segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Bucha de canhão




Marcos Cordeiro de Andrade

Caros Colegas,

Está em curso o chamamento para nova manifestação em frente à Sede da PREVI, marcada para ocorrer no dia 24 de novembro de 2014 (uma segunda feira).
Instado a opinar, pergunto o que pretendem nossas “lideranças” com requentados movimentos dessa ordem.
 - Forçar a PREVI a se mexer em nosso favor?  Isso já foi tentado antes sem nenhum efeito prático. Ela é burocrática e monitorada pelos poderes que condenamos como nossos algozes.
- Sensibilizar a opinião pública? É temerário contar com isso, pois a pecha de marajás ainda pesa sobre nós.
- Chamar a atenção da mídia? Quase impossível de ocorrer. Ela desgastou seu poder de fogo na recente campanha eleitoral, além do que não se trata de evento que empolgue a massa - não vende jornais, não dá “ibope”.
Ao tempo em que registro oposição ao chamamento do jeito em que está colocado, ao final dos argumentos esclarecedores aqui contidos manifesto recomendação sustentada para a adoção de medida alternativa direta, imediata e de eficácia inconteste – sem exigir sacrifícios nem onerar patrimônios.
Reconheço que a causa é nobre, plena de boas intenções. Mas vazia de bom senso e de cautela por envolver vontades invioláveis com tentativas de manipulação, notadamente pelo público alvo da campanha. O trato com idosos deve ser pautado no respeito à individualidade, levando-se em conta inúmeros fatores inerentes à rotina de suas vidas. Não se pode olhar o aposentado ou pensionista em idade avançada como uma peça que possa ser usada ao bel prazer de julgamentos controversos. Não se pode considerar erroneamente o aposentado como um desocupado ávido por tarefas a desempenhar. Vale lembrar que a idade é portadora da sabedoria, e quem está dentro dos parâmetros longevos já moldou seu comportamento de modo a aproveitar o tempo útil em benefício da família que ajudou a criar, sem esquecer que ele mesmo precisa de tempo para cuidar de si, do seu bem estar e das suas mazelas. Mesmo ostentando a condição de inativo (muito usada quando se quer provar que é um incapaz controlável), nunca podem ser considerados desocupados, de cujo tempo alguém possa dispor para simples convocações a engrossar fileiras de reivindicações ou protestos. Ainda mais quando o evento se localize fora da sua “base” de atuação. Acresce na impropriedade o fato de que muitos deles exercem atividade de trabalho remunerado sem tempo a desperdiçar, exatamente para complementar a aposentaria pela qual querem levá-lo a brigar, fazendo o serviço intransferível das “lideranças”. Para tal desempenho ele paga mensalidades às associações a que se filiou.
Ademais, constitui-se em propaganda enganosa a insensatez de acenar com o engodo do deslocamento até a bela Cidade do Rio de Janeiro, com promessa de hospedagem e transporte gratuitos sem a mínima garantia de que isto seja verdadeiro. Se não bastasse ser um desrespeito aos residentes nos afastados rincões brasileiros, que poderão ver nisto uma oportunidade de fazer turismo elitista sem mexer no bolso combalido.
Mais sensato seria se essas ditas lideranças tomassem a si a responsabilidade de calar baionetas e entrar em luta corpo a corpo na guerra previdenciária. Ao invés de incitar esses respeitáveis seres a seguir ditames, por que não se formar uma comissão de notáveis para levar as reivindicações da pauta diretamente à Direção da PREVI, cumprindo o protocolo ao amparo do bom senso? E sem querer queimar etapas à custa do trabalho dos aposentados e pensionistas. Por que não pedir às Associações que convençam seus dirigentes a formar esse grupo de trabalho para assim agir? Por que não pleitear à Federação que se digne encabeçar a lista? Por que não recorrer aos políticos influentes de cada Unidade da Federação para apoiar projetos da mesma esfera tramitando no Congresso?
As respostas se fundem em uma só.
- Talvez porque isso não renda os frutos ocultos que se espera, pois, como no primeiro caso, não dá ibope nas redes sociais por tratar-se de trabalho “interno” a cargo de poucos. Melhor não contar com isso. Também, não é a primeira vez que lido com este assunto de modo igual. E são sempre as mesmas pessoas a me voltar as costas fazendo ouvidos de mercador - até o momento em que voltam a me procurar para avalizar projetos requentados e fracassados em tentativas anteriores.
Entretanto, entendo que tudo isto que recomendo seria mais legítimo e proveitoso do que exigir paralelamente que associações gastem o dinheiro do associado, sem consultas, para encher ônibus que levem alguns a formar um aglomerado disperso em frente ao Mourisco, sem direito à participação direta lá dentro como se fora um rebanho de ovelhas ao comando de líderes humanos com pedigree de Border Collies, sem vislumbre de que seu sacrifício valerá a pena. Até porque a campanha não tem selo de garantia, haja vista a história pregressa de iguais atos onde as fotos dão testemunho do pequeno volume de público envolvido.
