terça-feira, 2 de junho de 2015

Desintegração programada




Marcos Cordeiro de Andrade

Caros Colegas.

Quem, como eu, que foi Funcionário do Banco do Brasil como Investigador de Cadastro, Fiscal da CREAI, Perito de Balanço, integrante da MOVEC, chefe da CREGE/CREAI/CADASTRO, Administrador - tudo durante boa parte do tempo de Banco sempre pelo interior do Brasil - não se contém e aceita sem revolta a declaração de incompetência explícita levada ao ar hoje à tarde, dia 1º de junho de 2015 por emissários de um Banco que já não existe.

Quem, como tantos, agindo como pioneiros levando o progresso às remotas Cidades interioranas, por vezes atuando como professores voluntários em Escolas Municipais, pode aceitar surdamente o festival de besteiras que assolou o País no dia de hoje, voando nas asas da Internet para divulgar o desconhecimento do que foi o Banco do Brasil de Outrora.

Quem, em sã consciência, assistiu contendo a custo a ânsia de vômito de que foi tomado ao se deparar com a frouxa mensagem aos aposentados divulgada em nome do Banco do Brasil. Esse mesmo Banco que há muito deu as costas aos seus aposentados já tidos como o maior patrimônio da Instituição. Ainda mais quando essa canhestra apresentação tem na frente um monte de cabeças brancas estupefatos, obrigados a assistir ao desfile de uma juventude despreparada que tomou de assalto politicamente a Direção do Banco e da PREVI. Moços bem-postos, de caríssimos ternos bem talhados, de rostos luzidios ostentando a saúde cuidada à margem do atendimento da CASSI. De dentaduras perfeitas a espelhar que não se valem de financiamentos do PAS para tratamento odontológico. Moços que ganham salários da ordem de cinquenta mil reais mensais contrastando com os míseros benefícios de um dígito da aposentadoria dos seus interlocutores. Moços que, em sua maioria, entraram pela janela do Banco sem se submeter ao rígido “vestibular” como era conhecido o concurso de outrora, e que somente conquistaram a condição de escriturários mediante prestação de prova no ambiente interno. Moços que, declaradamente não conhecem o Banco dos aposentados de hoje, como demonstrado por um deles que, parecendo pedir desculpas, resvalou para o inusitado relato de como veio a saber pelo pai o que era ser fiscal da CREAI, como se isso bastasse para diplomá-lo no conhecimento do Banco em que jamais trabalhou, pois sempre foi apadrinhado com trânsito pelos acarpetados gabinetes da sinecura e nas escadas rolantes que os trouxeram à condição de hoje – debochando da situação dos aposentados ávidos por reconhecimento, ao menos como GENTE.

Quem, que entendeu diferentemente de mim a incompetente exibição, ajude a explicar a que se destinava a farsa encenada. Despropósito puro, onde em nada foi falado a respeito da CASSI que o Banco quer extinguir. Em que nada foi dito acerca da penúria dos endividados que clamam por oportunidades de um Empréstimo Simples do seu próprio dinheiro. Em que acham que o aposentado vive à procura do que fazer para ocupar o tempo de que não dispõe como voluntário num enganador programa social para servir de vitrine à sociedade, pois, por culpa desses dirigentes que os vilipendiam, hoje os aposentados do BB já se ocupam de um cabedal de serviços “voluntários” no seio da família que não quer ver à míngua. Até porque, por falta de dinheiro, atuam em seus domínios como babás, faxineiros, cozinheiros, motoristas, professores, enfermeiros, cuidadores e tudo mais que seus proventos não podem pagar no desempenho de terceiros.

Positivamente, caros Colegas, esta não foi uma tarde feliz para o NOVO Banco do Brasil e seus novíssimos e despreparados dirigentes que nos afrontaram.

No fim de tudo, ainda oferecem um crachá que ninguém de bom senso irá ostentar por vergonha de que o identifiquem com o Banco do Brasil de hoje.

E digo mais, nesse absurdo teatro não me candidato a ator, pois sou de outra escola. Sou da escola da vida que frequentei quando ela ostentava o pomposo título de BANCO DO BRASIL.




Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR), 1º de junho de 2015. www.previplano1.com.br

19 comentários:

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Excelente texto e contexto, caro Marcos.
Também mandei o meu, de "bate-pronto", assim que deram fim à palhaçada. Dói no peito e na alma assistir ao que fizeram e estão fazendo "em nome" do banco do brasil (em minúsculas) pois, nós, meu caro, tivemos sim a grata satisfação e oportunidade de prestar serviço, e sermos reconhecidos, agregando ao nosso sobrenome a marca patenteada do BANCO DO BRASIL, em maiúsculas.


