À sombra do dístico “Um Manifesto a título de desabafo”, o Blog do Juarez Barbosa dá sobrevida a uma figura que faz por merecer o esquecimento. E inadvertidamente reaquece superado e caduco texto da lavra de Isa Musa de Noronha publicado no site da AFABB-ES em data esquecida no tempo, o que bem demonstra o lamentável enunciado:
“Tem surgido aqui e ali, estéril discussão a propósito da inoperância das associações e da necessidade de se criar uma nova entidade. A Federação, de sua parte, dá por encerrado esse assunto.”
No entanto, no fecho do desditado escrito faz uma declaração reticente, pressupondo a certeza de que o assunto estava longe de se encerrar e, demonstrando insegurança pela falta de convicção, titubeou:
“Com toda a tranquilidade e franqueza, caros amigos... . Não precisamos de uma outra nova associação.”
Como está patente, o assunto primeiro do pretenso “Manifesto” era desqualificar a criação da AAPPREVI, cujos mentores não se deixaram abalar pela verborreia clássica da articulista e seguiram em frente. E foi graças a essa nova associação, já então temida, que os aposentados e pensionistas passaram a conhecer o porquê do ilusório prestígio da Federação e das associações a ela atreladas, algumas delas alimentando subservientes, inoperantes e fuxiqueiros dirigentes. Neste particular, que o digam os resultados por eles alcançados na AGE de 16/07/2011, em Xerém, onde articularam e executaram a sórdida e dupla trama: Moção de Profundo Repúdio ao Presidente Marcos Cordeiro de Andrade e expulsão da AAPPREVI do bloco das filiadas à FAABB, com o intuito de livrarem-se da incômoda presença.
http://www.aapprevi.com.br/documentos/pdf/mocao.pdf
Por isso mesmo, não podemos esquecer os 21 nomes ali presentes, muitos dos quais estão registrados no “Termo de Doação de 7,5 bilhões de reais ao BB”, ocorrido em 24/11/2010.
http://www.aapprevi.com.br/memorando.pdf
Claro está que o pensamento e modo de agir das figuras que doaram os sete bilhões e meio ao BB não são hoje os mesmos de dois/três anos atrás. Naqueles idos ainda conseguiam nos enganar vendendo a figura de bons moços defensores dos nossos direitos.
Portanto, seria altamente recomendável que notícias requentadas remontando a esse período contivessem a data da veiculação original e a motivação do enfoque para que ninguém se engane. Trazer de volta a presença dos execráveis doadores ao nosso meio, no cenário dos veículos acessados pelos participantes e assistidos da PREVI, não ajuda ao entendimento do que pensam hoje - e como agiriam em situação idêntica àquela em que nos traíram. Disso somente eles podem tratar se, e quando, tiverem a coragem de tocar no assunto publicamente.
É bom lembrar que estamos em véspera de eleições para a direção da CASSI e da PREVI. Por isso devemos estar atentos para o fato de que esses indesejáveis protagonistas estarão empoleirados nas chapas que serão formadas – prontos para nos trair novamente.
Também devemos ter presente que esses indivíduos até hoje não forneceram explicação plausível para a aposição de suas assinaturas nos espúrios documentos de 24/11/2010, onde consumaram a traição que permitiu ao Banco se apossar de substancial parte do nosso patrimônio. Nessa ocasião perderam o bonde da história e se deixaram enganar pela promessa vã de que seriam reabertas negociações para melhorar nossos defasados benefícios, mesmo se somente isso explicasse seus atos e atitudes – assunto soterrado sob o peso de comportamento ominoso.
Lamentavelmente, na oportunidade foram autossuficientes para fazer gentileza com o chapéu alheio doando, não se sabe a troco do quê, o que não lhes pertencia. Mas, ainda mais lamentável é a constatação de que não tiveram a hombridade de cobrar ao Banco o cumprimento das promessas feitas na mesma data, apresentadas como barganha envolvendo a consumada traição, supõe-se.
Portanto, se estão em débito para conosco não devemos lhes dar trela – s.m.j. (como costuma arrematar o Colega Juarez Barbosa).
Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 28 de janeiro de 2012.