domingo, 30 de setembro de 2012

Revista da AAPPREVI, de setembro.



Caros Colegas,

“Está na tela do seu monitor o número 4 da Revista Direitos, da AAPPREVI como rotineiramente ocorre todo final de mês. Agora já sem necessidade de apresentação pelo conhecimento que adquiriu e pela certeza de que é definitiva.”

Leia no formato virtual:


Para rever os números anteriores, acesse os links.


Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR), 30 de setembro de 2012. www.aapprevi.com.br

sábado, 29 de setembro de 2012

Blog sério



Marcos Cordeiro de Andrade

Caros Colegas,

O Blog Previ Plano1 acertadamente decidiu vetar a participação de anônimos nos comentários. A medida é definitiva e veio para sanear o segundo mais antigo espaço que trata dos assuntos do PB1. Neste fundamento ficando atrás apenas do Blog da Cecília em que se espelhou na origem, também o único que se iguala mantendo a mesma linha de conduta desde que foi criado.

Concordamos que mudanças por vezes são necessárias ocorrer desde que tragam progresso e melhoramentos para quem delas se beneficiem.  No entanto, determinadas posturas precisam ser bem pensadas até a adoção que deve se amparar em conhecimentos de causa e efeito, pois, como no caso presente, uma vez decidida não convém retroagir para modelos descartados sob o risco de desacreditar quem assim age. Aqui não se permite incertezas e a insegurança não encontra guarida no seio de quem precisa acreditar naquele que segue como exemplo.

Por isso aqui estamos para declarar a satisfação trazida pela oportuna medida posta em vigor, sem chances de voltar ao que vinha causando transtornos de toda sorte. Isto porque, muito embora nunca tenhamos nos afastado dos propósitos da criação do Blog, a permissão do seu uso por anônimos nos comentários deturpava o verdadeiro sentido com participações inconvenientes. E não importa a redução no número de inserções da natureza, uma vez que efetivamente nos preocupamos com a qualidade dos comentários sinceros, francos e honestos – trazidos por quem igualmente porte esses predicados. Sei que é questão de tempo reencontrar o recheio de participações, porque o número de visitas mantém-se crescente depois da proibição atingindo a média diária de 1.104 no período, segundo o Google Analytics. 

Assim sendo, o Blog Previ Plano 1 permanece o mesmo de quando foi fundado no dia 26/09/2009, com a diferença de que readquiriu a credibilidade de então. E é questão de honra mantê-la, afastando definitivamente a participação de anônimos nos comentários, alguns deles tidos como desagregadores e fomentadores de discórdia respeitando aqueles que não se enquadram em adjetivos excludentes. Também, devido à impossibilidade de separar o joio do trigo, melhor perder a parte da colheita que não tem serventia a comprometer todo o alimento ceifado. Este é o compromisso do fundador e mantenedor que se mantém independente a todo custo, pois o Blog não aceita interferências de pessoas ou coisas no seu modo de ser e de agir. Deus me proverá de meios para conservá-lo honestamente, ou mostrará a hora de fechá-lo para não me dobrar ao condenável poderio econômico que corrompe os fracos. 

Bom retorno aos de boa índole.

Atenciosamente,
Marcos Cordeiro de Andrade

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Síndicos profissionais



Marcos Cordeiro de Andrade

Caros Colegas,

Debaixo dos 50 anos de contribuinte das nossas duas Caixas, me arvoro no direito de espernear em revolta pelos maus tratos de que tenho sido vítima no âmbito delas. No dia 15 de maio de 1962 assinei propostas de adesão, mesmo sem saber para que servisse o jamegão aposto naqueles papéis que me impuseram como parte do ritual de posse no BB.  Nada a reclamar pelo que usufruí em retribuição aos pagamentos efetuados por conta dessas assinaturas durante certo tempo. Tempo em que enchia o peito de satisfação ao me declarar funcionário do Banco do Brasil.

No entanto, passados cinquenta anos da iniciação, vejo com intranquilidade os rumos tortos que trouxeram até aqui esses outrora esteios de confiança, pelos quais venho pagando mensalidades ininterruptamente durante metade de um século vivido. Vejo também que as duas Caixas hoje se equivalem na má prestação dos serviços devidos, não somente a mim, mas aos milhares de contribuintes em igual situação independentemente do tempo de contribuição transcorrido. Tudo por conta de más gestões sucessivas.

