sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mágoas restantes

Caros Colegas

Aguardemos a próxima convocação.

Próxima? Mas que próxima? Acaso haverá uma próxima? Para quê? Chamar por quem?

Viremos a página desse triste capítulo do nosso livro de histórias de aposentados e pensionistas dependentes da PREVI.

Em havendo necessidade de arregimentar pessoas capazes e decididas para trabalhar e falar pelos acomodados, o Blog Previ Plano 1 não perderá mais tempo em fazer chamamentos. Não daremos ouvidos a rufiões que postam comentários com supostos nomes verdadeiros e declarações falsas: Conte comigo, estarei lá, vou nem que seja a pé, compro passagem à prestação, peço emprestado a um amigo, vendo até as calças, mas contem comigo, vamos que vamos. E não saem do lugar!

Balelas, mentiras, falsidades. Assim falam os acomodados que ficam no bem bom da sua vidinha de aposentado falido à espera que outros trabalhem por ele. Que se arrisquem nas distâncias que separam Cidades arcando com despesas evitáveis. Que enfrentem o desconforto de viagens desnecessárias. Que depois de um dia de expectativa sob o sol, nas ruas do Rio, se contentem em comer um salgadinho de boteco a título de almoço. Para, depois de tudo, voltar para casa sem ter como justificar aos parentes temerosos o porquê da aventura mal sucedida se eles, em sua maioria, nem de ES fazem uso.

Haverá próxima vez, sim! Mas, nessa ocasião o Blog Previ Plano 1 e a AAPPREVI não perderão tempo em alardear chamamentos. Cuidarão, simplesmente, em fazer convocação dos nomes que ficaram guardados, pois esses são confiáveis. E eles estão marcados numa relação escrita sob manchas de suar e de lágrimas vertidas por uma participante dessa maratona sem vencedores. Esse papel, rol de Homens e Mulheres, será requisitado pela AAPPREVI para figurar num quadro a ser exposto em sua galeria de Gigantes no lugar de Honra de sua Sede – quando um dia tiver uma, pois essa pequenina associação ainda não a tem.

Esses sim, com absoluta certeza atenderão, sempre, aos chamamentos da Razão, da Solidariedade e da afirmação da capacidade de ser Gente que ajuda gentes.

Eram quinze ao todo no auge da concentração, e foram dez os que subiram ao terceiro andar do prédio da PREVI para enfrentar a insensibilidade que os aguardava. Esse reduzido número subiu ao palco da perfídia e do descaso como mártires indo ao cadafalso entregar o pescoço ao verdugo. Mas, fazer o quê? Somente eles sobraram dos 120.000 chamados para socorrer o próximo.

Portanto, Colegas aposentados e pensionistas, abram um espaço em suas mentes recheadas de boas lembranças para guardar esses nomes – apenas esses que, por feliz coincidência, são sócios da AAPPREVI:

Cláudia
Elvira
Jane
Jayme Vasconcellos
Jorge Teixeira
Juarez Barbosa
Luiz Indig
Paraguassu
Raul Avellar
Thompson

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 30/09/2011.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

À Sociedade Brasileira

Caros Amigos,

Três Presidentes da República, quando no exercício do poder, taxaram esses idosos que aqui estão de Marajás (Collor), Vagabundos (FHC) e aloprados de barriga cheia (Lula). Tudo porque sempre quiseram meter a mão no patrimônio da PREVI, esse colosso que aqui está. Ele é o guardião de um patrimônio que beira os 160 BILHÕES de reais destinados, só e unicamente, ao pagamento das aposentadorias e pensões instituídas aos seus participantes, mas que atualmente está a serviço do Governo de plantão que lança mão descaradamente desse dinheiro ao seu bel prazer. Tanto é que o BB acostumou-se a suplantar a concorrência engordando seus balanços semestrais à custa de bilhões garfados sistematicamente. O Poder Central manda e desmanda com ordens estapafúrdias de interferência na Bolsa para cumprir suas metas de crescimento aos olhos da comunidade financeira internacional, ordenando vender ações, e já determinou que a PREVI invista seu patrimônio nas obras da Usina Belo Monte, do Trem Bala, da Copa do Mundo e das Olimpíadas que se avizinham, tudo isto com retorno incerto previsto para daqui a 30 anos, quando quase todos os donos do fundo já estarão mortos. E, como é sabido, quando o último deles se for o patrimônio remanescente reverterá para o Banco do Brasil, segundo normas criadas por ele mesmo, pois este é um plano em extinção.

