quarta-feira, 15 de junho de 2011

FAABB - Nulidade das Reuniões

Às
Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil

Sr. Presidente,

Retransmitimos a opinião do Sr. Gilberto Santiago, Diretor de Assuntos Previdenciários da FAABB, comentando o texto que enviei relatando a Reunião com o Superintendente da PREVIC.
No aguardo das vossas ponderações, subscrevemo-nos,
Atenciosamente,
Isa Musa de Noronha
Presidente

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“Isa,

Existem na vida coisas previsíveis e imprevisíveis. O resultado da ida à PREVIC, que você classificou de negativa, era bastante previsível. Tanto que o Banco nem mandou representante, tão certo estava do que iria acontecer e das conclusões do Superintendente da Previdência Complementar. Foi por tudo isso que não achei necessária minha participação no encontro, até porque a AAFBB estava muito bem representada pela Célia Larichia.

Essa imposição de absoluta dependência à Resolução 26 foi exaustivamente declarada pelo representante do Banco em todas as negociações, não só no ano passado (de que resultou o pagamento temporário mensal do BET) como também recentemente, nas reuniões de abril e maio. Em todas elas afirmou enfaticamente que a utilização de recursos superavitários disponíveis além da Reserva Especial, seria passar por cima da Resolução. Idêntico posicionamento teve agora o Superintendente da PREVIC, embora com outras palavras. Quer dizer, nós é que somos os transgressores, os que querem burlar a legislação, quando a Lei Complementar 109, de hierarquia bem superior a uma simples Resolução, diz textualmente que a destinação da Reserva Especial tem que ser para “revisão do Plano de Benefícios”. E não me consta que um patrocinador possa ser beneficiário de um Plano de aposentadorias e Pensões.

Então, vamos continuar participando de reuniões onde, em troca de benefícios temporários, iremos formalizar a entrega de metade da Reserva para o patrocinador? O montante atual se situa em torno de R$ 4 bilhões. Se com R$7,5 bilhões os participantes só puderam conseguir o abono temporário de 20% sobre o complemento PREVI, o que se poderá fazer agora com R$ 2 bilhões? Iremos abrir mão de nossas convicções, insistindo na apresentação de um extenso rol de propostas que têm sido repetidamente discutidas, embora justas, já que temos agora muito menos recursos disponíveis, caso obedecida a Resolução?

Por tudo isso, por uma questão de coerência e de defesa intransigente das justas reivindicações de participantes e assistidos e por termos ações na justiça contra a 26, questiono, no momento, a continuidade das negociações nas bases que nos estão sendo impostas. Uma alternativa seria aguardarmos a decisão dos tribunais, ainda mais considerando que a destinação agora da Reserva Especial não é obrigatória e mal começamos a receber um benefício temporário que, mantidas as condições econômicas da PREVI, deverá durar por mais alguns anos.

Gilberto Matos Santiago
FAABB - Diretor de Assuntos Previdenciários”

sábado, 11 de junho de 2011

O Sindicalista

Caros Colegas.

No Banco do Brasil destaca-se um funcionário que é conhecido por todos nós, da “antiga”. Indivíduo simpático, loquaz, solícito, “amigo”. Aparentemente sem defeitos, mas tem aversão ao trabalho. Ele está presente em todos os momentos de nossa convivência enquanto na ativa e mesmo depois ainda é lembrado, por perturbar nossos direitos.

Ele é o Sindicalista.

Para o Banco é uma eterna dor de cabeça, pois pouco soma em termos de produtividade. Porém nada pode ser feito para discipliná-lo ao nível dos demais, pois é intocável, protegido na CLT por norma enquadrada de forma sub-reptícia.

Constitui figura de proa em época de campanha salarial e de movimentos grevistas, quando desempenha variadas funções designadas pelo peleguismo: organizar piquetes, distribuir panfletos, fazer discursos inflamados contra a “classe patronal”, colar cartazes. Enfim, trabalho duro, mas somente nessa época ele trabalha.

