terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Carta ao Mestre (e sua resposta)

Prezado Valentim.

- Gostaria de ponderar a respeito da abrangência da nossa Associação.
- Concordo que seja direcionada exclusivamente ao PB1. Porém nada impede que deixemos uma “brecha” no título para inclusão futura de outros elementos que venham a precisar do nosso amparo, sem desviar o foco da prioridade da fundação. Estou pensando com relação ao Previ Futuro. Não é ambição, mas temor – por nós e por seus integrantes. Acompanhe meu raciocínio; eles, assim como nós, estão dentro das mesmas dificuldades de patrocínio, pois contam apenas com as Entidades comuns e logo sentirão a necessidade de criar sua própria representação. Ainda mais se o nosso sucesso for confirmado. No meu entendimento, os oponentes a ser superados no momento são a ANABB e a AAFBB, pelo volume de sócios que congregam. Todavia, se o pessoal do Previ Futuro se organizar, contando com a maior capacidade de se agrupar, por motivos óbvios, teremos mais uma grande força a nos preocupar, se ocorrer o pior. Isto porque nunca se sabe o que nos reserva o futuro. Digamos que lá na frente a PREVI seja forçada a unificar os dois planos (ou o que reste deles) – seja por reforma estatutária, decreto legislativo, normativo da PREVIC ou coisa do tipo. Estaremos fragilizados porque, aí sim, haverá dissensão a ser combatida: 2 grupos dentro da Previ, com nossa representatividade numericamente inferiorizada perante as demais associações. No momento essa unificação é impossível de ocorrer, por força de Lei. Mas nossos governos são mestres em modificar leis em seu benefício. E por um patrimônio do porte do da Previ eles farão qualquer negócio. Até a Constituição será mandada às favas.
- Quero que entenda que não estamos lutando somente por nossos direitos enquanto vivos. Lutamos também para fazer frente aos poderosos, com o pensamento voltado ao patrimônio da PREVI, para os que ficarem depois de nós.
- Dentro desse raciocínio, permaneceria o título AAPPREVI – Associação dos aposentados e pensionistas da PREVI, Entidade civil, etc. e tal, destinada à representar os Aposentados, Pensionistas e Assistidos do Plano de Benefícios nº1, etc.
- Neste caso, a sigla não interfere na destinação da Associação. Se inviável essa solução, adotar-se-ia uma outra que contemple o espírito da coisa: associação específica para o PB1, mas com possibilidades de acatar o pessoal do Previ Futuro sem interferir nas nossas prioridades. Note que no entendimento atual estamos criando dois grupos distintos, implicitamente, no título da Entidade: inativos e ativos do Banco do Brasil, muito embora entre os da ativa existam integrantes do PB1 e Previ Futuro, o que é pior. Isso soará como discriminatório aos ouvidos do pessoal da ativa, recrudescendo o péssimo tratamento que alguns dispensam aos inativos.
Aguardo seu parecer. E não se furte em me dar um “puxão de orelhas”, se o merecer.
Abraços.

Marcos Cordeiro.

RESPOSTA DO MESTRE:

"Prezado Marcos,

Não acho conveniente a admissão dos participantes do PREVI -FUTURO na nova associação, isto porque são planos diferentes. O Previ-Futuro, de contribuição definida, é uma poupança melhorada, totalmente diferente do Plano de Benefícios nº 1, de benefício definido. Eles que, se necessitarem, criem sua própria associação.
A PREVI administra 3 planos: Benefício nº 1, Previ-Futuro e Capec.
Não podemos admitir a possibilidade de misturar as coisas. Não creio que, em algum momento, possam criar leis para usar os recursos do Plano º 1 para beneficiar o P. Futuro. Quando o último participante do PB-1 morrer, dentro de uns 40 ou 50 anos, o saldo remanescente do plano, se houver, será transferido para o Banco, tranquilamente, como patrocinador.
Sou radicalmente contra a participação dos colegas do PREVI-FUTURO na nova associação.
O problema maior a ser enfrentado nas eleições para a PREVI e CASSI será a ANABB, pois a AAFBB, sempre se posiciona com participação de oposição.
Acho difícil a nova associação firmar-se a ponto de conseguir eleger uma chapa "pura".
Terá que apoiar uma das chapas de oposição registradas, naturalmente aquela cujos participantes ofereçam maior confiança.
Desculpe-me se lhe causo decepção, mas é o que penso.
Se vamos oferecer guarida ao pessoal do Previ-Futuro, teremos que dispensar recursos na defesa de seus interesses. Pense nisso.

