Caros Colegas,
Mantenho uma verba no meu contracheque (espelho me soa melhor) que poderia ser excluída me trazendo benefícios pecuniários – deixaria de pagar por ela e teria elevada minha margem consignável. É a C636, que corresponde à mensalidade pela condição de sócio da ANABB. Nada nunca me prendeu a ela que impedisse meu desligamento. Todavia, quando acatei os convincentes argumentos para filiação, lá na década de 80, acreditei que essa agremiação poderia me beneficiar de algum modo, em contrapartida ao pagamento que lhe fizesse. E é por conta da minha credulidade no ato da inscrição que permaneço fiel ao compromisso assumido comigo mesmo. Se até hoje, passados mais de vinte anos de filiação, não fui contemplado com nada do que esperava, pois nenhuma ação judicial, seguro ou o que quer que seja existe ou existiu nos seus registros que leve o meu nome, até porque jamais pleiteei qualquer desses serviços, ao menos a despesa mensal que isso inflige me dá o direito de cobrar-lhe pela postura de honestidade no uso do meu dinheiro depositado, pontualmente, em seus cofres a título da mensalidade de sócio.
Tivesse eu condição financeira me filiaria a todas as outras existentes no País, somente para cobrar postura de correição e transparência por parte dos seus dirigentes, sem ser acusado de me imiscuir em seara alheia. E, com esse entendimento, porto o direito de cobrar bom uso das minhas contribuições mensais frente àquelas a que pertenço. Ocorre que há muito descobri que a ANABB não me serve para nada, mas permanecer associado é uma prerrogativa para exigir explicações dos seus mandatários pelo uso que façam do meu dinheiro.
Jamais pugnei pela desfiliação de nenhum dos seus sócios, assim como não o faço em relação às outras Associações. Ao contrário, reconheço a utilidade de cada Entidade existente e, sempre que possível, declaro-me solidário às que aí estão. Desde que mereçam meu apoio, claro. Tanto é que fundei a AAPPREVI, por julgar necessário somar ao que existe. Somente condeno o modo de gestão da maioria delas voltadas para gerar benefícios aos seus dirigentes, fugindo da verdadeira vocação que é defender e ajudar seus sócios, e dar oportunidades iguais a todos seja na qualidade de sócio ou de dirigente, com o mínimo de despesa possível.
Apesar de uns poucos mal intencionados alegarem que falo pela boca da AAPPREVI, neste caso particular terão que dar voz ao cidadão Marcos Cordeiro de Andrade, associado da ANABB, que aqui vem extravasar sua indignação pelo comportamento irregular e suspeito dessa Entidade. Vale dizer que eu contava que um dia o dinheiro pago retornaria de algum modo, e eis que surge o momento da cobrança.
Assim é que, como sócio da ANABB, estou fazendo uso do direito lídimo de opinar sobre a eleição que se avizinha para renovar grande parcela do Corpo diretivo.
À parte candidaturas aparentemente Isentas de propósitos escusos, outras existem flagrantemente registradas com intenção de ludibriar a boa fé do quadro social da Entidade. Os recentes escândalos havidos, envolvendo denúncias de irregularidades, deveriam ter sido apurados com o rigor inerente ao que se espera de uma Associação que congrega mais de 100.000 participantes e, por isso mesmo, deve satisfação na exata proporção desse número.
Todavia, o que se viu lá dentro (ou não se viu) depois do emprego do ventilador para fim diverso da sua utilidade, foi que nada se apurou e ainda deixaram impunes os acusados, e os vitimados à mercê da própria sorte sem sentirem contempladas suas justas reparações. Os Setores apropriados não se pronunciaram, e nenhum comunicado oficial foi destinado ao corpo social. O que se comenta se diz e se prova é que dirigentes avançaram o sinal em benefício próprio, havendo até a perpetração de agressão física contra a frágil figura feminina de uma dirigente, por parte de um seu par insatisfeito com a denúncia de conivência, ou fazer corpo mole, que o atingiu e que, estranhamente, se valeu da prerrogativa da renúncia ao cargo. Apesar de que, vê-se agora, esse ato de limpeza de caráter foi mera encenação, pois se candidata à eleição próxima para ocupar o posto devolvido como ato supremo de boa fé.
