segunda-feira, 16 de julho de 2018

CASSI Soberana - Esclarecimentos oficiais



CASSI soberana – Esclarecimentos oficiais
Marcos Cordeiro de Andrade

Curitiba (PR), 16 de julho de 2018.
Caros Colegas,

Com imensa satisfação levo ao conhecimento de todos a esclarecedora mensagem recebida às 14:25 horas de hoje, gentilmente enviada pelo Presidente do Conselho Deliberativo da CASSI.

Essa comunicação nos vem a propósito de inserções postadas por mim nos meios virtuais ao meu alcance.

Enfim, temos terreno sólido em que caminhar na direção do conhecimento pleno do que existe em torno da situação da CASSI, a par do esforço despendido pelo ínclito dirigente que ora nos premia com tudo que gostaríamos de saber sobre as perspectivas existentes.
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Eis abaixo, na íntegra, o imperdível texto que passo a dividir com todos os participantes da CASSI.
Atenciosamente,
Marcos Cordeiro de Andrade


From: Sergio Faraco
Sent: Monday, July 16, 2018 2:25 PM
To: cordeiro@marcoscordeiro.com.br
Subject: FW: [REDE-SOS] negociações CASSI

Prezado Marcos,

Como é de seu conhecimento, em razão de minha obrigação institucional de presidente do Conselho Deliberativo, estou participando ativa e diretamente da construção da contraproposta ao Banco, com o objetivo de recuperar a CASSI e permitir-lhe que ela continue cuidando de nossa saúde a custos mais baixos do que o mercado.

Quanto à divulgação, em toda a história da CASSI ela nunca foi tão ampla quanto agora. Além de estar disponível no site da CASSI, juntamente com muitas informações importantíssimas sobre a real situação econômica e financeira, a CASSI fez uma ampla apresentação a todas as entidades representativas que se dispuseram a comparecer à sua sede em Brasília no último dia 11.

Não há qualquer informação sonegada ao Corpo Social. Quaisquer dúvidas são esclarecidas.

É indispensável registrar que as correntes sindicais que perderam a eleição estão fazendo de tudo para inviabilizar qualquer solução para a CASSI. Elas querem que a CASSI continue sendo problema para se tornar bandeira para as discussões sobre o acordo coletivo  em setembro e alguns defendem até que se estendam até a eleição presidencial. Posso lhe garantir que isso é uma realidade e não hipótese. Por isso criticam tudo e não apresentam absolutamente nada como alternativa.

Querem utilizar a CASSI como instrumento político, ignorando solenemente a gravíssima situação econômica e financeira em que ela se encontra. Isso não representa, em absoluto, o legítimo interesse dos associados, pois a estes interessa uma CASSI forte e capaz de cumprir integralmente suas obrigações perante o Corpo Social.

Para atingirem seu objetivo, as centrais sindicais estão recorrendo a todos os meios, principalmente aos inaceitáveis, como a mentira, a difamação, a calúnia, amplamente divulgadas em seus meios de comunicação e nas redes sociais. E você, atento e comprometido com a verdade, saiu em minha defesa, pelo que agradeço imensamente.
Além das mentiras, difamações graciosas e das calúnias, estão utilizando alguns argumentos que não correspondem à realidade.

Uma das armas que utilizam contra a solução dos problemas é alegar que não há urgência, que se trata de terrorismo quando se diz que a solução tem que ser imediata.

É muito fácil verificarmos se é ou não urgente, pois trata-se de números e não de opiniões pessoais. Qualquer pessoa ou empresa, em qualquer lugar do mundo, que tenha R$ 1.000.000,00 de despesas correntes a pagar, receitas correntes de apenas R$ 600.000,00 e não tenha reserva, não tem capacidade de pagar seus compromissos.
Se essa insuficiência de receita for eventual, de modo que nos meses seguintes as receitas venham a ser superiores às despesas, ela atrasará naquele mês mas eliminará o atraso nos meses seguintes, e assim continuará em atividade.

Todavia, se a insuficiência for crônica, ou seja, se nos meses subsequentes as receitas continuarem abaixo das despesas, caracteriza-se a insolvência.

As Demonstrações Financeiras da CASSI, com manifestação expressa do Conselho Fiscal e dos Auditores, provam inequivocamente que há longos anos as despesas vêm superando as receitas, cronicamente, que as reservas foram totalmente consumidas para manter o pagamento em dia e que agora não há mais reservas, que o Patrimônio Social já está negativo. E em julho/2018 ela poderá não conseguir pagar integralmente suas contas, o que a obrigaria a entrar em dívida, se conseguir crédito.

A Lei 9.961, em seu Art. 4º estabelece que compete à ANS:
XXXIII - instituir o regime de direção fiscal ou técnica nas operadoras;
XXXIV - proceder à liquidação extrajudicial e autorizar o liquidante a requerer a falência ou insolvência civil das operadores de planos privados de assistência à saúde; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.177-44, de 2001)
XXXV - determinar ou promover a alienação da carteira de planos privados de assistência à saúde das operadoras; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.177-44, de 2001).

Não cabe discutirmos quem perde mais com intervenção da ANS, se é o Banco ou se são os associados. O fato é que todos perdem.

Além disso, a ANS não tem poder legal de alterar o Estatuto para elevar a contribuição do Banco e dos Associados, como você sabe melhor que eu
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Posso lhe garantir, porque tanto os Demonstrativos como os relatórios da Accenture e principalmente da Salutis provam, que a redução de despesas em nível máximo não é suficiente para cobrir o déficit, de modo que a elevação da receita é condição indispensável. Portanto, a ANS não terá poderes para solucionar a insolvência.
Afora isso, todos sabemos que, sem receber pelos serviços prestados, os prestadores suspendem o atendimento por falta de pagamento.

Diante de tudo disso, não há como afirmar que a situação não seja de extrema gravidade e que não exija solução imediata sem contrariar a realidade.

Outra questão é a solidariedade. Dizem que a cobrança por dependente a quebra, o que não é verdade, como provam os números. Um associado com 1 dependente poderá contribuir com mais de R$ 1.000,00 enquanto outro, também com 1 dependente, contribuirá com R$ 274,00. Onde está a quebra da solidariedade? Não fosse a solidariedade, ambos contribuiriam com valores idênticos, como ocorre no Cassi Família e em outros planos.