Essas aposentadorias e pensões que já alimentaram o vocabulário detrator daqueles Presidentes, hoje é um arremedo de benefício previdenciário. Tanto é que a própria PREVI divulga em suas estatísticas que 70.000 deles vivem pendurados em sua carteira de empréstimos pessoais o que, mesmo assim, não é suficiente para complementar os proventos. Praticamente todos eles sobrevivem à custa das linhas de crédito do BB, que suga seus salários na fonte onde obrigatoriamente são depositados os benefícios – da PREVI e do INSS – sem direito à portabilidade bancária por determinantes normas internas.

Todo dia 20 (data do crédito), os agiotas fazem a festa nas bocas dos caixas das agências, abordando os necessitados aposentados e pensionistas que se entregam em suas mãos para ter o que levar para casa e ficar à espera do dia 20 seguinte.
Esses benefícios hoje deprimentes são direitos adquiridos à custa de uma poupança feita ao longo de mais de l00 anos, por todos quantos entraram no Banco do Brasil pela via de rígidos concursos, e ali trabalharam dando exemplo de capacidade, honradez e competência, contribuindo para que o Brasil seja hoje um respeitado País em crescimento.

Somando um contingente de 120.000 integrantes do Fundo, a penúria atingiu sua maioria com benefícios irrisórios, muitas vezes não atingindo dois mil reais mensais, enquanto que a cúpula do Patrocinador e da própria PREVI auferem vantagens mensais da ordem de 42 mil reais, em véspera de dobrar de tamanho, se esta e outras manifestações não forem suficientes para atrair o clamor público contra aberrações da natureza.

Esses idosos que aqui se vê empunhando vassouras somente querem que se proceda à limpeza das mentes que dirigem o Fundo, e que as autoridades se conscientizem de que o patrimônio da PREVI não é do governo, para servir às suas engendradas maracutaias sem fim.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 29/09/2011.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Greve nos Correios

Caros Colegas,

Uma terrível ameaça está a caminho da sua casa. Com o fim da greve nos correios serão encaminhados mais de 100.000 envelopes, contendo propaganda altamente prejudicial ao futuro dos aposentados e pensionistas destinatários. Trata-se de um invólucro pardo com logomarca em azul claro desbotado estampada no canto superior esquerdo.

Cuidado! Não abra esse envelope. É recomendável jogá-lo no lixo ainda intacto, pois ele traz no bojo papéis de excelente qualidade e primorosa impressão, onde constam nomes e fotografias de pessoas pedindo seu voto – tudo contaminado! A arte da propaganda empregada nesse material leva para dentro do seu lar o que há de mais perigoso atualmente, para prejudicar seu resto de vida como dependente da PREVI.

Todavia, se não resistir à curiosidade, para evitar contaminação cerque-se de extremos cuidados antes de manuseá-lo. Use máscara antipoluente e luvas cirúrgicas. Coloque óculos de proteção e ocupe o ambiente e os ouvidos com suave música de fundo. E prepare-se para encarar bizarrices, pois coisas estranhas chegarão ao seu conhecimento afetando todos os sentidos. Por isso deve retirar as crianças da sala antes de iniciar a operação. Saltarão aos olhos retratos de figuras grotescas e nomes impublicáveis pelas lembranças amargas que lhe trarão.

Como cautela extrema, evite ler a relação em voz alta para não gravar no subconsciente esses nomes, nem decore os números informados como a constar em camisetas identificadoras de anti-heróis mascarados e outros que tais. Suas caras grotescas não devem ser miradas por mais de dois segundos, sob o risco de lhe causar pesadelos pelos quatro anos seguintes.

Fala-se até que um dos motivos da greve dos carteiros foi não querer distribuir esses envelopes. Se for verdade nisso foram vencidos, pois o Governo tem interesses no assunto.