Abraços Valentim"

----- Original Message -----
From: Marcos Cordeiro
To: Carlos Valentim Filho
Sent: Monday, January 04, 2010 9:56 PM
Subject: Um novo Post - Carta ao Mestre

Marcos Cordeiro de Andrade – Curitiba (PR) – 05/01/2010.

31 comentários:

Marco Aurelio Damiano - Guaxupé-MG disse...

Colega Marcos Cordeiro,
Achei muito sensatas as ponderações do colega Valentim. Se o Plano 1 já apresenta divergências significativas entre as condições de aposentadoria entre colegas do mesmo nível funcional, não é difícil prever se acrescentarmos a essa associação os colegas do Previ Futuro e pedevistas. Pode virar um balaio de gatos.
Agora, aproveitando as colocações que fiz no post anterior (Resposta a um ex-colega) e que podem ser fonte de muita discussão quando da futura distribuição do superávit, gostaria de sugerir o seguinte: - já que, até por força de lei, o superávit deverá ser mesmo distribuído, e isso pode ocorrer num futuro não tão remoto, porque já não abrir um espaço para que os colegas possam sugerir, através de fórmulas matemáticas bem explicadas, a distribuição mais justa desse superávit? E, ao final, poderia ser feita uma votação daquela que melhor atenderia aos anseios da maioria dos colegas do plano 1. Tenho certeza que, entre os colegas, existem muitas cabeças brilhantes em condições de propor boas fórmulas para aquela finalidade. Se assim não fizermos, teremos que nos contentar, no futuro, em analisar fórmulas propostas por aqueles cujos interesses não convergem com os nossos.

Jorge Teixeira disse...

Colega Marcos Cordeiro,
Entendo como sensatos e irrefutáveis os argumentos tão bem colocados pelo nosso colega Carlos Valentim. Concordo plenamente e assino embaixo tudo que ele tão bem escreveu. Aliás, já havia dado a minha opinião a respeito aqui neste mesmo espaço (sem ser brilhante como o colega Carlos), objeto do comentário do dia 2 de janeiro de 2010, às 02:05, cujos termos finais a seguir relembro: “Vale registrar o meu entendimento de que poderemos ser muito mais produtivos e eficazes concentrando as nossas atenções especificamente nos problemas que afligem os aposentados, as pensionistas e os colegas da ativa do PB-1”.

Anônimo disse...

Prezado Marcos,

Permita-me agradecer as palavras de apio às minhas colocações a respeito da admissão de colegas não pertencentes ao PB-1, pela nova associação.
Os colegas do Previ-Futuro devem lutar pelos seus direitos sim, mas em forum próprio, sem misturar-se aos nossos, totalmente diferentes.
A ANABB, poderá tê-los como associados, pois não visa a defesa de direitos que são exclusivos dos participantes do PB-1. Aliás, visa, sobretudo, a defesa dos interesses do Banco.
Apenas, um lembrete: Não sou mestre nada. Nem curso superior tenho. Sou apenas estudioso dos assuntos que nos afligem, com maior vivência e e muita experiência adquirida nesses mais de 60 anos de convívio diário com os assuntos do Banco e, a partir de 1967, com os da PREVI.

Esse negócio de "Mestre" fica por conta da bondade do Marcos Cordeiro, claro.

Carlos Valentim Filho - Joinville
Posse no Banco em 1949, aposentado em 1980.

Ari Zanella disse...

Como o Marco Aurélio Damiano sugeriu, minha sugestão para uso do superávit é:
1. Utilização para completar os 30 anos de contribuição para aqueles que se aposentaram com redução pelo fato de ter contribuído menos de 30 anos à época da aposentadoria. As demais contribuições foram feitas depois de aposentados, até 31.12.2006. Ressalte-se que os que estão ainda na ativa não estão sendo descontados da contribuição para a Previ, nada obstante, estejam "em dia" pois as parcelas estão sendo "pagas" pelo superávit existente.
2. Aos que se aposentaram com 30 anos ou mais de contribuição uma melhoria salarial cujo percentual seria analisado pela área técnica, COM EXCEÇÃO aos que já receberam o RENDA CERTA.
3. Ou, ainda, simplesmente um aumento linear de 10, 20, 30% para todos, exceto os da renda certa.