No que tange à participação do Banco nesse esforço de livrar a CASSI da insolvência em que se encontra, empenhei-me até o máximo de minha capacidade junto à direção do BB no sentido de que ele mantivesse a atual proporcionalidade de suas contribuições, que não é garantida pelo Estatuto, de 60% contra 40% dos associados.

 Ele chegou a 57% e não consegue chegar aos 60% por força da Resolução CGPAR 23.
Todos sabemos que, em se tratando de uma sociedade anônima, o Conselho de Administração não pode contrariar as determinações dos acionistas. Portanto, a Resolução CGPAR 23, emanada do acionista controlador, tem que ser acatada pelo Conselho de Administração do BB. Essa resolução impede que o BB aporte à CASSI qualquer valor que exceda de 8% da folha de pagamento ou do percentual que ele verteu em 2017 acrescido de 10%, o que for menor. O percentual vertido em 2017 acrescido de 10% está em torno de 5,6%, que o Banco não pode ultrapassar e que já atingiu ao acatar a contraproposta construída pela CASSI.

Segundo a Constituição, ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer nada se não por força de lei ou de contrato entre as partes. O funcionamento das operadoras de saúde é regulado pela Lei 9.656 que não impõe aos patrocinadores de planos de saúde na modalidade de autogestão a obrigação de elevar suas contribuições para a cobertura de resultados deficitários.  O Estatuto da CASSI diz textualmente que a única obrigação do patrocinador é contribuir com 4,5% sobre as folhas de pagamento, nada além disso.
No entanto, o Banco está se dispondo a aportar recursos para a CASSI além de sua contribuição de 4,5%. E mantém a contribuição de 4,5% para os aposentados. Onde está, então, a retirada de direitos, o desrespeito ao contrato de trabalho, etc.?

Quando ingressei no Banco, em janeiro/64, o Estatuto da CASSI não previa qualquer contribuição do Banco. Então, que obrigação do Banco se incorporou ao meu contrato de trabalho? Somente a partir do Estatuto de 1970 o Banco passou a se comprometer em contribuir com 1% dos salários, em igualdade de condições com os associados (paridade). Em 1974, elevou sua contribuição para 2%, depois passou para uma vez e meia a dos associados, que era de 3%, de modo que a do Banco passou a ser de 4,5%. Em 2007 o Estatuto deixou de dizer que a do Banco era uma vez e meia a dos associados e fixou-as em 3% para os associados e em 4,5% para ele, situação que perdura até hoje. Onde está o descumprimento de obrigação do Banco?

A situação da CASSI é indiscutivelmente de extrema gravidade, a ponto de comprometer a continuidade de suas atividades se não for resolvida. Ainda que o Banco seja obrigado a contratar plano de saúde do mercado para suprir, certamente as condições serão menos favoráveis a nós, associados.

Consequentemente, cabe a cada um dos associados a missão de evitar o fim das atividades da CASSI. E a nós, integrantes da governança da CASSI, cabe envidar o máximo de esforços e submeter a decisão final ao Corpo Social, conforme previsto no Estatuto.

Contamos com o seu inestimável apoio a essa vital missão.

Abs
Faraco


Negociações CASSI - Alerta máximo



Negociações CASSI – Alerta máximo
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 16 de julho de 2018.

Caros colegas,

É lamentável o desencontro entre as partes envolvidas no processo de equilíbrio financeiro da CASSI. As redes sociais são pródigas em fazer especulações nem sempre dignas de crédito. Para piorar o quadro quem está diretamente envolvido é reticente em abordar os fatos objetivamente. Tanto o Patrocinador e a CASSI, quanto as Entidades com poder decisório pecam pela falta de comunicação esclarecedora. Tudo que se sabe é devido ao empenho de formadores de opinião que, arriscando arranhar a credibilidade possuída, agem como penetras do bem se imiscuindo em assuntos proibitivos. É daí que conseguimos captar parte do andamento das obscuras negociações. E o que vem à tona não é bom para os principais envolvidos – aposentados e pensionistas do Banco do Brasil, participantes da CASSI.

Propostas saneadoras são divulgadas como cotações de Bolsa – mudam a todo momento. Porém nenhuma é assinada por quem de direito. Mesmo assim, respeitando a premissa de que todo boato carrega um pouco de verdade, é fácil exercer premonição sobre o desfecho catastrófico à vista, se costurado o acordo nas bases especuladas. Tanto é que já teve início a caça às bruxas, no que tange à concordância em beneficiar o Patrocinador, desde que os aposentados sejam afetados negativamente nos direitos adquiridos.

Vale lembrar que a prevalecer o constante nas esdrúxulas propostas disseminadas, embora não oficiais, a emenda sairá pior que o soneto, pois, no momento em que se busca equacionar problemas estruturais de cunho financeiro, macular direitos adquiridos, criar mais encargos e atropelar o princípio de solidariedade somente servirá para aumentar o descompasso. Se a situação se afigura periclitante, o que se propõe redundará em mais prejuízo a ser somado com as ações judiciais reparadoras advindas. Aí, sim, a CASSI entrará em colapso anunciado.

Nesse entendimento, os corredores do Judiciário serão estreitos para dar vazão à enxurrada de Ações Judiciais pertinentes. Sem descuidar do fato de que esses mesmos corredores remetem aos elementos jurisprudenciais que irão amparar eventuais processos instituídos. Ali se guarda todo o repositório de enquadramentos imbatíveis – tudo servindo de lembrete aos julgadores para decidir sem maiores dificuldades os argumentos dos advogados em suas citações, com o propósito de resguardar direitos e impedir que injustiças sejam perpetradas contra os aposentados e pensionistas do Banco do Brasil em razão da CASSI.

