sexta-feira, 13 de maio de 2011

Fiasco

Caros Colegas,

Durante a “manutenção” efetuada, o Google excluiu este post com todos os seus comentários. Enquanto tentamos recuperá-los, esta publicação será mantida para conhecimento de todos. Na sequência serão publicadas as matérias pendentes.


Ofício FAABB 11_2011

Às Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil

Sr. Presidente,

Antecipando a comunicação formal e detalhada que será distribuída amanhã pelo colega que foi indicado para fazer os apontamentos ao longo da reunião. De antemão os representantes do Banco reafirmaram que qualquer alteração que resulte em novos benefícios o Banco somente acatará o que estiver em conformidade com a Resolução 26. Também informamos que os representantes do Banco do Brasil foram contrários à maioria das propostas postuladas, vão submeter outras ao jurídico do Banco e propuseram ouvir a PREVIC no que se refere à questão das alterações no Regulamento sem considerar os recursos oriundos da conta Reserva Especial para Revisão do Plano. Isto porque as entidades presentes todas foram unânimes em reafirmar que o que está em discussão agora não são os recursos constantes da Reserva, mas o cumprimento do Termo de Compromisso onde o BB concordou em reabrir estudos para rever nosso Plano de Benefícios nº 1.

Tão logo tenhamos os relatos completos repassaremos às co-irmãs com nossos comentários.

Atenciosamente,
Isa Musa de Noronha

terça-feira, 10 de maio de 2011

Correspondência Epistolar

Caros Colegas,

Esse era um dos primeiros capítulos da CIC Administração, a Bíblia do Banco, como eram chamados os volumes contendo as Instruções Circulares à época da minha posse, em 1962. Era ali que íamos buscar orientação para bem redigir memorandos internos e cartas mais afoitas, na forma de requerimentos para as Administrações – locais e da DG, notadamente ao FUNCI com pedidos de auxílios ou transferências. Naquele tratado de orientação interna tudo era previsto, contendo minutas e exemplos. Desde prestações de contas a pedidos de ressarcimentos de despesas e utilização de abonos, até afastamentos por gozo ou luto, ou seja: casamento e morte de parentes próximos. E o que mais chamava a atenção era o cuidado com o tratamento lhano que deveria ser imposto de forma sucinta, “escoimados os termos chulos”. Dessa maneira, ao entrar para o Banco iniciávamos uma parceria com a língua pátria, onde o respeito à forma e às tradições estava acima de tudo.

De muito nos serviu desasnar na escola primária ajudados pelas dissertações elementares, onde normalmente se começava relatando: “no primeiro plano vemos...” incentivados pela heróica paciência da professora que nunca se esquece.

Durante toda a carreira bancária tivemos presente o cuidado em dar atenção à escrita, atentando para a boa forma gráfica e colocação dos termos com a maior aproximação possível do modo correto. De lá para cá o português sofreu alterações e reformas. Acolheu neologismos e deixou cair em desuso alguns grafismos. Mas nunca se viu introdução de uma norma determinando a mutilação de palavras na nossa língua. No entanto isto existe e se alastra como praga daninha a contaminar o ambiente em que atua.

É o “internetiquês”. Linguagem cifrada e enigmática – quase taquigráfica - difícil de ser assimilada por aqueles que vieram do tempo dos cuidados com a gramática, com os acentos e com o “tratamento lhano” que já não se vê amiúde.

Transportem esse pormenor para o caso particular de quem administra um Blog, voltado quase que essencialmente para os daquele tempo, e terão em mãos um ser atormentado, quase desorientado. Pois é como me sinto. Mesmo sem dominar com eficiência a arte de bem escrever, tenho a tarefa de ler cerca de 80 mensagens de e-mails por dia, para autorizar a publicação, ou não. E o que poderia ser um prazer destinado a poucos, transforma-se num constante mal estar pelo que os olhos querem rejeitar, mas o compromisso insiste em aceitar. São as formas bizarras de agressão às palavras introduzidas pelos apressados, auto proclamados modernos, mas sem tempo ou vontade de tratar bem os textos que arriscam dar forma, num arremedo de comunicação escrita.