Anônimo disse...

Colegas,

Penso que um aumento linear para todos seria uma opção boa de ser defendida. Exemplo R$ 1.000,00 para todos os beneficiarios do plano 1.
Este valor seria também agregado as futuras aposentadorias.

Abraços!

Marcos Cordeiro (André) disse...

À apreciação dos Colegas.

AAPPREVI - logomarca e Site:

www.aapprevi.com.br

Marco Aurelio Damiano - Guaxupé-MG disse...

Colega Marcos Cordeiro,
Pelo visto, a idéia que sugeri acima, de colher sugestões para distribuição mais justa do superavit vai mexer com a cabeça de muitos colegas. Então, gostaria de sugerir que, no site da AAPPREVI seja disponibilizado um link permanente com esse objetivo. Para essa finalidade, seria interessante se pudessemos oferecer, nesse link, dados pormenorizados e atualizados sobre a situação do plano 1 e de seus beneficiários, colocando-os à disposição dos colegas que se interessassem em sugerir fórmulas.
Acho que a fórmula de aumento linear, apesar de ser mais fácil de ser vendida, não vai sanar as históricas injustiças.

Anônimo disse...

Marcos e demais colegas,
A titulo de esclarecimento: a ação movida contra o BB, sobre a Cassi, foi impetrada pela AAFBB: na primeira audiencia em 14/09/2009 o autor esteve ausente(compareceu apenas seu advogado), e o réu tambem não compareceu. Em 30/11/2009 ninguem compareceu,e foi adiada para o dia 16/12/2009, que tambem não marcou presença de ninguem e foi adiada para o dia 09/02/2010.
Quais os interesses que pesam sobre essa ação? Nenhum dos dois lados comparece às audiencias. Porque ingressar com a ação? Quais os objetivos desse ato? Dificil entender.

Marcos Cordeiro (André) disse...

Caro Marco Aurélio.

- Todas as sugestões aqui postadas estão sendo anotadas e avaliadas para próximo aproveitamento. A página inicial do Site AAPPREVI está pronta. Ali haverá links para direcionamento às áreas específicas, contendo bastantes espaços (Assessoria Jurídica, PreviPlano1, Superávit, Notícias Relevantes, Cartas dos associados, CASSI, BB, Contatos com Entidades, etc.) Ainda é cedo para disponibilizar ao nosso público, até porque a parte interna está em formação. No devido tempo colocarei no ar para avaliar a aceitação e proceder aos acertos e acréscimos sugeridos.
- No momento sua sugestão acerca da distribuição do superávit está dominando este espaço. Ótimo que assim seja, pois todos os comentários serão de grande valia. O meu filho está acompanhando tudo que aqui acontece para suprir o Site que está a seu cargo. - Ele está preocupado comigo que desviei todo meu tempo útil a este projeto, por isso se empenha para que tudo saia a contento e ele sofre com minhas exigências perfeccionistas. Logo tudo estará concluído e creio que o resultado contemplará a todos.

Jorge Teixeira disse...

Colega Marcos Cordeiro,
Peço licença para indicar o link www.faabb.com.br/Noticia.asp?ID=167 constante do site da FAAB, que contém notícia do maior interesse para os aposentados e as pensionistas do “PB-1” da Previ. O título da matéria é PROJETO DE DECRETO CONTRA A RESOLUCAO 26. APOIE ESSE PROJETO

Anônimo disse...

Marcos,
SMJ, as distribuições justas levam em conta percentuais, pois as contribuições foram feitas por percentuais à época, limitadas a um padrão salarial. Quando se exclue alguém, não interessa qual o propósito, dá no que deu o renda certa. Não se pode corrigir erros cometendo outros. Corrija-se o que foi feito errado.

Abç
Anônimo

João disse...