Durante todo esse tempo vi serem feitas seguidas mudanças estatutárias sempre que aos donos do poder convinham essas alterações. No bojo de todas elas havia sempre algo escondido nas promessas explícitas de inovações salvadoras. E as havidas na PREVI trouxeram tantos prejuízos aos dependentes que hoje os Tribunais não dão conta do exame das ações impetradas para reparar lesões de direitos adquiridos, direcionadas aos maus cuidadores dos benefícios previdenciários legalmente devidos.

Descontentamentos à parte. Faz-se imperioso esclarecer como anda a posição adotada por dirigentes para engabelar, ludibriar e levar no bico todos que fazem parte desse universo de “assistidos” da Cassi e da PREVI, mais os seus apêndices CARIM e CAPEC.  

Não podemos esquecer que enquanto nossas Caixas eram administradas dentro dos fundamentos da criação, tudo fruía às mil maravilhas. Mas, bastou se permitir a mescla entre o idealismo e o proselitismo para a coisa degringolar. Hoje o que se vê, e que se sente, são duas empresas voltadas para o faturamento puro e simples como se destinadas ao lucro cego em cima de seus ordeiros mantenedores. E, como toda empresa lucrativa, fecham os olhos para certos parâmetros que regem a conduta independente, o caráter e a capacidade produtiva de servidores “eleitos”. Tudo em função do lucro desmedido tido como meta prioritária, que torna desumano o tratamento que nos dispensam.

Noutro segmento, por falta de quem se arrisque ao desempenho de espinhoso cargo, nasceu a oportuna classe de Síndicos Profissionais para gerir as finanças e destinos de aglomerados residenciais e até mesmo comerciais. Convencionalmente escolhidos pelo voto de proprietários dessas unidades (seus ocupantes ou não), o cargo de síndico pode ser exercido por profissionais do ramo vindos de fora, pela escassez de elementos que se credenciem normalmente.

Embora não oficialmente reconhecido, ocorre fenômeno semelhante nas nossas duas Caixas onde indivíduos de há muito se revezam como se fossem síndicos contratados, mesmo sob a fachada de escolhidos pelo voto enquadrados em requisitos próprios. Para enganar desavisados – inocentes úteis – eles se mantêm seguidamente na direção da PREVI e da CASSI fazendo vezes de profissionais, “contratados” que são mediante percepção de polpuda remuneração mensal.

Diferentemente daqueles componentes da nova profissão consentida, estes imitadores não se aboletam nos postos como síndicos de luxo porque faltam interessados para o exercício pretendido, pois os há em grande número e competência ímpar. Ocorre que essa privilegiada classe, que entre nós se locupleta desse modo, montou um esquema infalível que lhes garante a perpetuação no poder. Como o que acontece em ditas “grandes“ associações de oriundos dos quadros do BB, onde é comum dirigente se eternizar como mandante sem justificativa aparente. E não seria muito exigir sua inclusão no rol de móveis e utensílios dessas Entidades onde, respeitosamente, figuraria numa nova nomenclatura de balanço: bens humanos duráveis (ou perpétuos).

Nesse contexto o fisiologismo é fortíssima ferramenta aliada ao poderio econômico e financeiro de Associações e Entidades que tiram proveito dessas gestões encomendadas, mantendo os permanentes candidatos na crista da onda que embala eleições sucessivas. Para, assim, unirem o útil ao agradável: os “síndicos” ganham dinheiro para fingir que praticam gestão independente e as Entidades ganham poder através desses prepostos manobrados como marionetes que, assim como tais, são desprovidos de vontade própria e discernimento, pelo não reconhecimento de que o lugar deve ser exercido em direção ao corpo de associados que lhes pagam os elevados salários, mesmo recebendo míseros benefícios previdenciários.

Se não bastasse o despudor de valerem-se do prestígio oportunista falsamente conseguido na “experiência” adquirida em sucessivos cargos ocupados, se permitem fazer conchavos para indicação de candidatos por parte dos poderosos financiadores de campanha. Nelas são gastos rios de dinheiro para divulgar demagógicas promessas que são esquecidas logo depois da posse. Tudo resultando no impedimento da renovação evolutiva, porque quando ocorre alternância de nomes isso se situa dentro da mesma escala de inservíveis pela origem contida.  De se notar que determinados postulantes vislumbram oportunidades futuras e não se furtam em desempenhar o papel de lambe botas durante parte da vida, pois contam que amanhã eles serão os donos das botas a serem lambidas.

