terça-feira, 18 de maio de 2010

Recuperação

Caros Colegas.

Eis a pergunta que me foi feita hoje.

“Como aposentado, me sinto envergonhado pela falta de interesse de minha categoria em assunto tão intrinsecamente relacionado à nossa vida. E me pergunto: será que estão felizes com o que recebem? Será que sabem que se morrerem antes de receber o superávit seus filhos ficarão a ver navios? Marcos, em sua opinião, o que ocorre com nossos colegas?”

Eu arrisco responder o que ocorre.

Falta mais que interesse. Falta conscientização. Falta informação.
Existe uma barreira natural a separar o aposentado/pensionista dos dois mundos que habita. Um é o aconchego do lar, o convívio com a família, o saber que não precisa se desgastar com o que acontece lá fora porque o sustento está garantido, sem se importar com o quanto lhe é devido e não disponibilizado. Contenta-se com a situação.

Isto é comodismo.

O outro mundo é o que ouve dizer em pontas de conversas com colegas, nos encontros esporádicos. Mas os assuntos tratados nesses breves momentos são complicados. Cuidam de coisas que não se dá ao trabalho de avaliar. Coisas como demandas judiciais, resoluções, superávits. Intriga e briga por poder nas Entidades que aprendeu a admirar. Denúncias de corrupção nas associações que ajudou a fundar. Benefícios longe do seu alcance. De tudo isso quer distância.

Isto é apatia.

Mas falta pouco para que se mude esse cenário.
E o pouco que falta está ao alcance de cada um de nós, parceiros de outrora.

Todo aposentado gosta de ler, de se informar, desde que com veículos amenos. Nada de tratados de sociologia ou de best-sellers volumosos. Coisinhas simples, pequenos escritos como os antigos almanaques.

Partindo desse princípio, cabe aos aposentados que não se deixaram abater, e aos recém incluídos nesse rol, cuidar para que os mais antigos voltem ao convívio da “família satélite” - que precisa despertar.

Vamos fazer uma cruzada de recuperação dos ânimos. Todos podem e devem se empenhar nessa missão pelos caminhos do coração e da razão. Vão buscar os antigos colegas para reviver. Procurem se inteirar de quais assuntos eles aceitam discutir com prazer. Levem-lhes temas atualizados em pequenos excertos, informações condensadas, tipo artigos de Seleções. Tudo sobre o antigo mundo de trabalho. Procurem readaptá-los à linguagem bancária. Conversem sobre possibilidades de ganhos através da justiça. Vitórias que redundarão no crescimento de pensões futuras. Mas tendo o cuidado de não exagerar na dose com acúmulo de informações. Com sutileza e paciência readquiram sua confiança para tratar de discussões mais sérias.

Num trabalho de reconquista, vamos trazer de volta os amigos afastados da nossa roda e fazê-los vibrar com a vontade de lutar por seus direitos.

Com este empenho e dentro desse espírito de amizade e compreensão adensaremos nosso grupo, ganhando corpo para vencer eleições.

Essa é nossa missão.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 18/05/2010.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Eleição PREVI 2010

Caros Colegas.

A nossa Caixa de Previdência por certo inaugurou mais um departamento para dificultar o relacionamento com seus associados. Na minha imaginação esse setor chama-se Serviço de Desserviço e faz parte de planos para apressar a extinção dos aposentados e pensionistas, pois se a comunicação entre as partes era praticamente nula agora se torna mais difícil.

Hoje tem início a votação para preenchimento de cargos na Previ e os inativos somente podem exercer o direito do voto por telefone. No entanto o sistema posto à disposição tem restrita capacidade de atendimento.

Se não bastasse a precariedade na absorção de chamadas, o número disponibilizado (0800-729-0808) teve limitado o horário disponível para votação – das 09 às 18 horas dos dias úteis. E vive mais congestionado que o tráfego de São Paulo em horário de pico. Um detalhe corrobora as suspeitas de que isto é proposital: quando há realinhamento do Empréstimo Simples o serviço tem início a ZERO hora, e o endividado tem o ano todo para fazer a contratação.

Se concretas minhas suposições, o Serviço de Desserviço criado conta com excelentes profissionais da área de pesquisas comportamentais. E parece que descobriram o período diário mais produtivo dos integrantes da última idade.

Idosos costumam dormir cedo e acordar cedo, normalmente iniciando o seu dia no silêncio da madrugada.