Colega Ary Zanella,

Embora não o conheça pessoalmente, permita-me aplaudi-lo de pé por tão sábias colocações postadas em seu comentário de 05.l2 às 17:09.
Comentários pertinentes como o aqui referido, engrandece este blog e agrega a turma de aposentados.
um abração JSMOURA

Marcos Cordeiro (André) disse...

Colega JSMOURA (Santana para os paraibanos mais íntimos).

O Ari é emblemático na luta por direitos, enquanto aposentado do PreviPlano1. É um verdadeiro "expert" em impetrar ações judiciais. Por isso mesmo o tenho como meu acessor particular (sem que ele saiba). Agora mesmo, há coisa de minutos, estava ao telefone trocando idéias com ele, apesar da distância que nos separa. Estou procurando afunilar esses conhecimentos em prol das nossas pretensões ancoradas na AAPPREVI, que beneficiarão a todos.

rosalina_de_souza disse...

Marcos Cordeiro e Amigos do Blog
A Associação já é uma realidade, esta próxima de ser a nossa voz, no meio desta precariedade que esta ai nos dias de hoje dizendo nos representar. Anabb,Faabb, Contraf Cut, etc...
Mas minha opinião sobre o Superavit,deve ser levado em consideração as propostas referendadas pelo GT ANABB,por uma simples lógica:
As discussões foram paralisadas pela crise financeira internacional,o corpo social havia sido consultado e votaram elegendo três propostas como as mais votadas.
Usando a lógica em tempos atuais,eu gostaria de ver todos empenhados na proposta que contemple todos com um aumento e teto mínimo para todos. Não importando se aposentado,pensionistas ou ainda na ativa.
Exemplo não faltam: 1.000,00 ( hum mil reais )para todos,ou em porcentagem m ais obedecendo um teto mínimo.
Acho que o caminho é este, não podemos pensar na hipótese de mais um “RENDA CERTA”.
Outras melhorias como elevar o teto das pensões poderá ate ficar para um segundo plano,desde que se corrija esta situação precária que muitos de nós estamos vivendo hoje.
Não consigo ver nada que possa malfadar esta proposta dita acima,mesmo porque temos que pensar que isso tudo depois de proposto,ainda vai ser debatido pelo corpo social,e no final ainda podemos contar com o veto da recém criada PREVIC,já que seus componentes são os mesmos da SPC.secretaria de previdência complementar.
Diante de tudo isto meu Caro Marcos Cordeiro,gostaria de dizer aos colegas do plano 1 que temos que definir qual caminho queremos seguir:
Se no caminho da costrução de muitas propostas, ou se no caminho de uma proposta que atenda a todos fazendo valer a tão falada IGUALDADE entres os participantes do plano 1,não adianta na minha opinião querer fazer valer o direito de quem ganha menos passar a ganhar mais da noite para o dia, já que é a lógica é quem tinha os maiores salários contribuiu com maiores valores e assim sucessivamente.
Sou totalmente a favor que nesta próxima reunião discutindo SUPERAVIT se crie uma formula de que cada um tenha a sua cota individual sobre possíveis superávits que venha a seguir no futuro.
Dou um exemplo bem fácil aos colegas e gostaria da opinião de todos:
A COOPERFORTE, todos os anos após o fechamento do balanço,destina as sobras aos seus associados,pois não visa lucro e destas sobras 5% vai para o instituto cooperforte,o restante é dividido entre os poupadores e os tomadores de credito da instituição,divididos na proporção da movimentação de cada um junto a cooperativa.e o melhor de tudo vem a vista reunido e a pessoa pode desfrutar como bem entender.
Assim acabaria de uma vez por todas com esta situação de vermos o bolo crescer todos os anos,ver crises vir e levar boa parte deste patrimônio e nos cada dia mais endividados sem ver uma luz no fim do túnel.

Marcos Cordeiro (André) disse...

Bravos! Rosalina!

Jorge Teixeira disse...

Colega Marcos Cordeiro,
Peço licença para indicar o link www.faabb.com.br/Noticia.asp?ID=167 constante do site da FAAB, que contém notícia do maior interesse para os aposentados e as pensionistas do “PB-1” da Previ. O título da matéria é PROJETO DE DECRETO CONTRA A RESOLUCAO 26. APOIE ESSE PROJETO

gasampa disse...