São tantas siglas em uso corrente que mereceriam um dicionário próprio, para o entendimento pelos amantes das palavras registradas na forma nata, por extenso. Não sei por que tantas abreviaturas como vc, pq, tb. Ainda mais que aqui no Blog não há pressa. Por mais tarefas que tenhamos, participar das discussões e debates é coisa para ser feita a vagar, com boa vontade e disposição para entender e manifestar-se. Não há porque atropelar as palavras. E não será engolindo letras que a fome do saber será saciada. Ao contrário, a ignorância se acentua e dá-se demonstração de descaso e desrespeito com a língua e, principalmente, com o interlocutor. Um Blog não é um brinquedinho eletrônico próprio para se mandar torpedos, mensagens rápidas e cifradas para comportar no pequeno espaço disponível, e que requeiram urgência no envio. Aqui temos bastante espaço para dar o recado. Cada mensagem pode conter até 4.096 caracteres, suficientes para registrar uma carta de bom tamanho. E a mensagem remetida não caduca, cabendo ao moderador examiná-la com calma para satisfazer a vontade do participante, publicando-a depois de se regalar com seu conteúdo, privilegiadamente em primeira mão - mas sem constrangimentos.

Os senhores “internautas”, compõem uma categoria em que os aposentados e pensionistas amantes de uma boa leitura não se enquadram, embora usem o computador como poucos.

E com a satisfação de quem ama a língua portuguesa, embora sem saber ainda como tratá-la de modo aceitável, eu lhes peço, senhores “internautas” apressados, não maltratem o nosso idioma – pelo menos aqui.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 10/05/2011.

domingo, 8 de maio de 2011

Não!

Caros Colegas,

NÃO à doação, é a resposta da AAPPREVI à FAABB

À

Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas dos Funcionários do Banco do Brasil - FAABB.

Senhora Presidente,

RESPOSTA ao Ofício FAABB, de 07/05/2011 – Realinhamento do Plano

Reafirmando a posição adotada à véspera do encontro do dia 24/11/2010, em que a AAPPREVI alertou para que não houvesse concordância na aplicação da Resolução 026, lembramos a repercussão negativa do que ali ocorreu quando TODOS os envolvidos assinaram o Termo de Compromisso que deu ao Banco o entendimento de que estava livre, como erradamente age, para apropriar-se ilicitamente da metade do superávit da PREVI, postura esta agora difícil de reverter. Mas temos esperança, ainda, que isto seja possível de ocorrer, desde que a Federação reencontre sua verdadeira vocação e finalidade: representar e defender os interesses dos aposentados e pensionistas através das Associações filiadas, também imbuídas nesse propósito.

Como foi declarado pelas partes que nessa reunião o que estará em pauta será o Realinhamento do Plano, é sabido que isso independe de superávits para implantação das propostas consensuais apresentadas. E é isto que advogamos.

Assim sendo, insistimos em que há razões para não se cogitar da repetição do vergonhoso acordo de 24/11/2010, até porque reconhecemos a LC 109 em oposição à interpretação do Patrocinador com base na resolução 26, que não pode, de modo algum, se sobrepor à Lei.

Aproveitem, pois, os que estarão presentes em nosso nome com direito a voto na discussão que se inicia no dia 11/05, como prometido, para tentem se redimir da condenável concordância havida quando da assinatura do “acordo”. Para tanto, é necessário terminantemente que digam NÃO à resolução 26 e a todos os seus enquadramentos espúrios.

Neste ponto a AAPPREVI se mantém irredutível: NÃO concorda em discutir o suposto direito em que se arvora o Patrocinador para levar 50% do que pertence aos participantes do PB1, assim como considera oportuno que a FAABB registre esse repúdio no documento que vier a ser assinado, em nome da nossa Associação.

Por outro lado, reconhecemos como lídima a representatividade da FAABB à frente das suas afiliadas para comparecer ao anunciado encontro. E ninguém melhor do que a Presidente Isa Musa de Noronha para exercer essa prerrogativa, pois para isto foi eleita em processo de reconhecida autenticidade. Mas registramos a necessidade da exclusão nessa representação de todos os demais mantenedores de cargos na ANABB, assalariados ou não, com direito a voto nessa discussão. E a despeito de que a própria Presidente Isa Musa de Noronha esteja enquadrada entre os vinculados àquela Entidade, esperamos que ela se restrinja em atuar exclusivamente como nossa representante, esquecendo sua condição de Conselheira da ANABB, e não permitindo que outros atrelados a essa Entidade assinem por nós – seja a que título for. A Presidente tem o direito de escolher a quem servir e uma vez que lhe confiamos a defensoria dos participantes do PBI somente esperamos que faça jus a isto, uma vez que nela depositamos a mais alta confiança.