Enquanto toda a casa ainda dorme, costumamos desempenhar as tarefas que fazem bem ao cérebro: ler, fazer anotações, atualizar a agenda de compromissos (principalmente financeiros), usar o computador, e votar em épocas de eleições para a Cassi e a Previ.

Mas, para dificultar nossas vidas o Serviço de Desserviço recém criado descobriu o funcionamento dessa rotina e dele faz uso para desestimular o voto dos inativos.

Isto para a Previ funciona como arma letal empregada para restringir o número de votos que de outro modo alijaria da sua cúpula dirigente todos os sábios imprestáveis que lá se acomodam há anos. Por isso simplesmente não permite a votação por telefone entre as dezoito e as nove horas da manhã dos dias úteis. Período que nós idosos sabemos usar como poucos.

Mas não nos deixemos abater. Com paciência e perseverança vamos superar mais este obstáculo. Se até isto exige mudanças na Previ vamos promovê-las votando na

Chapa 1 – Nova Previ.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 17/05/2010.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Operação Resgate

Prezados Colegas.

A Instituição Banco do Brasil deveria ser tombada como patrimônio histórico pela sua contribuição à formação da República.

Como primeiro banco da nação, fundado ainda no Império, constituiu-se num pilar de sustentação da sociedade brasileira. Isto porque várias das entidades sociais hoje existentes tiveram início com o seu surgimento, e se firmaram como símbolos de eficiência e honestidade em função do apoio dado pelo contingente humano que foi formado no seio do Banco.

São muitos os ramos da atividade em que foi o primeiro como instituidor. Mas seus funcionários tiveram sempre o maior peso na formação do seu patrimônio cultural e funcional e os aposentados, hoje tidos como saudosistas, têm muito a lamentar pelo estágio a que chegou a Casa, sem vestígios do que ela foi depois de cumpridas etapas “saneadoras” impostas por governos e desgovernos sobrepostos.

Somente porque entenderam eles que o Banco teria que passar por uma limpeza, apagando seu passado para dar lugar à voraz competitividade do mundo econômico atual.

O paciente trabalho de destruição com a transformação do banco em concorrente à rede em que se insere foi paulatinamente instituído, pois o modelo existente se lhe afigurou empecilho ao gradual avanço do rolo compressor que impulsiona o progresso.

Amparado na condição de Banco público concorrendo deslealmente com a rede privada, o Banco do Brasil tornou-se objeto de desejo de governantes ávidos por confrontar essa mesma rede, de olho grande nos seus lucros fabulosos.

Esquecendo sua condição de instrumento fomentador do nivelamento social, empregando com isto suas receitas a serviço do tesouro, enveredou pelo torto caminho da consecução de resultados positivos a qualquer custo. E começou por pulverizar sua atuação pelo Brasil afora numa corrida desenfreada para apossar-se de pontos de venda dos seus produtos, atropelando os seus rivais.

Mesmo como detentor dos depósitos governamentais, guardando para si as contas do tesouro em todas as arrecadações tributárias federais e com as verbas destinadas aos estados e municípios, obrigatoriamente sob sua tutela, teve baldada sua investida porque ainda assim a meta não foi cumprida – por incompetência das autoridades manipuladoras do dinheiro público.

Voltou-se então para o contingente humano à sua disposição. Achando que aí estava o freio a impedir seu avanço, decidiu que era esse agrupamento de pessoas que frustrava sua escalada em direção ao topo do monte de lucros da rede bancária. Mais uma vez resolveu atacar assestando suas baterias em direção à vulnerável massa humana que lhe prestava serviços. Foi quando decidiu aniquilar o tradicionalismo funcional implantando avassaladora política destrutiva. Criou fórmulas e formas de enxugar a “máquina improdutiva e cara” comprometida com as raízes do estabelecimento. Inventou planos mirabolantes para consumar demissões por atacado visando trocar antigos servidores por outros mais baratos e descartáveis. Foram PDVs, PPAs, PAI-50 e terrorismo. Muito terrorismo amedrontador para forçar os fragilizados e acuados servidores a aderir aos seus planos. Contabilizou mais de 50.000 funcionários atingidos e excluídos em pouco tempo. Demitidos sumariamente. Uma massa de falidos e desorientados pais de família que até hoje vaga como uma hoste desarvorada, como se fora a sobra de um expurgo ecológico ou de um genocídio avassalador vergonhosamente consumado por um cataclismo oficial. No que se criou um foco de miséria social comportando falência pessoal, distúrbios psicológicos, desagregação familiar e até suicídios entre atingidos dessa população. Nada ou quase nada lhes foi destinado como paga por seus direitos fundamentalmente garantidos na Constituição Federal. Dois governos antagônicos se uniram para perpetuar o mal feito: o neoliberal instituidor da exceção aniquiladora e este que está presente, tido como bom moço protetor dos fracos e oprimidos. Dois pulhas é o que são. E as associações da classe nada fizeram para corrigir esses abusos. ANABB, AAFBB, AFABBs, ficaram encolhidas, mesmo com tanta terminologia destinada à defesa dos funcionários do Banco do Brasil – ativos e inativos. E os sindicatos, por que se omitiram? É a velha história. Contra minorias, tudo; contra o Banco do Brasil nada, que ninguém é besta!