Um @braço.


N A S S E R.

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Eis o "bate-pronto" do NASSER", anterior ao texto acima:

Que vergonha, meu Deus !!! Não foi nessa empresa, nesse banco que eu trabalhei... não é possível ter-se transformado "nisso", com esse tipo "comando".


E pensar que a gente "matava ou morria" por esse banco, outrora nosso ORGULHO - que esse pessoal transformou nessa coisa !


Quanta hipocrisia; quanta desfaçatez; quanta rasgação-de-seda à toa; quanta babaquice !


Esses caras que aí estão - muitos deles, como anunciaram, foram menor-aprendiz, outros, filhos de funcionários já aposentados... deveriam é ENVERGONHAR-SE de gastar a grana que torraram e tomar nosso tempo pra esse tipo de baboseira colocada no ar.


Ah: pra eles a CASSI não existe. Uma só vírgula foi dita a seu respeito - embora lá estivessem presentes Presi-BB, Vices, Presi-PREVI, representante de Associação...mas CASSI... o que significa mesmo essa sigla ? Faz parte do "universo Banco do Brasil" de que alguns disseram amar tanto, ter tanto orgulho, e, já próximos de uma farta e bela aposentadoria, percebendo certamente proventos que os permitirá buscar socorro para si e os seus nos Sírio-Libanês e Albert Einstein da vida... realmente essa tal Caixa não tem a menor importância !!! Azar o nosso que precisamos dela.


A transmissão estava PÉSSIMA e tive a sorte de não ouvir muitas partes do vasto rol do besteirol veiculado.


Como diz a oração: "... livrai-nos do mal, amém ! ".


N A S S E R
​ (BA)​

Querino Anschau disse...

Marcos,
Seu comentário traduz com muita maestria a opinião da grande maioria de aposentados, que assistiram o besterol do BB. Eu a convite assisti no DEPES de Vitória(ES), depois de ver e ouvir a historia de um funci aposentado e apresentações para jardim de infância, pequei meu boné aos 35 minutos do 1º tempo e fui embora. Merecemos coisas melhores.

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

perfeito.

um texto tão singelo e objetivo, que eu habitava na sua essência. com certeza eu estava lá.

abs meu amigo e irmão

zezinho.

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

​Caro Marcos Cordeiro,
Que texto espetacular! Você disse tudo o que vai nos corações dos
que ainda têm os pés no chão.
Abraços fraternos,
Norton

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Ao Presidente do Banco do Brasil S.A.

Identifico-me: Solonel Campos Drumond Junior, matr. 9.192.740-4, posse no Banco do Brasil em 12.11.1971, na Ag. Central Brasília - DF, aposentado em 01/04/2002.

Como Vossa Senhoria pode observar, faço parte dos funcionários que ajudaram a construir o BB que ainda hoje resiste.
Servi como adido em regiões do país para onde o Banco não encontrava quem quisesse ir, como Diamantino, na década de 70. Lá contraí Leishmaniose Tegumentar Americana, tratada em Brasília com ajuda da UNB; fiz parte de Grupo de Trabalho que criou, implantou e acompanhou o SGV - Sistema de Vendas do banco do Brasil, que considero um marco na atuação comercial do Banco; Fui instrutor durante quase 20 anos, nas matérias Práticas Bancárias, Orientação sobre Treinamentos em Serviço e Negociação e Vendas.
Saí do BB por desavença com um então gerente que resolveu me mandar para o interior, cargo em que eu não concorria e nem tinha nenhum interesse em ocupar. Saí com prejuízos, pois poderia simplesmente requerer a incorporação da comissão em meu salário e permanecer trabalhando seis horas sem prejuízos financeiros. Mas preferi sair a correr o risco de ser demitido por agressão a um
Mas saí. Não me arrependo. Apenas, e tão somente, senti muito o que o BB fez, e faz, com os que lhe servem a vida toda e resolvem, por direito ou por necessidade, descansar.
Você, presidente, por acaso já ouviu a frase ou expressão "Puta merda. Lá vem um aposentado"? Se não ouviu prepare-se. Quando aposentar vai ouvir.
Mas o que mais parece é que não interessa aos executivos de hoje ouvirem. Se assim não fosse, você já teria ouvido o clamor que vem deste lado do BB. Se assim não fosse já teria escutado, em alto e bom som, o clamor que vem destes que deixaram o Banco do Brasil construído para que você e outros tivessem emprego atualmente.
Tivesse a real intenção de "integrar" os aposentados, não teria promovido ou aceito a promoção do butim aos superávits da PREVI.
E muito mais, presidente, tivesse você a real intenção de integrar alguém, e principalmente os aposentados do BB, você teria aproveitado toda a despesa feita e por fazer deste programa ridículo que apresentou na tarde de ontem, para explicar que seus planos para a CASSI foram revistos e que a CRUELDADE que está sendo planejada teria sido abandonada.
Aí sim, presidente, eu acreditaria na INTEGRAÇÃO do APOSENTADO do BB. Deste mesmo aposentado que escreveu o livro dos 200 anos.
Finalizando, presidente, como aposentado eu nem agradeço a oferta do KIT APOSENTADO, pelos motivos que passo a discorrer:
1 - O que levou a sua equipe a acreditar que o nosso mau é falta do que fazer?
2 - O que levou sua equipe a achar que amamos tanto o Banco que aceitaríamos trabalhar de graça para elevar o nome do BB?
3 - Qual será a real utilidade deste tal crachá, alardeado na palestra como sendo uma grande conquista nossa? Pra que nos servirá?
4 - Você, presidente, sabe, conhece a proposta do BB para a solução da CASSI?
5 - Se conhece, não tem vergonha de nos oferecer mais esta sexta de "generosidades"?

