quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ideias de Jerico




Caros Colegas,

Senhores pregoeiros de ideias geniais, afastem de nós seus projetos mirabolantes de busca de notoriedade. Se quiserem aparecer pendurem um gambá ao pescoço e circulem com garbo pelo centro da sua Cidade. Com certeza terão Ibope, mas não prejudicarão os velhinhos trambiqueiros.

Essa campanha descabida pela antecipação do reajuste dos benefícios foi mal iniciada, mal fundamentada, mal conduzida e, o que é pior, mal findada.

Muitos hão de lembrar o tempo em que circulavam nas dependências do Banco tabelas apócrifas de aumento de salários. Eram boatos escritos na linguagem do SEFUN dando como certo os índices ali divulgados, e nunca confirmados, pois o Banco tomava aquilo como termômetro para fazer diferente – sempre para baixo do esperado.

O mesmo ocorre com a PREVI que se vale das marolas boateiras para, também, agir diferentemente do propalado, como no caso do ES em que sumidades anteciparam como certo parâmetros absurdos de prazos e limites, dos quais se valeu a área técnica para frustrar expectativas. Dos números que enchiam nossos olhos, como 180 x 180 e 150 x 150 tivemos como resultado simples reduções do que tínhamos antes. Melhor seria ter deixado tudo como estava. No meu caso particular fui prejudicado.

Presentemente estamos à volta com outro absurdo nascido de cabeças pensantes, ávidas pelo foco dos holofotes. Inconsequentemente, como a querer agradar aos que dão crédito a promessas vãs (e que dão votos), tiraram da cartola a fórmula mágica da antecipação do pagamento dos benefícios para janeiro – acenando com vantagens imediatas inexistentes. Do que se valeu a PREVI para largar na frente ao lado do Banco em apoio à proposta, calando os reivindicantes antes que se dessem conta da besteirada aventada.

Essa campanha vem de longe e ganhou vulto no ano passado, bem distante do mês de janeiro, data da pretensa antecipação onde a PREVI não teve pressa para conseguir as autorizações necessárias em tempo hábil, apesar de concordar com o pleito. Andando a passo de tartaruga ela conduziu o assunto de modo a não “ter meios” de viabilizar a mudança na data prevista. Curioso é que a última autorização ficou por conta da PREVIC que somente agora deu o “de acordo” – logo ela que é paga em grande parte pela PREVI.

O fato é que o reajuste, por determinação do Fundo, terá data base em Janeiro a partir de 2013 obedecendo ao índice do início da vigência, ou seja, 3,82%, quando a expectativa para junho já beira os 7%.

Todavia, pululam pareceres otimistas dos experts no assunto para dizer que o prejuízo é aparente, porque em janeiro/14 o reajuste será atualizado pelo índice acumulado. Segundo eles, a perda é momentânea (questão de meses sem recebermos o devido). Ora, esquecem que na nossa idade o tempo corre contra nós antecipando o resto da vida, onde dias significam meses e meses correspondem a anos. Enquanto que um ano corresponde a uma década. E os que morrerem antes de 2014, aonde vão ter equilibrado o prejuízo de hoje?

Bom seria que os donos de ideias geniais dessa envergadura antes de pô-las em prática consultassem os entendidos nesses assuntos que, lamentavelmente, somente aparecem com explicações abalizadas depois do leite derramado, “quando Inês é morta”. Que os adivinhos guardem para si seus poderes sobrenaturais envolvendo bolas de cristais e gritos “vitoriosos” de bingo, eureca e coisas que tais.

É fácil praticar demagogia quando se tem a burra cheia. Assim como é cômodo fazer cortesia com o chapéu alheio. As pessoas aprofundadas nos nossos assuntos são conhecidas e não se furtam em transmitir opiniões quando consultadas. Portanto, não custa explorar sua boa vontade com pedidos de exame da viabilidade de pretensões reparadoras.

Por tudo isto lhes peço, do alto da condição cujo sustento depende do benefício da aposentadoria: não mexam com coisas que dependam de modificações no Estatuto. Isto porque a PREVI põe para trabalhar seus inúmeros técnicos para fazer mudanças com desculpa de que precisa atender às reivindicações, e aproveita o ensejo para alterar o que lhe dê na telha (desde que se beneficie das suas regras). É temerário dar motivos sem propósitos para alterações estatutárias. Aqui cabe a pergunta: por que a PREVI não faz uma mudança em regra mediante consulta aos participantes e assistidos? Assim os geniais catadores de notoriedade terão campo para exercitar sua propaganda eleitoreira. E nós poderemos trabalhar para aportar subsídios às reformas necessárias.

