fé de todos. Também porque ainda não se dignaram trazer explicações convincentes para a saída da mesa, por mais que se peça essa manifestação.

Para bem entender as mudanças propostas, basta se analisar o conteúdo do novo Estatuto pelo link abaixo. Depois, então, o livre arbítrio deverá ser exercido:


Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado do BB – matrícula nº 6.808.340-8
Associado da CASSI desde 15/05/1962

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Consulta - Chega de manobras



Consulta – Chega de manobras
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 20 de agosto de 2018;

Caros colegas.

A importância da Consulta ao Corpo Social da CASSI está sendo levada na devida conta, chegando ao ponto de extrapolar a abrangência para além do universo de aposentados e pensionistas do BB, o que seria louvável não fosse a intromissão de interesses políticos desvirtuando o verdadeiro sentido do que se busca.

A verdade é que há descontentamentos aflorados ao lado de honestas manifestações de aprovação, seja por conta da Reforma do Estatuto preconizada, seja pelo entendimento de que é hora de perder pouco para ganhar muito. Porquanto em toda disputa por convencimento há o SIM e há o NÃO. Ao termo, o que interessa é que a equação seja concluída porque o tempo urge que assim seja.

De se lamentar, todavia, que o momento sirva de palanque para lideranças ameaçadas tumultuarem o ambiente. Há o lado dos que avaliam a capacidade de discernimento dos participantes como se fora de um bando de analfabetos com instrução aquém do antigo MOBRAL Nisso, há fartura de declarações aleatórias e criptografadas citando enquadramentos esparsos da Reforma, enumerando artigos e cláusulas ao bel prazer de interesses distintos. Ao que fazem vista grossa do grau de instrução dos funcionários do Banco do Brasil de todos os tempos, aliado ao fato de que o site da CASSI dispõe a integra dos Estatutos – em vigor e proposto – com explicações pormenorizadas em colunas contendo como ele é hoje, o que muda e o porquê da alteração visada. Tudo diferenciado em cores distintas. Não há, portanto, razão para se dar ouvidos a palpiteiros. Cada um dos pós-MOBRAL pode, seguramente, fazer juízo de valor por sua conta e risco. Li de cabo a rabo o novo quadro estatutário, e não me valho do conhecimento para enumerar pontos. Seria cabotinismo explícito.

Mas o cordão dos trombeteiros do caos cada vez aumenta mais, sem a preocupação de esconder títulos, cargos e posições no restrito curral dos representantes dos “fracos e oprimidos” como se auto definem. Somente esquecem de dizer aonde estavam nos dezesseis anos em que a CASSI esteve ao Deus dará e não fizeram uso do potente fôlego de agora para modificar o negro quadro em que se desenhava a falência do nosso Plano de Saúde. Ao observador atento, é fácil deduzir que a insatisfação é o contraponto do sucesso resultante pelo esforço empreendido para destronar antigos “donos” da CASSI – alijando posturas danosas.

No caso presente, o fato é que o patrocinador jogou areia nos trilhos fazendo descarrilar o bonde dos Acordos de Entendimentos e Termos de Compromisso, deixando os cinco motorneiros sem saber o que fazer das carteirinhas de participantes da mesa de negociações. Sem falar que a credibilidade do grupo está a dever explicações públicas do ocorrido. Dizer à boca pequena que “o Banco prefere negociar com os que concordam com ele” só é válido se corroborado pelo próprio Banco. Para ilustração mostrem, ao menos, onde consta essa assertiva da parte do patrocinador.

Respeitando as objeções bem fundamentadas, venham de onde vierem, faz-se necessário que interesses políticos caminhem ao largo deste processo. Ou que enfiem a viola no saco os que não estão bem na foto, permitindo assim que cada um decida o que quer para si e para os seus dependentes. Afinal, somos todos alfabetizados. Lembrando que a “arte de influenciar pessoas” foi muito útil para vender livros em outros tempos. Hoje a influência pelo convencimento é extraída da capacidade inata do ser humano cônscio dos seus deveres.

E o desenho das mudanças no site da CASSI é colorido, onde o verde-esperança embota o vermelho-perigo:

http://www.cassi.com.br/images/hotsites/suaescolha/pdf/estatuto-depara.pdf

Eu voto SIM, pela leitura que fiz. E por minha conta e risco.

Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado do Banco do Brasil
Participante CASSI desde 15/05/1962
Matrícula nº 6.808.340-8