Continua nas PARTE II

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

PARTE II - Final

Presidente, cuide de nós. Você, enquanto presidente do banco do Brasil, tem a obrigação de fazer cumprir o que havia no edital de nossos concursos.
Você tem a obrigação de nos garantir aposentadoria digna e plano de saúde perene. Você não tem o direito sequer de questionar quanto aos valores pagos pelo BB à CASSI e à PREVI. Esta "contribuição" deixou de ser do BB e passou a ser nossa, por contrato. Examine o absurdo da CAPEC, que enquanto atualizou o pecúlio em apenas 33,34%, passando de 120 para 160 mil, reajustou o prêmio em 132,96%.
Portanto, presidente, pessoalmente, agradeço a oferta veiculada em sua "brilhante" palestra, mas não preciso de "trabalhar de graça", não quero "elevar o nome do BB". Quero sim, e preciso e muito, de benefícios correspondentes e dignos e de um plano de saúde que dê tranquilidade nos poucos anos que me restam.
Seja feliz. Aposente-se. E venha se defender dos futuros executivos junto conosco. E nem pense em esperar que a ANABB lhe defenda. Procure se filiar à APPREVI e ao MSU (Movimento Semente da União).
Atenciosamente.
Solonel Campos Drumond Jr
(Conselheiro Fiscal da AAPPREVI).

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Caro Marcos,

Faço minhas as suas palavras. Esse pessoal engravatado não viveu os dramas que vivemos. Quantos colegas nossos foram assassinados no cumprimento dos seus deveres nesse Brasil continental? Somos de um outro Banco do Brasil. Para esse Banco que está aí hoje, somos cartas fora do baralho, e só isso. Fizemos muito. Sofremos nas mãos dos antigos inspetores, ligados à temida INGER, depois chamados de auditores, Quantos deles se especializaram na função de destituidores de gerentes? Quantos deles adoravam ser temidos quando de sua anunciada chegada nas agências? Não, definitivamente não. O quadro de servidores era muito respeitado nas cidades em que atuavam. Hoje, nem nelas eles moram mais. Aui mesmo, a grande maioria de funcionários e administradores mora em outros locais. O Banco já não tem interesse e nem liga para a integração deles com a coletividade. Quando o relógio bate as pancadas das 17:00 horas, estão todos na rua, numa espécie de caravana solidária, rumo às cidades onde moram. E assim vai indo. O Banco vai sumindo das cidades onde se estabeleceu, e, aos poucos, o Bradesco, o Itaú, o Santander tomam os seus lugares. Que pena... Não seria de se perguntar alguma coisa sobre a privatização? Muita gente é contra isso. Mas ele age como se privatizado fosse, não é? A única diferença é que os salários ainda estão acima da média dos demais bancos. Caso contrário, ele seria igualzinho a eles.

Laerte

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Prezado Marcos, parabenizo pelo teu pronunciamento.