Prezados colegas,

Gostaria de uma informação de vocês. Estamos comentando sobre possíveis propostas para a distribuição do superavit, mas até agora não localizei nenhuma sinalização para que haja a distribuição . Estamos falando sobre possíveis propostas sem mesmo o BB/Previ ter ventilado. Existe algo que eu não esteja sabendo?

Abraços a todos.

Anônimo disse...

Pessoal do blog,

A grande verdade é que em uma futura negociação do superávit de 2009 não será possível, ainda, contemplar todas as possibilidades e corrigir todas desigualdades que temos hoje (não importando o público alvo). E aí reside a prinicpal pergunta e, talvez, a principal resposta. Qual(is) o(s) caminho(s) que se irá(ão) seguir? Resposta a meu ver: deve-se trabalhar propostas que afetem o maior número possível de participantes. E necessáriamente uma destas propostas é de um percentual de aumento. Saliento que nas propostas elencadas como finalistas no GT-Superávit da ANABB de 2008 esta proposta estava contemplada. Penso que o percentual de aumento deve ser superior aos 10% anteriores para que se possa corrigir as distorções entre os aumentos da ativa e dos aposentados.

Marco Aurelio Damiano - Guaxupé-MG disse...

Colega Marcos Cordeiro,
Pelo que estou vendo e pelas sugestões que já estão sendo colocadas nesse pouco lapso de tempo, acho que a idéia de reunir as propostas dos colegas no tocante à distribuição do superávit foi plantada em solo bastante fértil.
Pelo visto, trata-se de uma matéria bastante complexa e pode-se analisá-la de ângulos bastante diversos. Portanto, muitas sugestões diferentes, certamente, ainda deverão surgir.
Como, nessa discussão, deverá haver também aqueles que vão procurar puxar a sardinha só para o seu lado, gostaria de deixar a seguinte pergunta para reflexão:
"Será que a disparidade das contribuições dos funcis foi tão grande que, hoje, se justifica que alguém receba R$750,00 de complementação e outro receba R$35.000,00 ou mais? E, ainda, que esse último ainda possa receber mais de 1 milhão de renda certa? Porque eu tenho quase certeza que quem recebeu mais de 1 milhão de renda certa não foi o colega dos R$750,00. Ou alguém acha que não?

Sérgio Figueiredo disse...

Defendo que todas as propostas devem ser analisadas, já que estão surgindo propostas a cada dia que passa. E ótimas propostas. Acho que os benefícios deveriam ter um valor mínimo para reajuste. Por exemplo: reajuste linear de R$ 1.000,00 para todos os benefícios e, a partir deste valor, todos os benefícios teriam outros reajustes, particularmente, dependendo de outros fatores, como o tempo de contribuição de cada um. O que não devemos nunca deixar, é que aconteça outros episódios como o Renda Certa. Devemos sempre pensar no coletivo, já que nossa luta começou, justamente, por não concordar com os modelos adotados anteriormente. Senão, a nossa associação cairá nos mesmos erros das outras. E isso é o que não queremos. Temos que ter um novo padrão de ação. Afinal, não é por isso que estamos aqui? Não é por isso que acreditamos tanto nesse blog e na nova associação? Confesso que estou muito feliz com o que vem acontecendo. Blog, Associação... Espero que colhamos os frutos desejados, lembrando sempre que o interesse coletivo seja o nosso maior objetivo. Um grande abraço a todos...

Anônimo disse...

O outro blog morreu e esqueceram de enterrar.
Pode publicar.

Marco Aurelio Damiano - Guaxupé-MG disse...

Colega Marcos Cordeiro e demais colegas,
Talvez para fazer justiça na distribuição do superávit, tenhamos que, primeiro, fazer uma viagem ao passado através da memória. E tentar lembrar de qual era, historicamente, a realidade salarial existente no Banco, principalmente nos anos 70/80/90. E qual era essa realidade? Pelo menos a nível de agência, qual era a diferença entre o maior salário e o do funci em início de carreira? Tenho a impressão que nunca tenha chegado a dez vezes mais. Então, não pode haver, hoje, na minha opinião, diferença de vinte, trinta e até 50 vezes mais, pelo menos entre os complementos de aposentadoria dos funcis que se aposentaram nas agências, pois as suas contribuições não foram nessas proporções.
Talvez esse seja um aspecto importante a ser considerado, não no sentido de diminuir a aposentadoria de qualquer pessoa, mas para fazer justiça para aqueles que se encontram prejudicados.
É importante lembrar que, nos sistemas do BB e da Previ, encontram-se todas as informações de salários e contribuições para efeito de comparações.