E se esse aparato vier pela internet não se amofine. Apague tudo para evitar contaminação no seu PC. Esses reclames funcionam como uma cadeia de vírus irreparáveis e transformarão seu computador em coisa tão imprestável quanto a maioria dos candidatos a pedir votos. Os arquivos regredirão para próximo das intenções deles até o mais recôndito esconderijo da memória, e nem digitar palavras com nexo conseguirá. O máximo a tirar do teclado serão frases primárias como “dá-dá, gu-gu”. E somente com muito esforço registrará o refrão: “quélo mamá”.

Todo esse custoso aparato foi montado para pedir seu voto na ocupação de um rendoso emprego, cuja única função é fazer volume para prejudicá-lo. E ainda para que o eleito use a sinecura como palanque para conseguir outro, melhor ainda, depois que cansar deste, daqui a quatro anos. Ou antes, se surgir coisa melhor. Afinal, o mundo está cheio de incautos para elegê-los, sempre.

Mas, se depois desse alerta você ainda estiver disposto a votar, aguarde um pouco para fazê-lo conscientemente, sem medo de nomes e números. Tem gente séria dando tratos à bola para tirar daí algo confiável. Uma chapa com 21 nomes limpos lhe chegará ao conhecimento e a essa poderá dar seu voto sem sustos, momentaneamente, até que esses que ai conste sejam mordidos pela mosca azul – como costumeiramente ocorre. Esperemos que sejam bastante fortes e se mantenham incólumes por um bom tempo.

Votar ou não votar (neles), eis a questão.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 27/09/2011.

sábado, 24 de setembro de 2011

Idéias de jerico

Caros Colegas,

É preciso muito cuidado ao lidarmos com o surgimento de movimentos esdrúxulos jogados sobre nossos ombros em época de eleições. Isso serve para todo e qualquer tipo de escolha através do voto. No nosso caso particular, direcionamos o foco para as Entidades que formam o nosso círculo de relacionamento como aposentados e pensionistas. Nesses momentos, estando tudo aparentemente calmo, eis que, como fruto de geração espontânea alguém descobre o ovo de Colombo e lança uma idéia estapafúrdia buscando adeptos e seguidores para dar corpo às invencionices do momento. Parece até que determinadas eminências, no afã de tornarem-se expoentes, arriscam um golpe publicitário e se jogam na mira dos holofotes. Ou, quem sabe, tendo caído em desgraça por conta de falido projeto de promoção pessoal, tenta dar a volta por cima e nos vem com uma autêntica idéia de jerico como se fora sua tábua de salvação.

É de causar espanto como dirigentes de associações tidas como sérias se arriscam ao passar sob o portal do ridículo, querendo ingenuamente ultrapassar o arco do triunfo usando o caminho errado.

Uns, tardiamente, dirigem correspondência a quem poderia ter dado melhor fôlego aos anseios dos tomadores do ES, mas, equivocadamente, escolhem a data errada para fazer proposta indevida, no que são rebatidos de pronto por quem de direito sob a alegação de insustentabilidade, técnica e estatutária, para amparar o atrasado e mal colocado pleito.

Outros, não satisfeitos em estragar um projeto sério e honesto ao tomar conta da salvadora ADIN e transformá-la numa peça aleijada e inócua, retornam com um discurso pretensamente renovado, como salvadores da pátria, mas que somente engana aos que queiram se subordinar à arte que praticam: enganar a qualquer custo. Também, integrantes de acreditadas Entidades se unem a esses para fabricar um cabeçalho chamativo para atuar em cima de um assunto que, por certo, carreará muitos votos para seu lado - Encontro com Deputados Estaduais e Federais. Só que escolheram o tema errado para ser debatido mais errado ainda numa alçada totalmente alheia ao assunto de que tratam. Além de nominarem os personagens fora do contexto, marcaram um ato propagandístico para ser encenado na casa indevida.

Sabidamente o assunto que envolve a Resolução CGPC n° 26/2008 é da alçada Federal. Portanto, as cabeças pensantes que idealizaram chamar a atenção do distinto público para a nobre causa escolheram tudo errado, como hora, lugar e pessoas. Tendo como propósito angariar adesão de parlamentares para tentar modificar essa excrescência normativa, segundo apregoam, cuidaram para que repentinamente a internet fosse invadida pelo anúncio de um evento a realizar-se dois dias após o seu registro.