Ele é aquele que conhece todas as saídas para justificar ausências. E provocá-las. Está sempre à disposição de algum Órgão; MP, TRE, TJ, e ausenta-se regularmente atendendo convocação sindical. No meu tempo era ele quem elaborava as listas entregues aos juízes para convocação para os Tribunais - do Júri e da Justiça Eleitoral. Além do que dominava os meandros para usar abonos: assiduidade, casamento, natalidade, luto – alguns chegavam a “matar” parentes para justificar ausências, cumprindo sua máxima de que trabalho é função de otário.

Para se manter na rua, produzindo pouco, argumentos e atitudes não lhe faltavam: claustrofobia, incompatibilidade com o serviço burocrático, fazer corpo mole, cometer erros no cumprimento de tarefas simples. Daí era designado para serviços externos, a pedido, para lidar com Cartórios, distribuir correspondências aos órgãos públicos, cumprir notificações, etc. E para dar um pouco de sossego aos subgerentes da época. Hoje em dia não mudou muito. Também, é avesso a cargos comissionados: estes implicam em responsabilidade e jornada de trabalho obrigatória.

Na Dependência onde recebe seu salário com base no AP (de Apadrinhado Político, no seu caso), a despeito de tudo encontra tempo para ser o representante do sindicado, da ANABB, da Cooperforte, e da AAFBB, mantendo sob sua alçada a máquina publicitária destas entidades para divulgar “vantagens” e influenciar em votações.

Depois de tudo, aposenta-se somando ao benefício as benesses de cargos eletivos na administração dessas organizações, ou de outros conseguidos através delas. No momento fabricam meios de aumentar esses “AP” mensais para 81.000 reais nos altos postos do BB/PREVI para, depois de dois anos recebendo essa “merreca”, transferir a responsabilidade para a PREVI na aposentadoria, sem nunca ter contribuído para chegar a esse valor.

A ANABB e o Sindicato a serviço do PT manipulam esses elementos como marionetes sob seu comando, nomeando-os representantes locais ou delegados regionais. Dependendo do grau de subserviência a essas siglas, têm pela frente um futuro promissor com o concurso do voto de colegas ludibriados por sua lábia, dentro da escala de acesso:

Representante local;
Delegado estadual ou regional;
Dirigente de Associação ou sindicato;
Dirigente de Cooperativa de crédito;
Dirigente da Previ ou da Cassi, etc.

Com essa potencialidade a ANABB e os Sindicatos os usam, com o concurso de poderoso marketing e invejável aporte financeiro, para impor seus desígnios sobrepondo influência no âmbito dos funcionários do BB, ativos e inativos.

Com acesso ao cadastro dos participantes da PREVI/CASSI, pelo vinculo subserviente dos dirigentes que alçam aos cargos de comando, usam panfletagem por mala direta para indicar e eleger candidatos a postos chaves nessas duas Entidades diretamente vinculadas ao Banco e aos funcionários – carro chefe de sua influência. Além de elevá-los às direções de Associações com siglas terminadas em BB.

Os sindicalistas até depois de aposentados continuam com o vírus da esperteza fazendo festa em seu caminho. Somam o salário da aposentadoria a outro, de trabalho fácil, como “representante” da classe nas câmaras locais, estaduais ou federais. Eleitos que são com o uso da máquina panfletária ao seu dispor com o batido slogan, “colegas e companheiros votem em mim que vou defender seus direitos”. E são eleitos com expressivo número de votos para depois sumir. Alguém conhece uma lei que nos defenda com o seu patrocínio? Alguém sabe quanto eles ganham fora do BB/Previ com sua profissão de “sindicalista”? E são esses que se dizem nossos representantes. Mas, como quem nunca trabalhou pode representar quem conhece o trabalho?

Enquanto isso nós que sempre suamos pelo Banco, que sempre acatamos suas normas, que sempre desempenhamos nossas tarefas com obediência aos horários e com respeito aos superiores, somos condenados a sofrer a maligna influência desses elementos quando merecíamos estar livres deles.

Devemos ter em mente que não podemos nos sujeitar ao comando dos que nunca souberam o que são comportamentos nobres e que só visam seus próprios interesses. Quem usa de artifícios para se beneficiar do trabalho alheio em proveito próprio é tão desonesto quanto qualquer outro.

Cabe-nos a tarefa de provocar uma mudança nesta situação vexatória. Comecemos denunciando suas falcatruas até destituí-los do comando dos Órgãos que existem para nos proteger, como aposentados e pensionistas, e onde mais se instalem. Quem sabe assim retomam o caminho do trabalho honesto e digno - e nos deixam em paz.

