Há questões que são abordadas aqui depois de maturadas para evitar tropeços na formação de conceitos. Outras, no entanto, devem ser tratadas tempestivamente pelo caráter de urgência que a indignação imprime, muito embora comportando o cuidado de sempre na preservação da verdade e respeito no tratamento.
O Blog PreviPlano1 se orgulha de não recusar a publicação de comentários. Todavia, nesta data tivemos que deixar em “quarentena” determinada participação de inconformado com nossa condição de aposentados. Isto pelo cuidado em não ferir suscetibilidades e acatando conselho de orientador mais vivido e sábio – Mestre Valentim.
Dizendo-se da ativa e pertencente ao Previ Futuro, o indesejável comentarista do blog direciona ao conjunto de aposentados as mais deslavadas injúrias, creditando nossas reclamações e pleitos aos campos da fofoca e da preguiça. Alegando ainda que o Banco seja o dono da Previ e tem mais é que sacar “seu dinheiro” daqueles cofres quando e como bem entender.
Desconhece o detrator as razões da ocorrência de superávits. Estes são oriundos dos aportes financeiros ao Fundo feitos pelos aposentados de hoje, quando na condição de ativos como ele se proclama. A bem da verdade, esses ativos têm hoje complementos salariais sob amparo dos superávits, em cada naco que o Banco vorazmente abocanha à sombra de justificativas fabricadas e sem apoio legal.
Não fora o concurso desta “velharia” que ele manda arranjar emprego no boteco da esquina, ou ir capinar uma roça (talvez para deixar à mostra o capim que falta aos asnos, devido à sua proliferação nos dias atuais) nenhum superávit estaria sendo pleiteado por seus formadores, nem cobiçado por outros que nem de longe podem pensar em fitá-lo com olho gordo, por não terem contribuído para sua formação.
Superávits cumulativos também têm sido alimentados pela incúria dos dirigentes, do Banco e da Previ, no cumprimento canhestro de normas disciplinadoras da distribuição de benefícios, com interpretações dúbias de resoluções em proveito próprio.
Resoluções que propiciaram outros Fundos promover distribuição de benefícios aos seus assistidos, ao Banco e à Previ se prestam a justificar saques indevidos, numa dilapidação constante do patrimônio formado para pagar aposentadorias e pensões a quem fez poupança com esse fim, por trinta anos e até muito mais que isto.
No entanto ele, injuriador, esquece que já se beneficia destes superávitis, recebendo polpudas PLR do seu irresponsável patrão, por culpa deste último. Patrão que descaradamente cumpre suas obrigações trabalhistas com o dinheiro alheio, numa autêntica rapinagem acobertada politicamente por manobras escusas de autoridades vermelhas de despudor.
Diz ele que a Previ é do Banco, mas não nos indica onde buscar amparo a essa assertiva maluca. A Previ pertence a quem sua sigla determina. Na consumação da posse o patrão só entra na indicação da origem dos verdadeiros donos, no nome do nosso Fundo: Caixa de Previdência DOS Funcionários do Banco do Brasil.
Portanto, meu caro ativo que pretende promover discórdia entre nós - seu grupo e o nosso - contente-se com seu minguado salário dado pela paga que um concurso de sopinha de letras disponibilizadas em múltipla escolha transformou em emprego. Nesse mesmo emprego que nós, todos nós aposentados, entramos através de rigoroso “vestibular” que poucas faculdades teriam coragem de adotar nos dias de hoje, pois ficariam às moscas por falta de candidatos competentes. Emprego de que nos orgulhamos pela forma como o desenvolvemos. Em precárias condições de trabalho e muitas vezes em locais inóspitos, desprovidos dos confortos a que muitos estão habituados e deles desfrutam como funcionários da ativa, no Banco do Brasil.
Nós, os “velhos ociosos e fofoqueiros” que não sabemos votar como disse, não fomos contemporâneos do ar refrigerado nem das poltronas estofadas. Não tínhamos computadores para fazer nosso serviço. Não recebíamos participação nos lucros da empresa e as mordomias que tipos como você desfruta não nos chegavam nem em sonhos. Mas tínhamos orgulho do nosso trabalho. Enchíamos a boca para dizer que éramos funcionários do Banco do Brasil, porque naquela época ele era um patrão correto. Ao contrário, você tem esse emprego como um “bico”, até arranjar coisa melhor. Mas cuide-se. Mentalidades tacanhas dificilmente alcançam mais que seu mundinho permite. Mude de comportamento em relação à velhice. Caso contrário, ao ingressar em seu meio (se chegar a tanto), será o espelho que você usa: um velho intrigante e disseminador da discórdia.
Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 19/03/2010.