Anônimo disse...

Colegas,
Depois da "Nota de falecimento" do colega acima, vamos desenterrar algumas distorções provocadas pelo Renda Certa. Pelo Regulamento, as contribuições que excederam a 360ª(pessoais e patronais) foram objeto de pagamento àqueles que se enquadravam e recebiam seus beneficios 360/360. Entretanto, quem se aposentou antes de completar as 360 contribuições (proporcionalmente) continuou contribuindo, mas essas contribuições não foram levadas em conta, e para ele nada valeram, já que continua recebendo o calculo inicial.
Como o regulamento não contemplou esse grupo, ao qual me incluo (282/360), talvez seja a oportunidade de considerar as contribuições pós-aposentadoria e recalcular os beneficios, com base nas contribuições posteriores.
Não se trata de "jus postulandi", mas sim de contribuição para uma eventual discussão que possa atingir o maior numero possivel de colegas.

Ari Zanella disse...

Prezado Gasampa,

A diretora de planejamento publicou em seu blog o post "Balancete de novembro 2009" no qual diz textualmente "....
“Art. 20. O resultado superavitário dos planos de benefícios das entidades fechadas, ao final do exercício, satisfeitas as exigências regulamentares relativas aos mencionados planos, será destinado à constituição de reserva de contingência, para garantia de benefícios, até o limite de vinte e cinco por cento do valor das reservas matemáticas.
§ 1º Constituída a reserva de contingência, com os valores excedentes será constituída reserva especial para revisão do plano de benefícios.
§ 2º A não utilização da reserva especial por três exercícios consecutivos determinará a revisão obrigatória do plano de benefícios da entidade.
§ 3º Se a revisão do plano de benefícios implicar redução de contribuições, deverá ser levada em consideração à proporção existente entre as contribuições dos patrocinadores e dos participantes, inclusive dos assistido.”

É bom lembrar que a última negociação que houve do superávit foi em 2007, relativo ao balanço de 2006. Desde esta data o que ocorreu foi à suspensão das contribuições, tanto para os associados como para o patrocinador. Se olharmos atentamente o parágrafo 2º do artigo 20, podemos afirmar que em 2010 deverá ocorrer, obrigatoriamente, a revisão do plano de benefícios."

Então, prezado Gasampa, nosso otimismo está baseado numa diretora da Previ. Pode até não acontecer, mas vamos bater cada vez mais forte na mesma tecla. Precisamos fazer muito "barulho". Por outro lado, se não houver, será claramente um descumprimento da lei. Neste caso, o superávit poderá ser distribuído com uma liminar da Justiça!

Anônimo disse...

Marcos Cordeiro,
E eu volto a perguntar.
Por que os Dirigentes da Previ em especial o seu atual Presidente Senhor Sergio Rosa não discute superavit? (estratégia adotada ou marketing para fastigar os beneficiários do maior fundo de pensão da America latina.

Anônimo disse...

GALERA DO BLOG ,
ESTOU EM DUVIDA A QUEM CONFERIR O TROFÉU CARA-DE-PAU DE 2009,NO UNIVERSO DA PREVI CANDIDATOS NÃO FALTAM:
MAIS ACREDITO QUE O CAMPEÃO DO ANO FOI JOSE RICARDO SASSERON, LIDER DO CANAEL,SOCIO HONORARIO DA CGPC,MANDA CHUVA NA PASTA DA SEGURIDADE DA PREVI,DETENTOR DE UM ABSOLUTO PODER DE CONVENCIMENTO DOS SEUS PARES,DITA AS REGRAS DIZENDO QUE OS APOSENTADOS NA PREVI NÃO PODEM PAGAR JUROS ESTORSIVOS,COM RELAÇAO DE PROSPERIDADE COM O PATROCINADOR DEIXA SEUS SEGURADOS REFEM DO DESCASO IMPORTO POR ELE PROPRIO FAZENDO COM QUE MILHARES DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS CAIA NAS ALTAS TAXAS DE JUROS PRATICADAS PELO PATROCINADOR(BANCO DO BRASIL).
EU DEDICO O PREMIO NOBEL DA PREVI, O TROFEU CARA-DE-PAU DO ANO DE 2009 AO NOBRE COLEGA “SASSERON” GENTE OLEO DE PEROBA NELE!!!!?