São tantos os fundamentos a serem arrolados que não custa refrescar a memória dos “negociadores”. Consultem, portanto, a Lei 9656/98 – que dispõe sobre Planos de Saúde. Ou, entre outros, o Estatuto da CASSI e Normativos do BB, mais o que dispõe a CF e o CPC, PREVIC, ANS e a indefectível CTPS onde se registra o contrato de trabalho

Sem cunho de ameaça, mas tão somente como obra preventiva, no momento apenas estas citações são suficientemente fortes para embalar o alerta pretendido – resguardando-se o pulo do gato para utilização na inevitável contenda prevista, dependendo de como agirão os cegos por conveniência responsáveis pelo transcorrer das negociações. Alerta, portanto, aos autoproclamados representantes da nossa classe. A perdurar esse entendimento tacanho de tirar sangue de pedra, o resultado se afigura temerário.

Marcos Cordeiro de Andrade
- 79 anos –
Aposentado do Banco do Brasil
Participante da CASSI desde 15/05/1962


sexta-feira, 13 de julho de 2018

Constrangimento



CONSTRANGIMENTO
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 13 de julho de 2018.

No vasto mundo dos aposentados e pensionistas do Banco do Brasil, pelo que sei, ninguém entende mais dos assuntos que nos dizem respeito do que Sérgio Faraco. Por isso ele foi escolhido como Conselheiro da nossa Caixa de Assistência numa inédita consagração qualitativa e quantitativa resultante da eleição CASSI/2018 (36.942 votos dados à sua Chapa, sendo 21.471 de aposentados). Seu passado dispensa apresentações para quem se interessa pela história do Banco e das suas patrocinadas do nosso âmbito. O currículo que Sérgio Faraco leva às costas abarrotaria qualquer tratado que se pretendesse compilar discorrendo sobre a história da CASSI/PREVI. Ao seu lado desfilam expoentes não profissionais da envergadura de Ruy Brito, André Mascarenhas, Andretta,. Aristophanes, Chirivino, Daisy Saccomandi, Ebenézer, Edgardo Rego, Gilberto Santiago, Isa Musa, Lago Neto, Macilene, Medeiros, Tolendal, Valentim. E alguns mais, em paralelo. Todavia, acima dele, e nesse sentido, não enxergo ninguém.

Em razão da altura dos conhecimentos e pela condição de Conselheiro eleito, Sergio Faraco tem sido amiúde convidado a participar de debates envolvendo a atual situação da CASSI, cujas discussões visam sanar irregularidades comprovadas e buscar acertos para viabilizar a continuidade do plano - afastando riscos por conta da posição de insolvência registrada.

Até esse ponto a justiça está sendo feita em relação ao Conselheiro Faraco. Porém, é deveras constrangedor assistir a esses debates que mais parecem julgamentos do que, propriamente, conclaves esclarecedores e construtivos. Nessas ocasiões, nota-se interferências impróprias por parte de interlocutores desavisados, ou imbuídos da vontade de ajudar sem, no entanto, usar do tato conveniente à ocasião. Normalmente são pessoas postadas na plateia (e mesmo à mesa de debates) que, dedo em riste, levantam a voz como a proferir libelo acusatório dirigindo-se ao Conselheiro como se inimigo fosse. Talvez, quem sabe, o julguem como responsável direto pelas mazelas que se dispõe a sanar com sua contribuição. Acresce o fato de que, não mais que isso, essas pessoas não detêm poder de decisão, mas aproveitam o ensejo que lhes é dado para tentar desqualificar quem ali está voluntariamente, embora a convite, mas tendo à mão uma das canetas que engrossará o rol de assinaturas a pôr termo à situação vigente – e com profundo conhecimento de causa.

A propósito, hoje tem início mais um desses eventos, em Camboriú (SC), segundo se notícia. De se esperar, tão somente, que o respeito no tratamento prevaleça. E que ninguém se atreva a querer demonstrar conhecimentos em detrimento de posturas consagradas. É absolutamente inaceitável que se tente fazer uso da vitrine, com falsos argumentos, para afirmar que qualquer dos presentes não sabe o que está dizendo – com afirmações de que ele, ou ela, não entende a diferença entre “isso ou aquilo” em discussão.

Vale lembrar que simpósios da natureza são úteis enquanto cumprem sua finalidade direta. Esclarecer, demonstrar e sugerir soluções, têm prerrogativas de aceitação desde que explanados por quem for habilitado nas questões tratadas.
  
Marcos Cordeiro de Andrade

- 79 anos -
Aposentado do BB

Associado à CASSI desde 15/05/1962


terça-feira, 26 de junho de 2018

Idoso dá Prejuízo



Idoso dá Prejuízo
Marcos Cordeiro de Andrade

Curitiba (PR), 26 de junho de 2018.

Descuidos da natureza por vezes permitem a proliferação desordenada de certas espécies, tornando-as fator de risco para o resultado das colheitas. Felizmente esse fenômeno negativo somente atinge animais irracionais, cujo crescimento populacional precisa ser contido quando surge dessa maneira. É ocasião de o Estado intervir decretando a temporada de caça aos desviados do rumo natural. E dá-se a matança.

No Brasil, fenômeno desse tipo se instalou no nosso meio - coisa jamais imaginada. Por conta de inexplicável mutação genética, aconteceu que determinada espécie passou a pôr em risco a colheita na seara das Operadoras de Planos de Saúde. Mas aqui, onde tudo é possível, é o animal racional o responsável pela hecatombe financeira vislumbrada. Trata-se do bicho Homem. Ele, ao atingir a faixa etária dos sessenta anos, concentra viés predatório passível de séria contenção. Por isso foi deflagrada a operação de caça aos idosos, com anuência do Poder Central, por omissão. A partir desse ponto as financeiramente fragilizadas Operadoras arregaçaram as mangas e passaram a executar o extermínio gradual do animal ameaçador, já que este impedia a evolução dos seus insignificantes lucros. Decretaram então o abate silencioso e sistemático – não muito lento..

Mas, como nada surge ao acaso, há cerca de seis anos o embrião dessa tragédia foi exposto em simpósio instalado para debater os assuntos da CASSI, entre outras coisas. Em meio às autoridades e experts no assunto presentes, destacou-se uma Diretora da Caixa cuja participação foi determinante para se chegar à fatalidade do quadro aí de cima, quando, a certa altura dos debates, ela diagnosticou com frias letras a causa das dificuldades enfrentadas pelo Plano:

“...é o elevado percentual de pessoas idosas atendidas (23%)” - acrescentando que - “nos últimos três anos, a receita cresceu 33%, contudo a despesa aumentou para 57%”.

