(Matéria extraída do jornal O Estado de S. Paulo – edição de
21/12/13).
Assinaram
Murilo Rodrigues Alves
Andreza Matais / BRASÍLIA.
Assinaram
Murilo Rodrigues Alves
Andreza Matais / BRASÍLIA.
Aposentadoria do BB deve ter limite de
R$ 45 mil.
Após cinco anos, Banco do Brasil está perto de fechar acordo
com a Previ sobre o limite para aposentadoria de seus executivos.
Decisão provoca racha
no fundo de pensão.Conselheiros eleitos e indicados pelo Banco do Brasil discordam sobre definição do teto para aposentadoria.
Afixação de um teto para as aposentadorias da Previ provocou
também uma divisão interna no comando do fundo de previdência dos funcionários
do Banco do Brasil. Os representantes dos funcionários, pensionistas e aposentados
no conselho deliberativo – órgão máximo de decisão – registraram na última Ata
de reunião que apoiam a “urgente necessidade da implementação das decisões ”do
órgão regulador dos fundos de pensão (Previc)
para evitar sanções.
O Estado apurou que três dos seis conselheiros pediram que o
tema da fixação do teto fosse colocado em pauta neste mês, mas o presidente do
conselho, Robson Rocha, vice-presidente de gestão de pessoas do BB, recusou o
pedido. O argumento para essa negativa é que qualquer alteração regulamentar só
pode ser aprovada com manifestação favorável do patrocinador (BB).
O posicionamento do banco pode ser tomado antes ou depois da
decisão do conselho deliberativo da Previ. “Uma vez declarada posição
desfavorável do patrocinador para alteração regulamentar, torna-se inviável
eventual modificação pretendida nos regulamentos de benefícios da Previ”, registram
na ata os conselheiros indicados pelo banco.
Eleição. A oposição entre os Conselheiros eleitos e os
indicados pelo banco sobre o tema fica mais evidente à medida que se aproxima o
período de eleições para a diretoria e conselhos da Previ, marcadas para março.
Metade da diretoria e do conselho deliberativo é indicada pelo BB; a outra
precisa ser eleita. A Previ é sócia das maiores empresas com capital
aberto no País.
Críticas. O Estado teve acesso a um texto de críticas que os
conselheiros eleitos ameaçam publicar, caso o teto não seja colocado em
prática. Nele, afirmam que a direção do BB e a diretoria executiva da Previ
estão expondo o fundo previdenciário a risco e que a atitude das duas
instituições “peca pela falta de isonomia, para dizer o mínimo”.
“O BB confundiu o dever de agir (implantar o teto) com o direito
de dispor de algo (reservas dos participantes) em benefício de um pequeno
grupo, exatamente os responsáveis pela implantação ou não implantação do teto”,
diz o texto. “Eles ainda argumentam que os demais participantes do fundo com
benefício definido podem abrir processos judicias pedindo equiparação no
tratamento.“ Com os documentos disponíveis, duvidamos que a Justiça negará a
concessão aos participantes que assim o requererem (e que ao final seriam
todos)”. /
MRA.
(Texto extraído do jornal O Estado de S. Paulo – Edição de
21/12/2013 – Caderno de Economia, página B14).