Para quem acompanha atentamente nossas eleições, e queira comprovar essas assertivas, basta recorrer aos panfletos das últimas campanhas eleitorais da CASSI e da PREVI para se deparar com os mesmos nomes, para cargos equivalentes num constante revezamento da origem e dos pleitos. Acima disto, nota-se o despropósito comprovado de que essas pessoas não são as mais indicadas para as funções, pois mostram despreparo para o exercício sempre que vem a público prestar esclarecimentos solicitados, cumprimento raro, aliás. Apesar do que não escondem o desmedido apego aos cargos ocupados, pelas benesses permitidas e elevados salários garantidores de recheadas aposentadorias herdadas dessas remunerações.

Esses elementos, depois de satisfeitas suas necessidades eleitoreiras, pouco se importam com quem deles dependam (todos aposentados e pensionistas), muitos dos quais carentes de cuidados especiais como as viúvas desamparadas e idosos no final da vida. Esse quadro faz de dirigentes assim os industriais do voto, a exemplo do que ocorria no Nordeste na década de 50 com os “industriais da seca”. Pois em ambos os casos enquadram-se como ferrenhos seguidores da Lei de Murphy. E, mais proximamente, da Lei de Gerson.

Por tudo isto, há que se ter em mente que o universo dos assistidos pela PREVI e pela CASSI alcança a casa dos milhões de indivíduos, se incluirmos nesse número os dependentes diretos e indiretos envolvidos. O que torna oportuno direcionar alerta aos atuais dirigentes:

Em que pese seu envolvimento com partidos políticos situacionistas, e por isso mesmo, recomenda-se como óbvio que exerçam seus cargos com direcionamento único ao que se prestam nossas Entidades – atender associados e dependentes com isenção política, vendo neles seus colegas de infortúnio que por um acaso permitido por Deus são momentaneamente seus patrões.

Ademais, nos caberá como participantes com direito a voto a responsabilidade para exercer mudanças na insustentável situação vigente. Para tanto, devemos continuar atentos ao envolvimento com os assuntos que nos dizem respeito redobrando a vigilância, sem medo de oferecer opiniões e fazer comentários pertinentes. Também deixando de lado o comodismo do anonimato medroso – atuante ou não.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 26 de setembro de 2012. www.previplano1.com.br

Leia a Revista Direitos, da AAPPREVI:

sábado, 22 de setembro de 2012

Estamos mal servidos



Marcos Cordeiro de Andrade

Caros Colegas,

Não faz muito, duas eminências eleitas por nós, para cuidar de nós, tiradas do nosso meio e que pensávamos iguais a nós, vieram a público dizer barbaridades contrárias ao que esperávamos delas. Foi num encontro de muitos outros interessados nos assuntos que nos afligem a que compareceram como convidados para prestar esclarecimentos à “plebe rude” sobre o que fazem, ou não fazem, e o que estão pretendendo fazer em suas alçadas para justificar o voto roubado à lógica com que foram eleitos para cuidar dos destinos da CASSI e da PREVI. Melhor dizendo, para cuidar dos nossos destinos porquanto somos totalmente dependentes dessas duas Caixas, pois atingimos a idade provecta em que a dependência é a tônica que direciona e cuida do nosso resto de vida.

Vejam nas mãos de quem está entregue a nossa saúde. São dois os responsáveis. Um cuida da saúde financeira. Outra, da saúde física.

Falo abertamente do Diretor Marcel Juviniano Barros, da PREVI, e da Diretora Mirian Cleusa Fochi, da CASSI.

Pois bem. Na reunião denominada encontro de Camboriú, havida recentemente nesse lindo balneário, essas duas autoridades tiveram a ousadia de tripudiar da inteligência dos dependentes da PREVI e da CASSI para mandar recados dos seus patrões. E no bojo desses “lembretes” disseram, taxativamente - pela ordem:
 
Marcel Juviniano Barros - Diretor de Seguridade da Previ, ao discorrer com pífias justificativas pelo não realinhamento do ES em bases minimamente aceitáveis para contemplar expectativas, usou e abusou de falsos percentuais para lançar culpabilidade sobre os velhos assistidos pela PREVI, o fundo que é responsável pelos benefícios previdenciários complementares, pagos com o fruto do que nós poupamos em décadas de contribuições mensais e ininterruptas – no meu caso pessoal mais de 50 anos.