Falando por mim, me rotularia portador de oportunismo sem par se inclinado a incentivar formadores de opinião a se dedicarem a essa prática. No meu entendimento, denuncio como de comodidade covarde a prática de ficar a lançar incentivos desde o conforto do lar, alegando o obstáculo da distância para atuar de longe convocando pessoas a fazer o trabalho que não é delas. Usando-as como se dispusesse do seu tempo, do seu dinheiro e do dinheiro de outrem. Não é por coisas assim que empenharei meu nome, posto que se trate de tarefa destinada a ser desempenhada de forma direta por profissionais, dirigentes de Entidades da classe e pessoas que se dizem liderar grupos sociais na Internet. Não é incumbência que se jogue nas costas de aposentados e pensionistas que, em situação alguma, podem servir de massa de manobra para consecução de objetivos de cunho duvidoso – ou bucha de canhão numa guerra onde somente cabem estrategistas burocráticos. Nunca é demais lembrar experiências adquiridas em passado recente, porquanto é sabido que, ao termo, uns poucos desses manifestantes subirão aos luxuosos gabinetes onde serão recebidos, ainda como líderes fajutos, por um ou dois Assessores da Direção, quando, em meio à rodada de cafezinho e água gelada ouvirão a promessa de que “a PREVI vai estudar o assunto” – o que já ocorreu por mais de uma vez – enquanto que os figurantes amargarão seu desconforto lá embaixo esperando a hora em que retornem os que estiveram lá em cima, agora elevados à categoria de líderes autênticos. E lhes digam que “a missão foi cumprida, voltem para suas casas”. 
Morei no Rio de Janeiro durante 32 anos (boa parte deles na Capital) e conheço bem o sítio onde se localiza a sede da PREVI. Em razão disso, julgo inadequado e inconsequente ali jogar um punhado de idosos em manifestação dessa natureza, depois de retirá-los do conforto do lar onde cumprem rituais particularíssimos, como degustar alimentação especial em horários controlados, ou respeitar a subordinação a horários também rígidos de cumprimento para tomar remédios, fazer exercícios físicos, postar-se aos cuidados de paramédicos, médicos e especialistas outros como parte da rotina de vida. Muitos deles com necessidade de atender amiúde à frequência urinária incontrolável ou superar dificuldades de locomoção. Alguns até necessitando do acompanhamento de quem lhes sirvam de amparo e apoio, na idade em que o corpo está sempre a lembrar do peso dos anos vividos. 
Isto é o que se deve considerar antes de transportá-los em ônibus de improvável conforto nessa viagem estafante (ao sabor do calor de verão do “Rio 40 graus”), sem garantias de que terão no local acesso a alimentos adequados e a preços módicos, com banheiros à mão sempre que preciso e com suprimento de água para beber disponível o tempo todo. Além da necessidade da proteção dos órgãos de segurança para o caso de ocorrer infiltrações de indesejáveis, baderneiros ou não. E, em consequência, amargar todo esse sacrifício para fazer o trabalho de quem possa ficar distante, à espreita, avaliando o sucesso de público que será enaltecido para engrossar portfólios políticos onde se registrem fanfarras do tipo “eu idealizei, eu fiz, eu estive lá”, mesmo sem provar a presença. Casos houve em que alguns desses, na primeira oportunidade surgida usaram a inconsequente Vitória de Pirro como triunfal e eficaz ferramenta para a formação de chapas que lhes servissem aos propósitos, para conquistar posições na cúpula das Entidades do nosso meio e do porte que convinham, fosse para si ou para os da sua patota. De lamentar o fato de que inocentes úteis mais uma vez são instados a desempenhar o mesmo papel de quando, nessa situação, oportunistas se beneficiaram nas últimas eleições para a CASSI e a PREVI, usando santinhos com suas cínicas e luzidias caras de pau enaltecendo participações em eventos da espécie, como utilíssimo suporte de campanha. Eventos esses que não deram em nada – nem darão, nos moldes em que estão postos. E foram esses que, eleitos em cima da bagagem assim construída, logo após a posse fizeram vista grossa à instituição do “bônus 500 mil”, que foi aprovado descaradamente para beneficiar uns poucos – eles inclusive.  
A propósito destas considerações, vale a pena conhecer o pedido feito pela AAPPREVI à FAABB.  (E aceito por sua presidente):
Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR), 03 de novembro de 2014. www.previplano1.com.br (Moderador, mantenedor e Blog independentes).