Salazar

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Calma, gente!
Não assisti.
Me vi tentado, é verdade.
Já imaginou, você sentir seus ouvidos escutarem "SEUS PROBLEMAS ACABARAM"?
E, melhor, isto vindo de alguém que acaba de tomar posse no comando de uma instituição onde, por muitíssimo tempo, imperou a ARQUITETURA DO MAL?
Bom demais, para ser verdade.
E nem custaria tanto: bastaria cumprir o contratado, sem artimanhas, sem arbitrariedades, sem politicagem, sem falta de vergonha.
Ainda assim, não podemos ser tão ingênuos para esperar o menos ruim.
Verdade que continuam tentando nos mostrar o quanto somos incapazes e o quanto aceitamos que tripudiem sobre nossas mentes.
Até quando?
Ou estou errado e, neste caso, só neste, em nenhum além deste, o mal imperará para sempre?
A propósito, parem com as reclamações: MELHOR UM CRACHÁ QUE UM APITO.


Abraços acalmantes.
Ednaldo, Santos (SP).

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Realmente uma grande perda de tempo e recursos jogados no lixo para reunir tantos mentirosos, tantos caras que, se for verdade o que alguns disseram que gostam tanto do banco, tantos mentirosos juntos num só ambiente. Recursos que certamente ´poderiam verter para a Cassi. Assim como eu, tenho muitos colegas que saíram do banco pois não aguentavam mais tantos baba-ovos, tantos carreiristas ganhando bem menos que qq funcionário concursados de antes de 1980, mas que para eles (hj muitos ocupam cargos elevados no banco), cargos esses conquistados por serem puxa-sacos, alguns por serem amantes de chefetes de bosta, incompetentes e sem escrúpulos, alguns filhos realmente de funci antigos, mas que foram alçados à condição de funci graças a concursos fajutos, a recursos escusos, a provas dirigidas e que hj se tornaram esses grandes dirigentes que temos no banco. Isso ocorre desde 1994, pois foi realmente à partir dessa época que o banco se tornou nisso que temos hoje, onde não há respeito, onde são valorizados os puxa-sacos, os que usam o corpo e seu imenso talento para galgar cargos e fazer as costas dos colegas de escadas. Infelizmente o outrora grande Banco do Brasil acabou desde 1994. Pensávamos que as coisas com o tempo, depois da era FHC e todo o mal que foi feito ao Banco fosse passar, ledo engano, os canalhas continuaram agarrados nas "oportunidades" e sabem tirar proveito delas. Infelizmente ontem eu considero ter sido jogada a pá de cal sobre todos os aposentados. As declarações de muitos daqueles chefetes deixam bem claro qual a intenção desses calhordas para com os aposentados, principalmente os que pertenciam a concursos anteriores a 1981. Triste fim da uma instituição que durante toda a minha vida foi orgulho e significou prazer em trabalhar. Vida que segue...
Fernando Corrêa

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

De Aldoripes Ferreira:

Me perdoe os colegas que tomaram conhecimento e assistiram o lançamento do Programa do BB para os colegas aposentados. Eu tenho razões particulares e muitos sabem da minha agonia diária de viver na falta de dinheiro e do básico para sobreviver apos 30 anos e onze mes, e 6 dias de doação irrestrita ao Banco do Brasil, inclusive em feriados e fins de semana. Quando negociei alguma divida com o BB, em 2007 levaram, pasmem 10 meses para fazer uma composição de dividas e no meio do jogo ainda devolveram meus cheques e apropriaram-se de mais de 13 mil reais que estavam já no rol da renegociação, levando-me a total perda de credito e nome na praça. Assim tenho uma pre disposição de desconfiar das bondades da empresa para com os seus funcionários aposentados, enfim nada de novo foi apresentado, gastando-se recursos para apresentar nada de concreto. Infelizmente o que vemos é uma política de tentar enganar as pessoas de boa Fé e por fim desviar a atenção para a tentativa de nos tirar a ajuda que dá na manutenção da Cassi.
Nunca deram um tiro no pé com tanta precisão.
Aldoripes

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Iara Del Lama
Marcos Cordeiro De Andrade , vi e senti como voce. Fiquei indignada ao constatar mais uma vez, que esse não é o BB que trabalhamos e sempre nos orgulhamos. Saia do banco e andava pelas ruas ostentando o meu crachá, pois tinha orgulho de ser funcionária de lá. Vestimos a camisa do banco para o que desse e viesse, pra, agora, receber isso......uma Programa de Integração, quando na realidade ele quer nos desintegrar, tendo em vista a proposta indecente que fez para solucionar o deficit da Cassi e a intenção de sair de patrocinador, nos deixando à deriva. Esse novo crachá, não usarei nem dentro de casa e quanto aos trabalhos voluntários, já sou cuidadora da minha mãe que tem Alzheimer. Faço coro com você.....também sou de outra escola.