“Não é nada disso” pareceu dizer. Deixando a todos perplexos pelas incoerências registradas na sua fala onde foi evidente o despreparo demonstrado para desenvolvimento do que lhe está afeto, levando ao entendimento de que o seu discurso se presta para justificar aos que o mantêm no posto que, como “garoto de recados”, está no lugar certo. Mas não é de gente assim que carecemos.

Com pompa e circunstância, alegou o ilustre dirigente que o ES chegou ao teto dos limites de concessão porque nós, “os velhinhos trambiqueiros”, assim nominados por um dirigente mor da PREVI, não temos capacidade de solver prestações mais altas do que as atuais, esquecendo que essas mensalidades são descontadas na FOPAG e enquadradas em margem consignável, sem a mínima chance de fabricar inadimplência. Numa tentativa de reforçar a canhestra argumentação, acrescentou que o fundo de quitação por morte (FQM) amarga vultosos prejuízos porque morrem muitos desses velhos sem pagar por empréstimos contraídos. Neste ponto, mais uma vez mostrou desconhecimento do que ocorre em sua pasta: tal seguro tem essa destinação única e é bem remunerado por quem o administra com prêmios cobrados em taxas diferenciadas por faixas etárias, num crescendo escalonamento onde os mais velhos pagam mais, exatamente para neutralizar o risco – alegam.

Mais ainda. No desenrolar do seu discurso cometeu outra impropriedade ao culpar os velhinhos que buscam na justiça reparação de danos materiais impostos aos seus benefícios. Certamente querendo completar o recado dos seus patrões que tentam desestimular esses pleitos (por serem visíveis os sinais de sucesso com causas ganhas pipocando nos Tribunais), fez terrorismo com a falsa argumentação de que em 1187 casos das ações de recálculo da Renda Mensal Inicial (RMI) “93% vão ter seus benefícios diminuídos” numa flagrante demonstração de que fala sem conhecimento de causa, pois, com embasamento na Súmula 288 do TST e no Art. 468 da CLT, está assegurado que, se o cálculo da justiça for menor que o apurado pela PREVI por ocasião da aposentadoria, o judiciário descarta o participante da ação com a finalidade de não prejudicá-lo.

Súmula 288 do TST - COMPLEMENTAÇÃO DOS PROVENTOS DA APOSENTADORIA. “A complementação dos proventos da aposentadoria é regida pelas normas em vigor na data da admissão do empregado, observando-se as alterações posteriores desde que mais favoráveis ao beneficiário do direito.”

Art. 468 da CLT - “Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.”

Mirian Cleusa Fochi - Diretora de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientesda CASSI. Teve sua oportunidade de explicar, sem justificar, o precário e insuficiente atendimento que nos dispensam, dando a entender que a culpa de tudo de ruim que ocorre nesse âmbito é inteiramente nossa – porque nos recusamos a morrer segundo os prognósticos do Plano de Saúde criado para nos dar sobrevida, para combater mazelas que nos dê a longevidade almejada, incoerentemente para eles. Eis sua argumentação:

Declarou com todas as letras que uma das razões principais das dificuldades atuais enfrentadas pela CASSI é “o elevado percentual de pessoas idosas atendidas (23%)”, acrescentando que “nos últimos três anos, a receita cresceu 33%, contudo a despesa aumentou para 57%” - provavelmente por conta do atendimento aos associados que envelheceram mais que o permitido pela lógica da Caixa de Assistência, deduz-se. Nesse ponto, culminou sua explanação recomendando que “todos devem zelar pelo equilíbrio tão necessário para a manutenção do Plano” - talvez insinuando que devamos morrer logo, enquanto há tempo para salvar a CASSI.

E ficamos assim. Ou, melhor dizendo. Continuamos assim – Órfãos.

Apesar de pagar por direitos que nos são negados, continuamos órfãos.

Órfãos da proteção das duas Caixas que criamos e que nos dão as costas por conta dos dirigentes mal postos.

Órfãos das justiças dos homens porque manipuladas por esses e outros homens que delas cuidam.

Órfãos da imposição de honestidade de propósitos que deveria existir e prevalecer entre os que são eleitos para cuidar de dependentes da degradação imposta pela evolução da idade.

Órfãos da sociedade mesquinha que se volta contra quem lhe deu origem.