Sob o pomposo título estampado acima, o intento simplesmente cai no vazio. Ou melhor, se esvai pelo ralo da pia que lava idéias de jerico.

Alegam os “organizadores” que no evento serão promovidos debates para orientar os parlamentares na propositura de Projetos de Lei para modificar a 26/2008. Se assim é, por que não levar esses debates diretamente à alçada própria? Ao que nos consta deputados estaduais cuidam das Leis do Estado e não daquelas da alçada da UNIÃO, como no caso presente. Também, por que não prestigiar Projetos de Lei (federais) já em trâmite na Alta Câmara?

Essas perguntas nos fazem voltar ao tema eleições. No momento cuida-se em preencher cargos numa Associação que caiu no descrédito por sua própria culpa. E os nomes que se inscreveram (ou foram inscritos) para concorrer aos postos que serão mudados também enfrentam obstruções à credibilidade de propósitos, pois em sua maioria estão encravados em outras Entidades, ou por elas passaram, sem marcar suas participações por algo de positivo como defensores dos associados representados. Tudo indica que dirigentes mal cotados estejam tentando meios de aparecer, mas esse não é o caminho. Quem sabe fariam melhor reutilizando os métodos do inigualável Chacrinha?

E por que isso agora? Tiveram todas as oportunidades do mundo para cuidar desses assuntos no tempo próprio e nada fizeram. Dentre as Entidades inseridas na encenação atual, as principais estiveram envolvidas em ciumeiras explícitas descaradamente registradas na AGE da FAABB do dia 16/07/11, lá em Xerém. É lamentável que passem toda a vida se preocupando com coisas de somenos importância deixando suas reais obrigações de lado. Não fossem as vaidades feridas, da FAABB e de todas as suas afiliadas, mais a ANAPAR, incluindo seus dirigentes de egos susceptíveis a melindres, talvez estivéssemos agora vivenciando momentos mais promissores com a ajuda de todos, trabalhando num só bloco.

Tudo porque há mais de dois meses a Federação e seu séquito somente cuidam de afastar do seu caminho uma associação correta e seu presidente destemido. Especula-se que é porque se sentem prejudicadas sob a ameaça de serem cobradas por seus sócios para se espelharem no modo de ser e de agir dessa utilíssima Associação, o que, pelo visto, os atemoriza pela falta de vontade possuída, ou mesmo de capacidade de gestão. De ressaltar que ainda se espera que expliquem o que os moveu para adotar o deplorável comportamento daquele dia, onde todos se igualaram em explícita demonstração de pequenez de caráter.

Por outro lado, essas Entidades e seus dirigentes conhecem muito bem tudo que ocorre de errado envolvendo a PREVI e seu vultoso patrimônio, isto para falar minimamente no nosso Fundo. É bom lembrar que elas mesmas tomaram para si a tarefa de autorizar o BB a se fazer dono de 50% desse montante no documento que assinaram no dia 24/11/2010. Deveriam eles se empenhar em por fim às irregularidades que grassam sob suas vistas e sob o poder dos seus mandatos. Exigimos o abandono dos factóides costumeiros e que trilhem o caminho da decência ao cuidar do que nos interessa e afeta. Que se preocupem com a sangria provocada pelo Patrocinador por meio de rapinagem explícita nas apropriações denunciadas, além do que está por vir com a destinação de altos salários que dá aos seus executivos, e por ação indireta aos dirigentes da PREVI, e que logo serão assumidos pelo Fundo mesmo sem terem contribuído para tanto, graças às tramóias em andamento.