12 comentários:

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Mais um belíssimo texto para compor meu arquivo.

Ravacci

Blog do Ed disse...

Estimado amigo Marcos
O que mais prezo é o convívio amistoso e a dignidade da liberdade de opinião e ação. Façam o que bem entendam que precisam fazer. Uma coisa quero, todavia, focar de tudo aquilo que você achou por bem devia manifestar sobre essa manifestação, o local, onde se acha situado o Palácio da PREVI. Ele é quente nesta época do ano, sem proteção em caso de chuva, escasso em se tratando de ponto de transporte coletivo próximo e também de ponto de estacionamento para veículo particular e, sobretudo, são frequentes os assaltos praticados por pivetes e até já ocorreram famosos assaltos naquela região. Não sei se seja um trecho da cidade que mereça ser indicado para que idosos, como eu da QUARTA IDADE e já entrantes na que já é chamada de IDADE TERMINAL, perambulem isolados ou até mesmo em pequenos grupos...
Edgardo Amorim Rego

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


From: Daisy FSacc
Sent: Tuesday, November 04, 2014 6:26 PM
To: REDE-SOS ; Grupo - Funcionários-BB
Cc: AAPBB ; AAPPREVI

Subject: Re: CAMPANHA DE RECOMPOSIÇÃO DOS BENEFÍCIOS – PREVI

Caros colegas, IMPORTANTE - NÃO DEIXEM DE LER
Vejam que a AAPBB (presidida pelo colega Adrião), e a AAPPREVI (presidida pelo colega Marcos Cordeiro), sairam na frente em defesa dos nossos direitos e em apoio à nossa reivindicação de um reajuste mais digno em janeiro/2015.

