domingo, 7 de outubro de 2012

Insensível Presidente do BB



Caros Colegas,

À parte a revolta que me dá o conhecimento de tão abjeta falta de acolhida ao pleito relatado, vem-me o nojo próprio do lidar com pessoas desqualificadas para os postos ocupados, servis capachos da burocracia implantada a serviço do capitalismo e da subserviência - que bem justificam posturas cegamente defendidas no zelo imposto ao avesso trato com nobres vultos da Casa a que servem indevidamente. Não importa o cargo exercido, se de Gerente ou o de Presidente da Instituição. O que mesmo importa é o fato de se desincumbirem da missão abraçada de modo tão condenavelmente impessoal e degradantemente inaceitável.

O relato a seguir diz tudo que de negativo poder-se-ia registrar contra o tratamento que o Banco do Brasil dispensou recentemente a um dos seus mais longevos correntistas, Colega Holbein Menezes com noventa anos completados, e que recebeu como presente pelo transcurso da data o descaso estampado na falta de atenção do Presidente do Banco do Brasil a um legítimo pleito que lhe foi direcionado, e que nem mesmo se dignou assinar a negativa resposta.

Além do mais, em última instância o Banco poderia fazer bom uso propagandístico do teor da carta, como bem me relatou o missivista:

“Em anexo você encontrará o “leitmotiv” do meu profundo desgosto com qualquer assunto que envolva o Banco do Brasil. Diabo! Ao oferecer ao Banco uma real e rara ocorrência – que bem poderia servir de inteligente propaganda concreta para o Banco, e não as generalidades idiotas que utiliza nas propagandas veiculadas pela mídia – ao fazer isso em mensagens remetidas pela Internet e dirigidas ao Presidente Aldemir Bendine recebo em troca a burocrática e fria carta (transcrita) que também vai em anexo.”

Aos Colegas que me leem peço compartilhar da minha revolta, pois tudo isto é real, e foi-me remetido pelo respeitabilíssimo Holbein Menezes:

Em 21.08.2012 – às 10.18 hs:

Senhor Presidente do Banco do Brasil S.A.
Meus Respeitos.

No ano próximo de 2013, como depositante completarei SETENTA ANOS DE FIDELIDADE exclusiva e absoluta ao Banco do Brasil; por isso que abri minha conta de depósito em 10 de junho de 1943 na Agência de Sobral, Ceará, e continuei a mantê-la, ainda com exclusividade, nas agências de Fortaleza (até junho de 1956), e no Rio de Janeiro, Agência Central (até 1983), e na de Florianópolis (até 2007); após o que, no ano de 2007 transferi a conta para a Agência da Praia de Iracema, em Fortaleza, da qual continuo depositante em conta conjunta com minha mulher, Hermosa Maria.
Repito: fidelidade exclusiva e absoluta; jamais fui cliente de outro Banco.
E conheça mais Vossa Senhoria, Senhor Presidente: saiba que em tempo algum nesses longos SETENTA ANOS estive deficitário nem sequer uma semana: nem na conta-corrente nem no pagamento mensal do cartão de crédito ouro. (O número da conta tem permanecido o mesmo em todas as agências e por todos esses SETENTA ANOS, ou seja, 4.229.340-5).
Ora, nos dias modernos a fidelidade dos clientes tem sido qualidade bastante perseguida pelas modernas grandes empresas prestadores de serviço; que retribuem, em reconhecimento, facilidades e benefícios, e, algumas vezes, regalias. Assim, pois, com a presente mensagem venho trazer ao seu conhecimento, Senhor Presidente, minha determinação de continuar fiel ao Banco do Brasil, mas também meu desejo de receber, por parte do Banco, o reconhecimento dessa fidelidade exclusiva e absoluta; reciprocidade, aliás, que foi, sublinhe-se, um dos sagrados mandamentos de JESUS: Dai e dar-se-vos-á.
Assim, pois, proponho que a materialização da reciprocidade entre essa empresa de crédito e mim se faça do modo abaixo:
a) pela via da consolidação dos saldos devedores, em uma única conta, dos empréstimos consignados que contrai por motivo de extrema força maior (ajudar minha mulher a adquirir um apartamento residencial para nós, uma vez que minha idade avançada não permitia ter eu imóvel em meu nome), na Agência da Praia de Iracema (cujos saldos, em valores de princípios de agosto de 2013, são, respectivamente, de R$ 33.299,56 (96 meses) e R$ 146.980,95 (60 meses), pelos quais empréstimos são-me debitadas mensalmente as importâncias de R$ 738,65 e R$ 3.886,74, a perfazer o total mensal descontado de R$ 4.625,39;
b) como evidência de benefício pleiteio a simples extensão do prazo do “empréstimo consolidado” aqui requerido, para noventa e seis (96) meses, que é, aliás, o prazo de um dos empréstimos acima citado; isso a fim de que este fiel cliente possa ser beneficiado com a redução no valor mensal consignado; e,
c) minha mulher, Hermosa Maria, dispõe-se a assinar, junto comigo, o contrato de consolidação ora proposto, e aceitar cláusula especial pela qual ela se obrigue a liquidar o saldo devedor do empréstimo consolidado na eventualidade de minha morte. O que poderá fazer com os seguros de vida que mantenho na PREVI, dos quais ela é a beneficiária.

