segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Múmias que ressurgem


Marcos Cordeiro de Andrade

Caros colegas,

Como se brotassem dos sarcófagos do tempo, múmias ainda não esquecidas ressurgem para aterrorizar o ambiente das eleições para nossas duas Caixas. Mas, ao contrário de faraós do Egito antigo, essas que azucrinam nossa paciência nada fizeram para ter registro na História. Como semelhança, apenas, o fato de sentarem-se em tronos de ouro maciço, cravejados de pedras preciosas simbolizadas pelos salários auferidos, verdadeira fortuna amealhada no exercício da “profissão”. Nenhum deles sabe ou soube o que é trabalhar para e pelas classes que espoliam. Nem os faraós eleitos por Deus, como se definiam, nem os dirigentes eleitos por “trouxas”, eu entre eles em tempos passados.  

Aqueles, da antiguidade, viviam à custa do trabalho escravo e do roubo das riquezas formadas pelo esforço dos súditos subservientes. Estes, do nosso mundinho de aposentados e pensionistas, fazem inveja a qualquer vagabundo profissional, parasitas sociais que são, pois lhes passam a perna em esperteza e vilania ao ganhar muito sem fazer nada. Também, como aqueles reis e rainhas que exploravam seu povo, vivem no bem bom das mordomias que os sucessivos cargos do topo da pirâmide lhes propiciam. Pirâmide que não é formada por sobrepostas pedras lapidadas, mas pelas Entidades Previdenciárias solidamente amparadas por inocentes associações de aposentados e pensionistas. Estas, por sua vez, quase sempre dirigidas por pilantras aproveitadores, remunerados também. A ocorrência é tão inusitada que até outras múmias insepultas se mostram indignadas com a concorrência desleal. Dando mostra de que o botim é grande, e fácil de nele se por as mãos com o voto de trouxas.

Felizmente ainda há quem se incomode com a falsidade dos que ressurgem buscando votos. E que, com coragem e destemor denunciam os nomes em quem não devemos votar. No entanto, não há necessidade de se desfiar o rosário de candidatos inservíveis e imprestáveis. Basta conhecer o currículo de cada um deles – classificados como “experientes” sindicalistas e antigos dirigentes de Entidades de peso, como PREVI, CASSI, ANABB, AAFBB, FAABB, etc. Na avaliação que faço, firmo o conceito que louva o meu voto: se já foi eleito para alguma delas, ou para todas, não presta para voltar, ou para continuar.

Essa é uma escolha muito simples pela constatação de que, se nada fizeram antes, nada farão depois. Ainda mais em cargos que rendem salários, o que demonstra a perseguição de sinecuras porque querem ganhar sem nada fazer por nós aposentados e pensionistas e, consequentemente, sem trabalhar. E ninguém deve se prestar a dar emprego a ser pago com o dinheiro alheio.

Como prova irrefutável de que só pensam no próprio bolso há o fato de que somente se candidatam a cargos remunerados. Apenas os “inexperientes” aceitam trabalhar de graça. Pensem nisto! Ou mudamos os dirigentes, ou os dirigentes mudam as nossas vidas – para pior como, aliás, vêm fazendo há tempos.

Marcos Cordeiro de Andrade - Curitiba (PR), 16 de fevereiro de 2014. www.previplano1.com.,br

2 comentários:

rub.gp disse...

Caro Dr. Marcos Cordeiro, colega aposentado e lutador e interessado pelos aposentados e pensionistas do Plano 1, peço que, na medida do possivel entrar em contato com a Previ, para solicitar a possibilidade de prorrogar por mais 03 (treis) meses, a prestação do ES, já a partir de abril/2014, até junho/2014, uma vez que o presidente da Previ, Dam Conrado, disse que faria essa prorrogação se houvesse varias adesões na prorrogação de jan/fev/março/14, se a solicitação partir da Aapprevi, teremos mais força. Obrigado, sou sócio da aapprevi, e aposentado de Cambé-PR. Obrigado e tudo de bom.

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Prezado "rub gp".

A AAPPREVI já fez a solicitação de que trata, no início do mês (fevereiro/14).