Blog do Ed disse...

Vi muita coisa bonita no Banco do Brasil de meu tempo, e de antes. Por exemplo, a Carteira de Colonização!, quando nem ainda Juscelino era Presidente da República, e Brasília nem na cabeça dele ainda existia!...
Edgardo Amorim Rego

Marisa Moreira disse...

Boa Noite Marcos e amigos!!!

Eu assisti. Mas logo no começo ja se percebia que nada seria bom.Nem sabemos quem foi o apresentador. Quando eu tomei posse no Banco, so existiam mulheres na Direção Geral. Passei muito bem no Concurso. Entrei com 19 anos e tinha o maior orgulho e paixão pelo meu trabalho. Me dediquei de corpo e alma. O Banco era realmente uma familia, que nunca foi pensado em tantos assaltos que existem hoje.Entrei em 1972, esta decada e a de 1980 o Banco investiu e preparou muitos seus funcionarios com muitos cursos. Aprendemos, praticamos, o cliente era recebido pelo Gerente, havia carinho no trato. Agora querem aproveitar nosso preparo para aplicar em trabalhos de voluntariados ?? Uma vergonha ! Garanto que nenhum ali passaram pela epoca que tinhamos tempo certo para bater em maquinas de datilografias tantas duplicatas. Quando sai do Banco ja havia o sistema SISBBB.
Mas meu amigo por favor, estamos totalmente desamparados. A PREVI foi conStruida pelos funcionarios, sera que não ha nada a se fazer para reverter esta situação, ou algum modo de tirar um pouco os aposentados desta penuria??Marcos vc poderia falar alguma coisa concreta sobre o ES e a CAPEC ??
Amigo PARABENS !!!! Uma maravilha a DESINTEGRAÇAO deScrita por voce. Aqui com meus amigos não houve ninguem que não se decepcionasse. Ate o Presidente da COOPERFORTE presente. Quando vi os grandões juntos achei por um momento que todos dariam uma noticia de boa nova. Mas tambem o nome INTEGRAÇAO ja falava um pouco. Mas confesso uma grande decepção, Parabens amigo, Maravilha sua descrição sobre o triste e vergonhoso episódio.
Meu carinho

Marisa Moreir

soramires disse...

Disse tudo, de nossa indgnação diante de pessoas que falando em nome do banco não pareciam ser funcionários do mesmo banco em que trabalhamos, em que entramos sem facilidades, por concurso público bem difícil. Chocante, vergonhoso, me ofende que essas pessoas nos dirijam a palavra...

Alan disse...

Cuidado, o crachá pode ser radioativo!!
Querem livrar-se mais rápido da gente.

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Parabéns Marcos Cordeiro de Andrade. Perfeito seu texto.

Pena q esses almofadinhas que hoje estão a frente de tudo, BB, Caixas não sabem de nada muito menos o que são sentimentos.
Santina

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

De Lauro Cunha:

Meus prezados,

Quando eu era jovem lí um escrito que ao final dizia: É mais fácil morrer com um sonho do que deixar o sonho morrer sozinho.
Acredito que é isso que está acontecendo com os aposentados.
O BB que tínhamos morreu. Não existe mais. Acabou. O que está por trás do nome BB é outra coisa. Aqui não é possível falar em política, mas é o partido que está por trás dele. O BB não é banco. É só uma sigla. Nada mais.
O pessoal que hoje dirige o Banco está interessado em cifras, para poder mostrar. Quando os juros bancários ultrapassam os 300% a.a. não há mais interesse em mão de obra. Ainda mais em aposentados. Quem gosta de aposentado é o Imposto de Renda.
A prova disso aconteceu na 1ª reunião da Cassi. Quando A Isa Musa (querida batalhadora) falou que o BB poderia devolver os 7,5 bilhões da Previ, logo negaram. Acredito que chegaram a sorrir.
O atual BB está preocupado com números, não conosco.
Isso tem me preocupado bastante e, por mais que pense, não chego a lugar nenhum. Não podemos fazer greve e somos considerados um estorvo. A NÃO SER pelo nosso dinheiro. E isso é tanto verdade que o BB propôs que o BBDTVM cuidasse dos 5,8 bilhões que daria para a Cassi.
Como não temos auxílio da Justiça, nem do Legislativo, acredito que somente colocando nossos vencimentos em outros bancos é que poderemos ter alguma voz ativa. A hora é de briga. Aposentados dizerem que estão sofrendo por receberem mal não sensibiliza ninguém.
Lauro Cunha
Porto Alegre-RS