- Provavelmente por conta do atendimento aos associados que envelheceram mais que o permitido pela lógica da Caixa, pode-se deduzir. E para dar ênfase à explanação recomendou:

“...que todos devem zelar pelo equilíbrio tão necessário para a manutenção do `Plano”.

- Talvez insinuando que os idosos devem morrer logo, enquanto há tempo de salvar a CASSI. Foi a gota d’água que encheu o pote de maldades em formação. Mas isso foi lá atrás e ainda levou tempo para se chegar às funestas conclusões do presente, porque esse bombástico posicionamento reverberou pelos corredores da CASSI e ultrapassou fronteiras. O eco serviu de chamamento para as Operadoras colocarem em prática o conteúdo da ideia original. Advindo o consenso pelo extermínio da espécie ameaçadora – e de maneira espertamente simples. Fixaram os valores dos planos para as faixas etárias “perigosas” em índices estratosféricos, de modo a inviabilizar a permanência dos velhinhos dispendiosos por incapacidade de pagamento. Isso foi o suficiente para acarretar a debandada dos menos favorecidos numa demonstração plena do acerto da medida. Em consequência, e de acordo com dados da ANS, mais de dois milhões de segurados desistiram dos Planos nos últimos três anos – não necessariamente idosos no cômputo, mas incluindo outros que engrossaram o séquito dos condenados.

Comprovada, então, a praticidade da necessária “morte aos idosos” – foi divulgada a elementar equação salvadora. Tirou-se do alcance a manutenção do plano para que o sujeito visado deixasse de ser elitista  e passasse a frequentar as eficientes filas do SUS,  dificultando o elementar atendimento à saúde. Do que resulta falência precoce dos órgãos abreviando a vida. Ou antecipando a morte.
Pronto! As Operadoras estão salvas. E ponto final.

E ATENÇÃO! O Ministério dos Sem Noção adverte:

CUIDAR DE IDOSOS FAZ MAL À SAÚDE DOS PLANOS.

Atenciosamente,
Marcos Cordeiro de Andrade
Aposentado – 79 anos

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Readequação - Nova vitória




Comunicado nº 009-2018 - AAPPREVI

Acabamos de obter uma vitória de expressiva relevância em tese inédita de Ação patrocinada pela AAPPREVI

A Justiça Federal do Paraná julgou procedente o pedido de Readequação ao Teto de benefício de aposentadoria por tempo de contribuição concedido no ano de 1983, portanto, antes da Constituição Federal de 1988, acatando a tese defendida na petição inicial.

Com essa decisão, abre-se um precedente jurisprudencial para estender o reajuste da renda mensal com elevação do teto, decorrente do texto das Emendas constitucionais 20/98 e 41/03 aos benefícios concedidos em períodos antecedentes à Constituição Federal de 1988.

Assim, os aposentados e pensionistas com a DIB (Data Inicial do Benefício) anteriores a 05/10/1988 (Data da vigência da Constituição de 88) poderão pleitear o reajuste do teto.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente Administrativo

Antônio Américo Ravacci
Vice-Presidente Financeiro

Dr. Ricardo Silva
Advogado Sênior – OAB nº 108.958
Lima & Silva Advogados

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Lançada a AÇÃO DA VIDA INTEIRA pela AAPPREVI



- AAPPREVI -

COMUNICADO nº 008/2018  
Assessoria Jurídica

NOVA – “AÇÃO DA VIDA INTEIRA”

A AAPPREVI oferece aos seus associados de todo o País a nova Ação com pedido de revisão do benefício do INSS, abrangendo todo o período da inatividade na aposentadoria.

A AÇÃO DA VIDA INTEIRA é abrangente como nenhuma outra. Ela se baseia no direito líquido e certo de pedir revisão de benefícios previdenciários concedidos com erro de cálculo. Todos os aposentados pelo INSS a partir de 1999 fazem jus ao ingresso na Ação, que tem fundamentação inquestionável garantida pelas Turmas Recursais. Importante salientar que os cálculos revisionais são retroativos à data início da concessão da aposentadoria, daí a nomenclatura de “Ação da Vida Inteira”.

O enquadramento Jurídico do pedido é baseado principalmente no Enunciado nº 5 do Conselho de Recurso da Previdência Social – CRPS - (Referência: Art. 1º do RBPS (Decreto nº 611/92) e Instrução Normativa INSS/PRES nº 45 de 06/08/2010, que determinam que o INSS deve conceder o melhor benefício a que o segurado tiver direito, cabendo ao servidor orientá-lo nesse sentido.

É bastante simples o processo de participação. Acesse nossa página de Assessoria Jurídica para obter orientação e conhecer todos os detalhes:


Se você ainda não nos conhece JUNTE-SE aos quase 8.000 sócios da AAPPREVI. Teremos prazer em registrar sua filiação.

Para notícias atualizadas e diárias de interesse dos participantes da PREVI/CASSI,  acesse o blog PREVI PLANO 1 – www.previplano1.com.br 

Curitiba (PR), 11 de junho de 2018.

Atenciosamente,

Departamento de Comunicação AAPPREVI
www.aapprevi.com.br

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Negociações CASSI - Consultoria



Negociação CASSI – Relatório Accenture
Marcos Cordeiro de Andrade – Matr. 6.808.340-8
Curitiba (PR), 08 de junho de 2018.

Caros colegas,

Espera-se que muito em breve os associados da CASSI sejam chamados a opinar sobre o que restar das negociações em curso. Trata-se, como divulgado à larga, de medidas saneadoras que deverão ser implementadas para tirar o Plano da atual situação de insolvência.

A titularidade da consulta ainda não é conhecida. No entanto, tudo virá do consenso registrado em Memorando de Entendimentos e/ou Termo de Compromisso. Lembrando que esses dísticos são de triste memória para os participantes da PREVI, porque outros, de iguais nomenclaturas e de resultados questionáveis, foram assinados pelos mesmos que ora estão sentados à mesa de negociações.