Basta nunca mais votarmos neles.

Marcos Cordeiro de Andrade - Curitiba (PR) – 11/06/2011.

Nota com cinzas

Caros Colegas,

Das cinzas de um vulcão, agora culpadas pelo atraso na comunicação, brotou a Nota explicativa que nada explica. Se alguém entender o que está justificado ali, por favor, me esclareça as novidades constantes. Sou leigo no oficio do uso de palavras ocas e enganosas.

Dá nisso a teimosia em se fabricar reuniões previamente entendidas como inócuas. E fazer da falta de resultados justificativa para nada fazer.

Lamentavelmente outras virão. Preparemo-nos, pois.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade.
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Às
Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil
Senhor Presidente,

O encontro com o Superintendente da PREVIC, Dr. José Maria Rabelo, serviu para confirmar as mais pessimistas das previsões. Por enquanto, não há que se falar em qualquer beneficio adicional para participantes e assistidos da PREVI sem que seja sob a égide da Resolução 26.

Apresentamos à PREVIC as hipóteses de acerto do Plano, seguindo fielmente o que diz a LC 109 de 09 de maio de 2001, quando aponta as fórmulas para a Revisão do Plano.

Como se sabe, a lei maior, a LC 109, prevê tão somente que: “Art. 20. O resultado superavitário dos planos de benefícios das entidades fechadas, ao final do exercício, satisfeitas as exigências regulamentares relativas aos mencionados planos, será destinado à constituição de reserva de contingência, para garantia de benefícios, até o limite de vinte e cinco por cento do valor das reservas matemáticas. § 1o Constituída a reserva de contingência, com os valores excedentes será constituída reserva especial para revisão do plano de benefícios.”

Com essa determinação legal, o que sugerimos foi alterar o plano de modo a corrigir disparidades. Se não fosse utilizada a reserva especial, estaria eliminada a possibilidade de dividir o superávit com o patrocinador Banco do Brasil, conforme estabelece a Resolução CGPC 26. Podem ser alterados os percentuais de contribuição, para fazer frente ao pagamento de benefícios maiores. Os acertos contabilmente teriam reflexos nas Reservas Matemáticas que por sua vez refletiriam nas Reservas de Contingências e, logicamente, redundando em uma Reserva Especial menor

O Superintendente e os técnicos da PREVIC contra-argumentaram dizendo que a revisão do plano de custeio para melhorar benefícios significaria um aumento de contribuições. Se este aumento for coberto pelo Fundo de Contribuições apartado do superávit, ficará caracterizada a utilização do superávit (Reserva). Assim, defendem eles, seria obrigatório aplicar os critérios da Resolução 26, ou seja, destinar metade da reserva especial aos associados e a outra metade, ao Banco do Brasil.

Ressaltaram que a Resolução 26 veio para regular a maneira como se faz a Revisão do Plano, pois as opções para tal não foram abordadas em profundidade pela Lei Complementar. Segundo a PREVIC, a Resolução 26 normatiza que somente se utiliza a revisão do plano para corrigir os desequilíbrios oriundos de déficit ou de superávits e tal revisão do plano de benefícios em decorrência da apuração de superávit ou de déficit poderá ser realizada por meio da adequação do seu plano de custeio ou dos benefícios oferecidos no regulamento do plano, sendo sempre por tempo determinado, dada a efemeridade dos superávits ou do déficit, e, tal revisão em caso de sobras (superávits), somente poderá contemplar: – redução de contribuições; melhoria dos benefícios e/ou reversão de valores de forma parcelada aos participantes, aos assistidos e/ou ao patrocinador, na mesma proporção das contribuições vertidas, ou seja, 1 x 1.

A PREVI fechou o primeiro trimestre de 2011 com 4.057.500 de saldo na conta Reserva Para Revisão do Plano, ou seja, a prevalecer a Resolução 26, para qualquer negociação com o BB, a parte que caberá a participantes e assistidos será de R$ 2.028.75.

De sorte que enquanto a Resolução 26 não for extinta, seja pelas ações judiciais em curso, seja por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que já está sendo preparada, as próximas negociações com o Patrocinador somente poderão ser pautadas por essa condição de dividir o saldo da Reserva Especial.