Anônimo disse...

Marcos e colegas,
Parabéns, extensivo ao seu filho pelo trabalho árduo, transformando em realidade nossa AAPPREVI. Acredito que a canalização de energias positivas, dos aqui frequentam, para esse fim também ajudaram.
SMJ, as sugestões para o uso do Superavit devem ser definidas o quanto antes, pois ao reabrirem as negociações não podemos ser pegos de surpresa. Temos de fazer uma análise do passado, pois foram vários planos econômicos e alterações salariais dos anos 70 para cá que provocaram anomalias, e também outras como Renda Certa, Parcela Previ, contribuições para quem estava aposentado, falta de contribuição para quem está na ativa, uns recebiam horas extras outros não e percentual baixo para as pensionistas, dependendo da política salarial vigente e do cargo exercido. Para começar um aumento linear de determinado valor e retroativo a janeiro de 2008 seria interessante, ajudando mais aos que recebem menos. E paralelamente fazer as correções necessárias. O momento é ideal. Para o futuro, não sabemos que governantes e dirigentes iremos encontrar. Os atuais, conhecemos.
Abraços,
Lázara Rabelo

Jorge Teixeira disse...

Colega Marcos Cordeiro,
Ainda sobre o projeto de decreto legislativo contra os termos da resolução 26 do CGPC, de autoria do deputado Gustavo Fruet, link que Você gentilmente disponibilizou aqui no seu blog, cumpre-me esclarecer que já enviei, para todos os membros das Comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e Cidadania, a carta modelo que se encontra disponível no site da FAABB. Apenas a título de colaboração informo que o envio de e-mail para os Srs. Deputados pode ser feito de forma bem rápida, bastando apenas “copiar” e “colar” no programa de envio e recebimento de e-mails (no meu caso o Outlook Express) o endereço eletrônico de cada um dos parlamentares.

Anônimo disse...

Colegas,
No que se refere à tramitação do PDC 2348/2009 do Deputado Federal Gustavo Fruet, é bom lembrar que após analisado pelas duas Comissões, a proposta vai a Plenário e em seguida será enviada ao Senado, para identicas providencias.
Portanto, seria bom pedir apoio, também, aos Senadores da República.

Marco Aurelio Damiano - Guaxupé-MG disse...

Colega Marcos Cordeiro,
Talvez a fórmula ideal para distribuição do superávit esteja na conjunção de 2 propostas acima. Ou seja, primeiro, aplicaríamos a proposta da colega Lázara Rabelo, fazendo “uma análise do passado” e promovendo ajustes para diminuir as anomalias do plano 1, cujos motivos foram muito bem por ela colocados. E, a partir daí, aplicaríamos a sugestão da colega Rosalina de Souza, utilizando os futuros superávits à semelhança do que se faz com as sobras da Cooperforte.
Essa fórmula ideal talvez pudesse eliminar, definitivamente, futuras polêmicas sobre distribuição de superávits, promovendo maior tranqüilidade, tanto entre os colegas aposentados como os da ativa. Portanto, está aí, em minha opinião, uma boa idéia para ser desenvolvida.

Anônimo disse...

Marcos,

Deve haver um cuidado extremo quando se quer corrigir erros passados. Quando queremos reparar coisas erradas no passado, sempre ficamos tentados a incluir atitudes de equiparação, sem aprofundar no mérito. Temos colegas que dedicaram a vida (quinze ou mais horas diárias de trabalho), sacrificaram a família para poder ter cargos, salários mais elevados, com comissionamentos sacrificantes. Todos temos dignidade pelo que fizemos, seja qual a posição ocupada, durante nossa fase ativa no banco do brasil. Sempre recebemos salários diferentes, é impossível uma empresa pagar salários iguais a todos seus funcionários. Bom seria se pudessemos ser, salarialmente, todos iguais.
abç
Anônimo