É fácil deduzir que nem sempre o que é bom para a PREVI e para o BB é bom para nós - que não temos onde cair mortos (falo pelos iguais a mim).

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR), 24 de abril de 2013.

12 comentários:

Blog do Ed disse...

Será que as coisas são assim? Elas têm que começar em janeiro/2013. Não podem começar em janeiro/2014? Não foi o atendimento a um pedido? A execução do beneplácito é obrigatória e urgente? Não pode aguardar seis meses? É só uma indagação.
Edgardo Amorim Rego

Unknown disse...

Esse é o Marcos Cordeiro em sua melhor forma!!!
Parabéns!
Abraço
Plinio

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Boquinha - Quem se habilita?

Notícias da Previdência

BB Previdência/AssPreviSite (24/04/2013)

BB Previdência: Processo eleitoral para seus Conselhos

Em cumprimento ao Art. 35 da LC 109/01, a BB Previdência iniciou o processo de renovação dos membros dos seus Conselhos Deliberativo e Fiscal para o biênio 2013/2015.

Os Conselheiros e seus suplentes serão escolhidos por meio de processos distintos: eleição direta, na qual os participantes escolhem os representantes entre seus pares; e indicação, em que os Patrocinadores e Instituidores apontam diretamente seus representantes nos Conselhos.

O período de eleição será de 01 a 21/06 e realizado totalmente pela internet.
Fomte: Site ANAPAR

Marcos Cordeiro de Andrade disse...


24/04/2013
Contraf denuncia a parlamentares caos no BB e demissão nos bancos privados

A Contraf-CUT reuniu-se nesta terça-feira 23 com o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), e com o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), para discutir os principais problemas da categoria bancária, como as demissões, a rotatividade e a terceirização nos bancos privados e as práticas antissindicais e absoluta falta de diálogo no Banco do Brasil. Por conta dessa conduta do BB, o funcionalismo marcou greve de 24 horas no dia 30, em todo o país.

"Estamos muito preocupados com essas questões fundamentais para os bancários. Apesar dos lucros astronômicos, os bancos privados, principalmente o Itaú, estão fechando postos de trabalho e usando a rotatividade para reduzir custos. No Banco do Brasil, todas as portas foram fechadas para o movimento sindical. Por isso, estamos orientando a greve no BB no dia 30", disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, aos parlamentares.

Participaram também da reunião, realizada na liderança do PT no Senado, em Brasília, a presidenta do Sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, o presidente eleito do Sindicato de Brasília, Eduardo Araújo, e o diretor de Formação da Contraf-CUT, William Mendes, também coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O senador Wellington Dias, empregado da Caixa, e o deputado Ricardo Berzoini, funcionário do BB, anotaram todas as denúncias e assumiram o compromisso de encaminhar as reivindicações dos bancários.

A perversa política antissindical no BB

"Desde 2010, a relação do movimento sindical com o Banco do Brasil só piora", relatou Eduardo Araújo, citando os descomissionamentos de gestores que não cumprem as metas abusivas impostas pela direção, a penalização por meio de transferências para agências com classificação e remuneração menores, os cancelamentos de férias já programadas e 20 demissões sem justa somente em Brasília.

"A relação com o BB é a pior possível. Os bancários não aguentam mais essa situação", confirmou Juvandia, presidenta do Sindicato de São Paulo.

"Existe uma falta de diálogo absoluta na relação do BB com o movimento sindical e com os funcionários", acusou William Mendes, acrescentando entre os desmandos da direção do banco alteração unilateral na PLR negociada desde 2005 e a implantação das novas funções comissionadas, também unilateralmente, com perdas para os 30 mil funcionários desse segmento.
Fonte: Site Contraf-CUT

Reginaldo Coimbra disse...

O prejuízo não será só aparente conforme dizem os experts, mas sim real. Esquecem também, que quando chegar dezembro vamos receber o 13° salário menor em torno de 3%. É prejuízo que jamais será recuperado. E agora, o que fazer?

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Leia no Blog do Ed:

152.Histórico Instrutivo
Por Edgardo Rego

http://blogdoedear.blogspot.com.br/

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Segundo a PREVI

Novo Regulamento do Plano 1 traz benefícios aos participantes.

O novo regulamento do Plano de Benefícios 1, aprovado pela Previc em 22/4, já está disponível para consulta aqui no site, na seção Planos e Produtos > Plano 1 > Regulamento.

Fonte: Site PREVI

rafael campagnoli disse...