Estiveram presentes na reunião o diretor de Seguridade da PREVI, José Ricardo Sasseron; o diretor da Contraf-Cut, William Mendes; a diretora da AAFBB e conselheira deliberativa eleita da PREVI, Célia Larichia; o Vice-Presidente de Relações Institucionais da Anabb, Nilton Brunelli de Azevedo; e a presidente da FAABB, Isa Musa de Noronha.

A FAABB pede escusas pela demora na transmissão do comunicado, eis que a pequena amostra do caos aéreo resultante tanto das nuvens do vulcão, quanto das tempestades atípicas que atingiram o país causaram atrasos e turbulências nos voos de retorno dos representantes que se deslocaram ao Distrito Federal.

Atenciosamente,

Isa Musa de Noronha
Presidente

sexta-feira, 10 de junho de 2011

PREVI, o Antro - Reedição

Caros Colegas.

A nossa Caixa de Previdência virou antro de falcatruas, covil de malfeitores e entreposto de abastecimento de dinheiro a serviço das obras do governo, e também a serviço de ladrões. Em toda negociata milionária que se comenta os recursos da PREVI estão envolvidos. De há muito é o cofre onde se abastecem aproveitadores de toda espécie. Celeiro de empregos, sinecuras e encosto para toda sorte de apadrinhados políticos. É hoje a grande vaca leiteira de mil e uma tetas a amamentar um regimento de gente que nunca trabalhou, sobrevivendo sob a capa de sindicalistas em luta constante contra os “desmandos dos patrões”. Mas que hoje agem como o pior deles. Gente que viveu sob a cegueira do Banco fingindo cumprir convenientes leis trabalhistas para deixá-los à solta, auferindo salários à custa dos verdadeiros funcionários da Casa, autênticos carregadores de piano, enquanto que os “sindicalistas” viviam no bem bom, sem tarefas ou obrigações.

Senhores da situação no momento, regalam-se com o que podem usufruir por conta das normas que criaram para si, enquanto brigavam pelo poder sob a sigla da defesa do trabalhador. Mas como tudo muda e nem sempre para melhor, mostram a sua cara agora que são os donos dos caminhos fabricados. Ocupam cargos e postos como senhores absolutos das entidades onde põem as garras. E sua sede e fome não conhecem limites, nem pudores. Querem muito, e, se possível, tudo. Pouco importando se aquilo em que deitam as mãos tenha dono.

Mirem num sindicalista no poder e quase sempre verão um ex vagabundo vagabundeando no poder. Mas, de uma coisa não os podemos acusar: não são burros. As negociatas em que se envolvem não são imputáveis a amadores ou ladrões de galinhas. Eles pensam alto, pois não se contentam com pouco. Os seus nomes, quando escapam para os olhos do povão, trazem junto altas cifras, sempre coisa de milhões e até bilhões. De dar inveja ao mais megalômano dos larápios de colarinho branco. Tudo às claras. Tudo oficialmente sabido e aprovado. E defendido. Os governantes sabem, os magistrados sabem, a mídia sabe e todos se calam. E o povão vai sendo engabelado e muitas das gentes lhes deitam os olhos com volúpia, batendo palmas e dando vivas. Pois ilusoriamente os conhecem como os defensores dos trabalhadores. Fizeram a fama, e deitaram nela.

É a essa camarilha que o Banco e a PREVI estão entregues. E ela, pobre coitada, que levou 106 anos para chegar onde está, foi condenada a sucumbir sob a ganância do patrocinador que a vilipendia de todo modo, ao comando desses mesmos ex sindicalistas. Se não bastasse roubar seus recursos protegido por norma espúria criada para esse fim, o Banco do Brasil trama agora presentear seus apadrinhados executivos com salários e pensões da ordem de 81 mil reais mensais à custa do Fundo, quando estes contribuem para uma aposentadoria máxima da terça parte disso. Verdadeira afronta aos que efetivamente trabalharam para fazer jus a uma aposentadoria média de cinco mil reais, e de pensões de 2.000.