E órfãos do amor que deveria estar contido no pacote que envolve a compreensão e o respeito que dá dignidade a todo ser humano – privilégio limitado aos escolhidos por Deus.

Leia a Revista Direitos, da AAPPREVI – nº 3:

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR), 22 de setembro de 2012.

Somos diferentes



Solonel Jr.

"Somos diferentes." Realmente, somos diferentes. Aceitamos as mentiras dos dirigentes da CASSI e da PREVI. Elegemos mentirosos para dirigirem a CASSI e a PREVI. E deixamos escapar uma “diferença” que já houve.

Quando entramos no Banco do Brasil, nós, os ora aposentados e muitos dos que ainda se encontram na ativa, tínhamos um plano de saúde realmente diferente.

A bem da verdade, nem deveríamos chamar de “plano de Saúde”, pois tínhamos na verdade uma “assistência à Saúde”.

Mas alguns iluminados colegas, com poder de mando, mandaram ver. Desconstruíram a CASSI (e também a PREVI) de antigamente, e isso com o auxílio de gente lá posta por nós, na esperança e na certeza de bem nos representar.

Só na PREVI, de tantos superávits abocanhados pelo patrão, foi agora reconhecido nosso direito de calculo de acordo com as regras da posse, e não da aposentadoria.

E o que significa isso? Ora, estou aposentado há exatos 125 meses. A cada mês recebo, segundo calculo de um perito, uma diferença a menor de R$ 1.700,00 em números redondos (para baixo).

Isso significa “apenas” uma dívida de PREVI para comigo de algo em torno de R$ 212.500,00. Sem correção. Só para ilustrar.

Agora pensem em quantos colegas aposentaram desde 1997 pra cá, por exemplo. E em quanto isso representa.

Será que ainda haverá superávit? Quem será responsabilizado quanto a isso? Sobre quem deverá haver uma ação de retorno?

Meu alerta é no sentido de que, se demoramos a cobrar o que é nosso, ouviremos da justiça o mesmo dito em relação à equiparação do BACEN: isto é impagável.

Acabo de chegar do consultório de um urologista aqui em São Luís. Consulta conseguida através da CASSI local, pois nenhum aceita mais. Sábado, 7.30 da manhã. A atendente, com um belo sorriso nos lábios me informou assim que eu me apresentei, orgulhoso, com a carteira da CASSI na mão - NÓS JÁ AVISAMOS QUE NÃO ACEITAMOS MAS A CASSI.

E agora? como bem disse Drummond, nos versos abaixo: e agora José?

A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José?

Estás sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José?

E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio - e agora?

Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora?
Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse... Mas você não morre, você é duro, José!
Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José!

José, para onde?

De outro Drumond, mas com um "M" só.

Aliás, Solonel Jr

Solonel Campos Drumond Júnior é associado da AAPPREVI
Obs. do Blog: A ação RMI da AAPPREVI vem acumulando despachos favoráveis sucessivos. Acessem o site www.aapprevi.com.br e leiam a Revista Direitos, da AAPPREVI:

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Transparência na AAPPREVI – II



COMUNICADO DA AAPPREVI
Curitiba (PR), 20 de setembro de 2012.


Caros Colegas,

A nova mensalidade de R$ 11,50 garante a todos os sócios a manutenção dos processos de que participam com despesas pagas pela AAPPREVI, até o final, independentemente do número de demandas em que estiverem habilitados. De se notar que no momento patrocinamos oito ações judiciais envolvendo 2.828 autores, assim distribuídos pelos lotes formados – ajuizados ou não:

07 lotes – Cesta Alimentação com 498 autores;
07     “     - Renda Certa               “    357       “
39     “     - RMI                            “    550       “
13     “     - IR – 1/3 Previ             “    210       “
05     “     - Reajustes 95/96         “      50       “
06     “     - 100% Pensionistas       “    110       “
36     “     - Vale Alimentação        “    458       “
52     “     - IR sobre o BET             “    595       “

Desde a instituição dessa sistemática sabíamos que essa situação não seria suportada indefinidamente, porquanto era pretensão continuarmos dentro desses parâmetros pelo máximo de tempo possível, situação persistente até esta data sem prejuízos para as partes envolvidas.