Também, declaramos nossa preocupação com o pouco caso que determinadas Afiliadas fazem do esforço da FAABB em bem representá-las. Ao que nos é dado conhecer, do pedido feito para apresentar propostas para o Realinhamento do Plano apenas cinco Associações se deram ao trabalho de atender ao que lhes foi posto. Passa da hora de a FAABB fazer valer sua posição e impor autoridade. Afinal, quantas associações trabalham reconhecidamente pelos seus associados? Até quando vamos ficar alheios as suas posições? Por que não se pronunciam quando mais se faz necessário? Este é o momento de sair do comodismo burocrático para assumir responsabilidades. Chega de participações convenientes depois de conhecidos os resultados. Assumam seus compromissos ou digam por que não o fazem. E esperamos que a FAABB cobre esse posicionamento.

A AAPPREVI espera que cada um cumpra o seu dever – sem dar margem a questionamentos.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente Administrativo

AAPPREVI – Associação dos Participantes, Assistidos e Pensionistas do Plano de Benefícios N° 1, da PREVI

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 08/05/2011.

Ofício da FAABB

OFÍCIO FAABB 06_2011

Às Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil

Sr. Presidente,

As Associações que se manifestaram a propósito das sugestões/propostas para a nova etapa de negociações com o Banco do Brasil e a Previ foram unanimes em reivindicar a implantação da devolução das contribuições que excederem às 360. Também elencaram como prioridade a criação de um benefício adicional como 14º salário ou abono anual. Além dessas, endossam as propostas relativas à concessão de Cesta Alimentação, aumento real dos benefícios e pensões, extinção ou redução da Parcela Previ, aumento do benefício mínimo, igualar data do reajuste da PREVI com a do INSS, fim do voto de Minerva e a troca do indexador que corrige pensões e benefícios.

Apóiam, ainda, a criação de uma diretoria exclusiva para o Plano de benefícios nº 1, o fim do Voto de Minerva e incluem a reivindicação da correção dos benefícios relativos aos anos de 1995 e 1996 quando a Previ deixou de reajustar aposentadorias e pensões. As associações ressaltam, ainda, que o aumento do teto de benefícios para 100% seja aplicado para todos os participantes, assistidos e pensionistas, sem as restrições impostas pelo Regulamento atual, de modo a contemplar também, quem se aposentou antes de dezembro de 1997. Isso significa que a Previ deverá rever os cálculos e aplicar a fórmula que redundar em um benefício maior.

Importante ressaltar a posição apresentada para a FAABB para que a PREVI, desde já, reserve recursos para garantir a renovação dos benefícios concedidos em 2010, ou seja, renda adicional de 20% e dispensa de contribuições; para que não tenhamos uma drástica redução no poder aquisitivo de nossos benefícios daqui a alguns anos e que a criação de novos benefícios atinja a totalidade de assistidos ou, se for o caso, também os participantes da ativa, não se admitindo que sejam criados benefícios para certos grupos, mormente os que já recebem os maiores salários do BB. Outro aspecto igualmente trazido à reflexão é que as negociações deveriam se fixar em pequenos acertos no Plano de Benefícios nº 1, com os recursos superavitários disponíveis, sem que se utilize a Reserva Especial. Desta forma, seria interessante levar a negociação de modo a, depois de fazer um estudo com todas as variáveis para o patrocinador e para a Caixa deixando demonstrado que o colchão de liquidez do Fundo é suficiente para amparar gastos mais elevados, fazer um realinhamento a título de exceção, objetivando exclusivamente sanar as mazelas anteriores, não se cogitando os superávits e, sobretudo, com fulcro no colchão de liquidez (Reserva de Contingência).

Um aspecto fundamental para a orientação dos representantes da FAABB à mesa deixou de constar como unanimidade entre as Associações. Trata-se da imposição da Resolução 26. Na negociação anterior, a despeito das Associações em Assembléia terem decidido levar propostas à mesa mesmo sabendo que o Patrocinador iria fazer valer seu suposto direito à metade, a FAABB foi muito criticada por firmar o Termo de Compromisso, mesmo na evidência de que aquele Termo não fazia referência ao contestado direito do BB. Agora, como a Resolução 26 sobrevive às inúmeras medidas judiciais e administrativas engendradas, a FAABB necessita ter, por parte de suas filiadas, uma posição clara e firme a respeito do tema: nossos representantes possuem delegação das filiadas para firmar o acordo que for possível ou, em caso da imposição da Resolução 26, deveremos nos eximir de firmar qualquer acordo ou novo termo de compromisso? Esta é a resposta urgente que necessitamos obter de nossas filíadas antes do próximo dia 11.