Fica o alerta à FAABB. Que esse tema seja abordado em sua próxima reunião. Que encontre fôlego para propor e aprovar determinação de trabalhar para pôr termo a esse estado de coisas. Que se empenhe em viabilizar uma ADI para derrubar a Resolução 26. Que faça valer a força que lhe dá o Estatuto para “amarrar” suas 32 afiliadas em torno de um tema comum - defender a PREVI e seus participantes para que ela não acabe - enquanto é tempo.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 20/05/2011 (Publicação original)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ADIN e FAABB

Prezada Isa Musa de Noronha,

Agradeço sensibilizado pela atenção que dispensou ao artigo “ADIN - quem se habilita?” Lembrando que em datas anteriores seus contatos já me foram relatados. Porém devo lembrar também que esses prováveis acolhedores da proposta em compartilhar a ADIN estão demorando demais para assumir uma posição – e que há outras fontes a consultar.

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05/06 – 17:37
Prezado Marcos,

A FAABB tem convicção de que somente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade pode tentar por fim de vez à sangria que o BB submete a Previ. Tenho mantido contatos com a ANAPAR (sua presidente disse em Audiência Pública que entraria com uma ação dessa). Também falei com a CONTEC e com o PSOL. De todos esses aguardo novidades.
Em conversa com o advogado da CONTEC, Dr Torres, ele me disse que iria estudar o tema, mas a priori, acreditava que não cabia ADI em sede de uma Resolução.
Na ANABB, o ex-Presidente Valmir, mantinha conversações também com a CONTEC.

Isa Musa de Noronha


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No vigoroso apelo público que fiz citei o seu nome e de mais dezoito pessoas, todas com peso representativo quase paralelo ao seu, e capacitadas para defender a causa dos participantes do PB1 através do patrocínio da Ação Direta de Inconstitucionalidade.

Espero que igualmente se manifestem para definir uma tomada de posição seguindo seu exemplo.

Em virtude do impasse criado com a postura do Patrocinador, retardando a retomada dos entendimentos para o prometido realinhamento do Plano, até mesmo sem garantir que isto venha a ocorrer - descumprindo o prazo dado em atitude que atesta o desinteresse na evolução do assunto - é imprescindível que a via judicial seja procurada, uma vez que quem não cumpre acordo assinado não merece confiança.

Ciente da sua posição concordante, conforme a mensagem acima registrada com que me distinguiu, cabe agora armar-se da postura de Presidente da FAABB que lhe é de direito e conclamar os Dirigentes mencionados no artigo publicado no Blog Previ Plano 1 - e quem mais achar por bem - para efetivamente atuar sob a liderança da Federação na busca de parceria que viabilize impetrar a ADIN.

Para tanto, a Federação pode agir em nome das afiliadas e nomear uma comissão de notáveis e com o seu concurso elaborar um pedido de adesão aos Órgãos visados, explicando as necessidades e razões da adoção da medida e, com presença física imposta em comissão, bater nas portas certas levando sob o braço a petição formal firmada por todos os interessados no envolvimento da causa, com pedido de pronunciamento com data certa. E levar a público o andamento dessas tratativas.

Se possível, relegar a um segundo plano a proposição da AGE da FAABB para não desviar o foco da necessidade vivenciada, pois nada há de mais importante agora do que seguir essa rota traçada, desde que assumida consubstanciada na sua mensagem em evidência. Esta proposição reconhecidamente tem custo quase nulo, ao contrário do que envolve a realização de uma AGE. Entendemos que o adiamento da Assembléia não causará maiores danos porque nela teremos pouco o que discutir proveitosamente no momento. Depois sim, com o resultado que se conseguir trabalhando pela ADIN.

Portanto, sua autoridade é preponderante para assumir essa liderança definindo de uma vez por todas a execução da medida, e servindo para revelar quem está de acordo com a linha de conduta assumida conforme suas declarações, de modo que saibamos com quem contar nesta ocasião, visto que não é oportuno usar de expedientes protelatórios.

Há que se entender que a Ação Direta de Inconstitucionalidade é o caminho definitivo para resolver os problemas criados e mantidos em evolução pelo Banco do Brasil na posição de patrocinador da PREVI.

Finalizando, registro a expectativa de que essas proposições vinguem confiante no seu bom senso e na sua capacidade de assumir compromissos com resultados positivos. Lembre-se de que 120.000 famílias esperam contar com os benefícios resultantes de boas ações com que sejam contempladas. E a esperança desse povo repousa na boa atuação dos seus representantes agindo em sua defesa.