Funcionários graduados e experientes que traziam nas costas 200 anos de tradições acumuladas foram vítimas desse vilipêndio. Até fraudes cometidas no aconchego da noite foram perpetradas nos bastidores do Diário Oficial, para carimbar com rasuras convenientes ao entendimento dos carrascos modificações comprovadas como verdadeiras falcatruas governamentais.

Conhecimentos trazidos de estudos anteriores à posse e somados aos cursos de aperfeiçoamento freqüentados, baseados na formação que lhes permitiu aprovação em concurso rígido e excludente onde só entravam os melhores foram esquecidos e descartados. Pois até nisso o Banco encontrou sua fórmula própria de agir com a introdução do concurso de letrinhas para abrir as portas do emprego em substituição aos que jogou na lata do lixo porque eram caros, embora valessem o seu preço. Se antes havia seleção rígida, verdadeiro vestibular, a superficial avaliação por múltipla escolha surgiu – sem atentar para a essência dos conhecimentos necessários à formação de um bom bancário. Permitiu-se assim a introdução de jovens bem intencionados, mas despreparados para a função e desinteressados pelo futuro do emprego por falta de um passado a preservar. Pouco ligando para o Banco de hoje, trampolim para emprego mais atrativo, pois o patrimônio cultural da Instituição foi posto fora com as aposentadorias e demissões dos antigos – simplesmente excluídos. Deu no que deu. Uma Instituição volumosa, maior que todas, mas fruto de inchaço indevido, por isso detentora de uma estrutura fraca que corre em direção ao nada.

A pedra basilar de sustentação foi corroída e seu funcionamento é hoje tido como dos piores do seu meio. O atendimento é péssimo e o descontentamento entre seus funcionários é generalizado em virtude dos salários aviltantes – os menores da classe – reconhecido até pelos sindicatos que dão sustentabilidade popular ao Banco do Brasil.

Ainda assim, e não satisfeito, escancarou as portas das AABBs e da Cassi para apagar de vez a memória dos bons tempos, transformando-as em reduto “comunitário”, visando acabar com as reuniões da “família” em seu ambiente particular e obrigar o pagamento de despesas médicas antes inexistentes. Mas isso é outra história.

Também não parou por aí.

Partidos políticos sem escrúpulos, com dirigentes da mesma cepa assenhorearam-se das dependências da Casa como donos absolutos a ditar normas e cobrar cumprimento. A Instituição que antes era dirigida com base na competência dos escolhidos, passou a ser dominada pelo peleguismo a serviço de partidos de posicionamento dúbio – posando de benfeitores do povo, mas acobertando falcatruas e acumulando poderes à custa do próprio povo, numa política populista sem comprometimento com os necessitados e desvalidos do poder público.

Nas comemorações dos 200 anos o BB não escondeu sua predileção pelo materialismo em detrimento da tradição. Fez questão de mostrar ao mundo que o passado só deve ser lembrado se trouxer frutos para o presente. Premiou todos os seus funcionários da ativa com mimos sonantes, dinheiro vivo, e aos aposentados mandou uma cartinha singela, sem cor nem respeito, agradecendo sua colaboração no passado como por obrigação. Aos atuais funcionários que receberam pronto esse patrimônio secular das mãos dos antigos ele, Banco, doou dinheiro sem destinar um centavo sequer aos aposentados que não foram recompensados como fabricantes dessa glória bicentenária. Esquecendo propositalmente que entre esses aposentados alguns já contavam metade do tempo de vida da Instituição. E o servidor atual, sem nenhuma culpa, não sabe seu papel no contexto por desconhecer o passado, aceitando o presente como lhe é imposto a troco de míseros salários, com enorme carga de trabalho e responsabilidade. E assim vai tocando o Banco, essa máquina de fazer dinheiro não importando a que custo, pois pouco se lhe dá que o passado seja enterrado porque o governo a que ele serve cegamente precisa de suas cifras.