No aguardo de vossas considerações, subscrevemo-nos,

Atenciosamente,

Isa Musa de Noronha
Presidente

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Função do Blog

Caros Colegas.

A quem interessar possa – O Blog informa:

Para garantir o funcionamento do Blog Previ Plano 1 dentro da finalidade para que foi constituído (prestar assistência aos participantes do PB1) e, em respeito aos colaboradores, o moderador apresenta o canal de comunicação específico para questões que não devam, e não possam, ser registradas neste espaço.

O e-mail marcos@previplano1.com.br doravante estará aberto para receber todo tipo de mensagem que não se enquadre nos propósitos de bem servir, defendidos pelo Blog.

Assim é que, quem quiser se dirigir ao moderador, Marcos Cordeiro de Andrade, não mais precisa se preocupar com cobranças pela não publicação de mensagens despropositadas. O endereço ora disponibilizado está pronto para receber xingamentos, ofensas, pragas, ameaças, ataques pessoais e tudo mais que possa satisfazer mentes doentias, ou até mesmo saudáveis, que queiram se manifestar livremente nessa linha de conduta.

Vale ressaltar que toda postagem indevida feita através da janela de comentários não será considerada. Portanto não adianta reclamar pela não publicação de textos impróprios – o questionamento cairá no vazio.

Contudo, informo que permanecerei a postos para atender a todos – bem intencionados ou não – nos canais apropriados, contanto que deixem em paz os verdadeiros interessados em adquirir conhecimentos e que, com reconhecida boa vontade, também queiram transmiti-los, incorporando o verdadeiro espírito defendido pelo Blog.

Repetindo, marcos@previplano1.com.br é o canal dos insatisfeitos com o comportamento pessoal do moderador, embora se preste a outras colocações, ressaltando que serão consideradas e respeitadas as divergências de opinião.

Aos que reconheçam a impropriedade de querer se misturar com os bem intencionados, usem e abusem do novo canal, pois seu lugar positivamente não é o Blog Previ Plano 1. Aos imbuídos de bons propósitos não interessa conviver com discordantes desse quilate. Aqui se trabalha para construir um mundo melhor para todos os participantes do Plano de Benefícios Nº 1, da PREVI.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade
Moderador do Blog Previ Plano 1
marcos@previplano1.com.br

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 06 de maio de 2011.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sociedade secreta

Caros Colegas,

Sou associado ANABB, mas não quebro esse vínculo simplesmente para continuar com o direito de reclamar, cobrar, denunciar ou, popularmente falando, botar a boca no trombone. Posso sim, fazer questionamentos e denúncias do alto da minha independência. Tudo no uso das prerrogativas de sócio em dia com as obrigações e com direito a voto. Como antigo associado que nunca quis envolvimento com as entranhas dessa asquerosa, inservível e detestável organização. Onde nunca usufrui de qualquer benefício, e onde jamais participei de uma única ação judicial por seu intermédio, nem comprei seguros ou qualquer outro produto. Estou limpo. Apenas funcionei idiotamente como contribuinte para manter e alavancar o poderio nefasto que ora se vê.

Pena que somente dois anos atrás procurei me inteirar de tudo, quando passei a denunciar a pouca vergonha que o aparato propagandístico usa para cooptar e manter incautos sob sua asa de vidro fosco e quebradiço - sem nenhuma transparência ou intenções concretas direcionadas aos sócios. Ludibriando a todos. Acenando com ações judiciais ganhas por antecipação no rastro de jurisprudência firmada em pendengas havidas em outros segmentos. As suas ações se arrastam quase sempre por mais de uma década, talvez para manter os participantes atrelados à associação. Sem contar que essas ações envolvem sempre a Fazenda Nacional e o INSS, mas nunca são contra o BB/PREVI, seus senhores absolutos.

Para a sua direção, não importando a honorabilidade dos nomes inseridos, A ANABB faz escolhas nos moldes das medievais sociedades secretas. Ou em reuniões dignas dos métodos das células comunistas de outrora, se comunicando com seus pares através de códigos e senhas, para que os milhares de sócios incautos não possam participar das suas íntimas decisões na troca dos poderes na cúpula diretiva. Verdadeiros conchavos onde consegue aportar nomes de eminências pardas que já dominam o cenário que envolve os participantes da PREVI.