Todavia, como o volume de ações patrocinadas se expandiu além do previsto, com tendência a evoluir sistematicamente, fez-se necessário adotar providências para assegurar a manutenção dos mesmos fundamentos de enquadramento, com garantia de custeio das despesas pela AAPPREVI durante o trâmite. Por isso, achamos por bem instituir doravante um limitador de quatro ações por sócio durante todo o processo jurídico e sem despesa alguma: isto é, da data do ajuizamento até a conclusão, tudo corre por conta da AAPPREVI, como de costume, suportado pela mensalidade em vigor.

Assim é que, concluímos por instituir como norma que a partir da quarta demanda habilitada pelo sócio sua mensalidade será acrescida de R$ 1,50 por ação nova, obedecendo também ao sistema vigente de custeio integral por parte da Associação.

As situações existentes permanecerão inalteradas e, entendendo que muitos sócios estão em processo de arregimentação de documentos para remessa, serão acatadas e respeitadas habilitações postadas até o dia 28/09/12 (carimbo do Correio), sem limitação de inclusões nos processos em andamento ao preço da contribuição mensal de R$ 11,50. A partir dessa data serão obedecidas as novas regras: até quatro ações, mensalidade normal; além de quatro ações, acréscimo de R$ 1,50 na mensalidade, por cada ação excedente para cada sócio. Como nos demais casos, com totais despesas judiciais custeadas pela AAPPREVI, inclusive honorários advocatícios e custas, sem cobrança de comissões ou participações.  

Esperando mais uma vez poder contar com a compreensão de todos, apresentamos-lhes nossas cordiais Saudações.

Marcos Cordeiro de Andrade                                        
Presidente Administrativo

José Gilvan Pereira Rebouças
Vice Presidente Financeiro


Leia a Revista Direitos, da AAPPREVI, nº 3:

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Blog sério



Marcos Cordeiro de Andrade

Caros Colegas,

Um Blog que se pretende sério não se dobra as exigências de pretensos frequentadores simplesmente para deitar em um colchão de estatísticas. Ainda mais quando há negativas em identificar-se, pois essa prática leva ao descrédito do próprio Blog e afasta frequentadores sérios que assimilam os propósitos a que se presta.

O anonimato no nosso meio somente seria concebível se a ocultação da identidade servisse para resguardar a integridade do anônimo. Mas, ao constatar que ocorre exatamente o inverso, quando o anônimo se vale dessa condição para atacar pessoas, há que se por cobro veementemente a esse despropósito. Ainda mais porque é possível a frequência sem identificação pública para os que verdadeiramente necessitam desse resguardo. Para tanto basta que o comentário seja enviado diretamente ao moderador com pedido de publicação, preservando a identidade de quem o faz.

Eis o endereço: contato@previplano1.com.br

Deste modo permanecerá anônimo para a Rede, mas seu endereço de e-mail ficará registrado para conhecimento do instituidor do Blog. Assim, os desagregadores que se valem do anonimato para propósitos escusos estarão afastados – para tranquilidade de todos. Ademais, caberá ao moderador exercer sua função com rigor, não permitindo o uso dessa ferramenta para motivações espúrias, tendo presente que a integridade moral dos frequentadores se situa acima de qualquer resquício de mácula.

Por tudo isso, vale lembrar que três anos atrás, ao criar o Blog Previ Plano1 no dia 26 de setembro de 2009, abri a sequência dos mais de 500 artigos dizendo:

“Um Novo Tempo

Colegas integrantes do Plano de Benefícios 1, da Previ.

Abrindo este espaço, espero estar contribuindo para o surgimento de um canal de comunicação e entendimento para nosso uso exclusivo, isento de interferências desagregadoras. Faço votos, com vigoroso empenho, que ele seja uma tribuna onde possamos relatar nossos anseios e necessidades. Que venha a ser uma ferramenta de trabalho capaz de proporcionar o alcance de soluções para os problemas que nos afligem. Que sirva de conclamação à união de todos na busca de resultados práticos e urgentes para superação de obstáculos. Enfim, uma espécie de diário coletivo onde possamos escrever como forma de desabafar, consolar, pedir, oferecer, perguntar, orientar, denunciar, cobrar. Aqui poderemos trocar ideias e conhecimentos que nos levem a AGIR sem individualismos.

A partir de hoje este será o nosso Site. O Site dos aposentados, pensionistas e demais integrantes do Plano Um. ”

Hoje, três anos depois, continuo com o mesmo propósito.

Leia a Revista Direitos, da AAPPREVI – nº 3:

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 19 de setembro de 2012. www.previplano1.com.br