A sanha do crescimento foi alimentada com a absorção de competidores de menor porte e mesmo sem dinheiro para embasar essas compras soube fabricar meios. Com a ajuda do poder central conseguiu que normas e regulamentos fossem criados para beneficiá-lo. Foram várias resoluções seguidas de leis e até criação de autarquia para trabalhar em seu favor para validar um feito tido como impossível. Como um poderoso cupim daninho conseguiu penetrar na sólida madeira de lei do fundo de pensões do funcionalismo, e de lá tirar o dinheiro que lhe falta para prosseguir nas suas compras. Tudo fazendo para protelar a discussão da distribuição do bilionário Superávit do fundo imposta por lei, chegando ao cúmulo da bizarrice ao declarar que somente a Contraf-Cut tem representatividade para tratar dessa partilha com o Banco em nome dos aposentados e pensionistas. Quando é sabido que essa entidade não tem ingerência nos assuntos dessa classe, até por força dos seus estatutos: “Art. 5º. São representados pela CONTRAF todas as Federações e Sindicatos que a ela se filiem...” E por que não aceitar Associações de aposentados e pensionistas reconhecidas legalmente? Simplesmente porque nem todas servem ao mesmo senhor – o governo populista.

Banco após Banco, Caixa após Caixa, aqui e lá fora o BB foi estendendo seu raio de ação na corrida em direção ao nada. Isto porque, sem a sustentação do quadro funcional seu fim é inevitável, pois só conta com a fidelidade da máquina a serviço da informática. No entanto, até essa máquina é operada por pessoas, funcionários mal pagos que mais dia menos dia abandonarão o barco que naufraga para ocupar escaleres robustos e acolhedores, se prosperar essa política de aniquilamento do passado.

Será a vingança da memória conspurcada. O desprezo do passado que não quer ser enterrado. Mas isso precisa mudar. E pode mudar, pois ainda é tempo uma vez que sabemos por onde começar.

Há cerca de 24 anos, quando o Banco ainda era um patrão sério e honesto, surgiu uma associação portando a sigla BB em cujo estatuto está estampado, como motivação primordial:

“Art. 2° São finalidades da ANABB:
I - zelar pela integridade do Banco do Brasil...”

Quem duvidar consulte o rol de ações judiciais patrocinadas por ela. Não há uma única contra o Banco ou contra as entidades por ele patrocinadas: Previ, Cassi, AABBs, etc.

E foi assim que tudo começou. Valendo-se dos votos dos seus associados (103.000 hoje) a ANABB passou a apoiar o Banco em todas as suas investidas contra o funcionalismo e seu honroso passado, mantendo-se omissa em questões do gênero.
Recentemente o presidente dessa entidade, senhor Valmir Camilo, declarou com todas as letras: “precisamos dominar a Cassi e a Previ a qualquer custo...”

Um mês atrás conseguiu eleger sua chapa para dominar a CASSI, com o uso da máquina publicitária ao seu dispor. Os associados eleitores foram envolvidos pela propaganda enganosa e convencidos a votar em seus indicados.

O mesmo tenta agora com relação a PREVI, nas eleições que se iniciam no dia 17 de maio.

Há, portanto, a necessidade premente de proceder às mudanças com o afastamento da ANABB e seus aliados do caminho dos participantes e assistidos da PREVI, começando pela sua direção dentro do que está ao nosso alcance. Tudo pela defesa da tradição e, principalmente, conservação do patrimônio para distribuição justa entre seus legítimos beneficiários, banindo definitivamente o risco de saques indevidos e entrega de parte desse dinheiro a alguns privilegiados como ocorreu com a Renda Certa, ou de reparti-lo com grupos desenquadrados nos estatutos.

Essa é a responsabilidade que repousa pesadamente sobre os ombros dos 121.000 participantes do Previ Plano 1 – ativos e inativos. A eles está entregue o dever de resgatar a memória do funcionalismo do Banco do Brasil, tomando para si a tarefa de manter vivo o passado honroso através do voto, expulsando de vez os moradores perpétuos dos corredores dos andares mais altos - começando pela eleição no nosso fundo de pensão.