LEIAM EM:
http://aapbb.org.br/index.php/noticias/campanha-de-recomposicao-dos-beneficios-previ/
http://revistadireitos.com.br/edicoes/17/FLASH/index.html - EDITORIAL

A FAABB foi convidada a apoiar e já se manifestou favoravelmente.
Sua associação já manifestou apoio as nossas reivindicações? Se não o fez, escreva para ela, pedindo que se posicione sobre o assunto.
Abçs
Daisy -Sp - Sp
Acorda-BB, Rede-SOS

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Colegas,
A AAPBB enviou ontem à diretoria da Previ o ofício abaixo transcrito, hipotecando apoio a campanha de aposentados e pensionistas que postulam, em janeiro próximo, o reajuste de seus benefícios pelo INPC acrescido de 10% para restabelecer o valor real de seus benefícios, achatados a partir de 2004 pela substituição do IGP-DI pelo INPC, este um índice aplicável apenas para rendimentos até 5 salários mínimos. Assinala a AAPBB que não se postula um novo benefício nem o aumento do valor real de benefício, mas somente o restabelecimento de seu valor real, conforme determina o art. 201, § 4º. Da Constituição Federal, motivo pelo qual dispensa alteração do Estatuto e do Regulamento e pode ser atendido mediante decisão administrativa aponta como fonte de recurso a Reserva de Contingência, que o art. 20 da LC 109 permite que fique abaixo de 25% das Reservas Matemáticas, tanto que determina a sua acumulação ATÉ 25% DAS JÁ CITADAS Reservas Matemáticas. Cópia desse expediente será encaminhada aos membros eleitos do CD, do CF e do CC da Previ e entidades representativas dos aposentados e pensionistas pedindo apoio. Solicitamos dar a mais ampla divulgação para conhecimento dos interessados, incentivando a participação de todos nessa campanha.
Abraços Ruy Brito
Rio de Janeiro(RJ), 03 novembro de 2014

À
Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI
Sr. Presidente,

REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS – JANEIRO 2015 – Apoiamos a iniciativa de nossos associados, que em sintonia com os associados de entidades co-irmãs, postulam dessa Caixa o reajuste de seus benefícios, em janeiro próximo, pela variação do INPC/IBGE, acrescido de 10% para reposição do valor real de seus benefícios.
Ponderamos, inicialmente, que o regulamento do plano 01, de 24.12.97, vinculado ao acordo da mesma data, firmado entre o Banco do Brasil e a PREVI, adotou o IGP-DI como indexador do reajuste dos benefícios, por ser considerado pelos contratantes o mais confiável dos índices para a faixa de renda de seus aposentados e pensionistas.
Ponderamos, ainda, que o acima citado acordo transferiu para a PREVI a obrigação de pagar os benefícios dos integrantes do grupo pré/67, de responsabilidade do Banco, no valor atuarial próximo de R$ 10, 9 bilhões, com o abatimento inicial de aproximadamente R$ 5,075 bilhões, os quais foram expropriados do patrimônio do Plano de Benefícios 01, além da concessão ao patrocinador de dois terços dos futuros superávits do referido Plano, a título de amortização antecipada da dívida transferida para a PREVI.
Afigura-se inquestionável que aquele acordo foi pactuado em condições generosas para o patrocinador, posto que viabilizado pela expropriação do patrimônio do Plano de Benefícios administrado pela PREVI. Sim. Pois, permitiu que o patrocinador solvesse compromissos que não poderia honrar com recursos próprios.
Continua na Parte II