Todavia, se de todo inviável levar adiante a execução da proposta nestes termos, que seja direcionada a tarefa aos responsáveis pela assinatura do Acordo de 24/11/10 - você entre eles. Neste ponto subentende-se que, se assumiram a responsabilidade por uma resolução de tamanha envergadura, por certo estarão dispostos a assumir igualmente o feito ora proposto - que anulará as conseqüências daquele deslize.

Atenciosamente,

Marcos Cordeiro de Andrade.
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Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 06/06/2011.

domingo, 5 de junho de 2011

ADIN - Quem se habilita?

Caros Colegas.

O primeiro contrato assinado entre o Banco do Brasil e a Previ já trazia a marca da esperteza, da exploração do mais forte sobre o mais fraco. Isso foi em 1904, quando um grupo de ingênuos e crédulos funcionários idealistas entregou de bandeja a genial idéia da criação do primeiro fundo de previdência privada da América Latina. A parceria nascida com o gesto autenticado funcionou a contento durante os anos em que o Patrocinador esteve sob as ordens de governos probos. Mas, com o rolar dos tempos, mercê de políticas desumanas, foi se transformando na parceria mais insensata e desequilibrada que se tem notícia no âmbito do relacionamento envolvendo patrão e empregados.

Hoje o Banco do Brasil, como patrocinador da PREVI, o fundo criado naquela remota data, age como predador descarado servindo-se do patrimônio acumulado à custa das contribuições vertidas a partir do pequeno grupo, ora alcançando cifra da ordem de 150 bilhões de reais – que não lhe diz respeito.
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É sabido, público e notório, que o Banco do Brasil valendo-se de normativos criados por ele e pelos sucessivos governos a quem serve, por força da sua condição fiscal, se diz dono da metade do patrimônio do Fundo, e dentro dessa concepção usa de expedientes escusos para engordar seus balanços, satisfazendo o ladino empenho de fazer caixa para suportar suas metas de expansão e aquinhoar irregularmente os seus acionistas - o governo como seu maior expoente - e cumprir exigências legais como o pagamento de PLR aos seus funcionários da ativa e altos dirigentes (onde ironicamente estão excluídos os seus aposentados e pensionistas donos do dinheiro usado).

Essa rapinagem, roubo explícito, é acobertada por um dispositivo fajuto exclusivamente criado para esse fim: a Resolução 26/2008. Normativo sem nenhum amparo legal, forjado, dado e tido como lícito com a finalidade precípua de justificar o saque seqüencial cometido nos cofres do Plano de Benefícios 1, da PREVI. Reconhecidamente ilegal e imoral, mas aceito e acobertado por quem deveria coibi-lo – a decência e as Leis.

Mas, pela ausência desses – leis e decência - a coisa acontece e se perpetua a despeito da indignação explícita de uns poucos. O que denota cumplicidade por todos quantos poderiam se insurgir contra a impropriedade do uso e abuso dessa prática – roubo amparado pela cegueira da justiça.

Comprovadamente só há um meio de por termo a esse lamentável estado de coisas: a Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADIN, único instrumento capaz de juridicamente mostrar ao mundo que a Resolução 26 não tem fundamento legal. Ela é totalmente desprovida da capacidade de justificar essa roubalheira que o Banco do Brasil pratica no Fundo de Pensão dos seus aposentados e pensionistas.

E para impetrar a ADIN há que se contar com a participação de Entidades e dos nomes que as dirigem para se chegar a bom termo, pois severas normas disciplinam a capacidade de se recorrer ao poder de acionar a Suprema Corte com pedido dessa monta. Mas, para que se alcance essa capacidade faz-se necessário o concurso de nomes das Entidades que representam os aposentados e pensionistas espoliados, para que instem as alçadas competentes à aceitação da incumbência. Os órgãos capazes de assumir essa emérita tarefa se contam nos dedos: OAB, Ministério Público, Partidos políticos, Confederações, e mais uns poucos. (Art. 103 da Constituição Federal). Mas, com a mesma dificuldade quantitativa, não é qualquer zé povinho que se faça ouvir por eles. Há que se ter nome e porte para tal empreitada - e vontade política acima de tudo.