Esses 121.000 votos suplantam qualquer conjunto que se forme. Basta o voto de cada um para afastar o perigo e fazer renascer as esperanças de paz e justiça entre os associados da PREVI. O primeiro passo no caminho da mudança é não votar avalizando o continuísmo. Em seguida imprimir severa vigilância nos que entrarem para evitar decisões errôneas. Estas, em acontecendo, deverão ser alvo de impugnação pelas vias possíveis, inclusive a judicial.

Nesta eleição puseram uma armadilha em nossas mãos com opções extremas. Se os votos válidos forem suplantados haverá nova eleição, com as mesmas chapas, e a máquina publicitária da situação atacará com todas as forças. Mas se conseguirmos banir do poder o grupo da ANABB, seremos capazes de tirar qualquer outro que não nos sirva.

Se apenas o conjunto dos 121.000 participantes do PB1, aposentados, pensionistas e ativos, são suficientes para derrotar a chapa da ANABB, é bom saber que contamos com os demais insatisfeitos que irão votar. Depois, vencida esta etapa, nas próximas eleições teremos chapas limpas disputando, sem conchavos nem suspeitas alianças. E com a ajuda de Deus os nossos candidatos estarão nelas.

Portanto, em defesa do passado dos aposentados e pensionistas da Previ e do patrimônio que construímos e que nos pertence, tomemos a decisão. Com um olho na missa e o outro no padre...

Eu voto na chapa 1 - Nova Previ.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 13/05/2010.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Procedimentos da CASSI

Caros Colegas.

“História
A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI) é uma empresa de autogestão em saúde fundada em 27 de janeiro de 1944 por um grupo de funcionários do BB. O objetivo era ressarcir as despesas de saúde dessa população. Com 66 anos de existência, a CASSI é hoje uma das maiores instituições sem fins lucrativos administradoras de planos de saúde do País. Atualmente tem mais de 817 mil participantes.”
É o que a Caixa alardeia no Site como sua virtude maior. Mas isso deixou de ser História para ser conto da carochinha. Note-se que o verbo no passado é contundente: “... era ressarcir as despesas de saúde...” Além da outra mentira “... sem fins lucrativos”.
Lamentavelmente é comum o associado da CASSI receber resposta desalentadora ao necessitar submeter-se a exames prescritos em consultas médicas.
Comigo aconteceu ontem. Ao pedir autorização para o exame de diagnóstico de Glaucoma que custa a bagatela de R$ 300,00, fui brindado que esta pérola de resposta:

“Em atenção ao seu registro sobre o procedimento OCT - Tomografia de coerência óptica informamos que o referido evento não está incluso no Rol de Procedimentos obrigatórios da ANS – Agência nacional de saúde, por esse motivo não possui cobertura.
Atenciosamente,
Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil”

Traduzindo em miúdos: se vire, dane-se - a CASSI não tem culpa se sua mulher vai ficar cega.
O que também significa dizer que neste mês terei que pagar os R$ 183,22 do plano de saúde mais os R$ 300,00 do exame, se não quiser que ela perca a visão mais cedo como praguejam.
Todavia, cabe à CASSI providenciar para que esse tipo de “procedimento” seja estendido aos seus associados, que pagam para isto e continuam acreditando no seu passado - antes que se mudem para uma das Unimeds da vida.
E o quadro que se vê deve ser creditado a muitos culpados envolvidos na teia, como sejam:
Os aposentados cegos por opção, que não enxergam em quem votam e deixam no poder essas aberrações que se locupletam através dos cargos que lhes são dados de bandeja; esses mesmos aposentados que ficarão cegos de fato se não receberem tratamento contra o Glaucoma por conta da sua passividade; os cegos pela ganância no desejo de amealhar fortuna - inerente à parte mercenária da classe médica; os médicos que estão cegos pela insensibilidade e prescrevem “procedimentos” desenquadrados nas normas dos planos de saúde, sabedores de que isto obriga o indefeso e falido idoso aposentado a endividar-se com o pagamento de exames indicados; outros cegos pela falta de cumprimento às promessas de campanha feitas à cata de votos, como os eleitos de toda sorte, inclusive os gestores da CASSI.
Para complementar esse quadro de horrores, é sabido que no campo da medicina há a prática do mercantilismo aproveitador dos males da velhice.
Inventos que deveriam servir ao grupo da última idade se prestam a engordar a indústria da propina, onde correm soltas as benesses distribuídas pelos fabricantes de equipamentos. Partindo daí manipuladores da capacidade de prescrever “procedimentos” recebem “incentivos” de todo tipo e forma.
Os donos de laboratórios que utilizam essas máquinas, por sua vez distribuem vantagens à classe médica disposta a impingir a obrigatoriedade desses exames aos seus pacientes, que pacientemente se sujeitam a isso. Também recebem grana preta os responsáveis pela “vista grossa” para não pleitear o enquadramento junto à ANS, pois são de interesse fundamental aos planos de saúde (as CASSIs e outras do mesmo naipe) que esses procedimentos não mereçam “enquadramento”.
Tudo repercutindo negativamente no desempenho da própria ANS, que não se digna fazer frente a esse lamentável estado de coisas e não enquadra esses desenquadramentos dos planos de saúde - para abolir do nosso cotidiano as cínicas respostas como a da CASSI de que “não se enquadram na TGA”.
Ora bolas então que sejam enquadrados em alguma outra sigla. Quem sabe na ONU, na OMS, ANS, TCU, MPF, STF, PF e até na PM e PC para botar na cadeia os irresponsáveis responsáveis pelo péssimo atendimento aos pobres e indefesos aposentados e pensionistas.
Também pudera somente o poder do voto tira o poder das mãos de quem não merece ter poder.
Por isso saber votar pode resolver muitos problemas. Até mesmo esse.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 06/05/2010.