Pessoas que ocupam cargos na sociedade secreta de nome ANABB, são escolhidas dentre as que já foram expoentes no BB e entidades conexas. Juntamente com outras que atuam na sociedade dentro desse entendimento, são pinçadas cirurgicamente como nomes que sirvam aos seus desígnios. Cooptados os candidatos, ela investe maciçamente em propaganda para registrá-los nas suas chapas e na mente dos ingênuos associados, que lhes dão o voto pensando estar investindo no melhor. Em parte com razão: são nomes inquestionavelmente tidos como conhecedores dos assuntos do BB/Previ/Cassi, honestos e dignos de credibilidade, mas que servirão a propósitos contrários aos anseios dos eleitores.

Entre os dirigentes e conselheiros da ANABB estão ex Presidentes e ex Diretores do BB; Presidentes ou Diretores de Entidades como FAABB, AAFBB, AFABB, UNAMIBB; Conselheiros da CASSI e da PREVI. O que os sócios desconhecem é que esses candidatos, depois de alçados aos cargos, passam a defender os interesses do patrocinador. Como ora acontece.

E ao termos uma mesa de negociações envolvendo representantes do BB e dos aposentados e pensionistas do PB1, nos deparamos com o mais grave e temível equívoco: são todos do mesmo lado. Todos, sem exceção, atrelados a cargos na ANABB, a quem devem obediência e respeito, falam a mesma língua da subserviência como “Maria vai com as outras”, onde a palavra do patrocinador via ANABB é a Lei obedecida incondicionalmente (?) com raríssimas exceções, se é que as há.

Não se trata de denúncia aleatória, pois o documento que no dia 24/11/2010 assinaram em bloco comprova que fizeram doação de 50% do superávit ao patrocinador, no pequeno montante de 7,5 bilhões de reais. Isto ao embalo de uma cegueira coletiva, muito ao gosto da quebra de compromissos amparada na dubiedade de posições exercidas.

Se houver o propalado encontro de entendimentos, o dia cinco de maio será definitivo para a comprovação de tudo. Mas torço para que esses “representantes” se unam e me desmintam. Porque senão, como ficaremos nós, desprotegidos aposentados e pensionistas do PB1?

No mato sem cachorro. Ou, melhor dizendo, na mesa sem representantes.

Marcos Cordeiro de Andrade - Curitiba (PR) – 03/maio de 2011.

domingo, 1 de maio de 2011

Propostas

À

FAABB – Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil.

Senhora Presidente,

PROPOSTAS PARA REALINHAMENTO DO PLANO

No entendimento de que na reunião do dia 05/05 não se tratará da definição do assunto “distribuição do superávit de 2010”, pelo que se depreende da recomendação contida no pedido de apresentação de propostas para “Realinhamento do Plano”, apresentamos a colaboração da AAPPREVI em obediência ao contido no seu Ofício FAABB de 20/04/2010.

Nesta oportunidade, cumprimos o dever de esclarecer que os dez itens a seguir enumerados resultam da compilação das mensagens recebidas de diversos colaboradores espalhados pelo País (sócios e não sócios) em atendimento ao pedido da AAPPREVI no sentido de encaminhar essas propostas. Isto vale dizer que o presente trabalho espelha a vontade de todos que enviaram suas manifestações, na condição de participantes do PB1, e representam as dez sugestões mais freqüentes que nos chegaram:

1 – Elevação do piso das pensões de 60% até 100%.
2 - Implantação da devolução após 360 contribuições (360/360).
3 - Abono Anual (Décimo quarto salário).
4 – Cesta Alimentação.
5 – Aumento real dos benefícios e pensões.
6 – Extinção ou redução da Parcela Previ.
7 – Aumento do benefício mínimo.
8 – Igualar data do reajuste da PREVI com a do INSS.
9 – Fim do voto de Minerva.
10 – Troca do indexador que corrige pensões e benefícios.

A AAPPREVI designou o Vice Presidente Financeiro para tecer comentários acerca desses dez itens, e suas considerações pessoais registradas a seguir espelham o pensamento da Associação:

Considerações pessoais:

1 – Obedecer às mesmas regras usadas pelo INSS, ou seja, concessão de 100% do valor do benefício. Para as viúvas “jovens”, com idade inferior a 45 anos e sem filhos, manter o percentual de 60% até que surja uma lei regulamentando a matéria.