Façam a “mea culpa” e cuidem da cobrança do cumprimento de acordos bons contendo suas assinaturas; que se empenhem na consecução de melhorias dos benefícios aviltantes que nos são dirigidos; que tratem de eliminar o voto de minerva; de elevar as pensões arbitradas em 60% do auferido por quem paga por elas integralmente; que definam o realinhamento do ES de uma vez por todas, fazendo uso da força do seu “prestígio”. Que dêem o grito de independência e trabalhem sem os grilhões que hoje os atrelam aos compromissos eleitoreiros. E que façam tudo o mais que caiba sob suas asas, eternamente cuidadas por nossos votos que costumam implorar - mas sem fazer por merecê-los.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 24/09/2011.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ANABB - Chapa com 21

Caros Colegas,

Com certeza está faltando articulação política nessa campanha para eleição na ANABB. Fica difícil para o associado decidir-se por 21 nomes de uma relação contendo quase 100 fazendo a escolha às cegas. Por mais articulado que seja politicamente e por mais conhecimento acumulado das coisas do universo das Entidades que cuidam dos assuntos de aposentados e pensionistas, ninguém é capaz de conhecer a fundo todos os candidatos inscritos, e decidir-se por qualquer deles segundo o esperado de sua atuação futura.

Não se trata de uma chapa única com plataforma política, com manifesto de intenções ou mesmo contendo declarações isoladas dos que pedem voto. O que há é um vasto grupo heterogêneo em questões de posicionamento, de onde deve se tirar os 21 que defenderão nossos interesses na Entidade, sem que venham a público dizer se é isso que farão – ou prometem. Do modo como a coisa está posta, há que se duvidar dos critérios de candidatura e escolha, pois, das duas, uma: ou o candidato é bem intencionado, mas sem parcerias à altura, ou visa simplesmente o gordo salário que perceberá se sair vitorioso. Até parece uma cartela de víspora (aquela dos 100 números) em que o jogador vai marcando até alcançar determinada quantidade de acertos, no caso 21, sem saber qual será o seu prêmio na rodada. Assim é jogo de azar.

De nada vai adiantar a distribuição de “santinhos” contendo currículos sindicalistas individualizados. Nessa escolha o que se pretende e o que se quer é a formação de um grupo com sede de mudanças. Que se proponha a resgatar a ANABB do domínio da Contraf-CUT, do jugo do Banco do Brasil e das garras de “meia dúzia de seis” eternos mandatários.

Seria deveras promissor que esses candidatos se articulassem entre si para formar uma espécie de chapa de 21 nomes a aspirar nosso voto, e anunciassem o que pretendem. E, se esse grupo vier a ser formado, por certo será eleito com assustadora maioria de votos se assumirem conjuntamente o compromisso de promover reforma no Estatuto de modo a desvincular a ANABB do Banco do Brasil, deixando-a voltada unicamente aos seus sócios, entre outros pontos, e instaurar auditoria independente para apurar irregularidades relativas a:

a) seguros – são cerca de 27.000 apólices sob suspeita de nulidade;

b) arrecadação – não se conhece a destinação dos mais de dois milhões de reais mensais;

c) envolvimento com subsidiárias – ANABBPrev, CoopANABB e OdontoANABB;

d) suspeita de enriquecimento ilícito de membros da cúpula diretiva;

e) transparência nos acordos firmados com advogados e/ou Escritórios de Advocacia para cuidar das Ações;

f) total conhecimento público dos assuntos da Entidade, notadamente o que ocorre com TODAS as Ações Judiciais patrocinadas;

g) legitimidade das apurações em eleições passadas e atual; etc.

Está lançada a idéia, o que faço na condição de Associado da ANABB com cerca de 20 anos de filiação.

É pegar ou largar.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 20/09/2011.

domingo, 18 de setembro de 2011

Renovação na ANABB

Caros Colegas,

Mantenho uma verba no meu contracheque (espelho me soa melhor) que poderia ser excluída me trazendo benefícios pecuniários – deixaria de pagar por ela e teria elevada minha margem consignável. É a C636, que corresponde à mensalidade pela condição de sócio da ANABB. Nada nunca me prendeu a ela que impedisse meu desligamento. Todavia, quando acatei os convincentes argumentos para filiação, lá na década de 80, acreditei que essa agremiação poderia me beneficiar de algum modo, em contrapartida ao pagamento que lhe fizesse. E é por conta da minha credulidade no ato da inscrição que permaneço fiel ao compromisso assumido comigo mesmo. Se até hoje, passados mais de vinte anos de filiação, não fui contemplado com nada do que esperava, pois nenhuma ação judicial, seguro ou o que quer que seja existe ou existiu nos seus registros que leve o meu nome, até porque jamais pleiteei qualquer desses serviços, ao menos a despesa mensal que isso inflige me dá o direito de cobrar-lhe pela postura de honestidade no uso do meu dinheiro depositado, pontualmente, em seus cofres a título da mensalidade de sócio.