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Parte II

No mesmo passo, impactou negativamente a rentabilidade futura do Plano 01, a tal ponto que em 2003 a PREVI impôs a substituição do IGP-DI pelo INPC/IBGE, sob o pretexto de evitar um déficit estrutural do Plano 01. Assim decidiu apesar de saber ser o INPC/IBGE um índice criado com o objetivo de reajustar rendimentos situados entre 1 e 5 salários mínimos, abrangendo as regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Vitória, Goiânia, Campo Grande e Distrito Federal. Ou seja, um índice insuficiente para repor o valor real dos benefícios pagos pela PREVI.
A substituição do IGP-DI pelo INPC, de 2004 até 2014, acarretou uma defasagem no valor dos benefícios em manutenção, cuja consequência mais grave constitui a deliberada inobservância do § 4º do art.201 da Constituição Federal, que “assegura o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos em Lei”.
Assim ocorreu porque os valores resultantes dos sucessivos superávits apurados entre 2003 e 2013, contabilizados como Reserva Especial, deixaram de ser aplicados, como deveriam, exclusivamente no pagamento de benefícios, conforme determina o art. 19, da LC 109/2001. Deixou-se de utilizar a revisão obrigatória do plano de benefícios (art. 20, § 2º da LC 109/01), para corrigir -, contemplando a todos -, a defasagem do valor real dos benefícios, causada pela aplicação do INPC nesse mesmo período.
Preferiu-se a utilização daqueles excedentes em benefícios temporários discriminatórios e excludentes, e para contemplar o patrocinador com as benesses ilegais da Resolução CGPC 26, transformando-o no maior beneficiário do Plano de Benefícios 01, em uma verdadeira inversão até mesmo de valores morais.
Em suma, os reajustes concedidos no período 2004/2013, revelam como a substituição do IGP-DI pelo INPC reduziu o valor real dos benefícios. O acumulado pelo INPC foi de 69,14%, enquanto seria de 82,23% se a diretoria da PREVI houvesse mantido o IGP-DI pactuado no acordo de 24.12.97. Nesse período, segundo os dados extraídos dos relatórios anuais, a rentabilidade do plano de Benefícios 01 foi de 300,53%, portanto superior a meta atuarial (INPC + 5%) de 167,72%.
Registre-se, enfim, mas não finalmente, que os aposentados e pensionistas do Plano de Benefícios 01, não postulam novo benefício, nem o aumento do valor real de seus benefícios. Postulam apenas, com amparo no § 4º, do artigo 201, da vigente Carta Magna, a reposição das perdas ocasionadas pela aplicação ao longo de 10 anos (de 2004 a 2013) do INPC/IBGE, um índice insuficiente para restabelecer o poder aquisitivo de seus benefícios, aviltado por um processo inflacionário insidioso e persistente.
Só procedem assim, porque não lhes resta alternativa. Pois, a surpreendente suspensão do pagamento do BET, muito antes do prazo pactuado pela PREVI, com o aval do patrocinador -, agravada pela imposição do restabelecimento da cobrança de contribuições -, lhes subtraiu bruscamente mais de 25% mensais de sua única fonte de sobrevivência, pela qual pagaram enquanto ativos e continuam pagando após a jubilação.

Continua na Parte III – Final

Marcos Cordeiro de Andrade disse...



Parte III - Final

Mencione-se, de passagem, por ser oportuno, que a cobrança de contribuições dos aposentados é tecnicamente injustificável no regime financeiro de capitalização adotado pela PREVI. Pois, nesse regime, é o próprio segurado quem contribui, enquanto ativo, para constituir a reserva garantidora do pagamento de seus benefícios.
Só é aposentado após cumprir integralmente as exigências legais, sua reserva já está constituída, motivo pelo qual deixa de contribuir. Mas, se é aposentado antes do prazo previsto na legislação -, que no Brasil era de 30 anos -, o segurado percebe um benefício equivalente a 1/30 avos por ano de contribuição. MAIS: no seguro social não se admite a cobrança de contribuições sem a contrapartida de um benefício correspondente, como acontece na PREVI.
A elevação das Reservas Matemáticas em valor correspondente à reposição do valor real dos benefícios pode ser efetuada a débito da Reserva de Contingência, pois permitido pelo caput do artigo 20, da LC 109/2001. O qual autoriza constituição dessa reserva “ATÉ O LIMITE DE VINTE E CINCO POR CENTO DO VALOR DAS RESERVAS MATEMÁTICAS” e NÃO NO PERCENTUAL DE VINTE E CINCO POR CENTO DAS RESERVAS MATEMÁTICAS.
O pleito não cria novo benefício, nem aumenta o valor do existente. Por esse motivo, não exige alteração do Estatuto ou do Regulamento. Se exigisse, seria mais um motivo para merecer tratamento isonômico com o precedente, que estendeu aos diretores da PREVI a vantagem de “estatutário”, auto-concedida aos dirigentes do patrocinador, para efeito de se aposentarem com salário integral -, todos adotados sem modificação estatutária ou regulamentar.
O mesmo precedente foi adotado quando da criação do “Bônus por avaliação de desempenho” para os diretores eleitos e nomeados da PREVI, uma EFPC sem fins lucrativos. Esse fato foi considerado pelo ex-diretor de seguridade, aposentado com a regalia de “estatutário, mas surpreendentemente recusou o recebimento do “bônus por avaliação de desempenho”, por considerá-lo indevido.
Na expectativa de que a diretoria da PREVI revelará sensibilidade para bem compreender os relevantes fundamentos do pleito aqui exposto e negocie o atendimento de tão justa reivindicação e o faça de forma transparente como determina a LC 109/2001, orgânica da previdência complementar firmamo-nos
Atenciosamente