Calcado no princípio de que quem paga compra e quem compra é dono, eu sou um dos donos da ANABB. Por isso exerço o direito de baixar a lenha. Sabemos que ela foi fundada para servir ao BB e vem fazendo isso ao longo de um quarto de século. Tudo porque nós a tornamos forte com contribuições mensais e a servimos aportando votos a cada eleição em que éramos monitorados. A pouco e pouco foi executada a trama urdida no Estatuto desde a fundação exaltando uma das finalidades como sendo “defender o Banco do Brasil”. A partir dessa plataforma o esquema montado foi se aprimorando e por meio de acordos e conchavos os Dirigentes da ANABB conseguiram se apossar dos cargos em nossas instituições: Previ, Cassi, Associações. Também, hoje a força sindical está unida em torno dela e o cerco há muito foi fechado com o aparelhamento das representações estaduais, regionais e nas agências do Banco. A ANABB está presente em tudo que é canto onde possa tirar votos com o concurso dos sócios e vai elegendo gente sua para todos os postos nos lugares onde a sigla BB esteja presente. E hoje, malgrado a insatisfação generalizada que grassa no seio do quadro social, nenhum grupo se atreve a montar chapas concorrentes às suas, pois a máquina publicitária sob seu comando, apoiada pela arrecadação mensal superior a dois milhões de reais, não permite oposição. E assim se perpetua ocupando cargos sucessivos nas nossas Entidades, ao ponto de se confundir sindicalistas com funcionários nas dependências do Banco e mesmo fora, manobrando as Associações e a própria Federação, além da Previ e Cassi.
Mas agora nos surge uma chance de começar a minar esse poderio maquiavélico usando seus próprios métodos. Vamos aparelhar a ANABB renovando seu corpo dirigente: CODEL, COFIS e representações regionais colocando lá quem comungue com os nossos ideais. Contando com gente descompromissada com o esquema vigente poderemos fazer mudanças, a começar pela reforma do Estatuto alterando o seu artigo 2°, dando-lhe nova redação:
“São finalidades da ANABB – zelar pelo bem estar e pelos interesses dos funcionários do Banco do Brasil e dos seus aposentados e pensionistas, defendendo seus direitos em todas as instâncias”, desde a posse até a morte do seu último dependente.
Façamos o caminho inverso. A ANABB aparelhou as nossas Instituições. Aparelhemos a ANABB, primeiro e, usando sua máquina publicitária, partiremos para tomar de assalto através do voto os postos chaves da PREVI, da CASSI, da FAABB e das Associações de aposentados e pensionistas nas eleições vindouras. Bastando para tanto elegermos gente desvinculada dos vícios atualmente existentes na perpetuação de Dirigentes decanos encastelados nos seus poderes. Esqueçamos essa balela de que devemos votar em gente experiente, quando no caso presente “experiência” significa continuidade do que está errado redundando nos desmandos, conchavos e defesa de interesses particulares.
A tarefa que nos aguarda é de simples execução primeira. Basta votar bem. E para isso dispomos das ferramentas apropriadas para uso legítimo, sem despesas e sem problemas de consciência. Se deixarmos de lado, pela triagem a ser feita, alguns nomes reconhecidos pelo seu passado, não haverá o que lastimar se os trocarmos por nomes promissores para o que se quer e necessita: RENOVAÇÃO.
Portanto, para votar bem prepare sua própria lista de elegíveis. Tomando por base o CANAEL, exclua da relação da ANABB os nomes viciados e deixe apenas os não comprometidos com gestões anteriores em todas as Entidades - que aí estão para nos servir, mas que não o fazem.
Exerça seu poder de mudar esse quadro:
Relação da ANABB:
http://www.anabb.org.br/Eleicoes2011_ComunicadoCGE_04_11.pdf Relação do CANAEL:
www.canael.com.brMarcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 18/09/2011.