Por favor, sabem explicar como será a devolução dos atrasados? vão aplicar os 3,8% sobre o salário de janeiro e apenas atualiza-lo até maio? e a diferença dos mesmos 3,8% dos meses de fevereiro, março e abril? e a diferença entre o indexador anterior ( que daria uns 7% em junho)? será que a Previ apenas corrigirá os 3,8% e pagará o mês de maio, somente, atualizado?

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Caro Marcos e demais colegas, saudações cordiais.

É certo que o novo mês de reajuste dos benefícios é janeiro. Por isso, eu entendo que será aplicado, em janeiro de 2014, o referido reajuste, abrangendo dez/2012 até dez/2013.
Esta correção que virá, agora, junto com o acumulado retroativo, é uma imposição do parágrafo segundo do art. 61.
De outro modo, será uma atualização DESVINCULADA do assunto reajuste de benefício.
O atraso deve-se à conhecida demora, mas, imaginemos fosse falta de dinheiro(Deus nos livre a nós e a todos disso!). Da mesma forma, haveria correção, sem prejuízo do reajuste no janeiro futuro.
É como eu entendo.

Grato e PAZ E BEM!

Fernando Lamas
Valinhos(SP)

"O que nos resta dizer? Se Deus está a nosso favor, quem estará contra nós?"
Rm 8,28.

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Contraf-CUT apoia aprovação do Relatório Anual da Cassi

De 29 de abril a 6 de maio os associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) votam no relatório do exercício de 2012 da entidade. A Cassi tem uma reserva acumulada de R$ 1,5 bilhão, mas apresentou um déficit de R$ 107 milhões no ano de 2012, provocado pelo aumento no preço dos serviços médicos e hospitalares por índices muito superiores à inflação.

O relatório, o balanço e as contas de 2012 foram aprovados pelos conselhos Deliberativo e Fiscal e pela auditoria externa da Cassi. Os representantes eleitos pelos associados votaram favoravelmente ao relatório apresentado pela Diretoria, entendendo que reflete corretamente os números da Cassi.

A Contraf-CUT recomenda aos associados a aprovação. "Temos acompanhado de perto a gestão da Cassi e verificamos que tem sido feito um trabalho de melhoria permanente na gestão", constata William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O direito de decidir sobre as contas da gestão do seu plano de saúde é uma conquista do funcionalismo do BB. Podem votar os titulares do Plano de Associados, funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil.

As razões do déficit

Em 2012, todas as operadoras de saúde foram surpreendidas com o crescimento dos gastos assistenciais muito além das projeções da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e dos atuários. A Cassi também sofreu: as despesas com saúde em 2012 tiveram um aumento de 16,4% sobre o ano anterior, somando R$ 2,49 bilhões.

As receitas cresceram somente 6,3%, acompanhando o reajuste salarial dos funcionários da ativa e dos benefícios dos aposentados.

"A Cassi honrou todos os compromissos e manteve o atendimento, por ter reservas de R$ 1,5 bilhão. Ao mesmo tempo, sob o comando da nova diretoria, aprimorou controles, identificou causas de aumento de despesas, propôs medidas de contenção de gastos evitáveis e atuou para prevenir novas ocorrências", afirma José Adriano Soares de Oliveira, conselheiro deliberativo eleito da Cassi. "Introduzimos em 2012 diversas rotinas com esse objetivo. Os principais reflexos virão em 2013. Entre as ações adotadas estão o mapeamento e a identificação de desconformidades, o aprimoramento da informatização de pagamentos dos grandes valores e a melhoria da gestão das internações hospitalares ", acrescenta José Adriano.

Com isso, as reservas totais da Cassi cresceram 1,75% e as do Plano de Associados, 7,7%. A Caixa cumpre todas as exigências feitas pela ANS. Em 2012, obteve o melhor desempenho no IDSS, Índice de Desempenho da Saúde Suplementar implantado pela ANS, que mede a qualidade na atenção à saúde, a situação econômico-financeira, a estrutura e a operação do plano de saúde e a satisfação dos beneficiários.


Fonte: Contraf-CUT

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Leia no Blog do Ed:

253. Comparando Demonstrativos
Por Edgardo Rego

http://blogdoedear.blogspot.com.br/

Marcos Cordeiro de Andrade disse...

Empréstimo Simples normalizado

A interrupção dos serviços do ES foi necessária devido a ajustes nos sistemas do BB e PREVI e também pela reativação do Sistema ARH do BB.
Permanecem inibidas as liquidações de PAS e Adiantamentos do Banco do Brasil concomitantes à concessão/renovação do Empréstimo Simples para todos os participantes (funcionários da Ativa, Aposentados e Pensionistas) até que o fluxo de troca de arquivos entre o BB e a PREVI esteja regularizado.
Fonte: Site PREVI.