2 – Fim das contribuições a partir da 361ª contribuição. Ao longo do tempo de contribuição já foi criada reserva matemática suficiente para o cumprimento da obrigação do pagamento dos benefícios. Essa contribuição excedente é um dos fatores que ajudam na obtenção dos superávits. Fundo de pensão não foi criado para gerar superávit nem déficit. Tem que ser equilibrado.

3 – Não tem razão de existir um décimo quarto salário se o plano estiver equilibrado. A adoção de outras medidas que corrijam os desequilíbrios aumentarão a renda mensal e não haverá sobra no final do exercício.

4 – A PREVI deveria ter implantado essa verba para todos desde a primeira derrota na justiça. O fundo de pensão dos funcionários da Caixa econômica, com menor patrimônio, desistiu de recorrer na justiça e paga para todos os seus aposentados. Dessa forma economiza com custas judiciais, sucumbências, etc. Por ser um valor de pequena monta, na faixa de R$ 311,00 mensais poderá ser diluído quase que por completo na redução do número de participantes que morrem a cada ano. Não paga por falta de vontade mesmo. O dispêndio não afetaria o patrimônio. A PREVI deveria ser condenada por litigância de má fé no judiciário.

5 – Essa proposta, no meu ponto de vista, só deveria entrar em pauta após o saneamento de injustiças históricas. Se for aplicada antes de outras medidas que promoveram a formação de guetos dentro do mesmo plano não vai consertar o erro, pelo contrário vai aprofundar ainda mais as diferenças.

6 – Pelo que tenho observado, a extinção da parcela previ não beneficiará a todos indistintamente. Haverá perdas para alguns participantes. O ideal é extinguir a parcela previ e cumprir o disposto no estatuto de ingresso do funcionário. Mesmo mudando-se o estatuto temos que observar o seguinte: quem ficou por um período superior a 12 meses recebendo auxílio doença tem sua base de cálculo afetada. Pelo estatuto de 1997 leva-se em consideração a média dos últimos 36 meses e não os 12 últimos meses previstos nos demais estatutos. Cada caso é um caso. Não existe unanimidade.

7 – Outro tema polêmico. Ao ingressarmos no Banco do Brasil fomos informados que as contribuições vertidas para a caixa de previdência funcionavam como um tipo de poupança programada. Quanto maior a contribuição ao longo do período laborativo maior seria o resgate ao nos aposentarmos. Esses colegas que hoje reclamam dos baixos benefícios foram aqueles que ficaram estagnados na carreira por comodismo. Ninguém queria sair dos grandes centros para desempenhar uma função melhor remunerada nas cidades pequenas ou regiões mais atrasadas do país. Um fundo de previdência privada não funciona na base da solidariedade, retirando de quem contribuiu mais para quem contribuiu menos. Deve ser observado o fator contributivo. A única solidariedade existente se aplica aos casos onde o participante teve a infelicidade de aposentar-se por uma doença incapacitante, alheia a sua vontade.

8 – Perfeitamente viável. Não acarretará nenhum prejuízo para a caixa de previdência.

9 – O Banco tem usado raramente por uma simples razão: os eleitos são cooptados já por ocasião das eleições.

10 – Algumas propostas apresentadas sugeriram a troca do INPC pelo IGPDI. Não concordo com a troca do INPC pelo IGPDI, pois o IGPDI não reflete com fidelidade a inflação para o segmento da terceira idade, maioria dos participantes e assistidos do plano de benefícios número 1. O indexador mais apropriado seria o IPC 3i da Fundação Getúlio Vargas, direcionado para apurar o custo de vida da parcela da população idosa.

Ficarei surpreso se algumas dessas propostas lograrem êxito. Com a composição dos participantes nessa futura negociação, não se pode esperar nada que favoreça os aposentados e pensionistas. É um jogo viciado, onde o patrocinador jamais abrirá mão de sua “aposentadoria”. Enquanto a resolução 26 não for derrotada na justiça, nada poderemos esperar de bom.

José Gilvan P. Rebouças
Vice Presidente Financeiro da AAPPREVI

Curitiba (PR) – 1° de maio de 2011.

AAPPREVI - Associação dos Participantes, Assistidos e Pensionistas do Plano de Benefícios N° 1, da PREVI

Marcos Cordeiro de Andrade
Presidente Administrativo

José Gilvan Pereira Rebouças
Vice Presidente Financeiro

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