Tivesse eu condição financeira me filiaria a todas as outras existentes no País, somente para cobrar postura de correição e transparência por parte dos seus dirigentes, sem ser acusado de me imiscuir em seara alheia. E, com esse entendimento, porto o direito de cobrar bom uso das minhas contribuições mensais frente àquelas a que pertenço. Ocorre que há muito descobri que a ANABB não me serve para nada, mas permanecer associado é uma prerrogativa para exigir explicações dos seus mandatários pelo uso que façam do meu dinheiro.

Jamais pugnei pela desfiliação de nenhum dos seus sócios, assim como não o faço em relação às outras Associações. Ao contrário, reconheço a utilidade de cada Entidade existente e, sempre que possível, declaro-me solidário às que aí estão. Desde que mereçam meu apoio, claro. Tanto é que fundei a AAPPREVI, por julgar necessário somar ao que existe. Somente condeno o modo de gestão da maioria delas voltadas para gerar benefícios aos seus dirigentes, fugindo da verdadeira vocação que é defender e ajudar seus sócios, e dar oportunidades iguais a todos seja na qualidade de sócio ou de dirigente, com o mínimo de despesa possível.

Apesar de uns poucos mal intencionados alegarem que falo pela boca da AAPPREVI, neste caso particular terão que dar voz ao cidadão Marcos Cordeiro de Andrade, associado da ANABB, que aqui vem extravasar sua indignação pelo comportamento irregular e suspeito dessa Entidade. Vale dizer que eu contava que um dia o dinheiro pago retornaria de algum modo, e eis que surge o momento da cobrança.

Assim é que, como sócio da ANABB, estou fazendo uso do direito lídimo de opinar sobre a eleição que se avizinha para renovar grande parcela do Corpo diretivo.

À parte candidaturas aparentemente Isentas de propósitos escusos, outras existem flagrantemente registradas com intenção de ludibriar a boa fé do quadro social da Entidade. Os recentes escândalos havidos, envolvendo denúncias de irregularidades, deveriam ter sido apurados com o rigor inerente ao que se espera de uma Associação que congrega mais de 100.000 participantes e, por isso mesmo, deve satisfação na exata proporção desse número.

Todavia, o que se viu lá dentro (ou não se viu) depois do emprego do ventilador para fim diverso da sua utilidade, foi que nada se apurou e ainda deixaram impunes os acusados, e os vitimados à mercê da própria sorte sem sentirem contempladas suas justas reparações. Os Setores apropriados não se pronunciaram, e nenhum comunicado oficial foi destinado ao corpo social. O que se comenta se diz e se prova é que dirigentes avançaram o sinal em benefício próprio, havendo até a perpetração de agressão física contra a frágil figura feminina de uma dirigente, por parte de um seu par insatisfeito com a denúncia de conivência, ou fazer corpo mole, que o atingiu e que, estranhamente, se valeu da prerrogativa da renúncia ao cargo. Apesar de que, vê-se agora, esse ato de limpeza de caráter foi mera encenação, pois se candidata à eleição próxima para ocupar o posto devolvido como ato supremo de boa fé.

Calcado no princípio de que quem paga compra e quem compra é dono, eu sou um dos donos da ANABB. Por isso exerço o direito de baixar a lenha. Sabemos que ela foi fundada para servir ao BB e vem fazendo isso ao longo de um quarto de século. Tudo porque nós a tornamos forte com contribuições mensais e a servimos aportando votos a cada eleição em que éramos monitorados. A pouco e pouco foi executada a trama urdida no Estatuto desde a fundação exaltando uma das finalidades como sendo “defender o Banco do Brasil”. A partir dessa plataforma o esquema montado foi se aprimorando e por meio de acordos e conchavos os Dirigentes da ANABB conseguiram se apossar dos cargos em nossas instituições: Previ, Cassi, Associações. Também, hoje a força sindical está unida em torno dela e o cerco há muito foi fechado com o aparelhamento das representações estaduais, regionais e nas agências do Banco. A ANABB está presente em tudo que é canto onde possa tirar votos com o concurso dos sócios e vai elegendo gente sua para todos os postos nos lugares onde a sigla BB esteja presente. E hoje, malgrado a insatisfação generalizada que grassa no seio do quadro social, nenhum grupo se atreve a montar chapas concorrentes às suas, pois a máquina publicitária sob seu comando, apoiada pela arrecadação mensal superior a dois milhões de reais, não permite oposição. E assim se perpetua ocupando cargos sucessivos nas nossas Entidades, ao ponto de se confundir sindicalistas com funcionários nas dependências do Banco e mesmo fora, manobrando as Associações e a própria Federação, além da Previ e Cassi.