Associação de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil

José Adrião de Sousa Carlos A. Neves Bezerra
Presidente Vice-Presidente

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Recebido para publicação:

Entendo que essa manifestação não terá efeito prático. Em outra ocasião, nada resultou em nosso favor.

Seremos ridicularizados pela mídia e pelo Poder e seus aliados.

Não devemos expor publicamente nossas desavenças com o Banco e com o Governo.

Afinal, somos pouco mais de 120.000 num universo de 200.000.000, onde estão, sem teto, sem terra, beneficiários de programas sociais, aposentados pelo INSS, que reclamam melhorias também. E o que dirão eles a nosso respeito ?

Procuremos o diálogo com quem detém o Poder, pois contra a força não há argumentos. E o nosso lado não é o mais forte.

Como diz o ditado: “Mais vale um mau acordo que uma boa demanda.” Muitos de nós não temos tanto tempo de espera.

Entreguemos o anel para salvar os dedos.



Augusto∴

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Adrião,


Fico penhoradamente grata por ter atendido minha solicitação.


A AAPPREVI tb atendeu ao meu pedido de associada e escreveu p/ a FAABB pedindo a reforma do estatuto da PREVI, incluindo aí o reajuste de beneficios. A Isa Musa já manifestou apoio a reivindicação. Aproveito para agradecer a ambos.


Espero que outras associações se unam à AAPBB e a AAPPREVI.


Ao mesmo tempo, atendendo a sua solcitação, apelo aos colegas que lerem esta mensagem, que repassem aos de sua lista de contatos e tb solicitem o atendimento da reivindicação aos Dirigentes da PREVI.


Estou repassando pelos meios ao meu alcance.



Abçs
Daisy -Sp - Sp
Acorda-BB, Rede-SOS

RENATO AUGUSTO PEREIRA SILVA AUGUSTO disse...

Ilustre Presidente MARCOS CORDEIRO:


Se as "buchas de canhão", quebrassem quatro ou cinco janelas de vidro da PREVI, em suas manifestações, garanto que todo o Brasil ouviria e prestaria atenção.

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Bom Dia,

Sr. Marcos, acompanho seu blog porque o senhor escreve maravilhosamente bem, expressando com palavras simples seu ponto de vista e, acredito de grande número de aposentados pela Previ.

Acompanhei pela Imprensa que a dívida dos prefeitos e governadores foi votada pelo Senado e diminuiu em mais de 75% porque foi alterado o índice IGP/DI para IPCA.
Sei também que estão votando "tudo o que podem" para aumentar os gastos dos 3 Poderes.
O fator previdenciário de 11% dos aposentados iria onerar a folha do INSS em 2 bilhões, muito pouco se comparado com os bilhões que estão comprometendo para o ano que vem, não sei quando será votado (se é que vai dar tempo...)

Escrevi a carta abaixo para a Previ.