Nós temos como proporcionar essa capacidade. Bastaria a boa vontade de Entidades que se dizem nossas representantes intercederem junto a esses Órgãos para abrir caminho ao intento. Mas para tanto seria necessário também que à frente dessas Entidades estivessem pessoas desassombradas e independentes. Com a coragem de peitar o patrocinador, sem rédeas e sem peias atreladas a ele. Pessoas com visão coletiva e efetiva vontade de servir ao próximo. Sem picuinhas materialistas a defender vaidades ou o bolso largo. Adotassem eles postura independente, de quem não se submete ao patrocinador nem à Previ, de quem de fato usa a posição defendida pelo cargo, certamente agiriam com coerência e determinação para viabilizar a impetração da ADIN para defender os cofres da PREVI.

Numa vã tentativa de atingir os brios desse povaréu, verdadeira coleção de nomes próprios para o que invocamos como nossos representantes, vale enumerá-los sem medo de cometer injustiças, esperando que corroborem como justificável a propaganda que fazem de si mesmos.

Em nada resulta apregoar virtudes e poderes se esses não são usados em benefício de quem os alçou ao lugar em que se encontram. De nada adianta bater no peito dizendo que tem a força de 40.000 ou 100.000 seguidores se nada fazem para justificar essa liderança, deixando na saudade os que pagam para mantê-los nesse estado de arrogância. Não ajuda em nada manter-se à frente de 32 associações se não for exercida a capacidade de liderá-las, esquecendo vínculos ou compromissos que inviabilizem independência de atitudes e ações.

Se nossa última esperança é a adoção de uma ADIN, que aqueles capacitados a engrossar o coro suplicante se movimentem. Chega de conversa fiada com incursões no campo da enganação se fazendo de preocupados com a postura do Banco sem nada fazer. Que usem do prestígio e poderio apregoado e partam para a objetividade. São nomes de pessoas e entidades que podem conseguir parcerias para patrocinar a ADIN. Que o façam – ou recolham-se à insignificância dos seus propósitos falhos. Eis o conjunto de quem falo:

- FAABB - Presidente Isa Musa de Noronha
- ANABB – Presidente Graça Machado (Conselho Deliberativo)
- AAFBB - Presidente Gilberto Santiago
- ELEITOS DA PREVI

- Mirian Cleusa Fochi, Célia Maria Xavier Larichia, William José Alves Bento, Romildo Gouveia Pinto, Fabiano Félix do Nascimento, Antonio Gonçalves de Oliveira, José Branisso e Odali Dias Cardoso - e seus suplentes: Waldenor Moreira Borges Filho, Luiz Carlos Teixeira, José Souza de Jesus, Francisco de Assis Chaves Costa, Aldo Bastos Alfano, José Paulo Staub, Mércia Maria Nascimento Pimentel e Flávio José Pastoriz. TODOS eleitos para defender os participantes da PREVI.

Guardem esses nomes. Mais cedo ou mais tarde baterão em nossas portas pedindo votos novamente. Esperemos que os mereçam. Se hoje estão lá, eleitos, façam justiça aos votos recebidos e mostrem sua força para defender os aposentados e pensionistas da PREVI.

“Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades”
“O tempo Não Para – Cazuza”


Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 05/06/2011.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nomes feios

Caros Colegas.

Fossem os nossos representantes sinceros e isentos não precisaríamos bater em outras portas. Pudéssemos confiar na prata da casa não buscaríamos colaboradores em outros times. Nós, aposentados e pensionistas pela PREVI, há anos vagamos como mortos vivos pelos sombrios pântanos da incerteza buscando sobreviver à perseguição dos cães famintos que querem devorar nossa dignidade. Na busca de apoio nos apegamos aos tênues farrapos de esperança que surgem como tábuas de salvação.

Em outros tempos vivíamos felizes e saudáveis comendo o pão nosso de cada dia preparado por nós mesmos, fabricado com o trigo que plantávamos como meeiros e cozido nos fornos do dono da terra, num convívio harmonioso, numa parceria franca onde as partes se contentavam com a repartição honesta. Mas a terra foi invadida por políticos e os novos donos transformaram-se em suseranos, fazendo-nos seus escravos e nos tratando como trastes inservíveis e imbecis quando atingimos idade avançada. Mas, com o dinheiro guardado para a subsistência da velhice fomos vistos por olhos de abutres insaciáveis. E enganados e roubados naquilo que poupamos e que provocou a cobiça dos novos donos da padaria onde assávamos nossos pães.