Atenciosamente,
Holbein Oliveira de Menezes
4.229.340-5 e CPF 000707427-15.
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REITERAÇÃO:

Em 4.09.2012, às 10:27:

Senhor Presidente ALDEMIR BENDINE,

Presumo que Vossa Senhoria não recebeu ainda de seus Assessores próximos a mensagem abaixo que dirigi à Presidência do Banco do Brasil em 21 de agosto último; a requerer o Instituto da reciprocidade entre a empresa da qual Vossa Senhoria é Presidente e mim; por motivo de SETENTA ANOS DE FIDELIDADE exclusiva e absoluta minha ao Banco do Brasil.
Volto a sua presença, e que me releve a insistência, porque no próximo dia 15 deste mês de setembro estarei a comemorar NOVENTA anos de vida vivida dos quais 30 anos e um dia foram dedicados ao Banco do Brasil sem sequer uma só falta ao serviço, como atesta anotação em minha Carteira de Trabalho.
E seria oportuna senão ótima, e única, a ocasião para merecer do Banco do Brasil o reconhecimento de minha exclusiva e absoluta fidelidade como cliente, e minha dedicação comprovada por folha de serviço ao Banco do Brasil.
E será o maior e mais significativo presente que espero receber por motivo de tão raro acontecimento.

Com respeito,
Holbein Menezes. 
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RESPOSTA DO BANCO DO BRASIL:
14 de setembro de 2012 (SAC BB 2012/19770064)

“Prezado Cliente,

“Concluímos a análise de sua manifestação, por meio de carta endereçada à Presidência do Banco do Brasil, registrada sob nº 9770064 em 11.09.2012, no Serviço de Apoio ao Consumidor – SAC BB, a qual foi objeto de nossa atenção.”
“Informamos que o Banco do Brasil utiliza-se de metodologia que considera vários parâmetros e critérios técnicos, em consonância com as normas do Banco Central para a concessão de qualquer tipo de crédito, inclusive renovações de operações, podendo o pleito ser deferido ou não, de acordo com o resultado desta análise.
“Salientamos que mesmo nos casos em que o cliente já opera junto à nossa instituição, a concessão de novos créditos está sujeita a critérios internos, necessários para garantir os princípios de seletividade e diversificação de riscos previstos na Resolução CMN 3258, de 28 de janeiro de 2005.”
“No tocante a solicitação objeto da sua manifestação, informamos que foi efetuada nova análise, porém o seu pleito não foi passível de atendimento.”
“Prestadas essas informações, permanecemos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos, se julgados necessários, por meio da agência de relacionamento ou dos seguintes canais:”

Central de Atendimento (saldos, extratos, cartões, pagamentos, transferências, resgates, elogios, sugestões e outras transações bancárias) – 4004-0001 ou 0800 729 0001 – atendimento humano, nos dias úteis, das 7h às 22h, e atendimento – 24hs, todos os dias da semana;

             SAC – Serviço de Apoio ao Consumidor (informações, dúvida, reclamação, suspensão ou cancelamento de contratos e de serviços) – 0800 729 0722 – 24Hs, todos os dias da semana;

             Portal BB – www.bb.com.br;

             Ouvidoria BB, para situações não solucionadas pelo atendimento habitual – 0800 729 5678 – em horário comercial – das 8h às 18h – de 2ª a 6ª feira, exceto dias não úteis;

             Para deficientes auditivos ou de fala – 0800 729 0088.
Atenciosamente,
Osmaif Caporalini (Gerente) e Eloisa Pereira (Gerente).


Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 07 de outubro de 2012.

8 comentários:

elaine disse...

Caro Dr. Marcos,
È triste, revoltante....
Lembro-me que uma certa vez, logo que tomei posse no BB, há 36 anos, cheia de entusiasmo para o trabalho, meu "supervisor", hoje falecido, olhou dentro dos meus olhos e disse:
"Minha filha, nunca se esqueça que você é somente um número de matrìcula para o Banco"!
É realmente muito triste!
Elaine

Heleno Nobre disse...