Mas agora nos surge uma chance de começar a minar esse poderio maquiavélico usando seus próprios métodos. Vamos aparelhar a ANABB renovando seu corpo dirigente: CODEL, COFIS e representações regionais colocando lá quem comungue com os nossos ideais. Contando com gente descompromissada com o esquema vigente poderemos fazer mudanças, a começar pela reforma do Estatuto alterando o seu artigo 2°, dando-lhe nova redação: “São finalidades da ANABB – zelar pelo bem estar e pelos interesses dos funcionários do Banco do Brasil e dos seus aposentados e pensionistas, defendendo seus direitos em todas as instâncias”, desde a posse até a morte do seu último dependente.

Façamos o caminho inverso. A ANABB aparelhou as nossas Instituições. Aparelhemos a ANABB, primeiro e, usando sua máquina publicitária, partiremos para tomar de assalto através do voto os postos chaves da PREVI, da CASSI, da FAABB e das Associações de aposentados e pensionistas nas eleições vindouras. Bastando para tanto elegermos gente desvinculada dos vícios atualmente existentes na perpetuação de Dirigentes decanos encastelados nos seus poderes. Esqueçamos essa balela de que devemos votar em gente experiente, quando no caso presente “experiência” significa continuidade do que está errado redundando nos desmandos, conchavos e defesa de interesses particulares.

A tarefa que nos aguarda é de simples execução primeira. Basta votar bem. E para isso dispomos das ferramentas apropriadas para uso legítimo, sem despesas e sem problemas de consciência. Se deixarmos de lado, pela triagem a ser feita, alguns nomes reconhecidos pelo seu passado, não haverá o que lastimar se os trocarmos por nomes promissores para o que se quer e necessita: RENOVAÇÃO.

Portanto, para votar bem prepare sua própria lista de elegíveis. Tomando por base o CANAEL, exclua da relação da ANABB os nomes viciados e deixe apenas os não comprometidos com gestões anteriores em todas as Entidades - que aí estão para nos servir, mas que não o fazem.

Exerça seu poder de mudar esse quadro:

Relação da ANABB: http://www.anabb.org.br/Eleicoes2011_ComunicadoCGE_04_11.pdf

Relação do CANAEL: www.canael.com.br

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 18/09/2011.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Candidatos

Caros Colegas,

O que leva uma pessoa a se candidatar a um cargo em Entidade que cuida dos assuntos de aposentados e pensionistas vinculados à PREVI? É difícil responder, pois há a considerar motivações várias. E o que faz outra pessoa querer ocupar cargos em mais de uma, talvez duas, três, quatro ou até mesmo cinco dessas Entidades? Impossível responder. Talvez nem mesmo quem assim aja, por mais sinceridade que imponha na resposta encontre explicação lógica para esse pendor ao sofrimento.

Não posso falar por nenhum deles. Nem julgar a qualquer que for. Mas, baseado em experiência pessoal, falo por mim e falo com propriedade. O que me trouxe ao lugar que ocupo e que transformou para pior o meu dia a dia foi, inicialmente, o interesse pessoal na busca de reparação para a deterioração da qualidade de vida como aposentado. Ao sentir que o tratamento dado pelo BB/PREVI/CASSI estava sendo paulatinamente relaxado, por culpa de maus direcionamentos, botei a boca no trombone. Inicialmente com inserções no Blog da Cecília usando o pseudônimo de “André”, forma apocopada de Andrade. Depois, por outros caminhos.