Sei que são pouquíssimos os aposentados da Previ que tem empréstimo simples, mas mesmo assim, pergunto se não teria como alterar o contrato dos endividados e reduzir a correção monetária.

Obrigada,

Soraia M.P.A. de Bittencourt


Date: Thu, 6 Nov 2014 10:42:35 -0200
From: atend@previ.com.br
To:
Subject: ATENDIMENTO PREVI

e-mail: soraia-abrao@hotmail.com

Senhora Soraia,

Não existe previsão contratual para revisão de Empréstimo Simples.

Informamos que na renovação é cobrado o saldo devedor da dÿvida atualizada até a data da renovação.

O saldo devedor do ES não está acrescido dos encargos contratuais cobrados mensalmente. O montante é acrescido dos encargos e da correção monetária e sofre dedução das prestações pagas até a liquidação ou renovação.

Estamos enviando, anexo, o extrato de seu ES para conferência.

Permanecemos ÿ disposição

ALESSANDRA DA CRUZ
Gerência de Atendimento
PREVI

O retorno desta mensagem não é monitorado. Caso necessite respondê-la, encaminhe sua mensagem por meio da seção Fale Conosco, opção Participante.

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Data: 06/11/2014 07:55:55
Assunto: Empréstimo Simples
Tipo: Solicitação

Mensagem:
Bom Dia,
Pergunto se é possÿvel fazer uma REVISÿO no Empréstimo Simples, uma vez que, além da prestação estar se tornando insuportável, o montante não diminui.
Foram várias Renovações, praticamente a cada 6 meses só para pagar contas básicas. A dÿvida está em mais de R$ 90.000,00 e não tenho nenhum bem neste valor, nem mesmo casa própria, porque nunca consegui pegar o empréstimo da Carim porque o valor estava sempre abaixo de qualquer imóvel nesta Capital (Curitiba).
Todo o dinheiro era usado somente para custear o estudo dos meus filhos (Escola particular), embora neste paÿs o
estudo não é levado a sério e preferem pessoas para altos cargos espertas e politicamente adpatáveis.

Gostaria da revisão porque a cada nova Renovação era somado tudo e cobrado JUROS EM CIMA DE JUROS.
No tempo que trabalhei no Banco está pratica era proibida.

Obrigada,

Soraia Maria Perotti Abrão de Bittencourt


Marcos Cordeiro de Andrade disse...

De Pedrito Fabis:

Realmente, é impressionante a riqueza de detalhes com que os colegas Marcos Cordeiro e Flavia Marçal, manifestam e justificam suas posições contrárias às manifestações de um grande número de colegas que propugnam movimentos presenciais dos aposentados, com a intenção de pressionar a Previ a corrigir as anomalias de gestões da Entidade, que tem deturpado seus objetivos em prejuízo dos Participantes.


Concordo plenamente e acrescento que não é de hoje que tenho cobrado de nossas Entidades a absoluta conveniência de se constituir um Conselho de alto gabarito com representantes de todas elas, especialmente FAABB, ANABB, UNAMIB e AAFBB, com o objetivo de estabelecer estratégias de defesa de nossos interesses em todas as áreas - Previ, Cassi, Jurídico, legislativo, Previc, Patrocinador - onde quer que haja anomalias a serem corrigidas, colaborando no aprimoramento da nossa Previdência e na correção das distorções que vêm acontecendo ao longo de nossa história.


Elementos gabaritados é o que não nos falta - os há em tal abundância que poderíamos até sugerir que haja sub conselhos, como subsídios.


Esperamos que as Entidades pensem seriamente no assunto e nos dê retorno.


Pedrito Fábis - Campinas-sp

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Leia no Blog do Ed:

311. A CONTESTAÇÃO da PREVIC à ACP - VII (continuação)
Por Edgardo Rego.

http://blogdoedear.blogspot.com.br/2014/11/311-contestacao-da-previc-acp-vii.html