O certo é que, concluídas as tratativas correntes, o acordo costurado obrigatoriamente será objeto de consulta ao corpo social para validação. Todavia, os milhares de associados envolvidos precisam estar bem informados sobre o que existe para exercer conscientemente a prerrogativa do voto. Neste sentido, em boa hora foi efetivada uma Consultoria independente a cargo da Accenture Strategy, empresa idônea, que revirou as entranhas do Plano abordando todos os aspectos desejáveis - a par de indicativos saneadores, segundo consta.

Ocorre que a CASSI tornou elitista a consulta ao Relatório resultante, uma vez que a acessibilidade aos que pertencem ao Plano Associados somente está permitida através do site – reservadamente – mediante superação de dificuldades logísticas e subordinação a uma série de restrições ao conhecimento pleno, e à sombra da ameaça de enquadramento judicial pela eventual divulgação do conteúdo, no todo ou em parte.

Mesmo que ao associado somente interesse conhecer o trabalho final do relatório (coisa que é um direito indiscutível), para tanto terá que se submeter aos ditames da CASSI. É impositivo firmar compromisso como se em presença de uma Corte de Justiça proferindo juramento. Eis o que se exige:

“Para que você possa ver o Diagnóstico Consultoria Accenture é necessário aceitar os termos de confidencialidade e sigilo.”
“Eu...ASSUMO o compromisso de manter confidencialidade e sigilo sobre as informações do trabalho final elaborado pela empresa de consultoria Accenture Strategy, a que terei acesso,”

E continua:

“Em razão do compromisso ora assumido, obrigo-me a não revelar, reproduzir, divulgar ou dar conhecimento...”

No “grand finale”, nos reserva a nossa amada Caixa ameaça digna de ser direcionada a marginais em potencial:

“...Declaro, ainda, ter plena ciência e concordância de que o descumprimento do presente Termo de Compromisso e Confidencialidade me obriga a indenizar a CASSI de eventuais prejuízos causados, inclusive e principalmente danos materiais e de imagem em razão da divulgação desautorizada das informações a terceiros.”

O gosto pela transparência dá margem à indagação: a que corresponde a prevenção contra “prejuízos causados, danos materiais e de imagem”? Na escuridão profunda o imaginário é que dá cor às coisas.

De minha parte, e pela agressividade das imposições, fico sem conhecer o Relatório, pois não validei o Termo e, obviamente, não continuei a leitura. Tudo por medo de que minha senha seja clonada e utilizada com violação dessas normas, me levando a CASSI às barras dos Tribunais. Essa senha é a mesma desde a informatização do Sistema. Como nestes 56 anos de associado mereci o respeito da CASSI, desde o ingresso, com ou sem uso do site, nunca vi razão para mudá-la. No entanto, agora...

Por outro lado, ainda que sejam considerados válidos os injustificados temores do Plano, é recomendável que os associados (mais confiantes do que eu) conheçam o disponível no site relacionado ao assunto. No entanto, e a propósito, alguns pontos urgem ser esclarecidos.

- Até para quem tem computador é temerário assinar esse Termo. Vai que alguém mais tenha acesso à sua máquina e senha – como filhos e netos – e que, inadvertidamente e de boa fé, viole o Termo?

- Como ficam os que não usam o computador?

- E quem não está familiarizado com o seu uso? É voz corrente que a navegação no site não é simples.

- Como essas pessoas sem percepção do conteúdo assim sonegado poderão votar com conhecimento de causa?

De mais a mais, segundo a CASSI “o trabalho final elaborado pela empresa de consultoria Accenture Strategy apresenta o diagnóstico e as propostas de projetos e iniciativas estratégicas que visam ao aperfeiçoamento dos modelos de gestão e de governança da CASSI”. É tudo que, em última análise, todos precisam saber. Então, que serventia isso tem se nem todos com poder de voto serão conhecedores do diagnóstico das mazelas e propostas para saneamento?

Com a palavra a CASSI.


Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Matrícula nº 6.808.340-8
Associado CASSI desde 15/05/1962

quarta-feira, 6 de junho de 2018

CASSI - Esclarecimentos




                
                        CASSI

Parte inferior do formulário

            NOTA DE ESCLARECIMENTO
Publicado em: 06/06/2018 (Site: www.cassi.com.br)
Em relação ao conteúdo inverídico divulgado em algumas redes sociais, a CASSI - Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil esclarece os seguintes pontos:
1) A Diretoria da CASSI atua de maneira ética e responsável, mantendo controle rigoroso sobre a execução de todos os contratos dos quais é parte, independentemente de o contrato ter sido firmado com prestadores, participantes ou com o patrocinador Banco do Brasil.
2) O tratamento dado aos contratos é equânime, sempre pautado pela observância dos preceitos legais e regulatórios.
3) Os diretores da CASSI têm trabalhado de forma incansável na busca de soluções para garantir a manutenção da CASSI, com atuação técnica submetida a sistemas e órgãos rigorosos de controles internos e externos dos seus atos.
4) Os dirigentes, eleitos pelos associados e indicados pelo BB, exercem seus mandatos cientes do compromisso assumido junto à Instituição, associados e patrocinador Banco do Brasil, e com a responsabilidade de construir uma Caixa de Assistência mais forte, sustentável e perene, honrando os 74 anos de história da CASSI.
Contrato BB e CASSI - GDI
1) Em novembro de 2007, como parte das medidas que resultaram na aprovação do estatuto social vigente, o BB assumiu a obrigação contratual de ressarcir à CASSI, mensalmente, eventual déficit decorrente da utilização do plano por parte dos beneficiários do Grupo dos Dependentes Indiretos (GDI) do Plano de Associados, até a extinção do grupo (atualmente com 2.465 pessoas, com média de idade de 77 anos).
2) Fazem parte do GDI, por exemplo, pais e ex-cônjuges de titulares do Plano que, com a mudança estatutária aprovada pelos associados em 1996, perderam a condição de dependentes e passaram a pagar mensalidades conforme a faixa etária, reajustadas conforme o índice anual aplicado ao CASSI Família.
3) Para dar cumprimento ao contrato GDI firmado com o BB em 2007, a eventual diferença apurada entre o custo, para a CASSI, da assistência aos participantes do GDI e o valor das mensalidades pagas por eles (déficit) é integralmente ressarcida pelo Banco do Brasil, conforme prevê o contrato.
4) Desde então, o Banco do Brasil vem honrando rigorosamente suas obrigações estipuladas no contrato GDI. Portanto, não há qualquer tipo de débito ou dívida do BB com a CASSI decorrente da execução desse contrato, que vem sendo normalmente cumprido pelo BB.