Com cópias para: CASSI, MS e ANS. E para o Senador Mão Santa, o Deputado Gustavo Fruet...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Pensionista - Reedição

Caros Colegas.

O natural sentimento de proteção à família nos leva a causar-lhe um irreparável dano após nossa morte. Presos a certos conceitos machistas, ilusoriamente acobertados sob o mito protecionista, muitos de nós mantemos nossas companheiras atreladas ao fogão e à máquina de lavar com os filhos à sua volta - também sob o pretexto de que lugar de mulher é cuidando da casa e dos filhos, enquanto que nós temos que ir à luta encarar o batente para lhes proporcionar conforto e segurança.

Muito embora as cerquemos de carinho e mimos quando presentes, é na ausência que vamos minando o terreno fértil da capacidade feminina para enfrentar adversidades. Nós as impedimos de exercer o aprendizado da autoproteção para desafiar os perigos do estado da viuvez indesejada.

Em casos assim, quando um de nós falece deixa uma viúva despreparada para vencer o mundo que existe fora do lar. Um mundo desconhecido e hostil, que ela imaginava pronto para recebê-la com sorrisos em reconhecimento ao respeitado esposo que o habitava com altivez, enquanto aposentado do Banco do Brasil.

Já na condição de “pensionista” ela recebe o impacto da nova vida; o salário do falecido, que antes dava para tudo, é reduzido a 60% do valor, e para manobrar o orçamento não conhece o jogo de cintura que permite pagar as contas determinando prioridades - com as relações de todo dia 20 – fazendo a separação de contas a pagar e contas a pagar mesmo!

Com o dinheiro curto recorre ao gerente da agência, “amigo” do ex-titular da conta. Lá é recebida como ave de mau agouro, ninguém dela se aproxima. O próprio gerente a recebe com indiferença empurrando-a em direção ao “setor competente” onde, também, se sente repudiada, mesmo como cliente. Lembrando que tinha orgulho do marido nas poucas vezes em que o acompanhava, pelo tratamento “vip” que lhe era dispensado, fica sem entender o motivo da mudança de comportamento. Esquecem esses gerentes que têm em casa uma pensionista em potencial, que talvez um dia se coloque nessa posição.

Pela expectativa média de vida, a mulher brasileira é mais longeva que o homem. Normalmente ele se vai antes. Mas nós não nos damos conta do que isto representa e depois do acontecido já é tarde para qualquer conserto, que não nos cabe fazer, logicamente.

Em que pese tudo isto a viúva sai da agência com o problema “resolvido”. É-lhe destinada uma “excelente” linha de crédito previamente autorizada: CDC, cheque especial, cartão de crédito, adiantamentos, etc. Tudo muito simples, para sacar quando precisar. Mas o “ex” não a instruiu em vida acerca dessa armadilha. E ela passa a precisar todo mês para complementar o minguado líquido do contracheque. E assim vai se endividando paulatinamente até que se insere no submundo dos inadimplentes. E conhece o inferno dos endividados. O Banco é cruel e não dá bolas para suas súplicas, comendo sua pensão tão logo entra na conta. Os antigos amigos se afastam e suas esposas a ignoram, pois esposa é uma coisa e viúva é outra “coisa”, no exato sentido da palavra, para muitos.

