sexta-feira, 13 de julho de 2018

Constrangimento



CONSTRANGIMENTO
Marcos Cordeiro de Andrade
Curitiba (PR), 13 de julho de 2018.

No vasto mundo dos aposentados e pensionistas do Banco do Brasil, pelo que sei, ninguém entende mais dos assuntos que nos dizem respeito do que Sérgio Faraco. Por isso ele foi escolhido como Conselheiro da nossa Caixa de Assistência numa inédita consagração qualitativa e quantitativa resultante da eleição CASSI/2018 (36.942 votos dados à sua Chapa, sendo 21.471 de aposentados). Seu passado dispensa apresentações para quem se interessa pela história do Banco e das suas patrocinadas do nosso âmbito. O currículo que Sérgio Faraco leva às costas abarrotaria qualquer tratado que se pretendesse compilar discorrendo sobre a história da CASSI/PREVI. Ao seu lado desfilam expoentes não profissionais da envergadura de Ruy Brito, André Mascarenhas, Andretta,. Aristophanes, Chirivino, Daisy Saccomandi, Ebenézer, Edgardo Rego, Gilberto Santiago, Isa Musa, Lago Neto, Macilene, Medeiros, Tolendal, Valentim. E alguns mais, em paralelo. Todavia, acima dele, e nesse sentido, não enxergo ninguém.

Em razão da altura dos conhecimentos e pela condição de Conselheiro eleito, Sergio Faraco tem sido amiúde convidado a participar de debates envolvendo a atual situação da CASSI, cujas discussões visam sanar irregularidades comprovadas e buscar acertos para viabilizar a continuidade do plano - afastando riscos por conta da posição de insolvência registrada.

Até esse ponto a justiça está sendo feita em relação ao Conselheiro Faraco. Porém, é deveras constrangedor assistir a esses debates que mais parecem julgamentos do que, propriamente, conclaves esclarecedores e construtivos. Nessas ocasiões, nota-se interferências impróprias por parte de interlocutores desavisados, ou imbuídos da vontade de ajudar sem, no entanto, usar do tato conveniente à ocasião. Normalmente são pessoas postadas na plateia (e mesmo à mesa de debates) que, dedo em riste, levantam a voz como a proferir libelo acusatório dirigindo-se ao Conselheiro como se inimigo fosse. Talvez, quem sabe, o julguem como responsável direto pelas mazelas que se dispõe a sanar com sua contribuição. Acresce o fato de que, não mais que isso, essas pessoas não detêm poder de decisão, mas aproveitam o ensejo que lhes é dado para tentar desqualificar quem ali está voluntariamente, embora a convite, mas tendo à mão uma das canetas que engrossará o rol de assinaturas a pôr termo à situação vigente – e com profundo conhecimento de causa.

A propósito, hoje tem início mais um desses eventos, em Camboriú (SC), segundo se notícia. De se esperar, tão somente, que o respeito no tratamento prevaleça. E que ninguém se atreva a querer demonstrar conhecimentos em detrimento de posturas consagradas. É absolutamente inaceitável que se tente fazer uso da vitrine, com falsos argumentos, para afirmar que qualquer dos presentes não sabe o que está dizendo – com afirmações de que ele, ou ela, não entende a diferença entre “isso ou aquilo” em discussão.

Vale lembrar que simpósios da natureza são úteis enquanto cumprem sua finalidade direta. Esclarecer, demonstrar e sugerir soluções, têm prerrogativas de aceitação desde que explanados por quem for habilitado nas questões tratadas.
  
Marcos Cordeiro de Andrade

- 79 anos -
Aposentado do BB

Associado à CASSI desde 15/05/1962


7 comentários:

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Prezado MARCOS CORDEIRO,
Não posso deixar de registrar meus agradecimentos pela gentil menção que fez a meu nome, em seu texto CONSTRANGIMENTO.
Há alguns anos, tenho registrado, com certa frequência, o fundamentalismo reinante, inclusive no meio dos funcionários do BB, onde a saudável divergência é transformada em luta fratricida. Alimento troca de mensagens inclusive com aquelas pessoas que, normalmente, de mim divergem, mas que sabem manter o diálogo em nível elevado. Infelizmente, somos milhares (juntando pessoal em atividade e aposentados), mas pouquíssimos registram suas opiniões e, dentre estes, alguns têm se especializado em "destruir pontes". Até devido à minha formação jornalística, procuro, em meus textos e em minhas falas, evitar o uso de adjetivos, pois sei bem o perigo que seu uso carrega.
Fatos vários já ocasionaram o abandono do campo de batalha por valorosos colegas, aos quais muito devemos pela elaboração de estudos do mais alto nível em defesa de nossos legítimos interesses.
Desde a época em que o BB era considerado mãe para seus funcionários, estes perderam todos os grandes embates e, s.m.j., o momento atual não é nem um pouco favorável a nossos interesses.
Saudações Fraternas
LAGO NETO
em 13/07/2018

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Em 13/07/2018 13:02, Sergio Roberto Costa de Castro escreveu:



Colabora, trabalha, e ainda passa por constrangimentos! O grupamento de aposentados, a cada dia, se torna mais decadente......abraços sergio castro

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Prezado Marcos Cordeiro,

Parabéns por sua brilhante reflexão. Você teve precisão cirúrgica nas suas observações a respeito de certas intervenções. As pessoas precisam urgentemente reaprender a discutir no campo das ideias sem sair atirando pedras, muitas vezes com visões unilaterais. Estamos vivendo um momento muito delicado especialmente com relação à CASSI. Não é palco para brigas e sim para pensarmos na melhor solução para uma continuidade saudável para nossa Caixa e para evitarmos outros sobressaltos até o ocaso de nossas vidas. Ninguém merece viver este estresse que estamos presenciando e muito menos depois de tanto esforço acabar dependente de um SUS sucateado e abandonado pelos responsáveis. Ali sim morremos na fila, quem de nós já precisou sabe do que estou falando.
Cordiais saudações
Maria Cecília Estivallet
Porto Alegre - RS

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Parabéns, amigo Marcos, pela excelente análise a respeito da CASSI (debates). O Faraco merece, realmente, todo nosso apoio pelo que está tentando fazer para recuperar a CASSI. Sabemos todos que o responsável maior pela situação de penúria em que se encontra a CASSI, é o Banco, que não cumpre com suas obrigações no tempo certo. Além disso, o Banco reduziu salário de seus funcionários, utiliza mão de obra terceirizada e pretende transferir para aposentados a responsabilidade pelas contribuições patronais, de acordo com as prescrições do Art. 31 da Lei 9656/98. Tempestades nos esperam quando formos chamados para decidir sobre novo Estatuto. Abração.

Valentim.

Marcos Cordeiro de Andrade disse...



Brilhante Cordeiro sua defesa do Faraco. Sem comentários.


Pedrito - Campinas-sp

__._,_.___

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Bom dia Marcos Cordeiro.


Que belo texto. Igualmente belas as verdades expressadas e o grito de apelo ao RESPEITO. Isso mesmo, respeito com letras maiúsculas. É preciso respeitar quem como Sergio Faraco, tem a coragem de sair da sua aposentadoria e vir dar o melhor de si, do talento e conhecimento que acumulou na vida bancária, para colocar a nossa disposição na tentativa de salvar a CASSI. Junto com Sergio Faraco, conseguiremos! Nós podemos!!
Parabéns!!


Raimundo Pessoa Neto
Londrina PR.

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Sr, Marcos
Meu marido , Raul Avellar, seu admirador e companheiro em tantas batalhas na PREVI e na CASSI, estaria concordando com esse seu comentário coerente e sábio sobre o atual momento da CASSI. Acredito que deveria ser ouvido com atenção esses colegas que por tantos anos, e trajetórias no banco, sempre tiveram clareza e competência nos julgamentos de crise das duas instituições.
O problema da nossa Caixa de Assistência, preocupa a todos os associados, e espero que as pessoas se pronunciem, com o mesmo discernimento que o Sr.fez agora.
Tenho procurado, em homenagem ao Raul, participar como representante de um segmento do banco, na AAPBB - Rio, como vice presidente adjunta de desenvolvimento e no Conselho de Usuários da CASSI - RJ, representante das pensionistas. Aprendi com o Raul, que se fazemos parte de uma classe social temos de fazer ouvir a nossa voz.
Vamos torcer, para cada lado ceder um pouco e conseguir um objetivo comum.
Abraços,e a minha admiração


CÉLIA Maria Avellar e Almeida.