Negociações CASSI - Comunicado FAABB



De: Isa Noronha [mailto:musadenoronha@icloud.com]
Enviada em: terça-feira, 5 de junho de 2018 22:55
Para: Isa Noronha
Assunto: CASSI RETOMADA DAS NEGOCIAÇÕES




CASSI RETOMADA DAS NEGOCIAÇÕES
OFÍCIO FAABB 05/06, de 5 de junho de 2018.
Às
Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil
Senhor e senhoras Presidentes,

          Conforme anunciei, participei em nome da FAABB da continuidade da Mesa de Negociações CASSI com o Banco do Brasil. Considero a retomada das negociações um importante passo para que possamos construir propostas de sustentabilidade de nossa Caixa. Reitero a esperança de que esse esforço de unidade de todos os envolvidos é fundamental para o enfrentamento dessa que é certamente a maior crise na história da CASSI e reafirmo que tenho a confiança de que poderemos contar com nossos eleitos na CASSI como colaboradores principais nessa tarefa.

FUTURO DA CASSI: ENTIDADES ENTREGAM PROPOSTAS AO BB
As Entidades que integram a Mesa de Negociação sobre a CASSI (AAFBB, ANABB, CONTEC, CONTRAF e FAABB) se reuniram na manhã desta terça-feira, 5 de junho, com representantes do Banco do Brasil, para apresentarem proposta alternativa em razão das dificuldades enfrentadas pela Caixa de Assistência.
A reunião aconteceu na GEPES do Rio de Janeiro.
As propostas apresentadas vinham sendo elaboradas há cerca de 30 dias pelas Entidades e contou com a importante colaboração de diversos ex-dirigentes eleitos e indicados da CASSI, o que contribuiu para a formatação de um posicionamento consistente e realista em relação à situação atual da nossa Caixa de Assistência. Essas propostas, que se espera sejam aceitas, proporcionarão maiores condições para elaboração, contando com a indispensável colaboração da governança da CASSI, de um documento definitivo, sem atropelos e com tempo suficiente para ser amplamente debatido pelos associados  antes de ser levado para aprovação dos associados.
As propostas iniciais levam em consideração fatos e decisões que privilegiem a perenidade da CASSI e atenda aos anseios de seus associados e usuários.
Na entrega do documento, as Entidades reconheceram  que a CASSI enfrenta a pior crise da sua história e que é necessário um esforço conjunto para se manter viva.  Ressaltaram também que haverá algum sacrifício, mas que esse não recaia somente sobre os associados, pois o patrocinador detém obrigações relacionadas a direitos trabalhistas conquistados ao longo do tempo.
As propostas entregues pelas Entidades englobam três blocos que requerem tempos distintos para soluções:
1.   Risco Iminente de Intervenção da ANS em função dos baixos Índices de Liquidez e de Solvência.
2.   Modelo de Custeio e Estrutura de Governança.
3.   Mudanças Estruturais no Modelo de Atenção à Saúde, na Estrutura de Atenção Primária, nos Modelos Negociais com Prestadores, nos Métodos de Controle e Aprimoramento de Indicadores de Saúde.

As proposições discriminam ações de CURTÍSSIMO prazo (de 45 a 60 dias para serem executadas), CURTO prazo (8 a 12meses) e MÉDIO prazo (3 anos).

AÇÕES DE CURTÍSSIMO PRAZO
  • Obter junto ao patrocinador Banco do Brasil adiantamento estimado em R$ 1,2 bilhão, para ser quitado em 10 anos.
  • O adiantamento será devolvido na forma de dedução mensal, pelo Banco do Brasil, quando do repasse das contribuições ordinárias no período de devolução pactuado.
  • Obter junto ao Banco do Brasil a integralização dos valores relativos ao compromisso dele perante o Grupo de Dependentes Indiretos (GDI) no valor de aproximadamente R$ 700 milhões. O ingresso, na CASSI, de recursos relativos ao Grupo de Dependentes Indiretos (GDI) irá sensibilizar seu Patrimônio Social, melhorando, por consequência, seu índice de solvência.

    AÇÕES DE CURTO PRAZO
  • Entidades apresentarão propostas sobre Modelo de Custeio e Estrutura de Governança e outros que necessitam de formalização estatutária e debate com os associados.

    AÇÕES DE MÉDIO PRAZO
  • Reavaliação do modelo de Atenção Integral à Saúde e dos programas assistenciais.
  • Ampliação do número de adesões ao Plano CASSI Família no mercado de saúde.
  • Aprimoramento do modelo negocial com prestadores.
  • Revisão do modelo de negócios (avaliação da possibilidade de verticalização, retomando as discussões de avaliação da possibilidade de parcerias com a Previ, avaliação da possibilidade de fusão com outras autogestões, entre outras).

    A proposta foi assinada pela AAFBB, ANABB, CONTEC e FAABB. A CONTRAF optou por não assinar o texto, pois, antes, o tema será levado à discussão no
    29º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), a realiza-se em 7 e 8 de junho, em São Paulo.

    As Entidades solicitaram que os representantes do BB deem o encaminhamento necessário para que as propostas sejam analisadas pelo patrocinador e pela CASSI e pediram agendamento de nova reunião tão logo seja possível. Além disso, foi reiterado a importância da continuidade da Mesa de Negociações.

    Acesse no anexo, a íntegra da carta que entregamos ao Banco do Brasil

    http://www.aapprevi.com.br/cassi_proposta.pdf
  • Isa Musa de Noronha
  • Presidente

    (texto construído a partir do comunicado oficial da Mesa)

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Negociação CASSI



NEGOCIAÇÃO BB-CASSI – Jogaram a toalha?
Curitiba (PR), 01 de junho de 2018.

Caros colegas,

As negociações CASSI chegaram ao fim para os associados devido ao desempenho pífio das “lideranças” que falam por nós – mas que se calaram antes da hora. Ficamos órfãos de país vivos.