Caros colegas pensem no assunto. Ainda é tempo de preparar o futuro de nossas “pensionistas” com orientação segura. Façam isto e contem com o auxílio da AAPPREVI. Há por aí cartilhas ensinando como cuidar das coisas boas que o morto deixou: seguros, aplicações, bens, etc. Mas nenhuma ensina a ser pensionista perante o Banco, nem como lidar com a Previ e a Cassi nessa condição. Nenhuma cartilha é tão importante que dispense a orientação do principal personagem, enquanto vivo.

Por sorte, ao formarmos nossa associação tivemos a felicidade de eleger uma pensionista para cuidar de suas colegas – atuais e futuras. A área sob o comando da dirigente está apta a ajudar esse segmento de nossos associados, ouvindo seus reclamos e orientando sobre um universo a que todos fazemos vista grossa, como se fôssemos eternos. O sigilo no atendimento é absoluto e a ajuda palpável, dentro do possível.

Creio que “nunca na história deste país” uma PENSIONISTA ocupou um cargo na direção de associação de aposentados e pensionistas do BB. Mas agora o clube do bolinha teve a porta escancarada – “meninas” também entram.

Conte conosco. Associe-se: www.aapprevi.com.br

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 05/05/2010. (Edição original: 12/02/2010)

domingo, 2 de maio de 2010

Falsa expectativa.

Caros Colegas.

Circulam na internet notícias especulativas que podem gerar falsas expectativas entre os aposentados e ao mesmo tempo desconforto para o pessoal da ativa do Banco do Brasil.

Trata-se da extensão aos aposentados da participação nos lucros (PLR), com base em despachos judiciais recentes.

Acontece que esses despachos referem-se a ações movidas contra o Banespa e a Nossa Caixa, sendo que a segunda já não existe com essa nomenclatura em virtude da fusão com o BB ocorrida no final de 2008.

O título da notícia circulante leva ao entendimento generalizado do direito adquirido, o que não é verdade, até prova em contrário: “Participação em lucros é garantida aos aposentados.”

Pela contundência da afirmação o entendimento gerado por certo redundará no falso entendimento, por parte dos aposentados, de que o direito é líquido e certo, gerando falsa esperança. Já no seio do pessoal da ativa a notícia causará desconforto pela possibilidade, também falsa, de que terão que dividir a parcela que lhes cabe na participação nos lucros.
Vejamos o entendimento desses despachos:

BANESPA:
“Quando julgaram recurso da empresa, os ministros da 4ª Turma concluíram
que o artigo 56 do regulamento de pessoal do Banespa prevê a extensão
desse benefício aos aposentados. De acordo com o regulamento, as
gratificações originárias dos lucros, pagas semestralmente, incluem os
empregados inativos...” (RR-761186-89.2001.5.02.5555).

NOSSA CAIXA:
“Inativos da Nossa Caixa asseguram participação nos lucros”
“O Tribunal Superior do Trabalho confirmou o direito de um grupo de aposentados da Nossa Caixa à participação nos lucros e resultados do banco. A decisão é da 1ª Turma do TST.”
“As vantagens instituídas em favor dos empregados ativos da reclamada mediante instrumentos normativos foram deferidas aos aposentados, com fundamento no disposto na Lei 10.430/71 e no Regulamento de Pessoal de 1976, ao entendimento de que tais normas asseguram paridade entre os proventos dos aposentados, e o vencimento, remuneração ou vantagens dos empregados da ativa, observou Lelio Bentes...”
(RR 783.731/2001.3)

Em ambos os casos as decisões favoráveis repousaram no indicativo de direitos assegurados nas normas internas das instituições envolvidas.

Por isso, indivíduos ou grupos formadores de opinião não podem sair divulgando notícias parciais que levem a fomentar falsas esperanças, notadamente no seio de uma classe tão sofrida e carente de amparo por parte das autoridades responsáveis, como os aposentados e pensionistas - pertençam eles a que contingente for. É bom ter presente que a cautela deve prevalecer quando se divulgar notícias que possam afetar o interesse de pessoas a quem se direcionem.

Por enquanto não há nada que indique a inclusão do Banco do Brasil neste questionamento.

Todavia, o Departamento Jurídico da AAPPREVI estuda o assunto com vista a um oportuno posicionamento.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 02/05/2010.

sábado, 1 de maio de 2010

Carta a um Dirigente

Prezado Colega.

