Marcos Cordeiro de Andrade.
Caros Colegas,
Como se fora obra do predador Governo de plantão, está em
curso manobra estapafúrdia em prejuízo dos aposentados e pensionistas do Banco
do Brasil. E a tramoia vem em bloco.
Parece até que resolveram acabar de vez com os velhinhos
trambiqueiros, pois, inconformados com a morosidade desenvolvida pelos planos
de extermínio praticados por etapas, desta feita estão agindo com dosagem
tripla de venenos combinados, e de eficiência abrangente, visando os três
pontos vitais dos aposentados e pensionistas, que são os pilares de sustentação
no seu final de vida - previdência, saúde e finanças.
Sem obedecer a qualquer ordem de prioridade,
maquiavelicamente urdem invulgar processo para corroer a resistência que
permite aos idosos justificar estatísticas de longevidade.
Os responsáveis em pôr em prática essa política de extermínio
combinado, moços, todos eles, ainda não alimentam preocupação com o Estatuto do
Idoso, e unem-se à sombra de propósitos inconfessos para satisfazer ao patrão
mor, pois é este que lhes dá sustento e mordomias nos vergonhosos ganhos enormemente
desmerecidos, e à custa da pobreza desses mesmos aposentados e pensionistas de que
desdenham, como se a providência divina lhes reservasse a eterna juventude.
Pelo que me consta, denuncio a seguir o plano que nem o pior
déspota ousou pôr em prática em sua inglória jornada de extermínio em massa. E
no desdobramento, os nomes dos representantes desse caos anunciado e suas
nojentas propostas:
1 – Gueitiro (presidente da PREVI) anunciou o advento de nova
modalidade do ES com aval da CAPEC. Segundo essa vertente, aposentados e
pensionistas poderão renovar ou contratar o ES mesmo com a margem consignável
negativa, bastando desistir do pecúlio em troca de uns trocados em vida,
deixando com isto dependentes desassistidos depois da morte porque o seguro
será usado para honrar o empréstimo contraído em vida.
2 – Carlos Neri (Diretor do BB) indica que a CASSI deva perder
o patrocínio do BB em troca do recebimento antecipado da reserva legal do
patrocinador, deixando aposentados, pensionistas e dependentes sem assistência
de saúde depois de exauridos esses recursos. E o Banco lucra de lambuja com a
isenção do pagamento da quota de 4,5% com que hoje é obrigado a contribuir.
3 – Cecília Garcez (conselheira eleita da PREVI) apregoa que
o nosso Fundo deva ser entregue ao BB para administrá-lo oficialmente. E o
patrimônio destinado aos benefícios estarão disponíveis para o patrocinador
usá-lo ao bel prazer sem os atuais subterfúgios, até desaparecerem nos deixando
à míngua, dependendo do INSS para sobreviver.
Mas, o que estas três propostas têm em comum?
Simplesmente o propósito de acabar com os idosos que
contribuem para a CAPEC, CASSI e PREVI, extinguindo os três pilares de
sustentação dos aposentados e pensionistas: seguro de vida, cuidados com a
saúde e benefícios financeiros. Desnecessário lembrar que tudo isto se
configurem direitos adquiridos pelos quais pagamos compulsoriamente desde a posse
no Banco (no meu caso são exatos 53 anos, a partir de 15/05/1962).
Como precaução, já estou me preparando seguindo a tática que
o meu pai usava, na primeira metade do século passado, para fugir à tentação
apregoada por espertos mascates vindo em sua direção. Ficava dizendo em
silêncio no seu íntimo, repetidamente: NÃO! NÃO! NÃO! NÃO! NÃO!
Pois assim, quando for chegada a hora de responder ao
plebiscito, somente me ocorrerá essa palavra.
NÃO!
Marcos
Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR), 20 de maio de 2015. www.previplano1.com.br