O BB, comumente taxado de carrasco quando se trata dos assuntos das nossas Caixas, bem que acenou com uma boa base de propostas para discussão. E, como sempre, ofereceu cadeiras à volta da sua mesa para negociação igualitária. Nela sentariam do início ao fim os doutos dirigentes da AAFBB, ANABB, CONTRAF, CONTEC e FAABB, robustecidos por todo poder e pompa que os cargos sugerem devidos. Até que começaram bem as discussões, mas, depois, entregaram o ouro em dispersão como se fora num desfile carnavalesco que se desfaz ao final da apresentação. Com uma diferença, porém. Essa debandada se deu em meio ao cortejo que se comportou sem a seriedade esperada. Daí a triste comparação com um desfile de Momo.
Segundo está registrado no BOLETIM PESSOAL DIREG, de hoje:

 O BB, após quase quarenta dias, apresentou hoje (1º) nova proposta de sustentabilidade para a Cassi, desta vez na própria governança da entidade, depois de aguardar a mesa de negociações para discutir e avançar sobre a proposta inicial. Isso não ocorreu, apesar dos esforços do Banco e das associações.”

Agora virão os conhecidos capetinhas, com seus tridentes em brasa, distribuindo centelhas fumegantes em forma de palavras para atingir o patrocinador. Como de costume, ele será denunciado como prepotente e algoz insensível ao lidar com seus aposentados e pensionistas. Somente porque cansou de esperar pelos “nossos representantes” na mesa vazia em que faltou gente, ou em que não apareceu ninguém – sabe-se lá. Pena que o Banco não deu nome aos bois para podermos fazer cobranças. Até porque todos se melindram quando alguém diz que não reconhece sua representatividade. E, também porque, reconhecidamente há gente séria sendo posta sob suspeição – que precisam justificar o desempenho em razão do Boletim DIREG de hoje.

Ao que consta, os interlocutores que deveriam debater o assunto equilibravam as forças pelas posições assumidas. Nesse equilíbrio, pela história da CASSI, o Banco tem, desde sua fundação, pelo menos 50% da responsabilidade nos seus destinos – seja na bonança ou na miséria. Em vista disso, qualquer um dos outros convidados pode se dar ao luxo de deixar sua cadeira vazia, porque o debate prosseguirá com o restante. Mas, no momento em que esse outro lado não comparece, no todo ou em parte significativa deixando somente o Banco para decidir, claro está que ele tem todo o direito de defender o seu lado com o apoio dos normativos da CASSI. Em razão do que cancelou a participação decisória dos Sindicatos e Associações, como disse:

“Sobre a negociação com as lideranças sindicais e associativas, permanecemos abertos ao diálogo. Entretanto, apenas na forma colaborativa, já que, a partir de agora, a discussão e os eventuais novos avanços sobre a proposta do BB encontram-se circunscritos ao espaço de governança da Cassi.”

Nessa restrição, no entanto, como em todo conclave sério, resta a quem ficou em recuperação figurar como ouvinte nas aulas de Governança Corporativa. Terão muito que aprender – se forem bons alunos doravante.

Por tudo isso, chego a pensar que, se Lima Barreto fosse vivo encontraria aí razões para escrever algo como o Triste Fim de Policarpo Quaresma.

É lamentável que assim seja.

Marcos Cordeiro de Andrade
Matrícula nº 6.808.340-8
- 79 anos -
Associado CASSI desde 15/05/1962

CASSI - Negociações



CASSI – Negociações


Caros colegas, 

Por se tratar de relevante assunto do interesse de todos nós, associados da CASSI, transcrevo como recebido o BOLETIM PESSOAL BB, desta data (01/06/2018).

Atenciosamente,
Marcos Cordeiro de Andrade
Matrícula nº 6.808.340-8
www.previplano1.com.br

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BOLETIM DIREG-BB (Diretoria Gestão de Pessoas) – 01/06/2018.