Contando que já esteja refeito do enfado que foi ler nossos assuntos no Blog Previ Plano 1, como prometido, peço licença para abordá-lo com pedido de ajuda aproveitando sua gentil oferta constante da mensagem anterior, que me permito reproduzir uma vez que estou dando publicidade a este apelo através do Blog, com o cuidado de omitir dados que levem à sua identificação:

“Caso desejam uma representação regional, colocamo-nos à disposição para desenvolver esse trabalho dentro da nossa jurisdição, objetivando fortalecer a entidade, ajudar a torná-la competitiva no menor espaço de tempo e, muito principalmente, auxiliar, ainda que modestamente, em fazê-la crescer sob o novo conceito de vinculação: congregação de ativos, aposentados e pensionistas do Plano I da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil-PREVI.”

Caro Dirigente, nossa Associação inspirou-se pelo lado contrário das entidades existentes, procurando exatamente contemplar o universo dos 121.000 participantes da PREVI, integrantes do Plano de Benefício n°1 – ativos, aposentados e pensionistas. Como você bem frisou, esse conjunto está parcialmente desvinculado do Banco do Brasil no que tange aos benefícios auferidos, notadamente depois de desobrigados de contribuir com mensalidades para manutenção do Plano - muito embora o Banco ainda teime em manter-nos atrelados a essa tutela. Por isso mesmo, necessário se torna a adoção de posição terminantemente contra essa imposição reconhecendo, todavia, que o atual estágio de nossas vidas, enquanto aposentados e pensionistas, devemos ao passado em que estivemos sob o honroso título de Funcionários do Banco Brasil.

Mesmo assim, em virtude de desvios comportamentais verificados na postura de gestores, tanto no Banco como na Previ, criamos a AAPPREVI com o intuito de contribuir para sanar as irregularidades perpetradas.

Na qualidade de dirigente de uma Associação de Aposentados, você há de convir que as dificuldades iniciais sejam enormes e sem ajuda externa pouco pode ser feito para o alcance do crescimento em número de sócios – mola mestra do seu funcionamento. Temos trabalhado incansavelmente em prol desse crescimento, porém são parcos os recursos disponíveis, aliados à pouca profundidade do alcance publicitário.

No momento contamos com um mailing de 270 cadastrados (newsletter) e quantidade parecida de e-mails particulares de simpatizantes. Mas apenas 253 associados compõem nosso quadro, com um crescimento médio diário de três novos aliados. Nossa melhor ferramenta de convencimento tem sido o Blog Previ Plano 1 e saliento que contamos com um bem montado esquema de comunicação, tendo à frente profissional competente e diligente. E os recursos na área comporta atenderem qualquer demanda publicitária com o uso dos mais avançados dispositivos – desde que amparados em recursos condizentes.

Nossa maior carência se prende ao alcance de divulgação, por não dispormos de uma fonte de repasse de endereços eletrônicos do público alvo interessante.

Por tudo isto, o apelo que direciono ao Colega é no sentido de colocar à nossa disposição um bom número de e-mails, de comum acordo com os seus pares, não querendo com isto propor quebra de sigilo das coisas da sua Entidade e muito menos ferir a ética que nos rege. Também será bem vindo todo e qualquer esforço que contribua para o nosso crescimento.

Peço que entenda que a AAPPREVI é totalmente diferente da sua Entidade, pois a proposição que nos inspira é o auxílio aos associados na defesa do Plano, sem pretensão de dirigir-lhes assistência no campo do lazer. Tanto é que não temos sede social ou mesmo de trabalho, sob respaldo de dispositivo estatutário, mantendo apenas o endereço físico para recebimento de documentos (minha residência), de onde se depreende que não fazemos concorrência a nenhuma associação existente, no atendimento ao seu corpo social. A assistência que direcionamos é à distância, através da internet, e o próprio corpo diretivo acompanha essa forma de trabalho, porque contamos também com suporte, mediante contrato, de dois bons Escritórios instalados aqui em Curitiba (Advocacia e Contabilidade) nominados no site www.aapprevi.com.br.

Pedir-lhe-ia, portanto, ajudar-nos no sentido colocado acrescido do seu empenho em conseguir que outras Associações se espelhem no seu exemplo. Em contra partida colocamo-nos à sua disposição e de suas co-irmãs para divulgação dos seus trabalhos, desde que nossos propósitos não se conflitem. E que nossa independência seja preservada.

Respeitosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente Administrativo da AAPPREVI
presidência@aapprevi.com.br
www.aapprevi.com.br
(41) 3045-0370