terça-feira, 4 de março de 2014

Chega de picuinhas - 15/11/2011



Marcos Cordeiro de Andrade

Caros Colegas,

Por mais que se tente socializar o ingente trabalho de renovação na PREVI, esbarram-se sempre nos mesmos obstáculos impostos pelo fogo amigo. Historicamente, formamos duas facções em constante disputa pela hegemonia na gestão do Fundo. De um lado, os legítimos donos do patrimônio formado, querendo preservá-lo para o fim a que se presta que é sustentar o pagamento dos benefícios previdenciários. Enquanto que do outro está instalado o séquito a serviço do patrocinador com postura de assistido, agindo como beneficiário também, mas, como não tem direito a nada, mete a mão dilapidando o que é nosso e que de outro modo não teria como dele se valer.

A dificuldade maior para o sucesso que buscamos é representada pela disparidade das forças em confronto. Embora o lado que se opõe ao nosso seja composto de poucos elementos em número de Entidades (seis, ao todo) BB, Contraf-CUT, PT, ANABB, AAFBB e FAABB, e a nossa força conjunta conte, no mesmo sentido, com trinta e cinco conjuntos representativos (as Afiliadas da FAABB e mais três independentes), somando-se a tudo os sites de relacionamentos integrados por Blogs, Grupos, Movimentos, etc. – todos na internet – veremos que os lados que se opõem são tremendamente díspares em questão de volume. Numericamente avaliando é como se fora o infinito em contraposição ao finito numa disputa de cabo de guerra, onde se posicionam muitos fracotes para desafiar meia dúzia de fortões. E como em todo cabo de guerra ativado a derrota aponta para o lado mais fraco, mesmo numericamente superior, no caso presente funciona como se fossem dispostos nas duas pontas do embate touros enraivecidos contra ovelhas sem lideranças.

Acrescente-se a essa divergência de forças o elemento UNIÃO, que lá existe como ingrediente primordial, e aqui não, e teremos a certeza da desigualdade da luta, somente porque entre nós a dispersão existe como eterna propriedade cativa. Lá estão sempre concordes em tudo, ao passo que os aposentados e pensionistas não se entendem. A prova disso é que basta surgir uma proposta para formatação de uma chapa eleitoral para desabar o lamentável desfecho. Dá-se o estouro do rebanho em alvoroçada correria sem direção definida, se machucando nos encontrões da debandada cega. Uns por medo de assumir o propósito declarado à falta de apoio, e alguns por desconhecimento de causa. Outros por vergonha de ataques sofridos injustamente ou por temor de que isso ocorra.

Se do lado de lá há obediência cega ao propósito do domínio do Fundo, do nosso lado há o confronto em constante desentendimento pela exigência do conhecimento de quem é quem. Lá sabem que os fins justificam os meios. Enquanto que aqui se discute, sempre, que meios possam levar aos fins. Some-se, ainda, a eterna justaposição dos holofotes, e a procura por lugares marcados para ver quem melhor se posta sob o foco deles, e o desencontro se define. É quando impera as vaidades ideológicas, a imposição das vontades do tempo das posições de mando enquanto gestores, o cabotinismo exacerbado, a ausência de humildade no trato com iguais, a falta de reconhecimento de que o nivelamento deve prevalecer no meio de aposentados e pensionistas – todos dependentes da mesma fonte de recursos.

Por fim, o que se tem é a negação dessa igualdade enquanto seres carentes de justiça, minimamente dependentes dos mesmos grãos de trigo, das mesmas gotas d’água, dos mesmos provimentos que mantêm de pé a vontade de sobreviver - acalentados pelo mesmo sopro da vida exalado por Deus. O Deus único de todos. Dos fracos e dos fortes, mandantes e obedientes, ricos e pobres – de todas as cores e credos.

Mas, nós, aposentados e pensionistas, quando envolvidos em política interna fechamos os olhos para a Verdade. E brigamos dentro do conjunto causando a discórdia e a dissensão. E assim caminhamos de eleição em eleição. Sem nunca conseguirmos mandar na PREVI que nos pertence, mas que segue em direção ao nada manobrada pelos de sempre – por nossa culpa, somente.

Até quando?

NOTA DO BLOG: Este artigo foi escrito e publicado por Marcos Cordeiro de Andrade no dia 15/11/2011, sob o título “Chega de picuinhas” – www.previplano1.com.br

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) –03/03/2014.

4 comentários:

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Marcos,

Como é ATUAL este texto. Até quando?

Um abraço.
Edison de Bem


Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Amigo Edison de Bem,
Boa noite!

Essa foi a intenção.
Porém, uma coisa que não entendo é o porquê de as chapas serem costuradas em surdina, em verdadeiros “bunkers” particulares.
Somente depois da coisa feita é que procuram aqueles que pensam irão ajudar a dar corpo a projetos pessoais. Sim, porque nessas escolhas secretas entram componentes não muito claros, dando margem a entender tratar-se de partilha “entre amigos”.
Ora, se mais cedo ou mais tarde todos os nomes estarão na boca do povo depois de “aprovados”, não seria mais justo e honesto fazer um plebiscito à larga, evitando explicações posteriores – de difícil convencimento!
Também, porque insistir no apoio da AAPPREVI, uma associação que foi expulsa da FAABB por causa da postura independente do seu presidente, e dela própria, e que hoje são assediados por esses fabricantes de chapas para tentar mudar o posicionamento adotado por sua Diretoria? Se eles estão querendo transparência e honestidade de propósitos que as pratiquem também, desde o nascedouro das chapas.
Alegar que há necessidade de se alcançar aposentados e pensionistas que não usam a Internet, é atestar que desconhecem nossa Associação. TODOS os sócios da AAPPREVI têm e-mail cadastrado – condição exigida para a filiação. Logo, são internautas por natureza. Ademais, TODAS as notícias que divulgamos lhes são repassadas. Somente não podemos é dizer-lhes em quem votar – o que seria invasivo e fora de propósitos. Nosso papel é transmitir informações que lhes proporcionem o bom uso do voto. E isso é o que fazemos SEMPRE, todo dia, a toda hora, com ou sem eleições à porta.

Abraços do amigo,
Marcos Cordeiro.

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Prezada associada,

Neste Dia Internacional da Mulher, a AAPPREVI lhe dá parabéns por todos os dias vividos como responsável pela geração de vida, e pelas vidas que ainda há de cuidar como MÃE e COMPANHEIRA.

www.aapprevi.com.br

rub.gp disse...

Caro Dr. Marcos Cordeiro, combativo e batalhador dos aposentados e pensionistas do Plano 1. Sou socio da aapprevi, e venho solicitar mais uma vez atraves de seu blog, se possivel, que aposentados como eu solicitem atraves do
Fale Conosco da Previ, a suspenção das mensalidades do ES, nos meses de abril, maio e Junho/2014, pois na primeira vez que solicitei a resposta foi um NÃO, mas estou tentando mais uma vez, na esperança de uma solução positiva. Obrigado se publicar ou estudar o caso. aposentado Goulart, de Cambé-PR.