Achando de pouca monta o resultado conseguido por esse meio, criei meu próprio Blog e, a seguir, a AAPPREVI, agora não mais pensando somente em mim, mas no universo de Colegas em igual situação. O resto é conhecido. Minha vida sofreu drástica transformação ao ponto de perder a identidade – dentro e fora de casa. Passei a ser o Dirigente da Associação, beneficiando uns tantos associados, mas prejudicando minha família a quem não posso oferecer a dedicação de antes.

Como vêem, tenho um único cargo em uma única Entidade, sem remuneração e as 24 horas de cada dia não são suficientes para dedicar-me como gostaria e como o posto exige. Acresce o fato de que sou um aposentado subordinado aos benefícios medianos (P-300 + P350) sem qualquer outra renda.

Explicados esses senões, voltemos às perguntas iniciais. Como pode alguém bem desempenhar seu papel “filantrópico” com dedicação satisfatória em um cargo nas nossas Entidades? E em várias delas?!

Não importa suas motivações, o certo é que não desempenhará bem o seu papel se tiver que se dividir para servir a mais de um senhor. Seja ele/ela da ativa ou já aposentado. E não justifica enaltecer experiência adquirida nos cargos ocupados, pois, para praticar o bem basta ter o coração puro, e pavor da falta de caráter.

Por isso criei o CANAEL – Cadastro Nacional de Eleitos - onde procuro registrar nomes carimbados nas Organizações que nos servem (ou deveriam servir) e onde constam, também, os dirigentes da AAPPREVI. A finalidade dessa ferramenta virtual é alertar os Colegas eleitores a desviar o voto desses “ocupados” e dedicar a escolha para os de fora, com tempo a ofertar e, o que é mais importante, sem comodismos prejudiciais à conduta administrativa adquiridos na perpetuação no poder. O CANAEL não se trata de promoção eleitoral, pois não serve para dizer em quem votar, mas de um veículo para indicar EM QUEM NÃO VOTAR. Se estiver no CANAEL não vai ter tempo para mais nada – e informo com satisfação que o meu nome está lá, ocupando uma única linha, de um único cargo, Presidente da AAPPREVI. E fico por aí.

Calcado na experiência pessoal considero uma maldade imputar mais responsabilidades a esses abnegados colegas anteriormente eleitos. Vejam que disponibilizam o tempo de vida útil ao trabalho não remunerado, acrescido do fato de que não podem usufruir da condição da inatividade depois de tantos anos de intenso trabalho dedicado ao engrandecimento do Banco do Brasil. O mínimo que merecem agora é aproveitar os belos anos da velhice gozando dos dignos benefícios que a previdência oficial e a privada (previdência) lhes proporcionam. Ainda mais porque nada recebem para esse alongamento da vida da “ativa” no BB. Sabe-se que há casos em que os rendimentos da aposentadoria são insuficientes para o sustento da família, e ainda assim gastam o viço ainda presente para essa dedicação extra quando, se pensassem um pouco em si mesmos com uma pitada de egoísmo, mereceriam aportar essa disposição para um emprego remunerado, fora do campo filantrópico teimosamente ocupado. Imaginem então o sacrifício dos que são “explorados” por várias Entidades, que não prescindem dessa contribuição. E quem sabe os novos, joviais, descansados, nos trarão melhores dias consertando o que está visivelmente errado? Estamos no final do segundo tempo e com certeza haverá prorrogação. Precisamos de fôlego novo.

Portanto, para ajudar os candidatos registrados em extensas relações, vamos deixá-los fora dessa escravidão branca não votando neles. Basta consultar o CANAEL e excluir da lista de votação quem ali estiver, pois já têm muito que fazer. Deste modo a contribuição terá duplo sentido: tira-se um peso das costas dos que já trabalham proficuamente em nosso benefício, e damos oportunidade aqueles que estão cansados da vidinha mansa de aposentados e não têm chances de arranjar ocupação à falta de vagas - mesmo para trabalhar de graça!

Vamos ajudar?

E atenção! Tem eleição na crista da onda, portanto, façamos do CANAEL um conselheiro eleitoral. A consulta é de graça: www.canael.com.br.

A propósito, o Blog não indica em quem votar, mas de quem fugir na hora da escolha.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 15/09/2011.