Colega

O BB, após quase quarenta dias, apresentou hoje (1º) nova proposta de sustentabilidade para a Cassi, desta vez na própria governança da entidade, depois de aguardar a mesa de negociações para discutir e avançar sobre a proposta inicial. Isso não ocorreu, apesar dos esforços do Banco e das associações.
A proposta inicial do Banco decorreu da conclusão do Diagnóstico elaborado pela Accenture, consultoria contratada em cumprimento ao Memorando de Entendimentos firmado em outubro de 2016.
Histórico das negociações/2018
No dia 06/02/2018, em conformidade com o Memorando de Entendimentos, o BB entregou à Cassi o Diagnóstico da Accenture. Na mesma data, a própria Accenture apresentou uma síntese do citado diagnóstico aos representantes das entidades, reunidos na mesa de prestação de contas do memorando. A Cassi apresentou um plano de ajustes de curto prazo e o BB noticiou o adiantamento de 4 anos da contribuição patronal sobre o 13º. salário, no valor de R$323 milhões, em 3 parcelas.
No início de abril, encerrado o período eleitoral na Cassi, o BB pediu à CONTRAF, coordenadora da mesa Cassi, que chamasse a mesa para iniciarmos a discussão das proposições colocadas pela Consultoria e a construção de consenso em torno de uma proposta, o que não ocorreu.
No dia 10/04/2018, por nossa iniciativa, nos reunimos com as entidades signatárias do Memorando de Entendimentos, discorremos sobre os limites do marco regulatório, as premissas da proposta que o BB apresentaria e a dinâmica de negociação com os vários intervenientes. Na oportunidade, ratificamos nossa disposição para dialogar e buscar consenso com a mesa a partir de uma proposta inicial de nossa parte.
No dia 24/04/2018, em mesa chamada pela CONTRAF, apresentamos a Proposta Inicial BB, salientando que se tratava de uma primeira proposta, com margem para sugestões de melhoria e avanço por meio de consenso entre as partes. Todas as premissas e condicionantes da proposta foram apresentadas pelo BB e discutidas pelos presentes. Pedimos que estudassem a proposta e marcassem uma próxima mesa para discussão e eventual apresentação de contraproposta.
Em 02/05/2018, por convite da ANABB, participamos de evento com as entidades signatárias do memorando e com dirigentes e ex-dirigentes da Cassi, eleitos e indicados, chamados pela entidade para discutir a Cassi e a proposta do BB. Naquela oportunidade fizemos nova apresentação de nossa proposta e debatemos com os presentes. Aceitamos o convite como oportunidade para conversar com todas as representações, na expectativa de que eventual proposta surgida da iniciativa da ANABB fosse apresentada à mesa Cassi para amplo debate.
Em 08/05/2018, enviamos mensagem às entidades componentes da mesa Cassi solicitando que se posicionassem sobre a proposta inicial do Banco. Ratificamos nossa disposição para o diálogo e a construção de consenso com as lideranças. Mas, a mesa Cassi não se posicionou, em seu conjunto, sobre a proposta apresentada.
Em 28/05/2018, consideramos esgotado o prazo dado para posicionamento da mesa – em conta a urgência que requer a situação da Cassi – e decidimos por negociar diretamente na governança da entidade.
Cabe noticiar que as três parcelas de liberação do adiantamento da contribuição sobre o 13º. salário já foram pagas, nas condições e prazos estabelecidos.
Avanços da Proposta BB
A nova proposta BB está publicada no site bbnegociacaocoletiva.com.br e na Plataforma BB – Comunicação – Destaques. Ao consultá-la, você observará que conseguimos avançar nos seguintes pontos, em relação à proposta inicial:
    Redução do valor da cobrança por dependente dos associados ativos, em regime de escala, conforme a renda do funcionário
    Desconto sobre o valor da cobrança por dependente para aposentados, também em regime de escala de renda
    Redução do valor adicional cobrado por dependente, do quarto em diante (para ativos) e do segundo em diante (para aposentados)
    Redução do teto da contribuição total (titular + dependente) sobre a renda, para ativos e aposentados
    Criação de nova contribuição do BB, temporária pelo período de adaptação à CGPAR/23, a título de taxa de administração
Embora não tenham sido negociados em mesa, esses avanços baseiam-se no que foi possível sensoriar da percepção dos associados sobre a primeira proposta, através das redes sociais, conversas com lideranças e comentários em matérias da AGN. A mobilização de funcionários e aposentados para a leitura do Diagnóstico, feita por nossos líderes e pelas Ecoas, também foi considerada na formalização da nova proposta, pois suscitaram reflexões muito relevantes sobre a situação da Cassi.
O modelo de proposta e o diagnóstico da Consultoria
O modelo de proposta adotado pelo Banco, desde o princípio, se sustenta nos seguintes pilares:
    Nos limites do marco regulatório
    Nas conclusões do Diagnóstico
    Nas premissas para a mudança da Cassi:
a) preservação da entidade e senso de urgência
b) equilíbrio de sacrifícios entre ativos, aposentados e patrocinador
c) medidas estruturantes em gestão e eficiência operacional
d) modelo de governança que elimine o estado de não decisão e incorpore conhecimento e experiência em saúde
e) manutenção do sistema de representação paritária
O Diagnóstico da Accenture revelou que a Cassi carece de mudanças significativas para resolver limitações estruturais que se agravaram ao longo do tempo e provocaram os déficits hoje existentes. São elas:
a) as contribuições para o custeio do Plano de Associados não são suficientes para a cobertura das despesas assistenciais.
Para isso, nossa proposta contempla duas novas formas de custeio: cobrança por dependente e taxa de administração temporária, esta como forma de garantir maior aporte de recursos para as transformações tecnológicas e para outros projetos estruturantes. Como já discutimos aqui, se, de um lado, o Plano de Associados apresenta um custeio médio 43% menor que o custeio dos outros planos, por outro, oferece abrangência nacional e cobertura acima do rol exigido pela ANS através de programas que consomem cerca de R$200 milhões por ano;
b) há muitas oportunidades de melhoria em gestão e eficiência, nos diversos processos da Cassi.
Para o reequilíbrio econômico e financeiro da Cassi, além das alterações no custeio do Plano de Associados, levamos em conta as proposições apresentadas pela Consultoria que, se adotadas com efetividade, projetam economia de recursos da ordem de R$3,3 bilhões em 10 anos. Três macroprocessos precisam ser revistos, neste particular: tecnologia e eficiência operacional, gestão do risco populacional e gestão do relacionamento com os prestadores;
c) o modelo atual de governança da Cassi não favorece a tomada de decisões estratégicas ágeis e, portanto, não está compatível com a complexidade do segmento de saúde.
A proposta BB contempla a mudança da governança da Cassi, com dois propósitos: eliminar o estado de não decisão e incorporar conhecimento e experiência em saúde no nível estratégico. Propõe, pois, o voto de qualidade por parte do BB no Conselho Deliberativo (nos moldes do que se pratica na Previ) e a criação de duas diretorias técnicas na Diretoria Executiva. Ratificamos que em torno desses pontos estamos abertos a discutir alternativas que sejam capazes de produzir o mesmo efeito. Absorver conhecimento e experiência de outros planos de saúde não significa desmerecer a competência dos profissionais da Cassi. Ao contrário, contribui para abreviar a transferência dessa expertise para a entidade como um todo, reforçando suas competências técnicas do ponto de vista corporativo. E é preciso ter em mente que a captura efetiva de economias com as ações estruturantes, da ordem de R$3,3 bilhões em 10 anos, requer modelo de governança que priorize decisões com dinamismo, agilidade e mentalidade estratégica.
Próximos passos
Certamente, a Diretoria Executiva da Cassi analisará a nova proposta e se posicionará com o devido senso de urgência, conhecedora da situação atual e das proposições iniciais apresentadas. Os recursos adiantados pelo Banco ajudam na travessia, mas não afastam por completo os problemas de solvência e liquidez e, por consequência, o risco de intervenção da ANS.
Ficaremos no aguardo do encaminhamento da proposta pela Cassi, esperando que, em breve, seja possível submetê-la à consulta da instância decisória máxima da entidade, o seu corpo de associados.
Sobre a negociação com as lideranças sindicais e associativas, permanecemos abertos ao diálogo. Entretanto, apenas na forma colaborativa, já que, a partir de agora, a discussão e os eventuais novos avanços sobre a proposta do BB encontram-se circunscritos ao espaço de governança da Cassi.
Até o próximo boletim.

Diretoria Gestão de Pessoas
José Caetano de Andrade Minchillo
Diretor

João Batista Gimenez Gomes
Gerente Executivo