EU HAVIA COMENTADO ANTERIORMENTE ; MAS NA HORA DE REMETER FICOU COMPLICADO. MAS LAMENTEI O OCORRIDO COM O COLEGA NONAGENÁRIO E QUE NUNCA USOU OS LIMITES DE CRÉDITO.

QUE FALTA DE RESPEITO PARA COM UMA PESSOA DESTE QUILATE. CLIENTE EXCLUSIVO DO BB E QUE NUNCA TROCOU DE BANCO E RECEBER ESTE TRISTE TRATAMENTO. REALMENTE NÓS NÃO VALEMOS MAIS NADA PARA O BB.

INFELIZMENTE. NUNCA SE VIU UM DESTRATO SEMELHANTE. LAMENTÁVEL MESMO .!
É COMO A COLEGA ELAINE COMENTOU; REALMENTE MUITO TRISTE MESMO TAL SITUAÇÃO. EM DESRESPEITO A TUDO O QUE ESTE COLEGA NÃO MERECE . ELES NÃO NOS RESPEITAM MAIS MESMO ; E PIOR NÃO TEMOS A QUEM RECORRER.

HPN; JAMAIS ANÔNIMO .!

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Sr. Marcos Cordeiro,

Lendo sua última postagem no blog previplano1 não pude deixar de lembrar de meu tempo como funcionário da Carteira Rural (Creai). Naquele tempo (e assim deve ser ainda hoje) os clientes inadimplentes (e até mal pagadores) eram sempre premiados com as táis "composições de dívidas" que permitiam alongar o pagamento de seus compromissos e ainda continuar a obter novos créditos. O descaso e o desrespeito com que o Banco trata um funcionário que deu sua vida para ajudar a construir a empresa que era considerada a sua casa é simplesmente REVOLTANTE. O presidente não é apenas insensível mas também ingrato.

Abraços

Ricardo Annoni Neto - Machado (MG)


Caro Ricardo,

Fui Fiscal da CREAI duranten seis anos e chefe da carteira por mais dois no interior da PB nos anos 60. Por isso conheço bem esses "enquadramentos", dentre eles a prerrogativa que era dada ao fazendeiro inadimplente de oferecer em garantia o mesmo imóvel em hipotecas sucessivas para cobrir financiamentos irregulares. Era alçada do Gerente mediante consulta à Sede. Coisa corriqueira.

Abraços,
Marcos Cordeiro de Andrade

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


Marcos, dá nojo saber o que fizeram com esse colega tão honrado e fidelíssimo a esse BB.
Será que esse pedido chegou mesmo âs mãos desse bendito Bendine?
Que Deus, nos ajude suportar tanta insensibilidade e falta de respeito


Abraços.
Lena

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Do site da Contraf-CUT

04/10/2012
Contraf-CUT assina acordo aditivo com o BB. PLR será paga nesta sexta

Crédito: Aguinaldo Azevedo - Seeb Brasíli
A Contraf-CUT, federações e sindicatos assinaram nesta quinta-feira 4 (foto) o acordo aditivo com as conquistas específicas dos funcionários do Banco do Brasil, em Brasília. Durante a reunião, o banco informou que deve fazer o pagamento da PLR nesta sexta 5.

"Até o último minuto da assinatura fizemos o esforço para garantir os direitos dos bancários. Esta foi mais uma etapa vitoriosa da luta dos funcionários do BB. Agora, pedimos a todos que fiquem mobilizados para os próximos embates com o banco", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

Veja as conquistas da Campanha Nacional 2012 no BB:

1. Atendentes CABB

Unificação das comissões: banco propõe unificar as comissões atendentes B e A, em comissão a ser denominada atendente, cujo VR será de R$ 2.554,20.

Redução da trava para concorrência: reduzir para 12 meses o período mínimo a cumprir para concorrência.

2. PCR

Pontuação do caixa executivo: incluir o exercício da função caixa executivo na pontuação da carreira de mérito (M) do PCR, à razão de 0,5 ponto por dia de exercício na função, retroativo a 2006. Caixas comissionados anteriormente a 2006 terão um adicional de mérito de R$ 104,40

3. Promoção de nível inicial de carreira A: novo piso (A2) para a carreira após 90 dias no salário inicial (A1), garantindo-se a ascensão para A2 aos funcionários A1 com mais de 90 dias na carreira.

4. Incluir entre as ausências autorizadas (luto) o falecimento de enteados.

5. Adesão ao protocolo para prevenção de conflitos da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, definindo como canal específico a Diref.