Foi quando sobressaíram alguns do nosso meio para combater a exploração desenfreada. Todos bem intencionados e praticantes da arte de ajudar sem visar lucros. Também espoliados e vítimas da ganância, no inicio atuaram como baluartes nessa tentativa de fazer frente às ignomínias patronais. Mas outros, mais astutos e sagazes, e destituídos das virtudes primordiais, aos poucos foram substituindo os primeiros – corretos e honestos – e se colocando nas trincheiras fabricadas, verdadeiras atalaias. E se travestiram. A cobiça, mal incurável e arrasadoramente transmissível, fez com que nos traíssem se passando para o lado dos exploradores, mas mantendo a fachada da defesa dos fracos e oprimidos para continuar enganando a todos, ou quase todos.

No entanto, mesmo denunciados por duvidosas parcerias, com inteligência e astúcia - pois são mestres na arte da enganação - se permitem permanecer nos lugares decisivos com o apoio da massa dominada e enganada pelas suas técnicas vampirescas, verdadeiros morde e assopra

Pior que tudo é que parecem ser eternos. Assumidos os postos neles se perpetuam por anos e anos como num atestado de que o poder faz bem, e os cargos são rendosos mesmo quando exercidos equivocadamente. Grudados em postos sobrepostos como se fossem multiplicadores deles mesmos, numa eficiência insubstituível, se firmam como carrapatos no lombo do boi a sugar o abundante nutriente fácil. E os que se afastam depois de gestões fracassadas, ao findarem suas milhas gastas ao redor do mundo, retornam ao som das trombetas que anunciam eleições para ocupação de novos cargos - à custa dos incautos de memória curta que sempre repetem os votos perdidos.

E chegamos a isto. Aposentados e pensionistas dependentes da PREVI transformados em um contingente explorado e ameaçado de extinção precoce nessa dependência adquirida. Dependência antes infalível comprada e paga com a contribuição mensal vertida durante os anos de trabalho a serviço do Banco do Brasil. Como resultante existe hoje uma grande massa de famintos por justiça, formada por impotentes ordeiros levados para lá e para cá pelos que se dizem nossos representantes. Enganados por nomes conhecidos que falam e decidem por nós sem autoridade para tanto porque extrapolam dos poderes conferidos. Nomes que nos levam na conversa como se atrelados às correias fabricadas por eles mesmos, com material fornecido pelo dono da terra outrora fértil e acolhedora. Nomes que se revezam em postos da enganação e da tutela. Nomes que são escritos nas páginas da história figurando ao lado dos exploradores, sempre. Nomes que demarcam os lugares na mesa pródiga onde o dominador os alimenta, sentando-se ao seu lado para degustar da fartura distribuída – extraída dos mealheiros dos aposentados e pensionistas que eles dominam sugando suas carnes e os seus bens. Nomes duvidosos que substituíram os primeiros, confiáveis e que verdadeiramente nos defendiam.

Foram-se os bons. Uns faleceram, outros simplesmente se afastaram pelo nojo da mistura. E outros mais foram afastados. E hoje, como sobejo, subjugados à patranha dialética dos poderosos, resta uma casta de predadores a ajudar no extravio do ouro que ajudamos a juntar. Por isso vagamos em busca de socorro e transformamos pequenas frestas em amplas portas que se escancaram quando vislumbramos alguma luz de esperança. Pois estamos faltos de lideranças. Não há em quem confiar, porque montados nos píncaros do poder somente nos resta essa coletânea de nomes feios, pelo que representam seus feitos.

São nomes que ocupam cargos de Dirigentes de Associações, de Diretores da Previ e do Banco do Brasil. Nomes de sindicalistas, de políticos e até de magistrados. Nomes de Eleitos e de nomeados. Onde há comprados e vendidos. Nomes feios e ruins para o que deveriam se prestar.

Tudo farinha do mesmo saco.

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 01/06/2011.