6. Ascensão profissional e comissionamento: criar mesa temática para discussão de critérios sobre o tema, com prazo de 120 dias, com pelo menos uma reunião mensal.

7. PLR - Manter o modelo do acordo coletivo 2011/2012, garantindo que nenhum escriturário receberá menos que o valor do módulo básico da Fenaban (CCT 2012/2013), e que nenhum comissionado receberá menos que o valor pago aos caixas executivos. Assim, o BB pagará PLR para 117 mil funcionários, sendo no primeiro semestre:

Escriturários: R$ 3.303,60
Caixas executivos: R$ 3.674,97
Comissionados: 45% do VR mais módulo bônus (baseado em ATB e não no Sinergia).

Continua na Parte II

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Parte II - Final

8. SACR

* Concorrência de comissionados a remoção - Permitir que o comissionado concorra a remoção sem necessidade de dispensa da comissão.

* Preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do banco será por remoção automática (SACR) ou por nomeação de concursados.

9. Incorporação da verba de gratificação semestral de 25% - GS será incorporada em todas as verbas em que há incidência, para simplificar a folha de pagamento, sem nenhum prejuízo salarial ao funcionário.

10. Manutenção de cláusulas do acordo coletivo 2011/2012 - Serão mantidas todas as cláusulas que não foram objeto de alterações na presente proposta, inclusive a trava contra o descomissionamento arbitrário, que exige do banco três avaliações insatisfatórias e consecutivas de desempenho.

Jornada de 6h para comissionados

Será ainda assinado o seguinte aditivo, separado do acordo coletivo:

* Implantar até janeiro/2013 novo plano de comissões com jornada de
6 horas para determinados cargos comissionados.

* Instalar Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para analisar propostas de acordo individual sobre o tema, tão logo implantado o plano.

* Os sindicatos que aderirem ao acordo macro da Contraf-CUT se comprometem a suspender por 180 dias, contados da implantação do novo modelo, as ações judiciais promovidas pelos sindicatos relativas às comissões do novo plano, independentemente da fase processual.



Fonte: Contraf-CUT

Odilardo Carneiro disse...


Caro colega Marcos,

O BB há muito tempo que deixou de ser o banco que conhecíamos. Naqueles tempos existia o respeito com o colega, a amizade, a consideração, a empatia era natural. Naquela época enxergávamos a CIC FUNCI como uma trilha e não um trilho. E nada fazíamos de errado. O que existia era o espírito de camaradagem. Hoje, os relacionamentos são frios, tétricos. O colega se finca na norma e sadicamente dá-lhe um não. Os colegas de hoje não são mais profissionais que os de dantes. Eu tinha admiração pelos meus chefes. Eram meus gurus. Encaminhavam-me para a carreira e para a vida. De fato éramos uma família. Converso com os colegas da minha agência e eles me deixam a par do BB de hoje. Existe algo, que vem de cima, que os massacram. Às vezes eu levo um cheque de outro banco, no valor de R$ 500,00, para depositar na minha conta e peço a liberação imediata. Eles não o fazem, o sistema não permite e ponto. Muitas vezes eu ainda não tenho nem mexido no cheque especial. Tenho pena deles.

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Mensagem repassada por Raul Avellar:

Repassando...

-------Mensagem original-------
De: atend@previ.com.br
Data: 09/10/2012 16:34:53
Para:

Até o momento não há previsão de aumento de teto e limite do empréstimo simples. Entretanto, a PREVI realiza revisões permanentes nos parâmetros do Empréstimo Simples, visando a atender os interesses do conjunto dos participantes e mantê-lo como produto mais barato do mercado.

Para alongar prazos ou aumentar o valor dos empréstimos, é comum no mercado a prática da compensação do custo ou do risco, por meio da elevação de tarifas, da taxa de juros e de descontos sobre o valor do crédito. Para não onerar os seus participantes, a PREVI não segue tais práticas.

No Empréstimo Simples, são aplicadas as menores taxas permitidas aos fundos de pensão, conforme a legislação vigente, que é a Taxa Mÿnima Atuarial atualmente, o INPC mais juro atuarial de 5% a.a.(para o Plano 1) e 5,50% a.a.(para o Previ Futuro).

Para manter essa vantagem para os participantes, constantemente são monitoradas as variáveis que compõem o Empréstimo Simples de modo que assim que algum fator propiciar o redimensionamento das condições do empréstimo, a PREVI envidará esforços para a implementação da melhoria.
Permanecemos ÿ disposição.

LUIZ ALEXANDRE SANTOS GOMES
Gerência de Atendimento
PREVI

Observações do Blog:
Raul Avellar é Assessor Adjunto para Assuntos Jurídicos da AAPPREVI